agosto 29, 2006

4 anos

2ª epidural já estava a fazer efeito e finalmente consegui descansar um pouco. Afinal desde as 19 horas de dia 28 que estava com contracções dolorosas de 5 em 5 minutos.
Ao meio dia a equipa médica entrou dentro do quarto a dizer que estava na hora. Fizeram todos os preparativos, romperam-me a bolsa de águas e começou o que menos me custou durante toda a gestação. Não tive dores nenhumas.
Tentaste nascer de cara voltada para o mundo e a ventosa teve de entrar em acção, passado um pouco pediram ao pai para sair, pois tinham terminado as contrações e continuavas lá dentro, puxaram-te com os forceps e só consegui ver a planta dos teus pezinhos engilhados quando te deitaram em cima de mim. Não sei se não me lembro do que senti, ou se só não consigo processar o turbilhão de sentimentos. Lembro-me de em determinada altura pensar é isto que se sente?
Levaram-te para seres limpo, pesado, medido e examinado e nessa altura chamaram o pai para te ver. Tenho pena de não ter visto a cara dele.
Trouxeram-te para ao pé de mim já o pai estava outra vez comigo. Tive vontade de chorar.
Passaram 4 anos. Estás tão crescido! Eu e o pai todos os dias nos babamos com as tuas descobertas e conquistas. Todos os dias nos dás motivos de orgulho. É claro que também tens dias menos bons, dias de teimosia desenfreada, de birras que nem sabemos com que motivo começaram, mas fazem parte do teu crescimento. Não, nem sempre tas desculpo. Também sou humana, também tenho dias em que não tenho a mesma paciência de santo que ás vezes exiges que tenhamos. Também tenho dias em que tenho de te dar 3 gritos para sossegares, uma palmada porque foste longe de mais, ou pôr-te de castigo porque passaste das marcas. Nestes dias fico triste. Mas não fico triste contigo, meu amor. Fico triste comigo, porque sei que sou humana e como humana que sou, sei que erro e pergunto-me sempre se errei, se não devia ter tido mais paciência, se não te tinha conseguido dar a volta de outra forma, duma forma mais diplomática.
Depois passa a birra e o choro e tu olhas para mim e dizes - Desculpa Mãe! E eu olho para ti e digo-te: - Eu desculpo querido. Tu és a coisa mais importante dos pais.

Publicado por maeAna às 11:49 AM | Comentários (0)

agosto 25, 2006

moleza

depois de até ter tido uma noite bem dormida, passei a manhã a dormir. Soube-me lindamente, mas tenho o cérebro parado.
Fui assolada pelo vírus da moleza.

Publicado por maeAna às 01:09 PM | Comentários (0)