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February 21, 2007

O equilíbrio

Juntemos Paulo Assunção, Van Bommel e Rui Costa num meio-campo central composto por três peças e teremos o equilíbrio e balanço completo que é necessário a uma equipa para poder deambular no meio-campo adversário, destruindo e construindo ao mesmo tempo um carrossel de soluções para se chegar ao golo.

E se nos extremos tivermos Simão Sabrosa na esquerda e Cristiano Ronaldo na direita, a explosão, velocidade e técnica que são adequadas às suas posições tornaria demoníaca esta equipa do meio-campo para a frente.

Mas como não vivemos no país das maravilhas e o contexto milionário ainda manda, apenas Paulo Assunção seria o mais barato de todos, mas também é o mais útil, porque é o primeiro a destruir e o primeiro a construir, olhando para uma linha de passe para que seja efectuado o ataque à baliza contrária. Depois Van Bommel ou Rui Costa resolvem o assunto.

É para que se saiba que muitas vezes, a posição de pivot defensivo não é valorizada, mas é ela que traz o equilíbrio necessário à equipa.

Publicado por Danielovsky às 10:08 PM | Comentários (0)

O bluff compensa

Quem tivesse ouvido José Mourinho ontem a dizer que vinha jogar para o empate com golos, certamente ficaria surpreendido com tamanha declaração, uma vez que o treinador português não costuma declarar “medo”.

No entanto, e com o desenrolar do jogo de hoje no Dragão, Mourinho cedo percebeu que o empate com golos é motivo mais do que suficiente para em Londres, com o plantel já bem mais composto, poder explanar o seu futebol largo e conciso.

O FC Porto apareceu com uma vontade súbita de querer resolver o jogo e quem disser que este FC Porto não depende de Ricardo Quaresma apenas está a negar o inevitável, uma vez que o jovem jogador é o principal motor de essência criativa que emana naquela equipa, a par de Anderson, entretanto lesionado.

Jesualdo Ferreira optou mais uma vez por partir a equipa na segunda parte. Depois de uma boa primeira parte e início de segunda, o “professor” retirou Raúl Meireles (cansaço???) e assim deixou a Lucho a tarefa de assegurar a transição defesa-ataque contra jogadores como Makelelé, Lampard e Ballack, perdendo-se fisicamente e ressentindo-se disso a equipa.

Por sua vez, Mourinho, ao ver que a sua equipa ia “controlando” o jogo, apostava na famosa circulação de bola para desgastar o adversário (Lucho neste caso) e ganhar posse territorial sobre o meio-campo portista, assegurando assim o empate e vendo Drogba atirar uma bola ao poste, nos instantes finais de jogo.

Dia 6 de Março, Stamford Bridge vai assistir à segunda-mão. Teremos mais do mesmo?

Publicado por Danielovsky às 10:08 PM | Comentários (0)

February 14, 2007

Analogias

Jesualdo Ferreira comparou o futebol à Formula 1. Deu o exemplo do carro que vai à frente com 3-4 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, ficando dependente de vários factores, entre os quais, o próprio carro.

Não sei se Jesualdo deu um recado para dentro do plantel, se quis mostrar que afinal tem pulso no plantel, ou se se vai desculpar com uma próxima derrota do FC Porto com os árbitros, mas comparar o futebol com a Fórmula 1 não é comparável. Porque ganham sempre aqueles que têm mais dinheiro e mais possibilidades de ganhar...

No Sporting, nem uma palavra. Apenas o Secretário Técnico fala, e porque é obrigado em mais um sorteio da Taça. Têm bom remédio para não continuarem a falar: Perder com a Académica na próxima eliminatória!

Enquanto se vai falando do desaire na Póvoa e se esgrimam argumentos contra os terramotos que possam vir daí, Fernando Santos apela à calma. Se calhar, aprendeu com Nélson no jogo da Póvoa...

Publicado por Danielovsky às 01:56 PM | Comentários (0)

February 13, 2007

Não houve Taça! Houve foi menos Benfica!

É sintomático ver e penoso observar a forma como o Benfica tem jogado este ano.

Ver Nelson mandar o treinador ter calma. Ver Luisão refilar com os companheiros. Ver Mantorras discutir com Marco Ferreira é algo que não se costuma ver numa equipa como a do Benfica.

Por isso, o resultado não espanta.

Publicado por Danielovsky às 04:48 PM | Comentários (0)

February 08, 2007

4 anos e meio depois...

Pedro Manuel Torres, mais conhecido por "Mantorras" volta ao local do "crime". Volta á Póvoa do Varzim, para defrontar a equipa que está na Liga Vitalis, para mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

Naquele jogo, Paulo Costa fez o favor de deixar em campo Alexandre, capitão de equipa do Varzim, que passou o jogo todo a distribuir "fruta" em tudo o que mexesse na frente de ataque do Benfica, que neste caso era Mantorras.

Para além disso, foi o mote para a célebre frase "Deixem o Mantorras jogar!", que teve, como tem sempre qualquer acção do Benfica, direito ao gozo e à rábula.

Provou-se mais tarde que afinal era certo o pedido e o Pedro passou dois anos a tentar restaurar o mal que lhe tinham feito.

Após este tempo, tinha piada que Mantorras resolvesse o jogo no Sábado e calasse as vozes que ainda hoje se ouvem...

Publicado por Danielovsky às 11:26 AM | Comentários (0)

February 07, 2007

Os disparates que se dizem...

"Eu até nem percebo, porque é que aquele que considero o melhor árbitro português, o Artur Soares Dias, não apita jogos este ano na Liga!", Rui Moreira, paineleiro no Trio de Ataque

"Chapada? Aquilo não é uma chapada! É um carinho. Não é nada de mais." , Oliveira e Costa, paineleiro no Trio de Ataque, fazendo a referência à chapada de Caneira em Ricardo Fernandes

Os sublinhados são meus...

Publicado por Danielovsky às 01:59 PM | Comentários (0)

February 05, 2007

Olhando para o fim de semana

Yannick Djaló e o espaço a ocupar.
Moutinho: o pequeno monstro.
Lita: lança africana em Inglaterra.
Em vez de Wender, Vandinho!

YANNICK DJALÓ E O ESPAÇO A OCUPAR

Ver Yannick a jogar no apoio a Liedson nos jogos do Sporting dá aflição, especialmente se descair para o lado direito. A questão da marcação defensiva prende demasiado o jovem leão, que assim não vê rentabilizado o seu papel ofensivo no jogo da equipa. Com a transição do sistema de jogo do passado sábado para um 3-5-2, onde Djaló assumiu o papel de médio-ofensivo, o futebol do Sporting ganhou consistência, criatividade e coerência, que era precisamente o que não estava a acontecer nem com Nani, nem com Carlos Martins, nem com Moutinho.
É dos pés dele que descobre Romagnoli para o segundo golo, é ele que faz a assistência para o quarto e mesmo assim, mostrou disponibilidade para servir de primeiro tampão defensivo às situações de transição defesa-ataque do Nacional.
No fundo, Paulo Bento enfrenta um dilema, que é o de não saber onde colocar Djaló a jogar no esquema de 4-4-2. A opção foi criada este fim de semana. Será que vai haver mais jogos destes???

MOUTINHO: O PEQUENO MONSTRO

João Moutinho só tem um contra: 1,70m! Mas mesmo assim, com esse tamanho, Moutinho consegue ser um monstro dentro de campo quando assume a posição "6" no esquema losangonal de Paulo Bento. A sua propensão para jogar curto, simples e directo faz com que seja a pessoa mais indicada para desempenhar essa função, pese embora o treinador do Sporting o coloque a jogar numa posição mais de médio-interior, quer seja à direita ou à esquerda. Quando recua, Moutinho tem uma perspectiva mais ampla e linear do que é que tem de fazer dentro de campo. O Sporting e o futebol agradecem. Era bom que Paulo Bento também percebesse isso...

LITA: LANÇA AFRICANA EM INGLATERRA

Leroy Lita é o nº8 do sensacional 6º classificado da Premier League, o Reading. Com 13 golos apontados, o congolês mostra a sua habilidade para marcar nas redes contrárias, aliando a velocidade à rapidez de execução e a técnica ao poder de choque que detém.
Canhoto de origem, Lita também consegue arranjar espaço para o pé direito, aproveitando para trucidar defesas contrárias, como a do Manchester City neste último fim-de-semana. Um jogador a observar...

EM VEZ DE WENDER, VANDINHO!

Devo confessar que nunca fui grande fã de Wender. Aquele ar desengonçado, que cai ao primeiro toque que lhe dão, que protesta por tudo e por nada, nunca me fizeram seduzir como jogador de futebol. Ainda por cima, foi para Alvalade fazer um papel de exigência de Peseiro, sem nunca mostrar o porquê. Voltou a Braga e marcou logo dois golos à antiga equipa e cedo se falou dele como renascido. Continua a não ser convincente. Ao invés, outro brasileiro encanta pela simplicidade de processos que a sua posição exige. Vandinho é um ilustre jogador que em Braga potenciou aquilo que Carlos Brito lhe incutiu enquanto esteve no Rio Ave. Joga simples, prático e com uma simplicidade que até mete impressão. Sabe sempre o que vai fazer e como vai fazer, sendo o complemento perfeito para Andrés Madrid no meio-campo arsenalista. É apenas uma questão de olhar mais para um (Vandinho) do que para o outro (Wender). Assim o queiram...

Publicado por Danielovsky às 07:04 PM | Comentários (0)