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May 25, 2005

O que eu sei pro ler jornais...

O que eu sei por ler jornais...

- A melhor equipa do país ficou em 3º lugar no Campeonato, mas até podia ter ficado em 4º.

- O Campeão Nacional ficou em primeiro lugar. Por mais estranho que pareça.

- A melhor equipa do país foi eliminada da Taça e afastada do título pelo Campeão Nacional, que não é a melhor equipa do país.

- O Campeão Nacional está na final da Taça, e garantiu já igualmente lugar na próxima edição da Supertaça Cândido de Oliveira.

- A melhor equipa do país perdeu a final da Taça Uefa, em casa, perante o seu público, contra um clube mediano, que uns meses antes tinha eliminado o Campeão Nacional que, diziam, não tinha estofo europeu. Infelizmente a melhor equipa do país, que tem estofo para dar e vender, acabou por perder a tal da final em casa, por 1-3, resultado que nem o Campeão Nacional, que não é a melhor equipa do país, conseguiu superar: antes, houvera empatado 1-1.

- A melhor equipa do país tem um treinador fantástico. É um condutor de homens, exímio conhecedor das forças motivacionais e mestre no jogo táctico. Tem o condão de ser sereno e transmitir confiança à equipa desde o banco e de fazer substituições exactas. Ah, claro; nunca ganhou nada e é adepto do Campeão Nacional.

- O Campeão Nacional tem um treinador de segunda. Viu lenços brancos pelo menos 3 vezes (coisa que não se passou com o treinador da melhor equipa do país, claro...). Não percebe nada de futebol porque, na primeira jornada, um adjunto foi informá-lo que o jogador que ia entrar na equipa contrária não estava referenciado, só porque tinha chegado ao clube apenas 3 dias antes. Tão pouco percebe de táctica, apesar de ser um dos treinadores com mais troféus do Mundo, e de ter triunfado em três países, e em 5 equipas diferentes. Como dissemos, treinador de segunda.

- A melhor equipa do país tem um guarda-redes do outro mundo. Que nunca falha nos momentos decisivos, e tem sempre humildade q.b. para aceitar os seus erros. O guarda-redes da melhor equipa do país não grita que é «mão» quando sofre um golo limpo, para no dia seguinte vir dizer que «sofreu um empurrão».

- O Campeão Nacional não. Tem dois guarda-redes fraquinhos, capazes de sofrer golos impensáveis.

- A melhor equipa do país tem uma defesa de betão. Nunca falham, nunca escorregam, nunca se enganam e nunca têm dúvidas, são sempre seguros e estão sempre disponíveis para jogar, mesmo quando não estão «motivados».

- Os do Campeão Nacional, não. Falham, não têm segurança, estiveram sempre em baixo de forma durante toda a época. Basta terem uma unha partida e não treinarem toda a semana, para já não quererem jogar.

- A melhor equipa do país tem um meio campo de luxo. São todos bons, são todos tecnicistas, todos rápidos, todos geniais, todos imprescindíveis, todos prémio revelação.

- O meio campo do Campeão Nacional é fraquinho. O Petit quase não corre. O Manuel Fernandes quase não se mexe. E o Nuno Assis? O Nuno Assis era bom quando jogava no Guimarães, mas quando se mudou para o Campeão Nacional, passou a ser uma treta.

- Os extremos da melhor equipa do país, são pérolas do futebol nacional. Um deles dura 20 minutos em campo, e faz épocas milagrosas quando precisa de renovar o contrato, mas é um «grande capitão».
Outro, passou 30 jornadas a aquecer o banco, e depois fez um centro para golo e marcou um livre directo, e é um génio. Outro ainda, detém a melhor marca para os 100 metros para um futebolista, é um grande atleta; pena não saber jogar à bola.

- Os do Campeão Nacional, não prestam. Simão e Giovanni são do mais mediano que existe em Portugal.

- Os avançados da melhor equipa do país, são incisivos, preponderantes, e estão sempre disponíveis para ajudar a sua equipa, como se pode ver na véspera dos dois jogos contra o Campeão Nacional, mostrando aí todo o seu profissionalismo, ora colocando a mão à bola, ora atirando com esta para fora e assim perder tempo. Para um deles, o conceito de calendário é relativo. Viu cartão amarelo? Antecipa-se o jogo da Taça, e está resolvido o problema. Para outros, o próprio conceito de «jogar à bola» é relativo... Basta marcar 3 golos num jogo, depois de uma época no banco, para ser ser um matador.

- Os do Campeão Nacional, não. Jogam contrariados, sem vontade, sem querer e sem garra. Mesmo aqueles que jogam com lesões, são inexplicavelmente incapazes de lutar e de correr, quando não são toscos.

- Os jogadores da melhor equipa do país têm um enorme respeito pelo seu treinador. Mandam-no tomar onde as costas acabam e as pernas começam, mas com carinho. Dizem-lhe que não querem jogar, mas por respeito. Não o cumprimentam quando são substituídos, mas porque estão suados e isso seria pouco higiénico.

- Os do Campeão Nacional não. São ordinários, insultuosos, arrogantes.
Provocam os adversários e são capazes de chamar coisas impensáveis ao seu treinador, do tipo ?pai?.

- A melhor equipa do país sofreu "precalços" como o 3-0 com o Porto, 3-0 e 1-0 com o Marítimo, 2-0 em casa com o Penafiel, ou 4-2 com o Nacional, ou o 2-0 em Setúbal.

- O Campeão Nacional foi gozado, humilhado, banalizado, arrasado, ridicularizado, vergado, destruído e obliterado pelo Belenenses no Restelo e pelo Beira-Mar na Luz.

- O estádio da melhor equipa do país, esteve sempre cheio e os adeptos percorriam o país para onde quer que a equipa fosse.

- Os do Campeão Nacional não. Nunca esgotaram bilheteiras, não encheram estádios, nunca apoiaram a equipa.

- A melhor equipa do país teve 6 penalties a favor e 3 contra durante o campeonato.

- O Campeão Nacional, carregado ao colo até ao título, teve o escandaloso número de 5 penalties a favor e 3 contra, mas ainda longe dos tempos em que se ganhavam campeonatos com 20 penalties a favor, o que até deu para se ter o melhor marcador da Europa - será do Guaraná?

Publicado por Danielovsky às 05:21 PM

May 24, 2005

Superliga - O rescaldo - BENFICA

O campeão foi encontrado na última jornada.

O Benfica, ao fim de onde anos, voltou a celebrar a conquista de mais um título (o 31º), trazendo a alegria a este país que parece que anda mais triste do que nunca.

Pode-se dizer que foi o menos fraco dos fracos, que os árbitros ajudaram (também ajudaram os outros clubes...), que o campeonato está nivelado por baixo, etc, etc, mas o que conta são as contas e no final, o Benfica apareceu à frente e é por isso um campeão justo.

O grande vencedor é sem dúvida, Giovanni Trapattoni que conseguiu criar uma base de uma equipa mediana, num conjunto de jogadores com uma motivação extra para mostrar que afinal valiam alguma coisa.

Álvaro Magalhães foi o adjunto perfeito, mostrando que a mística do clube é sempre importante e que muitas vezes, há que dar tempo ao tempo e ser paciente para se atingirem os objectivos.

Relativamente ao conjunto de jogadores, se eles são assim tão fracos, se calhar colossos de Itália não andavam atrás de Miguel e Luisão, Petit não era pretendido por vários clubes europeus, Ricardo Rocha não era desejado em Espanha e por aí adiante.

É certo que apenas um lote de 11, 12 jogadores do Benfica tem valor para pertencerem a um plantel condizente, mas o esforço e a vontade dos restantes possibilitou a conquista do campeonato.

POSITIVO - O aparecimento da vontade de ganhar; A mentalidade ganhadora de Trapattoni (nem que seja só por 1-0, mas é uma vitória); A manutenção do núcleo duro (Simão, Miguel, Petit, Nuno Gomes e o aparecimento de Luisão); A estabilidade directiva;

NEGATIVO - O tratamento a Sokota; O comportamento dos adeptos durante grande parte da época, sempre com o intuito de "queimar" o treinador; Aquisições fracas para uma equipa como o Benfica.

CROMO DO CLUBE - LUISÃO - Fez lembrar defesas-centrais que já passaram pelo clube como Mozer e Ricardo, impondo a sua altura e não mostrando que não é coxo nenhum. O golo frente ao Sporting foi o mais importante pelo significado, mas para mim, já o ano passado, aquando da estreia frente a um Belenenses (3-3), tinha mostrado dotes daqueles jogadores que não engana. Será uma pena vê-lo partir, mas merece altos vôos.

Publicado por Danielovsky às 10:44 PM

Superliga - O rescaldo

O rescaldo da Superliga será feito no Brandos avaliando os clubes um a um, começando no primeiro e acabando no último.

O cromo da semana irá ser substituído pelo cromo do clube, naquele que o Brandos considera o melhor jogador de cada clube na presente temporada.

Vamos então começar...

Publicado por Danielovsky às 10:42 PM

May 23, 2005

Os 10 minutos

José Couceiro disse na sexta-feira: "Estou convencido de que o campeonato se vai decidir de forma dramática nos últimos 10 minutos".

Teve razão! Joeano resolveu-lhe a questão!

Publicado por Danielovsky às 02:31 PM

Muito Obrigado!

Quem sabe, nunca esquece...

Publicado por Danielovsky às 02:20 PM

CAMPEÕES!!!! CAMPEÕES!!! NÓS SOMOS CAMPEÕES!!!

Publicado por Danielovsky às 02:19 PM

May 19, 2005

As razões da derrota

1º Peseiro - Não teve a sorte de Braga nem de Alkmaar. Não quis apostar em Custódio para prender Daniel Carvalho e colocou Rogério no meio-campo, em vez de apostar de o colocar a defesa-direito.
Tello a defesa-esquerdo foi outro dos equívocos do coruchense. Substituiu mal e a más horas. É um dos grandes derrotados, quer se queira, quer não.

2º Ricardo - Continua na mó de baixo. No primeiro golo, a bola está a fugir-lhe e ele salta para cima em vez de saltar para o lado da bola. No 3º golo, atira-se mal e tarde para os pés de Vágner Love, em vez de ir em direcçõa à bola.

3º Daniel Carvalho - Mostrou porque é que em 2003, foi uma das figuras da Selecção brasileira de Sub-20 que conquistou o Mundial nos Emirados Árabes Unidos. Foi para a Rússia "obrigado" pelo Internacional, devido à precariedade financeira do clube brasileiro, mas teve tempo para se habituar ao frio e às condições do futebol europeu. Está na altura de dar o salto e ser uma das figuras do futebol mundial.

4º Gazzaev - Conquistou a Taça UEFA e não cortou o bigode que tanta sorte lhe tinha dado. A mesma sorte que teve quando a bola ressaltada por Rogério bateu no poste e Akinfeev rapidamente transformou num contra-ataque mortífero para o 3-1 a seu favor. Na segunda-parte, deu um banho táctico a Peseiro e saíu de Alvalade a sorrir e sem participar na festa do Sporting, como ele tinha dito de véspera.

5º Euforia - Quer se queira aceitar ou não, a esmagadora maioria dos sócios e adeptos do Sporting estavam com a certeza quase absoluta que eram "favas contadas". Além disso, era mais uma prova para mostrarem que eram mais fortes que o Benfica, já que assim ganhavam a um adversário que tinha eliminado as "águias" da UEFA. Tinham razões para isso: estádio cheio, a equipa a jogar praticamente em casa e a praticar um futebol agradável. Saíu o tiro pela culatra. É pena!

Publicado por Danielovsky às 09:49 PM

May 17, 2005

Onde estão as diferenças?

Em Portugal ainda não há campeão. Em Espanha já há.

Em Portugal há 34 jornadas. Em Espanha 38.

Em Portugal, os estádios não enchem. Em Espanha sim.

Em Portugal, há programas feitos de propósito para avaliar os erros dos árbitros. Em Espanha não.

Em Portugal, os árbitros erram. Em Espanha também, e às vezes, até mais do que em Portugal.

Em Espanha, nos programas sobre futebol, fala-se de futebol e do que se passa nos recintos onde se pratica o desporto. Em Portugal, só se fala dos golos e das faltas.

Em Portugal, há três jornais desportivos diários. Em Espanha, há muitos mais.

Em Portugal, um jornal é conotado regionalmente. Em Espanha, o AS dedica a primeira página à região em que é vendido.

Em Espanha, os clubes da Primeira Liga são provenientes das mais diversas regiões de Espanha. Em Portugal, são do litoral e até Setúbal.

Onde estão as diferenças?

Publicado por Danielovsky às 09:47 PM

O perigo quente de uma equipa de leste

O CSKA de Moscovo apresenta-se em Lisboa para defrontar o Sporting na final da Taça UEFA.

Sendo uma equipa bastante compacta, não é por acaso que se encontra nesta final de Lisboa.

Os seus jogadores brasileiros são os mais cotados, mas existe um nigeriano chamado Odiah que é bem capaz de criar problemas ao meio-campo do Sporting.

Os seus jogadores russos são bons também e a matéria-prima existente numa equipa que disputou a Champions League esta época quer dizer algo.

O Sporting não pode viver do facto de jogar em casa, completamente cheia, já que não é isso que faz ganhar os jogos. Tem de estar atento ao pé esquerdo de Daniel Carvalho, ao poder de desmarcação de Vágner Love, á força de Odiah e à técnica e posicionamento de Ignasevich e Berezoudskhi, bem como à segurança de Akinfeev.

O Sporting tem tudo para ganhar, mas também tudo para perder.

Sinceramente, espero que ganhe! Boa sorte!

Publicado por Danielovsky às 09:38 PM

May 16, 2005

Manda a Capital...

Na UEFA, com o Sporting:

No Campeonato, com o Benfica:

Publicado por Danielovsky às 12:05 AM

May 13, 2005

Em semana de derby...

Todo o silêncio é de ouro!

Que ganhe o melhor! E que o melhor seja o Benfica!

Saudações...

Publicado por Danielovsky às 01:03 PM

May 09, 2005

É sempre estranho...

- Quando uma equipa que costuma jogar com um ponta-de-lança, vai para um jogo com o candidato ao título e joga em contra-ataque sem avançado nenhum...

- Quando um árbitro se diz benfiquista, prejudica sempre o Benfica...

- Quando um treinador para justificar a azelhice dos seus jogadores, acusa sempre o árbitro ou o árbitro assistente de influência no resultado...

Publicado por Danielovsky às 10:39 PM

May 02, 2005

Fim de Semana Assasíno

Mais uma vez, os árbitros pagaram a factura dos atacantes, médios e defesas das equipas não terem marcado os golos que deviam.

Na Luz, Mário Mendes não viu o penalty sobre Nuno Gomes, mas viu o de Amaral com a mão. Também não viu o de Dos Santos sobre Paulo Sérgio, mas toda a gente queria ver o penalty sobre Lourenço que não existiu.
Carvalhal, que de bom treinador tem muito pouco, não mostrou que queria ganhar o jogo como tinha apregoado a semana toda, resolvendo jogar para o pontinho e para o contra-ataque, mantendo a sua fé em Marco Aurélio lá atrás e em Paulo Sérgio e Antchouet na frente. Deu-se mal, como na maioria das situações em que se joga para não se perder...

Nas Antas, António Costa abriu o livro mais uma vez e em vez de invalidar o golo de McCarthy e validar o de Diego, ainda conseguiu ver um penalty onde mais ninguém viu, que Diego fez o favor de falhar. Com a presença de Valentim Loureiro ao lado de Pinto da Costa na tribuna presidencial (como os tempos mudam...), ficamos certos de que algo vai mesmo mudar na Liga...

Em Braga, antes do show de Pinilla e de ter acertado nas redes nas três vezes que rematou à baliza, Pedro Henriques, dando azo à sua liberdade de jogo inglês, não viu um braço ligeiro de Tello a puxar Wender no início da segunda parte dentro da grande área do Sporting. A equipa não estremeceu, Pinilla apareceu e para todos ficarem contentes, até José Peseiro começa a ser rotulado de "excelente treinador" quando em Setembro já lhe era apontada a porta da saída...

P.S. Os comentários de Paulo Sérgio no Benfica-Belenenses e de Rui Orlando no Sp.Braga-Sporting são de cortar os pulsos... Para quem paga (e bem) um serviço de cabo num canal especializado está à espera de ouvir profissionais a falarem do que sabem e não a mandarem bitaites para o ar... Joaquim Ritas há muitos...

Publicado por Danielovsky às 11:05 PM