abril 08, 2007

Vergílio Ferreira

Nos nossos tempos é importante não deixar cair no esquecimento o livro e o gosto pela leitura. Parece-me essencial recordar nomes da literatura portuguesa, que ao longo dos tempos deixaram nas nossas bibliotecas um amplo espólio literário.
Um dos mais lembrados e estudados é Vergílio Ferreira, acarinhado por muitos, por outros nem tanto, este autor deixou-nos no entanto uma vasta obra, que enriquece não só a nossa cultura literária como a nós mesmos.

Vergílio Ferreira (1916-1996) nasceu em Melo, Serra da Estrela, e faleceu em Lisboa. Frequentou o Seminário do Fundão (1926-1932) e licenciou-se em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1940). A par do trabalho de escrita, foi professor de Português e de Latim em várias escolas do país. Inicialmente neo-realista, depressa Vergílio Ferreira se deixou influenciar pelos existencialistas franceses (André Malraux e Jean-Paul Sartre), iniciando um caminho próprio a partir do romance Mudança (1949). É considerado um dos mais importantes romancistas portugueses do século XX, tendo ganho vários prémios, entre eles o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (ganho duas vezes, primeiro com o romance Até ao Fim e depois com o romance Na tua Face), e o Prémio Femina na França com o romance Manhã Submersa.

Obras:

FICÇÃO: O Caminho Fica Longe (1943), Onde Tudo Vai Morrendo (1944), Vagão J (1946), Mudança (1949), A Face Sangrenta (1953), Manhã Submersa (1953), Apelo da Noite (1963), Aparição (1959), Cântico Final (1960), Estrela Polar (1962), Alegria Breve (1965), Nítido Nulo (1971), Apenas Homens (1972), Rápida, a Sombra (1974), Contos (1976), Signo Sinal (1979), Para Sempre (1983), Uma Esplanada sobre o Mar (1986), Até ao Fim (1987), Em Nome da Terra (1990), Na tua Face (1993), Cartas a Sandra (1996).

ENSAIO: Sobre o Humorismo de Eça de Queirós (1943), Do Mundo Original (1957), Carta ao Futuro (1958), Da Fenomenologia a Sartre (1963), Interrogação ao Destino, Malraux (1963), Espaço do Invisível I (1965), Invocação ao meu Corpo (1969), Espaço do Invisível II (1976), Espaço do Invisível III (1977), Um Escritor Apresenta-se (1981), Espaço do Invisível IV (1987)

DIÁRIO: Conta-Corrente I (1980), Conta-Corrente II (1981), Conta-Corrente III (1983), Conta-Corrente IV (1986), Conta-Corrente V (1987), Pensar (1992), Conta-Corrente I - Nova Série (1993), Conta-Corrente II - Nova Série (1993), Conta-Corrente III - Nova Série (1994), Pensar (1992), Conta-Corrente I - Nova Série (1993), Conta-Corrente II - Nova Série (1993), Conta-Corrente IV - Nova Série (1994).

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 10:10 PM | Comentários (8)