« Carta aberta a António Lobo Antunes | Entrada

setembro 28, 2007

Resposta

Decerto ele sabe que o amas e se calhar foi ele quem mexeu os cordelinhos para que a "puta" não quizesse nada contigo.
Concordo que devas dizer o que te vai na alma e o que sentes pelas pessoas, mas poderá haver casos em que nos esquecemos ou que achamos que é tão evidente que nem precisamos de dizer...
Verifico agora quão esquecido estava quanto à tua caligrafia, para quem leu as tuas cartas manuscritas antigas e olvidou tal pormenor, só mesmo um exemplo ilustrativo poderia servir para avivar a memória. Posso afirmar que escreves com bela caligrafia para que os outros possam ler, o que me leva a supor que não és tu que "bates" os teus textos. Não há mal nenhum nisso, um gajo como tu não se pode dar ao luxo de perder tempo a dactilografar. O teu tempo é para ser gasto noutras coisas. A minha caligrafia é péssima, mesmo com o esforço sobre-humano da professora da primária que tanto fez pela minha mão esquerda. Sou egoísta: Escrevo (à mão) só para mim. Para os outros vai à máquina...impessoal...
Continuas na nossa presença, e na minha particularmente e regozijo-me por isso. Obrigado por nos trazeres, e a mim particularmente um novo trabalho. A este, bem como aos outros, pela parte que me toca, tudo vou fazer para que se mantenham cá por mais de 500 anos.
Os prémios são para receber, agradecer, mostrar a toda a gente e fazer alarde deles. São bem merecidos, por isso ninguém vai levar a mal. Vale mais homenagear em vida do que postumamente. Quando se fazem homenagens póstumas, dá a sensação de ser um "descargo de consciência", dá ideia de que alguém se esqueceu de dizer: - Gosto de tí!


Publicado por rjcm às setembro 28, 2007 04:39 PM

Comentários

Comente




Recordar-me?