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<title>blog do cao</title>
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<copyright>Copyright (c) 2010, balburdio</copyright>
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<title>Crónica de um fim anunciado</title>
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<issued>2010-01-13T17:37:48Z</issued>
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<summary type="text/plain">Ou como uma crise que já acabou várias vezes continua a fazer das suas......</summary>
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<![CDATA[<p>Ou como uma crise que já acabou várias vezes continua a fazer das suas...</p>]]>
<![CDATA[<p>Pela n-ésima vez, vem o ultra-iluminado ministro da Economia tentar moralizar as hostes com novas sobre o fim da crise.<br />
Infelizmente para ele, também neste caso há a necessidade de distinguir o que seria basicamente uma mentira piedosa, daquilo que já é pura estupidez (é a 3ª vêz).<br />
O homem ainda não percebeu que faz papel de parvo. <br />
Pior, o homem é reincidente, e ainda não percebeu, nem ninguém no governo lhe explicou, que está a cavar a sua própria sepultura.<br />
Sócrates precisa de um bode expiatório, e quem melhor que o ministro da economia que se equivoca com o fim da crise?</p>

<p>Sacudir a água do capote é o dom político, à falta de qualquer outro, de J. Sócrates. Desta feita saiu-lhe o jack-pot.<br />
Tem um ministro que pode não apenas acarretar com as culpas pelo lamentável registo da nossa economia actual, mas ainda diluir grande parte dessa culpa no conceito abstracto da "crise global".</p>

<p>Um governo em crise deve apresentar à nação um programa de combate à mesma. Do sucesso desse programa resulta invariavelmente um determinado resultado eleitoral.<br />
Mas se o ministro responsável se convence de que a crise acabou, o programa fica na gaveta, e na gaveta ninguém jamais saberá o que ele vale!<br />
Isso é bom para J. Sócrates, e é péssímo para nós.</p>

<p>A afirmação do ministro quer dizer apenas uma coisa: Por uma questão de pura sobrevivencia política o governo nem sequer vai tentar combater a crise, para não correr o risco de falhar.</p>

<p>Dizem que J. Sócrates é um líder frontal e corajoso.<br />
Bem diz o povo! É nos tempos difíceis que se vê a têmpera de um homem.<br />
</p>]]>
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<title>gays</title>
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<modified>2010-01-07T13:31:34Z</modified>
<issued>2010-01-07T13:30:14Z</issued>
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<summary type="text/plain">agora defendem o casamento!! já tem na agenda a adopção!!! o que se seguirá na senda insana da esquerda??? A Pedofilia? Ás armas!!!!...</summary>
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<![CDATA[<p>agora defendem o casamento!!<br />
já tem na agenda a adopção!!!<br />
o que se seguirá na senda insana da esquerda???<br />
A Pedofilia?</p>

<p>Ás armas!!!!</p>]]>

</content>
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<title>Absurdo</title>
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<modified>2010-01-07T12:55:32Z</modified>
<issued>2010-01-07T12:28:54Z</issued>
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<summary type="text/plain">(histórico)...</summary>
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<![CDATA[<p>(histórico)<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>Ligo o computador e acedo à internet. Abre no iGoogle, com destaques noticiosos Portugueses.</p>

<p>Tenho à minha frente um bloco de notas onde de há 10 dias pra cá anoto os títulos de cada dia.</p>

<p>Para quê perguntam? Para avaliar a frequência com que sócrates aparece nos títulos. Não falo do governo, falo apenas de sócrartes. Títulos como: "sócrates pensa isto...", "sócrates considera aquilo...", etc. </p>

<p>Assim, como se sócrates e o governo fossem mundos aparte, como se sócrates tivesse qualquer tipo de importancia pessoal se não fosse o facto de ser 1º ministro. Contabilizo apenas as notícias onde o nome aparece no título.</p>

<p>Em comunicação social, marketing e em publicidade aprende-se o nome disto: construção de imagem, culto do lider, culto da personalidade. Não viamos nada assim, com esta sistematização, com este despudor, com este proselitismo, esta fúria totalitária... desde...  bom, desde Joseph Goebbels e a sua propaganda pró Hitler.</p>

<p>Ainda veremos um dia Coelho ou outra das bestas negras do regime saudar o chefe à saida dum comício com um deslocado "avé sócrates!"</p>

<p> </p>

<p>Feitas as contas, a media ronda as 3 notícias por dia. Com maior incidência na TSF, totalmente controlada pelo regime. Entramos no site e os título "socráticos" pululam como se de uma infestação de piolhos se tratásse.</p>

<p> </p>

<p>E a caravana passa. As atoardas indulgentes do 1º ministro perdem-se no éter. E olhamos à volta... realmente tudo mudou: o centro de saúde está fechado. A escola local fechou, o hospital mais próximo já não faz partos, agora dedica-se aos abortos. Dizem que é por falta das condições ideais para apoio às parturientes, condições essas , deduz-se, já existentes em qualquer das velhas ambulâncias onde agora nascem os bebés!</p>

<p>Os professores estão em pé de guerra, os alunos tem sobrecarga horária, manuais impróprios, condições insalubres nas escolas. As listas de espera, que governos anteriores tinham conseguido, a grande custo, reduzir, atingem agora recordes olimpicos. Certas cirurgias já não se fazem. Emergencias de certas áreas estão condicionadas pelas necessidades das cirurgias: as equipas são as mesmas!</p>

<p>Um fantoche do regime em Lisboa, invertendo a sábia disposição que visava levar os proprietários a recuperarem os seus velhos prédios, proclama que doravante quem tem um prédio em mau estado paga, agaravado, um imposto já de sí pesado e injusto. Obviamente que os proprietarios, ao contrário deste sr. sabem fazer contas, com o imposto os predios serão fonte de prejuizo, logo mais vale declara-los inabitaveis, demoli-los e vender os terrenos aos especuladores i,obiliários. </p>

<p>Resta saber se não é esta a verdadeira intenção do presidente da câmara.</p>

<p>As sinistras ligações do regime com o sector imobiliário são conhecidas. Das negociatas na Ota até ao caso da operação furacão, em que apenas os empresários anti-regime foram investigados. O escândalo com os parques eólicos com concessões vendidas ao desbarato a empresas estrangeiras o que coloca um recurso vital (à falta de melhores alternativas) nas mãos de decisores externos. As más opções energeticas são aliás o pão nosso de cada dia.</p>

<p>Optou-se pela solução eólica como se fosse um maná dos deuses, como se não fosse por sinal a forma de energia mais cara de todas, incluindo a derivada do petroleo.</p>

<p>Isto em detrimento do gás natural, menos poluente que a energia eólica (que polui ao contrário do que se pensa: poluição sonora, visual, impacto ambiental, a produção das pás e elementos compósitos é uma industria poluente, a manutenção e instalação obriga à deslocação de maquinaria pesada por locais ecologicamente frágeis, etc.), o gás é ainda muito mais barato e eficaz. UMA ÚNICA turbina de alta potência produz 10 VEZES MAIS que qualquer dos nossos parques eólicos!!! E a electricidade resultante é muitissimo mais barata ao consumidor. Da opção eólica resulta ao invez andarmos todos a pagar as inumeras unidades aerogeradoras, quen por sinal tem um tempo de vida útil muito pequeno. Dentro de 20 anos apenas terão de ser substituidas, levando em conta o elevado custo unitário e reduzida capacidade individual de produção conclui-se que esta é uma forma cara de produzir electricidade. Considerando ainda que Portugal importa estas unidades, é facil compreender a falácia do governo. Trocamos o gás barato e eficiente, porque é um bem importado, pelo vento, que afinal não é de borla nem deixa de ser importado. Absurdo!!   no nosso pais o absurdo tem outro nome: sócrates!!</p>

<p>às armas!!!</p>]]>
</content>
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<title>O Cão Vive</title>
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<summary type="text/plain">(histórico)...</summary>
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<email>balburdio@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://cao.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>(histórico)<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>Sobre mais uma das incontáveis telenovelas, em concreto a da fraude política e económica sobre a OTA, e não confundir com a outra questão que é saber se precisamos de um novo aeroporto ou apenas de deitar abaixo as construções "selvagens" que "deixaram" construir em plena rota de aproximação à pista, quiçá numa óptica psicopatológica associada a dinheiro fácil, leia-se ilegal, divertimento mórbido e a visão prespectivada de prédios em chamas, ou aquilo que diverte os corruptos do nosso país; sobre isto apenas um "quanta" de informação, meramente o suficiente para que os elementos sensíveis a este comprimento de onda passem para um novo estadio de ... precepção da realidade:</p>

<p><br />
nota auxiliar de precepção: in ICAO: PIO 12/01: The perceived growth in aicraft travel has a documented correlation with so called "population to air offer gap", the diferential between offer and an already existant demand that coldn't be met previously. There is no much demand growth as much as there is a grouth in offer. This is also a result of deregulation, only noticeable in contries where it first toke place. Ou seja, o crescimento não é da procura, é da oferta. E aparentemente só se verifica em certos mercados onde a desregulamentação já foi feita à mais tempo. Ou seja, isto nada tem a ver com Portugal, país onde o governo manobra na sombra em prol da hegemonia da TAP face a concorrentes potencialmente ameaçadores: vide Air Luxor e PGA. De notar que Bélgica, Dinamarca e Suecia desceram (3 em 12), ou seja: a OTA traduz-se logo à partida a uma aposta de 3 para 4, com dinheiro dos contribuintes. De notar ainda que os aumentos mágicos preconizados pelos defensores da tese do novo aeroporto, só são materializados em 2 paises: Reino Unido e Espanha, por motivos circunstanciais, ambos ligados ao facto de serem: um o maior responsável pela procura turistica na europa, o outro pela maior oferta a nível mundial. Acresce a isto que o incremento do tráfego noutros concorrentes, mais fortes, reduz tendencialmente as prespectivas de um Portugal agarrado à tese da "bandeira" mas sem querer gastar os milhões necessários. Não XXX nem sai de cima. Já agora: de quem são os terrenos na OTA? Inúmeras fachadas, na sua diversidade, máscaras de um mesmo Portugal arqui-corrupto. Um estudo atento e apoiado conduz-nos à sombra do mal e à sua causa: Mário Soares<br />
</p>]]>
</content>
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<title>A Cabala</title>
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<issued>2010-01-07T12:27:15Z</issued>
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<summary type="text/plain">Sobre o Código Da Vinci de Dan Brown...</summary>
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<email>balburdio@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://cao.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Sobre o Código Da Vinci de Dan Brown</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Este calhamaço, relatando no fundo uma historieta árida e muito batida, é um dos maiores sucessos editoriais dos últimos tempos. Tal fica-se em grande medida a dever ao baixíssimo nível cultural desta nossa sociedade materialista, mas também ao apoio que ela conseguiu obter de poderosas máquinas de propaganda que influenciam decisivamente a opinião pública. </p>

<p>A realidade é que, sob a aparência de um inofensivo, e ligeiro, romance - que agora também está a ser apresentado em filme (como forma de prolongar o efeito) - o livro serve fundamentalmente o sinistro propósito de divulgar uma doutrina profundamente anti-cristã, para além de atacar ferozmente a Igreja Católica. <br />
O autor, Dan Brown toma alguns factos históricos pela rama e deturpa-os, inventa outros, mistura tudo num contexto de ficção, tornando difícil, mesmo para um leitor atento, distinguir o verídico do ficcional e inclusivamente recorre pura e simplesmente à falsidade ao afirmar no início do livro, fora do contexto de ficção, que são verdades puras efabulações.<br />
Lançado o mote, este lacaio dos judeus trata de denegrir à saciedade a instituição católica, procurando ao longo do livro denunciar uma conspiração cristão contra a humanidade, sem contudo fornecer uma explicação plausível sobre os motivos de tal conspiração.</p>

<p>O autor, não podendo apresentar Jesus Cristo como uma mulher (outros menos cautelosos já o fizeram) inventou-lhe uma, servindo-se para tal da figura de Maria Magdalena. Por sinal uma figura de que só temos informação atravéz da Biblia num contexto que em nada poderia ter a ver com uma relação matrimonial.<br />
Desde à muito que os Judeus, no intuito de anularem o ascendente moral do Cristo, que tantos dissabores lhes causou por culpa dos homens, pretendem desmistificar a sua imagem, ligando-o a esta mulher. Nítida está ainda a memória da "Última Tentação de Cristo" obra de outro judeu, Martim Scorcesse. A questão judaica é simples, se à religião Católica Apostólica Romana muitos apontam o dedo da contestação, já a imagem que Jesus Cristo suscita é, mesmo para outras religiões, consensualmente positiva em extremo. Para a quase totalidade das pessoas, independentemente da fé e milagres à parte, Jesus é fundamentalmente alguém intrinsecamente bom e com uma mensagem que vai ao encontro dos mais elvados ideais humanistas. Isto sempre foi algo intolerável para os Judeus, quantos não chegavam a morder a cruz que eram obrigados a ter em casa para ocultar a sua verdadeira crença?<br />
Não foram eles que afastaram os crucifixos das escolas? Não foram eles que afastaram a Igreja dos meios de comunicação (vide o caso TVI)? Não são eles que escrevem estes livros, que realizam estes filmes?<br />
Não são eles que mantém o Ocidente cristão, refém de uma guerra de civilizações contra o Islão e onde ainda acabam por surgir aos olhos do público como paladinos da civilização contra a barbárie? <br />
Nesta guerra acedem o ódio dessa religião medieval e portanto bárbara aos nossos olhos, expondo-a ao nosso mais reprovador escrutínio, no intuito maquavélico de fomentar a aversão a todas as formas de obediência à fé religiosa, inclusivamente à nossa.<br />
Escondem portanto a sua, algo facilitado por séculos de penosa experiencia.<br />
Com isto procuram afastar-nos de Jesus e da sua moral absoluta, procuram enfraquecer-nos e dominar-nos, servindo-se de nós para dominar o mundo alicerçados na sua diáspora milenar e no seu propósito de prosperar sobre todas as outras raças do mundo. <br />
As mesmas raças por eles tidas como ímpias, pois convém recordar que no contexto das principais religiões, a Judaica é a única que impõe critérios raciais.<br />
É também a única que não possui uma mensagem de valores, impondo pelo contrário o primado da cultura e do conhecimento sobre (e à custa de) a moral e o humanismo. Onde é que eu já ví isto antes? <br />
Nesta era a que chegámos, mais conduzidos do que por nossa vontade consciente, ameaça-nos um imenso mal. Não o aparente, do choque de civilizações, onde, convenhâmos, enfrentamos com o nosso esmagador poderio tecnológico, um adversário preso à idade das trevas; mas um invisível, o de um inimigo entre nós, oculto em mil capas de perfídia e outras tantas páginas de um extrapolado romance de cordel!</p>

<p><br />
Como sugestão (e remédio imprescindível) recomendo a leitura de:</p>

<p>Título: Código Da Vinci - EMBUSTE E FALSIFICAÇÃO<br />
Autores: Gustavo Solimeo, Luís Solimeo<br />
Editora: Livraria Civilização Editora<br />
Porto, Maio de 2006<br />
125 páginas<br />
ISBN - Nº 972-26-2435-0</p>

<p>Porque depois de "Código Da Vinci" todos precisamos de um bálsamo para a alma!</p>]]>
</content>
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<title>Referendos</title>
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<modified>2010-01-07T12:55:32Z</modified>
<issued>2010-01-07T12:26:45Z</issued>
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<created>2010-01-07T12:26:45Z</created>
<summary type="text/plain">IVG? E desde quando é que um aborto é verdadeiramente voluntário? Para qualquer pessoa minimamente inteligente isto deveria bastar....</summary>
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<name>balburdio</name>

<email>balburdio@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>IVG? <br />
E desde quando é que um aborto é verdadeiramente voluntário? <br />
Para qualquer pessoa minimamente inteligente isto deveria bastar. <br />
</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Outras liberalizações, na mesma lógica de «no meu corpo(e mente) mando eu!» poderiam ser: <br />
- o suicídio <br />
- a eutanásia <br />
- o infanticídio em caso de deficiência grave <br />
- a auto-mutilação <br />
- os sacrifícios rituais (em atenção à liberdade religiosa) <br />
- a desclassificação como tal de todas as doenças mentais <br />
- a redução da idade maior para os 5 anos de idade <br />
- o tráfico de orgãos de viventes, desde que por expressa vontade do dador <br />
- a prostituição, em qualquer idade <br />
-... <br />
enfim! </p>

<p>IVG? Não obrigado!</p>

<p>Já agora...<br />
alguém sabe quanto é que custa um referendo como este?</p>

<p><br />
</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Que Liberdade!</title>
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<modified>2010-01-07T12:55:32Z</modified>
<issued>2010-01-07T12:26:18Z</issued>
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<created>2010-01-07T12:26:18Z</created>
<summary type="text/plain">
Num país dito democrático, mas onde a esquerda no poder, assumindo-se finalmente como ditadura autocrática governando para sí mesma, afastando-se dos reais desígnios da nação, desprezando a vontade soberana do povo e reduzindo progressivamente a qualidade de vida e o nível de felicidade geral, é inacreditável que todo um povo se mantenha calado e quieto como se de ovelhas guardadas pelos lobos se tratasse. 
Pergunto: Onde estão os homems corajosos dispostos a mostrar o seu «espírito de resistência»? Castela aqui ao lado, país mediocre de gente mediocre, que conseguiu, por sinistras vias tortuosas, deitar a pata sobre gentes bem melhores que eles, prospera. 
E prospera porque os governantes, de quando em vêz, vão pelos ares em mais um atentado à bomba. Porque eles, lá, tem medo do povo. Aqui não! 
O povo cá pode mudar de partido no governo, mas não pode mudar os partidos, não pode mudar o estado, não pode mudar o regime e não pode mudar o seu próprio destino. 
Em Castela os deputados armam-se em parvos e entra um Tejero Molina pelo congresso de pistola na mão para lhes avivar a memória. O Rei e a nação sairam mais fortes e o resultado é hoje patente. 
Um povo que se deixa abusar continuamente só promove esse mesmo abuso. Já um povo que não se deixa pisar e que está disposto a responder de forma violenta contra os seus dirigentes, é um povo livre. 
Isto é principalmente verdade em regimes democráticos, já que em outras circunstancias pode o povo ver-se reduzido à impotência por uma minoria mais forte que ele. Não vivemos em ditadura, os nossos dirigentes são mais fracos que nós, as forças que poderiam defender o regime estão elas próprias desiludidas e divididas. 
Muitos dos seus elementos activos alinhariam certamente com o povo na luta contra os seus dirigentes. 
Só pelo combate pode o povo mudar este regime, seja ela mais pacífica pela via da desobediência civil, ou mais violenta na forma do terrorismo popular. 
Aquilo que é justo crime quando praticado por indivíduos em seu benefício próprio, não o é mais quando praticado pelo povo e pela sua liberdade. 
Mas onde estão os homems que preservam o seu espírito de resistência?
</summary>
<author>
<name>balburdio</name>

<email>balburdio@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://cao.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>(histórico)<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>«Que país pode preservar as suas liberdades se os seus governantes não são avisados de tempo a tempo, de que o seu povo preserva o espírito da resistência?» <br />
-Thomas Jefferson <br />
</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Acordem!</title>
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<modified>2010-01-07T12:55:32Z</modified>
<issued>2010-01-07T12:25:38Z</issued>
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<created>2010-01-07T12:25:38Z</created>
<summary type="text/plain">«Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer - Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogo-fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa...</summary>
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<email>balburdio@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://cao.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>«Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, <br />
Define com perfil e ser <br />
Este fulgor baço da terra <br />
Que é Portugal a entristecer - <br />
Brilho sem luz e sem arder, <br />
Como o que o fogo-fátuo encerra. </p>

<p>Ninguém sabe que coisa quere. <br />
Ninguém conhece que alma tem, <br />
Nem o que é mal nem o que é bem. <br />
(Que ânsia distante perto chora?) <br />
Tudo é incerto e derradeiro. <br />
Tudo é disperso, nada é inteiro. <br />
Ó Portugal, hoje és nevoeiro... </p>

<p>É a Hora! »</p>

<p>Fernando Pessoa - in Mensagem </p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>Castigos</title>
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<modified>2010-01-07T12:55:32Z</modified>
<issued>2010-01-07T12:24:55Z</issued>
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<summary type="text/plain">(histórico) A mentalidade de sopeira que grassa entre algumas detentoras de cargos oficiais continua a produzir resultados....</summary>
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<email>balburdio@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>(histórico)<br />
A mentalidade de sopeira que grassa entre algumas detentoras de cargos oficiais continua a produzir resultados.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Pretendem agora alguns grupelhos meter no mesmo saco, os, por eles chamados "castigos corporais", os maus tratos e as ofensas sexuais.</p>

<p>Isso mesmo, dar uma palmada no menino que se porta mal é, segundo estas iliuminárias, um acto ilícito!</p>

<p>Tentei perceber isto, mas é impossível. A mesma sociedade que pretende banalizar o aborto, quer agora acabar com as bofetadas, tabefes e afins. Ridículo?</p>

<p>Para alguns, aparentemente, não é. Vivemos numa sociedade incoerente, desequilibrada e pouco inteligente. É uma sociedade que de reforma de mentalidades em reforma de mentalidades caminha para o abismo. </p>

<p>O abismo da falta de civísmo e de educação; da perda do respeito a quem ele é devido; da perda de autoridade; do colapso das instituições basilares da sociedade, como a família, a igreja e a escola.  Perdendo os país a capacidade de educarem livremente as suas crianças, por um lado porque a nossa sociedade não protege a família permitindo aos país o tempo necessário para ela, por outro porque não é defendido o princípio da autoridade parental; e não sendo a sociedade em sí já capaz de se substituir aos pais, pergunto-me: Quem educará agora as crianças?</p>

<p>Cavamos hoje a nossa própria sepultura, o futuro, de que já temos muitos maus augurios, reserva-nos grandes problemas. Mas não surpresas, é fácil prever o que sucederá.</p>

<p>As mentalidades não mudam sem mudarem as realidades, e a realidade frequentemente é imutável, principalmente quando remete às leis da natureza, da lógica e mesmo do mero senso comum.</p>

<p>Agressões selváticas a crianças, da parte de pais em desespero ou enlouquecidos. Agressões a crianças por parte de terceiros sem paciência para aturar abusos. O agudizar da já presente disfuncionalidade comportamental das crianças nas escolas e mesmo em casa. </p>

<p>E depois? Quando crescerem engrossaram o rol dos adultos destituidos de formação cívica, de princípios morais, irresponsáveis crónicos, anti-sociais, etc. Isso levou já hoje a um clima de permanente mal estar e agitação social que culminará certamente no caos duma sociedade agressiva, violenta e sem moral. A única solução será então uma guerra civil ou o colapso da nossa sociedade.</p>

<p>Ao pretender a utopia, gera o caos (lei da entropia); ao forçar as mentalidades induz nestas a reacção contrária (3ª lei da física).</p>

<p>Esta sociedade está morta! </p>

<p>Urge mudá-la</p>]]>
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<title>juventude rasca</title>
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<summary type="text/plain">publicado no Casmurro in dicionário de soundbytes... ... JUVENTUDE 1. Tem Secretaria de Estado, cartão jovem, descontos na compra de habitação, shots em profusão e inconsciência em matéria de preservativos. 2. «No meu tempo não havia preservativos a cores nem...</summary>
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<![CDATA[<p>publicado no Casmurro</p>

<p>in dicionário de soundbytes...<br />
...<br />
JUVENTUDE</p>

<p>1. Tem Secretaria de Estado, cartão jovem, descontos na compra de habitação, shots em profusão e inconsciência em matéria de preservativos. </p>

<p>2. «No meu tempo não havia preservativos a cores nem com sabores. Esta malta jovem nasceu com o cu para a lua&#133;». </p>

<p>3. Faz a sua educação afectiva, e cultural (vide os «D&#146;Zrt»), nos Morangos com Açúcar, que por essa razão tem de durar pelo menos mais uns 15 anos, para acompanhar o percurso de uma geração. </p>

<p>4. Com a crescente precocidade sexual, bem patente na franqueza desabusada da linguagem e na erotização do look das pré-teenagers, aos 10 anos já sabe quase tudo. </p>

<p>5. Vai à missa nos centros comerciais e reza por telemóvel (no que toca aos sms, consegue escrever quase todas as palavras do português só com o K e o X). </p>

<p>6. Os sms servem também como recusa subversiva do arcaísmo implicado na situação pedagógico-didáctica da «sala de aula» com quadro negro - ou de como o choque tecnológico já chegou há muito à escola. </p>

<p>7. Só come porcarias e acha que o MacBurger é um prato típico alentejano. </p>

<p>8. Estuda on line, razão pela qual o conceito de plágio se tornou hoje obsoleto. </p>

<p>9. O MP3 e, mais recentemente, o I-Pod, também ajudam à sua amnésia em relação às questões da propriedade intelectual. </p>

<p>10. Não suporta filmes em que cada plano dure mais de um décimo de segundo. </p>

<p>11. Lê muito, em regime de zapping, saltando da primeira frase do livro para a última e recuperando depois uma ou duas pelo meio. </p>

<p>12. Com um esgar taxativo: «Só vestem roupa de marca, usam todos telemóveis 3G, passam a vida em discotecas e depois não podem pagar propinas na universidade?! Coitadinhos&#133;»</p>

<p>Depois de lêr isto percebi o porquê de Portugal ser o ÚNICO país da CE em crise...<br />
... é que neste momento quem nos governa... já é a juventude rasca que o outro falava!!<br />
</p>]]>

</content>
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<title>Debate censurado</title>
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<summary type="text/plain">(histórico) Eram 10 horas da matina e como sempre o cão andava na sua eterna demanda por novos candeeiros ainda por estrear. Vá-se lá saber porquê, nesse dia a cruzada diária levou-o para o pardieiro do lumiar. Tinha finalmente localizado...</summary>
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<![CDATA[<p>(histórico)<br />
Eram 10 horas da matina e como sempre o cão andava na sua eterna demanda por novos candeeiros ainda por estrear. <br />
Vá-se lá saber porquê, nesse dia a cruzada diária levou-o para o pardieiro do lumiar. Tinha finalmente localizado um alvo impoluto pronto para ser marcado quando o surpreendeu um espectáculo assaz insólito.</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Á porta dos estúdios de televisão tinham estacionado uma série de automóveis topo de gama e o local estava literalmente pejado de fulanos engravatados, vestidos de preto e com óculos escuros todos da mesma marca. <br />
Para o cão aquilo ou era uma manifestação de porteiros de bares de alterne ou algo se passava.<br />
Como a curiosidade só faz mal aos gatos o cão, como não quer a coisa, aproximou-se, e meio à socapa conseguiu entrar no estúdio, pela porta do cavalo. Sorte que o cavalo ainda não devia ter chegado e a dita porta estava aberta.<br />
Olhou em volta, farejou o ar e viu entrarem os figurões, então fez-se luz.<br />
Eram os vários candidatos à presidencia da republica, vinham participar num debate secreto.<br />
Por uma conversa interceptada pelos ultra-apurados ouvidos do cão ficamos a saber que se tratava de um debate que quase de certeza nunca iria para o ar.<br />
Cavaco Silva e Loucão opunham-se ao debate em grupo. Cavaco publicamente e Loucão em segredo enquanto que frente ás câmaras vinha criticando a falta de coragem de Cavaco. Afinal ele ainda tinha mais medo de um debate a 5.<br />
Todos tinham, contudo, acordado em segredo fazer um único debate em grupo, para o caso de já não ser possível realizar o debate na eventualidade de Cavaco e Loucão mudarem de estratégia. Se o fizessem o debate iria para o ar.</p>

<p>O cão viu-os sentar e, deslizando como uma sombra, alcançou a primeira linha de cadeiras da assistência, que como as demais estava vazia.<br />
O que se segue é uma transcrição do que conseguiu ouvir:</p>

<p>Apresentador: -Meus senhores, muito boa noite...blá, blá, blá...começaria então por sí, Senhor Mário Soares e...</p>

<p>Mário Soares: -...Doutor!, Senhor Doutor!! Sim, não se esqueça que sou doutorado.</p>

<p>Jerónimo de Sousa: -Eh! Já cá faltavam os doutores e engenheiros!! Se é para me melindrarem tirem o cavalinho da chuva que para os vossos doutoramentos chega-me a minha formação em afinação de máquinas...aliás o que este governo precisa é de uma afinação...</p>

<p>Chico Loucão: - É pá, ó Jerónimo, deixa-te mas é de merdas, o teu partido bem que te podia arranjar um desses cursos na URSS!! Não foste porque não quiseste...</p>

<p>Apresentador:- Ehh...bem...eu...em, senhores, meus senhores vamos ter calma e respeitar o alinhamento. Todos terão oportunidade para...</p>

<p>Cavaco Silva: -Por falar em alinhamento, gostaria que me explicasse por que diabos deu a primazia ao meu adversário. Mais valia ter começado por um dos outros, afinal eles só cá estão para entreter, o verdadeiro debate é entre mim e o Mário...</p>

<p>Mário Soares: -Pôrra António, já te disse que tens de me tratar por Doutor Mário Soares, Mário é lá fora caraças...</p>

<p>Manel Alegre: -Sim, Cavaco, bem sabemos que ele na intimidade é uma coisa e na praça pública é outra. A mão que estende para nos cumprimentar é afinal a mesma que segura o punhal que nas costas nos quer cravar, o abraço que nos dá pela frente é o...</p>

<p>Jerónimo de Sousa: -Olha-me isto...eu se soubesse que vinha para uma sessão de poesia tinha bebido outro café. Caramba, não há paciência...</p>

<p>Apresentador: -Meus Senhores! meus Senhores, um pouco de ordem, peço-vos...Bem, sendo assim talvez possa começar por sí, Doutor Jerón...Ahhh, senhor secretário geral...bem, Jerónimo de Sousa...sim, dizia eu que...</p>

<p>Chico Loucão: -Desculpe lá mas já que eu aqui fui quem falou menos deveria ser eu a começar, não é por nada mas nestas coisas há que ser rigoroso.</p>

<p>Apresentador: -Bem, então talvez...</p>

<p>Jerónimo de Sousa: -Nada disso meu amigo, nada disso meu amigo, nada disso...ah, bom! Nem pensar, o senhor acabou de falar e com isso, pelas minhas contas, passou a estar em vantagem, agora sou eu quem começa, assim é que está bem.</p>

<p>Manel Alegre: -E que tal começar eu, poderia fazer aqui uma pequena improvisação, talvez uma cópia de um poema da Sofia, de minha autoria e que ela gostava muito ou não fosse uma obra original de Florbela Espanca??!</p>

<p>Mário Soares: -Poupa-me pá, já me bastam os jantares a que iamos antes de te dar prá política!!</p>

<p>Alegre: -Como?!!?!? Antes de me dar prá política??? Fica tú sabendo ó Soares, doutor 'honoris causa' da mula russa, que ainda tú andavas entretido a saltar ao eixo já eu tinha na minha alma a veia de...</p>

<p>Cavaco Silva :-Bem sabemos, aliás isso deve ter sido contemporâneo daquelas pegadas que iam lixando a minha obra na auto-estrada Lisboa-Oeiras, ou foi na Oeiras-Amadora??<br />
humm, se calhar foi na Damaia-Odivelas...</p>

<p>Loucão: -Isto é indecente, este tipo aproveita-se dos disparates do outro para vir práqui atirar-nos à cara a porcaria das obras dele. Aliás, vou-me embora, não aturo estas merdas.</p>

<p>Apresentador: -Como??? hamm? mas, vai-se embora? mas...</p>

<p>Cavaco Silva :- Ah! deixe-o lá ir-se embora, ele também só cá estava a empatar o verdadeiro debate. Se o que precisamos é de palhaços para entreter ainda cá ficam 3.</p>

<p>Manel Alegre (contando pelos dedos): Humm? Como é que é? 3? Mas... eu e o Jerónimo só somos dois, quer-me a mim parecer que mais uma vêz o professor se enganou na contabilidade!</p>

<p>Cavaco Silva :- Meu caro, eu raramente me engano e nunca tenho dúvidas...ou é ao contrário? Bem, não interessa! De qualquer forma há aqui um 3º palhaço, alguém que se auto proclama doutor mas que não passa de um reles bacharel em direito com o curso mal tirado.</p>

<p>Mário Soares :-Desculpa lá pá, mas eu não tirei o curso numa qualquer universidadezinha da treta como tú, eu cá sou licenciado pela Sourbone de Paris meu amigo!</p>

<p>Jerónimo de Sousa :-Senhor Bône?? Que é isso, uma cervejaria? Se isso fosse assim eu era 'magna cum laude', há, há, há!</p>

<p>Loucão(reentrado) : -Só cá voltei por que me esqueci de levantar dinheiro, fui alí ao lado beber um conhaque e agora não tenho um chavo pra pagar. Alguém me desenrrasca uma milena?</p>

<p>Jerónimo de Sousa :-Epá toma lá 2 e pede um bagaço pra mim que eu tb vou contigo... já só cá fica com um palhaço senhor professor!</p>

<p>Manel Alegre: -Sózinho e abandonado, o último dos palhaços!... E o meu destino! mas um homem quando é homem com O grande segue...</p>

<p>Mário Soares :-Epá calem-me esse fulano senão quem vai beber um bagaço sou eu.</p>

<p>Cavaco Silva :-Tenho uma ideia, vamos mesmo, eu bebo um cházinho se o meu caro apresentador oferecer e podemos fazer o debate lá.</p>

<p>Apresentador :-ahh, um chazinho?? Bem, enfim, ... pois, que remédio...</p>

<p>Manel Alegre(sózinho no palco) : -E deixaram-me só... abandonaram-me...mas eu não vou atrás... eu fico!!!... de pé...ahhh! aliás... Sentado!! <br />
Sem medo!! Eles que bebam os conhaques e essas bebidas finas, para mim é a cicuta! venha ela!! ....Sem medo!!!. Um homem que é homem...</p>

<p>Nessa altura o cão seguiu o exemplo e fugiu dalí pró bar vizinho. E em boa hora o fêz, Loucão estava a pagar rodada atrás de rodada. Já se tinha esquecido que não tinha dinheiro, estes intelectuais!!!!<br />
</p>]]>
</content>
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<title>Erudições</title>
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<summary type="text/plain">(histórico) O cão andou a ler umas coisas e resolveu partilhar alguma erudição com o povão, principalmente nestes tempos de obscurantismo que atravessamos....</summary>
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<name>balburdio</name>

<email>balburdio@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>(histórico)<br />
O cão andou a ler umas coisas e resolveu partilhar alguma erudição com o povão, principalmente nestes tempos de obscurantismo que atravessamos.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Isto a propóstito de uma mais ou menos unânime, mesmerizada opinião sobre a obra de J. R. R. Tolkien: "O Senhor dos Aneis".</p>

<p>Tolkien sempre recusou admitir que a sua obra não passava de um plágio de Wagner, quando questionado respondia "ambos os anéis são redondos e é aí que a semelhança acaba". Refugiava-se obviamente na certeza de que quem lia as suas obras jamais poderia ser um apreciador de ópera, caso contrário ele seria obrigado a dar a mão à palmatória e admitir a plena colagem.</p>

<p>Certamente há diferenças, até porque suponho que a tolerância de Tolkien à música de Wagner não fosse de molde a permitir-lhe aguentar os 3 dias necessários para escutar toda a monumental ópera "O Anel dos Nibelungos". Isto deve-se contudo, malfadadamente para Tolkien, a não ter absorvido toda a grandiosidade Wagneriana, ficando a sua obra muito aquém da história que serve de suporte à magistral obra do compositor Bávaro.</p>

<p>É sabido, por intermédio de amigos pouco sigilosos, que Tolkien terá feito um estudo exaustivo de "As Valquírias" antes de escrever a sua triologia.<br />
Nas Valquírias Wagner explora de forma exaustiva o mundo fantástico da sua criação, e o que é mais importante, explica-o! Percebe-se assim o interesse de Tolkien.</p>

<p>A própria ideia do anel omnipotente vem de Wagner.<br />
No "Anel dos Nibelungos", Alberich, rei dos Nibelungos, forja um anel místico com ouro sagrado roubado do Reno, possuidor de poderes transcendentais e absolutos.<br />
O Deus Wotan (Odin) rouba-o para consolidar o seu poder, Alberich, furioso, roga uma praga sagrada sobre o anel: "O Senhor do Anel será escravo do anel", estas são as exactas palavras na obra Wagneriana, curiosamente, e, a crer em Tolkien por mera coincidência, são também as palavras de Gandalf quando se refere ao anel.</p>

<p>Talvez fossemos tentados a acreditar em Tolkien (ou se calhar não), se esta fosse a única coincidência.<br />
Contudo ao longo de toda a trilogia, na viagem que no fundo constitui a saga dos herois de Tolkien, esbarramos a cada passo com personagens e acontecimentos que parecem saltar directamente das partituras Wagnerianas para a obra de Tolkien.</p>

<p>Exemplo crasso disto é o famoso episódio da morte de Boromir, heroi trágico que alcança a redenção pela via do sacrifício. Cópia decalcada da personagem, ainda mais trágica de "Tannhauser", heroi que voluntariamente se sacrifica para redenção dos seus pecados amorosos, à imagem do "Tristão e Isolda" é certo, mas pelo menos Wagner nunca refutou as suas musas.</p>

<p>Quando Tolkien roubou o anel de Wagner, outra coisa que obliviou, além de admitir o crime, foi a sua mais importante propriedade.<br />
Tolkien usa a mesma solução de enredo de Wagner, um deus que pretende o anel para expandir o seu domínio, um anel que assume o controlo de quem o usa, contudo na obra Wagneriana apenas alguém que tivesse renegado o amor poderia forjar o anel e ser seu mestre.</p>

<p>Presumivelmente Sauron teria abandonado toda a aspiração ao prazer carnal quando se tornou no olho omnisciente no topo da sua torre, talvez pela relativa vantagem intrinseca do aspecto particular de "tudo" ver, contudo isto é um erro, dado que na obra de Wagner é precisamente esta a razão da derrota de Wotan.<br />
Tolkien despromove este aspecto importante, aliás desde sempre que os seus críticos lhe apontam uma certa "opacidade sexual" no contexto geral da obra.</p>

<p>Isto aliado à natureza das relações humanas mais marcantes na triologia, que são particularmente surpreendentes dada a enorme quantidade de mulheres fabulosas que entram na história e que levariam a crer que mais tarde ou mais cedo algum outro tipo de acção épica iria ter lugar... leva-nos a crer que para Tolkien a tal dicotomia a partir da forma geométrica dos aneis se traduz afinal numa abordagem homosexual da obra manifestamente romântica e mesmo épico-erótica de Wagner.<br />
Como se o único fito de Tolkien fosse o de renegar Wagner. Contudo acaba por se renegar a sí mesmo dado que não há Tolkien além de Wagner e a desmistificação tentada da obra de Wagner acaba por ser, tal como o anel tirânico o foi para Wotan, a perda de Tolkien.</p>

<p>Além de não conseguir sequer beliscar Wagner acaba por reproduzir algo como os castelos da Baviera reproduzidos na areia da praia pelas mãos de uma criança.<br />
A aridez da obra de Tolkien resulta precisamente da falta da dimensão romântica, da natureza assexuada, para não dizer outra coisa, dos seus herois.<br />
No fundo o único heroi romântico que poderia salvar a situação, Boromir, é desperdiçado, pois se Tolkien ainda concede que ele morra em glória, estraga tudo ao não lhe dar qualquer contexto romântico, por outras palavras, a Boromir falta a bela Donzela que chorará a sua morte. Se alguém o chora são os hobbits, todos machos por sinal!!!</p>

<p>E é com estas subtis conotações que Tolkien deixa transparecer as suas inclinações religiosas, de mestre escola moderno-Anglicano armado em grande escritor.<br />
Prefere resvalar para a homosexualidade insinuada do que admitir o pecado carnal homem-mulher. Afinal isto é a perversão máxima do protestantismo no início do sec XX, que na sua cegueira fundamentalista acaba por confundir o acto com os sujeitos.</p>

<p>Na obra de Wagner, o feio Alberich forjou o anel para conseguir os favores das mulheres, Wotan fica obcecado com o anel como consequência do seu casamento sem amor, no final acaba por perceber a sua impotência face ao anel e pesaroso "desaparece de cena".<br />
Siegfried e Brünnhilde, escudados do poder maléfico do anel, pelo seu amor reciproco, acabam por transformar o anel num mero símbolo desse trágico amor.</p>

<p>No fim a verdadeira essência do poder revela-se, na mitologia Wagneriana, como sendo o Amor, perante o qual os muros de Valhalla desabam como se feitos de areia.<br />
Talvêz a mesma areia com que Tolkien construiu todo o seu pequeno reino de fantasia.<br />
</p>]]>
</content>
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<title>Dentadas</title>
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<modified>2010-01-07T12:55:32Z</modified>
<issued>2010-01-07T12:17:10Z</issued>
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<summary type="text/plain">(histórico) Como não poderia deixar de ser, agora que se deu a tão badalada como provinciana dita &quot;rentré&quot; política, o cão, sempre atento à rafeirada, aguça o dente e parte pró ataque....</summary>
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<name>balburdio</name>

<email>balburdio@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>(histórico)<br />
Como não poderia deixar de ser, agora que se deu a tão badalada como provinciana dita "rentré" política, o cão, sempre atento à rafeirada, aguça o dente e parte pró ataque.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Entre a míriade de desmandos deste governo, tal que nem as estrelas do céu os poderiam enumerar, destacam-se pela especial gravidade a questão dos incêndios, o saque prepetrado contra os contribuintes, as reformas, a inercia face ao aumento da criminalidade, a política de imigração etc.<br />
Para ser breve não vou elaborar muito sobre cada uma destas questões, até porque queria referir algo que muita gente pensa ser "a boa política" deste governo, mas que na realidade levanta questões de enorme gravidade para o futuro do país.</p>

<p>Portanto, no tocante ás questões de fundo não vou além de referir alguns promenores que talvez tenham passado despercebidos, algumas achas para este enorme incêndio que lavra no nosso país, chamado "Governo Sócrates".</p>

<p>No tocante à política, ou antes falta de política sobre incêndios, não deixa de ser caricato que nunca como neste ano tenha ardido tanta floresta e nunca como neste ano tenha havido tanta intervenção optimista por parte dos mais altos governantes. na verdade desconcertante, afinal que país andam estes patetas alegres a governar?? Portugal ou a Disneylandia??<br />
Quanto ao saque, acautelem-se os Portugueses para a recente política sigilosa de conceder incentivos aos serviços de finanças locais, inclusivamente financeiros, para quem extorquir o máximo de dinheiro aos contribuintes, política que se pode classificar apenas como pura e simples EXTORÇÃO! Os funcionários que aderem levam pra casa as fichas dos contribuintes locais e estudam-nas detalhadamente a ver se podem roubar mais alguma migalhita ao coitado do contribuinte pagador.<br />
Podem pegar por tudo já que a lei é perfeitamente Kafkiana e trata o contribuinte não como a pessoa fundamental para o funcionamento do país e portanto importante e preciosa mas como um bandido que deve sempre dinheiro ao estado e que tem de provar que não deve, mesmo quando os próprios serviços de finanças dizem que nada deve, inacreditável, nem numa república das bananas...Bom, isto é uma república das bananas!<br />
Quanto às reformas, é deveras frustante constatar que em Espanha o governo anuncia aumentos substanciais (para dizer pouco) enquanto que por cá, até essas migalhas o estado quer poupar, na ânsia de arranjar sustento para as constelações de tachos que cria diariamente (centenas!).<br />
Quanto à criminalidade apenas digo que ela começa a alastrar pelo país inteiro e mesmo em sítios onde há poucos anos ninguém sabia o que era um assalto, hoje já se anda com o credo nas mão com medo da "bandidagem", coitados, não sabem que os verdadeiros bandidos vestem gravatas e tem pasta de ministro.<br />
Por fim a imigração, vem um palerma dizer que o problema é o entrave à obtenção de um visto...por amor de deus, o problema é deixarem entrar diariamente centenas de "brazucos" com uma mão atrás outra à frente, sem eira nem beira que vem cá roubar o emprego aos nossos conterrâneos.<br />
Ainda há quem diga que eles fazem o trabalho que ninguém quer...santa ignorância ou mentira criminosa, é vê-los em escritórios de empresas, em fábricas, em hoteis, em gabinetes de informática. Eles não são parvos, mentem descaradamente nos currículos, inventam formação e experência que não tem, dão cobertura uns aos outros e assim se governam,... para nosso desgoverno!!</p>

<p>Enfim, havia muito para dizer sobre estes assuntos, mas o que eu queria comentar realmente era a, supostamente "boa política" deste governo, grande notícia da "rentré", de que vão abrir 4.000 escolas básicas no páis com ensino de inglês.<br />
Além de ser uma enorme mentira, já que não há professores para isso, é um enorme erro e mesmo um crime. Ensinar uma língua estrangeira a crianças que manifestam um profundo desconhecimento pela sua própria língua, equivale a dar um tiro no pé.<br />
na realidade o objectivo é formar as criançinhas para no futuro poderem ser criados de servir dos turistas Ingleses e Americanos, nos milhares de hoteis com que andamos a atapetar a nossa outrora bela costa.<br />
A grande e última ambição deste governo é transformar o país numa enorme estância balnear ao serviço dos países ricos da Europa, começando pelos "nuestros hermanos" outrora mais pobres ainda que nós, mas que foram espertos, ... e mandaram o ensino do inglês à merda, e só não mandam também os próprios ingleses porque depois não tinham que lhes bebesse a zurrapa que fabricam e a que chamam vinho!</p>

<p>E é isto que nós temos de aturar neste projecto de país em que nos tornámos.</p>

<p>O botas é que tinha razão, o que os Portuguese precisam é de autoridade e disciplina, sem isso não se governam. <br />
Volta botas, estás perdoado!!!<br />
</p>]]>
</content>
</entry>
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<title>Por falar em Abortos</title>
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<issued>2010-01-07T12:08:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">(histórico) Procurando tirar a limpo a verdade sobre algo que lhe afirmaram, o cão andou a pesquisar na rede informação sobre o Mário Soares, mais conhecido como &quot;bochechas&quot; ou &quot;marocas&quot;, etc....</summary>
<author>
<name>balburdio</name>

<email>balburdio@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>(histórico)<br />
Procurando tirar a limpo a verdade sobre algo que lhe afirmaram, o cão andou a pesquisar na rede informação sobre o Mário Soares, mais conhecido como "bochechas" ou "marocas", etc.</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
O objectivo era verificar se, como garantiram, o "marocas" não passa dum doutor da "mula russa", pois nunca terá tirado qualquer tipo de doutoramento.<br />
Havia e há entre a maralha ignara, a ideia de que o homem teria um doutoramento pela Sorbonne, coisa que é falsa. <br />
Ele foi assistente nessa universidade, a convite dos amiguinhos da internacional socialista que lhe arranjaram o "tacho", entre eles "mon amie" Mitterand. Mais tarde a mesma Sorbonne atribui-lhe um título de doutor honoris causa, o que não é bem a mesma coisa. Ou seja, o homem não passa academicamente, de um mero e por sinal mau advogado, que se atribui o título de Doutor, mas apenas pela enorme colecção de títulos "honoris causa" que a sua pandilha lhe arranjou.</p>

<p>Não há Universidade Portuguesa que não lhe tenha concedido esse título, o que evidencia uma grande preocupação do homem, em compensar o seu fraco grau académico, com uma data de títulos honoríficos, desprovidos de verdadeira essência. <br />
Verdadeiramente ele não é doutor em coisa nenhuma!</p>

<p>Além desta confirmação, encontrei, entre muita outra bajulice, o seguinte trecho:</p>

<p>"A 7 de Dezembro de 1924 nasce, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, filho de Elisa Nobre e João Soares, ex-padre, pedagogo, político republicano e antifascista. "</p>

<p>Que me teria deixado embasbacado, se não fosse o ter caido para o chão a rir.<br />
Por acaso o cão conhece bem a história do "marocas", por via de amizades inter-familiares.</p>

<p>O tal João Soares nunca foi ordenado padre!<br />
Segundo ou terceiro filho, sem direito portanto ao grosso da herança, foi encaminhado para a carreira eclesiática pelos pais.</p>

<p>Na altura era um reles seminarista, hospedado em casa de um grande amigo da sua família, um homem rico e importante, que o acolheu durante os seus estudos.<br />
Nessa casa vivia, como era hábito na altura, uma rapariga filha de gente humilde mas educada pelos donos da casa quase como uma filha, que realizava pequenos trabalhos, aquilo que na altura e ainda hoje se chama, uma sopeira.</p>

<p>Ora o tal projecto de padre, traindo a confiança dos seus anfitriões, envolve-se com a catraia, bastante mais nova que ele. A rapariga engravida e há um grande escândalo familiar dadas as convicções religiosas da família, que querem legitimar o caso por via do matrimónio, como aliás era bem.</p>

<p>O padreco a princípio não aceita casar com a rapariga, uma boa carreira religiosa já estaria garantida por influência da família. <br />
Contudo o anfitrião exige que ele se case e pressiona o pai do padreco. A novela arrasta-se, o tal anfitrião faz algumas ameaças e o pai do padreco acaba por ceder.<br />
Da herança que caberia normalmente ao 1º filho retira uma parte que dá ao padreco, força-o a casar com a sopeira, monta-lhes casa própria onde o casalinho mais o menino marocas se instala.<br />
Como o filho não tinha qualquer profissão, o que era considerado impróprio na altura, o pai Soares (avô do "marocas") mexe uns cordelinhos e o filho passa a dar explicações, ou coisa parecida, aos filhos de amigos da família, daqui nasce essa outra patranha do homem ser um pedagogo, na realidade ensinava catequese ou algo equivalente!,... Só a rir!!<br />
A sua carreira política, essa, resume-se a uma vaidosa e patética tentativa de, aproveitando a influência dos amigos do pai e pais dos seus instruendos, arranjar um "tacho" no governo.<br />
Para tal cria o mito á sua volta, de ser pessoa respeitável e de grande craveira intelectual, um ex-padre, pedagogo, bem relacionado, etc. É claro que as pessoas na altura não eram tão parvas como são agora e além disso a verdadeira história era conversa habitual em muitos salões, pelos que tudo se saldou num rotundo fracasso. </p>

<p>Quanto a ser anti-fascista, era-o tanto, que para cair nas boas graças dos influentes da altura, inscreveu o seu gorducho filho na Legião Portuguesa e dava-lhe grandes tareias devido à natural inépcia do filho para a vida escolar, quer na vertente desportiva, quer, o que mais afligia o pai, na vertente lectiva. <br />
Era na melhor das hipótese um aluno mediocre, menino do papá e com fama de mariquinhas em alto grau, como aliás confirmará o então colega Álvaro Cunhal.</p>

<p>A sua ascenssão começa na liderança da juventude comunista, que abandona ao constatar que nunca terá um lugar de destaque na direção do partido de Álvaro Cunhal, que o despreza, já que, como diria o próprio Cunhal, "O homem é um imbecil seguido por idiotas".<br />
A fraca craveira intelectual é largamente compensada pela sua imensa ambição e por se rodear de uma horda de bajuladores, de idêntica capacidade mental e que criam uma espécie de clâ em torno do marocas, isto aliás teria-lhe ocorrido após se juntar à maçonaria, que no fundo traduz a ambição dos mediocres em se erguerem acima da sua própria nulidade, suportados nos ombros uns dos outros.<br />
Assim o marocas sobresai, apoiado nos mitos criados pelo seu séquito:<br />
-As suas muitas prisões não passam de idas ao posto, quase sempre devido a desacatos nos quais o seu grupinho era pródigo, com Manel Alegre à cabeça!<br />
-A razão do seu exílio nada tem a ver com uma luta continuada contra o "fascismo", até porque em Portugal nunca houve, como em Itália e na Alemanha, uma sociedade fascista.<br />
Deve-se unicamente a ter, durante um julgamento, desrespeitado com particular gravidade, o tribunal. A ordem de exílio foi dada pelo juiz desse tribunal e não pela hierarquia do estado!</p>

<p>Após a revolução, o sempre cobardola "marocas" fugirá de cena, sempre que a coisa aquece, para, após a tempestade, regressar apressadamente e colher os louros sobre as vitórias alheias.<br />
Várias vezes considera a hipótese de fugir para França, contudo o rápido desenrolar dos acontecimentos favorece-o e os amigos convencem-no a ficar.</p>

<p>A sua incomensurável ambição e sede de poder farão o resto, de traição em traição, muitas vezes na pessoa de amigos íntimos a que muito devia, marocas guinda-se até ao poder. <br />
Agora terá chegado a vez do seu mais fiel amigalhaço, o sempre pancrácio Pateta Alegre, que só agora percebeu de que matéria é feita o seu amigo "marocas" mesmo aos 80 anos.</p>

<p>Pergunta o cão...<br />
É esta coisa que vocês querem para Presidente??<br />
</p>]]>
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<title>O Aborto é um Aborto</title>
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<name>balburdio</name>

<email>balburdio@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://cao.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>(histórico)<br />
Outra vez a propósito do aborto, e já sei que vai gerar a polémica do costume, e as respostas esteriotípicas do costume, por parte dos mais acéfalos fanáticos pró-aborto.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>No fundo é tudo uma questão de coerência lógica, existe muito a tendência, nesta sociedade moderna onde as mulheres tem um protagonismo excessivamente influente, de se debater estes assuntos ao nível do pensamento emocional, relegando o simples uso da razão para segundo plano, algo bastante feminino aliás.<br />
Afinal foi por pressão das mulheres que se fez substituir o fatal QI (quociente de inteligencia) pelo mais favoravel QE (quociente emocional).<br />
A razão é simples, as estatísticas nada abonavam em favor das mulheres, de facto um diferencial entre 20% e 30% punha em evidência as limitações femininas.</p>

<p>Daqui resulta que de repente se começaram a debater assuntos já totalmente esgotados, à luz da nova abordagem emocional. Um deles é o do aborto.<br />
A questão sempre foi tratada de um modo frio e racional, trata-se de uma questão fracturante, não é uma solução mas apenas uma alteração ao problema, desvaloriza a importância fundamental da vida humana, desumaniza a sociedade, etc.., etc..<br />
Daí que tenha sido penalizado.<br />
Hoje, numa retórica assente em princípios lógicos falíveis e em argumentos desconexos e até contraditórios vem-se pôr em questão a legitimidade da sociedade decidir sobre esse assunto. <br />
Esta ideia, a mais importante para a causa pró-aborto, é em sí mesma a confirmação da absoluta justeza da lei do aborto.<br />
A questão lógica é simples, se bem que escapa a muita gente.<br />
O argumento máximo de que não pode ser a sociedade a decidir, indicia o ser natural e perfeitamente lógico que a ser ela a decidir, a sociedade opte pela penalização do aborto.<br />
Daí que, para estes, não possa ser ela a decidir.<br />
Este argumento vem ainda levantar outra questão, a da ilusão que as pessoas tem de serem livres a ponto de poderem tudo decidir por elas mesmas, em todos os aspectos a perfeita negação da vida em sociedade, a negação mesmo da nossa civilização.</p>

<p>Em nenhuma civilização no passado foi o indíviduo livre de decidir em pleno. O que há e houve são graus de liberdade, margem de manobra.<br />
Numa Grécia antiga seria mesmo maior que na nossa sociedade, numa Esparta seria muito mais reduzida.<br />
No fundo cada civilização tem a sua fórmula para o bom funcionamento e harmonia da sociedade, sendo que nenhuma é ou foi perfeita.</p>

<p>Aborto? Em Esparta não faria qualquer sentido o aborto nos moldes em que o consideramos. A nossa civilização seria considerada bárbara e atroz, totalmente sem sentido e provavelmente destruida, para servir de exemplo.<br />
Pois que sentido faz destruir a vida humana antes de se saber o valor dessa mesma vida? Os Espartanos, como muitos outros grandes povos, praticavam uma forma de infanticídio que funcionava como meio de selecção dos mais aptos. As crianças eram submetidas a um regime de alimentação, esforços e mesmo maus tratos que muitas não suportavam.<br />
Mas isto fazia sentido, Esparta precisava de homens duros e acostumados às mais rígidas condições, tudo para bem da própria civilização Espartana. Matar antes de se saber o que valiam?? Proibidíssimo, aliás: crime de lesa-pátria punido com a morte!!</p>

<p>Outros grandes povos, civilizações de tanto ou mesmo de maior valor que a nossa (teremos nós a veleidade de pensar que civilizações futuras visitarão as ruinas da nossa civilização de betão como nós visitamos as ruinas da antiguidade???) adoptaram diferentes formas, mais ou menos subtís, de infanticídio selectivo. Mesmo na Idade Média, quanto tal prática era condenada pela Igreja, havia uma forma de infanticídio.<br />
Os filhos primogénitos tinham sempre, desde tenra idade, prioridade em tudo, na alimentação, cuidados de saúde, etc..<br />
Além disso os trabalhos no campo a que as crianças eram sujeitas desde logo era um processo eficiente de selecção infanticida e perfeitamente aceite, mesmo pela Igreja.<br />
E contudo o aborto era punível com a fogueira. Porquê, se o infanticídio indirecto era tolerado? A resposta reside mais uma vez na lógica, o aborto não é um processo selectivo, pode eliminar o fraco como também pode eliminar alguêm de valor, importante para a sociedade. Mesmo hoje em dia, com tanta gente a mais e muitos que não fazem cá falta nenhuma, o infanticídio e mesmo o homicídio fazem muito mais sentido lógico que o aborto, que não distingue ninguêm.</p>

<p>E por isso, com toda a certeza de ter a lógica e a razão do meu lado, eu diria que, sim senhora!, sou totalmente a favor do aborto, desde que seja até aos 18 anos de idade!!!<br />
</p>]]>
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