sábado, nov 26

malandro
EM Ópera do Malandro

DEAR JOHN (AIMEE MANN) (mp3)

In, The Forgotten Arm (2005)
Aimee Mann

Dear john

- Pai, tenho duas notícias para te dar: uma boa e uma má.
- Então e qual é a boa?
- Bem... a boa e é que perdi a virgindade...
- Boa Joãozinho, boa... (estes momentos deixam um pai pululante de alegria... quando se trata do filho, claro) Então e qual é a má notícia?!
- Bem... a má notícia... é que não vi nada...
- Não viste nada? Estavam às escuras?
- Não, não... eu estava de costas.

 
Comentários

às tantas se estava escuro nem perdeu nada a virgindade, vai se haver não passou de um sonho (ou pesadelo) :P

Comentário de: Lino Gomes às novembro 27, 2005 04:32 PM

Boa!

Não percebo porquê, mas não há nada que revolva tanto a moralidade vulgar como saber que um tipo gosta de ser enrabado.

Há tipos que julgam que um bi é um gay que pretende conservar junto da sociedade uma certa repeitabilidade.

Engano!

Se um tipo toma atitudes de machão e deixa absolutamente claro que só enraba - então, sim, mantém-se uma certa respeitabilidade, é-se olhado como um extravagante que, em vez de coleccionar selos do Burkina Fasso, colecciona paneleiros.

Mas, se um tipo mostra que se interessa genuinamente por gajos, inclusive pelo que está dentro das cabecinhas, se afirma que já esteve apaixonado por homens, ou ( horror! ) que levar no cú é bom - vai a respeitabilidade por água abaixo e é-se arrumado na categoria de paneleiro, panasca, bicha, ...

É muito curiosa esta obsessão pelo enrabamento.
Não é exclusiva do nosso querido Portugal. É frequente nos gregos, na malta do Norte de África,...

Tenho conduzido um discreto inquérito antropológico ( tenho vários amigos marroquinos e argelinos ), e julgo poder dizer que o que está por detrás é o seguinte:

i) um verdadeiro homem domina;
ii) num enrabamento, o topper é dominador, o bottomer dominado.

Já tentei convencê-los que, num enrabamento, frente a frente ( de longe, de muito longe, a posição prefrida ), olhos nos olhos, quando nos vemos no olhar do outro, nasce um sentimento, difuso mas inquestionável, de companheirismo e camaradagem. Seja-se enrabador ou enrabado. E que, neste quadro, a dominação é um disparate.

Mas não percebem ... gente patusca ...

Vale,
ZR


Comentário de: José Ribeiro às novembro 26, 2005 03:15 PM