março 31, 2007

Concerto de Orquestra em Ponta Delgada

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Publicado por Ofeliazinha em 02:29 AM | Comentários (0)

março 27, 2007

27 de Março dedicado ao Teatro

Comemora-se neste dia o Dia Mundial do Teatro, criado em 1961 pelo International Theatre Institute (ITI), o é celebrado anualmente pelos Centros ITI e pela comunidade teatral.
Eventos nacionais e internacionais são organizados para assinalar este dia. Um dos mais importantes é a circulação da Mensagem Internacional escrita por uma personalidade mundialmente reconhecida, a convite do ITI. O ITI é uma organização não-governamental fundada em 1948 pela UNESCO e pela comunidade teatral internacional, uma rede internacional que procura promover o intercâmbio internacional do conhecimento e das práticas das artes de palco, nas formas do teatro, dança e música. Um pouco por todas as ilhas e continente, sobem à cena diversos espectáculos e os eventos comemorativos do dia são os mais variados, desde o teatro propriamente dito, recitais, exposições, palestras, entre outros
.
Na ilha Terceira e por ocasião do IX Festival de Teatro de Angra do Heroísmo, será exibida a peça “Crise dos 40”, no Teatro Angrense, uma produção do Sapato/Teatro Mundial com texto de Eduardo Galán e Pedro Goméz, encenação de Celso Cleto, com representações de Almeno Gonçalves, António Melo, Fernando Ferrão e Joaquim Nicolau.
“Todos os que atravessam a crise dos 40 sabem que os homens ficam inseguros, indecisos e frágeis. À medida que o tempo passa, assusta-os viver sozinhos, chegar a casa sozinhos depois de grandes noitadas, que por vezes não se revelam assim tão animadas. Joaquim Fonseca (António Melo), o protagonista de 42 anos é guionista de televisão. Vítima de um trabalho instável e em plena crise dos 40 é abandonado pela mulher. Forçado e pressionado pela mulher a vender a casa, tenta por todos os meios que isso não se concretize. Mas a sua personalidade frágil, insegura, indecisa e sem vontade, leva-o a assinar documentos de promessa de compra e venda com Xavier (Joaquim Nicolau), Manuel (Almedo Gonçalves) e António (Fernando Ferrão).
Estes três homens têm em comum os 40 anos e o facto de terem siso abandonados pelas mulheres. Os seus aparecimentos em cena vão dando lugar a uma série de conflitos em cadeia, revelando como os tipos de 40 anos pensam e vêem as mulheres.”

É uma boa oportunidade de assinalar este dia, assistindo a uma peça que já passou por muitas das salas de espectáculo, um pouco por todo o país e que tem recebido as melhores criticas, não só no mundo do teatro, mas também dos seus milhares de espectadores que já tiveram o prazer de a ver.

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 11:49 PM | Comentários (2)

março 25, 2007

Dia Mundial do Teatro no TMA

O Teatro Municipal de Almada assinala o Dia Mundial do Teatro do Teatro, no próximo dia 27 de Março (Terça-feira), com a oferta de bilhetes para os espectáculos actualmente em cena, ambos produções da Companhia de Teatro de Almada: O Carteiro de Neruda, de Antonio Skármeta, com encenação de Joaquim Benite (na Sala Principal), e Quarto Minguante, de Rodrigo Francisco, também com encenação de Joaquim Benite (na Sala Experimental).
Esta oferta encontra-se limitada à lotação das salas (Sala Principal: 382 lugares e Sala Experimental: 60 lugares) e os bilhetes poderão ser levantados na bilheteira do Teatro Municipal de Almada, no próprio dia dos espectáculos, a partir das 14h30.

O Carteiro de Neruda

Estreado há dez anos pela Companhia de Teatro de Almada, O Carteiro de Neruda mantém-se disponível para digressão desde essa altura, tendo já realizado mais de uma centena de espectáculos em Portugal Continental, Açores e Espanha. Pela sua longevidade, e pela forma como tem sido recebido pela crítica e, principalmente, pelo público, este espectáculo faz já parte da herança afectiva da Companhia, e esta é uma boa oportunidade para regressar, dez anos depois, à praia da Ilha Negra, e aos anos conturbados do início da década de 70 chilena.

O Carteiro de Neruda aborda a problemática da aprendizagem através da poesia. O poeta Pablo Neruda chega a uma ilha de pescadores onde conhece Mário, o carteiro que é a sua ligação com o Mundo e em quem fará despertar a necessidade da vivência poética. De praticamente analfabeto a poeta esforçado, Mário fará a descoberta do mundo das metáforas, e aprenderá, tragicamente, que não há espaço para a poesia num país sem liberdade.

Quarto Minguante

Um quarto de hospital. Um pai e um filho. Uma janela que dá para uma auto-estrada. Em Quarto Minguante, Paulo visita o pai, que teve um acidente vascular cerebral. A circunstância das visitas, e o facto de tentar atenuar a dor do pai acamado, fá-lo perceber que já não sabe o que há-de dizer àquele que não há muito tempo atrás fora o seu herói. Embaraçado, acaba por levar-lhe um livro, não se dando conta do ridículo da situação. Os livros foram, precisamente, a causa do seu afastamento. Tal como aquelas cabeças de cavalo em mármore que colocamos nas estantes a suster os livros, existem agora milhares de páginas entre Paulo e o pai: são essas páginas que lhes retiraram a capacidade de falarem um com o outro.
Quarto Minguante é também um texto com claras referências à cidade de Almada, que neste espectáculo representa as várias cidades-satélite do País que, nos últimos anos, têm vindo a tornar-se elas próprias importantes centros urbanos. A evocação que Paulo e o seu pai fazem do tempo em que iam juntos à pesca, em que passeavam de mãos dadas e o pai lhe explicava o Mundo — essa evocação é simultaneamente lírica e dolorosa. Tal como a Cidade, Paulo também cresceu. O subúrbio dourado da sua infância já não existe, assim como já não existem o pai e o filho que agora se encontram num quarto de hospital para conversar enquanto o jantar não chega.

Publicado por Ofeliazinha em 10:30 PM | Comentários (0)

março 23, 2007

Submersão do Meu Ser

O Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida e a Artemrede – Teatros Associados apresentam, no Dia Nacional do Estudante, 24 de Março, pelas 21h30, o espectáculo "Submersão do Meu Ser".
A Companhia de Dança de Almada traz-nos, desta vez, uma lição de dança contemporânea.
Uma coreografia de Rita Galo e Rita Torrão, inspirada nas formas imaginárias e figurações demoníacas criadas por Hieronymus Bosch (1450-1516). Passados 500 anos continuamos a viver medos e receios que não se podem prever ou controlar: as catástrofes naturais e o terrorismo são dois factores de pressão…
Interpretada por Alexandrina Nogueira, Carla Jordão, David Silva, Jack Jones, Rita Galo, Theresa da Silva e Tiago Careto, “Submersão do Meu Ser” tem figurinos de Ana Saraiva; desenho de luz de Pedro Machado; e som, edição e mistura de José Manuel Pacheco.
Venha comemorar o Dia Nacional do Estudante de uma forma diferente…

* Para ESTUDANTES, o CTJA terá um desconto especial para este espectáculo de 50% sobre o valor do bilhete.

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 09:21 PM | Comentários (3)

março 20, 2007

Dia mundial da Poesia


Dia 21 de Março comemora-se o Dia Mundial da Poesia, um dia assinalado pela UNESCO que refere que “A poesia restitui a magia das palavras e abre um espaço de reflexão e diálogo sobre o mundo actua”.
Embora todos os dias sejam indicados para nos deleitarmos com a leitura de um gracioso poema, gostaría de aproveitar a comemoração deste dia para fazer uma breve sugestão.

Recomendo um heterónimo desse grande escritor português Fernando Pessoa, talvez o poeta mais lido, declamado e sentido de todos os tempos. O livro “Poemas Completos de Alberto Caeiro”, este encontra-se numa edição já expurgada de deficiências de leitura, de lacunas e de descontinuidades que normalmente circulam, oferecendo assim, texto completo, acrescentando, à obra conhecida, os inéditos recolhidos, de modo sistemático, ao longo do espólio.
Ricardo Reis assina o longo Prefácio e a integral das Notas para a Recordação de Meu Mestre Caeiro sob a forma de Posfácio, de Álvaro de Campos.
Numa edição de Teresa Sobral Cunha e ensaio crítico de Luís de Sousa Rebelo.

Sobre Alberto Caeiro diz-se ser figura fulcral da grande renovação poética que Fernando Pessoa idealizou para a literatura portuguesa e de que a Revista «Orpheu» terá sido, em 1915, momento inicial. A extrema originalidade da sua criação artística e as fecundas consequências que Reis, Campos e o próprio Pessoa logo repercutem, vão ter, a longo prazo, efeitos notórios na sensibilidade estética do século.

Aqui fica um dos mais belos poemas de Fernando Pessoa pelo seu heterónimo Alberto Caeiro em formato de aperitivo, esperamos proporcionar-lhe assim uma agradável decisão para usufruir de forma mais agradável, do seu tempo livre:

“Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.”

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 10:35 PM | Comentários (0)

março 16, 2007

O IN-TER-VA-LO



No dia de estreia da nova peça "IN-TER-VA-LO", o grupo de teatro "Teatro Livre" lança também o seu site.

em: Teatro Livre

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 04:36 PM | Comentários (17)

março 02, 2007

Dia Internacional da Mulher

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Venha divertir-se e comemorar o Dia Internacional da Mulher de uma forma diferente.

No dia 9 de Março, pelas 21h30, o Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida apresenta a peça Super-Mulher.
Com interpretação de Ana Brito e Cunha, vamos RIR falando de assuntos muito sérios.
Duras realidades do dia a dia, de uma mulher igual a tantas outras, nos seus papéis de colegas, amigas, filhas, mães… enfim, de SUPER MULHER!
Monólogos enérgicos mas recheados de ternura conseguem traduzir de forma brilhante as pequenas misérias e também as grandes lutas das mulheres.

Plateia - 10€
Balcão - 8€

Mais informações e reservas através do telefone 21 232 78 80/ 82 ou na morada: Cinema Teatro Joaquim D' Almeida, Rua Joaquim de Almeida 2870-340 Montijo.

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 02:42 PM | Comentários (0)

O Brilho das Imagens

Pintura e Escultura Medieval do Museu Nacional de Varsóvia (séculos XII-XVI)

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Os retábulos de altar e as imagens devocionais (pinturas, esculturas e relevos) que esta exposição apresenta foram seleccionados da colecção de arte medieval do Museu Nacional de Varsóvia.

A selecção de peças é bem demonstrativa da evolução das principais expressões criativas e das declinações formais da arte gótica num vasto espaço territorial centro-europeu, surpreendendo não só pela escala e magnificência visual de muitas das imagens, como também pela complexidade dos seus referentes plásticos face a modelos e centros polarizadores (Itália e Flandres) da arte ocidental europeia durante a Baixa Idade Média.

Ora evidenciando um franco acolhimento de influências externas, ora privilegiando linguagens de cariz mais local e vernacular, as obras expostas propõem uma franca percepção das relações entre centros e periferias artísticas num largo período histórico (séculos XII-XVI), estimulando também nesse contexto um diálogo fundamental com a diversidade do próprio acervo do MNAA em pintura e escultura.

A cronologia, a iconografia, o uso ou a função das imagens, ainda que referenciais, não estruturam matricialmente a narrativa da exposição. A optimização das condições de visibilidade de duas disciplinas artísticas distintas, da pintura e da escultura, foi também considerada na organização de dois percursos que pontualmente se entrecruzam.

Se tivermos em conta que num âmbito nacional e internacional a cedência temporária de pinturas e esculturas de idêntica cronologia e de idêntica fragilidade material deixou de ser uma prática recorrente para se transformar num facto singular, a possibilidade de ver um tão relevante conjunto de obras medievais temporariamente retiradas, pela primeira vez, da exposição permanente do principal museu da Polónia, constitui por si só um acontecimento.

A inclusão desta exposição na programação do Museu Nacional de Arte Antiga em 2007 deve-se uma vez mais ao apoio concedido pelo Millennium bcp, seu mecenas exclusivo.

Carla Soares

Publicado por Ofeliazinha em 02:07 PM | Comentários (1)