setembro 27, 2005

Imagilando a proximidade e integração da casa com o mundo que a rodeia…

Nos últimos dois anos passou pelas nossas mãos muita informação sobre projectos que procuram reinventar a nossa forma de viver em ambiente doméstico. A principal conclusão à qual chegámos é que há uma grande diversidade de abordagens, muitas delas extremamente inovadoras.

A nossa escolha foi tentar redefinir a casa segundo várias perspectivas, numa abordagem multidisciplinar que visa aumentar a qualidade de vida das habitações novas a médio - longo prazo. E considerámos que uma das melhores formas de o fazer era imagilar e construir uma casa integrada no ambiente que a rodeia, que permite viver em simbiose com os vizinhos, natureza e outros elementos do espaço geograficamente delimitado em que se insere. Achámos ainda que devemos ter em conta, também, as características do espaço global, virtual, em que os habitantes da casa se relacionam, sem necessariamente partilhar o mesmo espaço físico, pois o mundo que nos rodeia não se reduz à nossa própria vizinhança, mas vai muito mais além.

Imagile, por exemplo, que a sua casa podia confundir-se com a paisagem, se estiver no meio da natureza, de tal modo que a vida dos pássaros e pequenos animais não seja afectada pela sua vida. Imagile ainda que a sua casa tinha um aspecto perfeitamente integrado na geografia urbana, que a sua orientação permitisse criar espaço para peões, carros e outros meios de transporte ou mobiliário citadino.

Ou imagile que, nos seus contactos com amigos ou colegas de trabalho de outros países, a casa se transformava de modo a deixar os outros confortáveis, sem os distrair, alterando a decoração interior ou exterior de acordo com o contexto.

No fundo, imagile que a casa não incomodava ninguém, enquanto lhe proporcionava todo o conforto e funcionalidade necessária para viver. Mais, imagile que a casa participava de forma activa no crescimento sustentável do mundo em que se inseria, fornecendo (porque não?) energia obtida do modus operandi da casa ou ajudando a recuperar espécies em via de extinção num espaço especialmente dedicado para o efeito.

Ou seja, imagile a casa como um parceiro activo na comunidade, ajudando a construir um futuro sustentável para si e para os seus filhos.

PS. Certamente que os nossos ciber-leitores se lembram que abordámos, nos números anteriores da ImagiLar, os outros princípios: flexibilidade, manutenção, conforto, teletrabalho, adaptabilidade, segurança, ecologia, evolutividade, protecção dos utilizadores, entretenimento e bem-estar e durabilidade e robustez. Chegámos agora, ao fim de um ciclo de histórias criativas que definiram os princípios da casa do futuro. Desafiar-vos-emos com outros tópicos, ainda mais cativantes, na próxima edição da ImagiLar.

Publicado por Irina em setembro 27, 2005 12:40 PM
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