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<title>Soflor</title>
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<copyright>Copyright (c) 2008, Rosa</copyright>
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<title>Segredo…</title>
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<issued>2008-03-27T07:52:29Z</issued>
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<summary type="text/plain">Vem, Conversemos através da alma. Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos. Sem exibir os dentes, sorri comigo, como um botão de rosa. Entendamo-nos pelos pensamentos, sem língua sem lábios. Sem abrir a boca, contemo-nos todos os segredos...</summary>
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<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Vem,<br />
Conversemos através da alma.<br />
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.</p>

<p>Sem exibir os dentes,<br />
sorri comigo, como um botão de rosa.<br />
Entendamo-nos pelos pensamentos,<br />
sem língua sem lábios.</p>

<p>Sem abrir a boca,<br />
contemo-nos todos os segredos do mundo,<br />
como faria o intelecto divino.</p>

<p>Fujamos dos incrédulos<br />
que só são capazes de entender<br />
se escutam palavras e vêem rostos.</p>

<p>Ninguém fala para si mesmo em voz alta.<br />
Já que todos somos um,<br />
falemos desse outro modo.</p>

<p>Como podes dizer à tua mão: “toca”,<br />
se todas as mãos são uma?<br />
Vem, conversemos assim.</p>

<p>Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.<br />
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.<br />
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.</p>

<p>Jalal ud-Din Rumi</p>]]>

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<title>Máscaras…</title>
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<modified>2008-03-26T23:32:08Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:21:15Z</issued>
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<summary type="text/plain">Sempre que coloco uma máscara para encobrir minha realidade, Fingindo ser o que não sou, Fingindo não ser o que sou, Faço-o para atrair as pessoas. Mas logo descubro que somente atraio outros mascarados, Afastando as pessoas devido a um...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<![CDATA[<p>Sempre que coloco uma máscara para encobrir minha realidade,<br />
Fingindo ser o que não sou,<br />
Fingindo não ser o que sou,</p>

<p>Faço-o para atrair as pessoas.<br />
Mas logo descubro que somente atraio outros mascarados,<br />
Afastando as pessoas devido a um estorvo: a máscara.</p>

<p>Faço-o para evitar que os outros vejam minhas fraquezas.<br />
Mas logo descubro que por não verem a minha humanidade,<br />
As pessoas não podem me amar pelo que sou, e sim pela máscara.</p>

<p>Faço-o para preservar minhas amizades.<br />
Mas logo descubro que quando perco um amigo, por ter sido autêntico,<br />
Ele realmente não era amigo meu, e sim amigo da máscara.</p>

<p>Faço-o para evitar magoar alguém e por diplomacia,<br />
Mas logo descubro que é a máscara<br />
O que mais magoa as pessoas de quem quero me aproximar.</p>

<p>Faço-o com a certeza de que é o melhor que tenho a fazer para ser amado.<br />
Mas logo descubro o triste paradoxo.<br />
O que mais desejo conseguir com as máscaras<br />
É precisamente o que com elas impeço que aconteça.</p>

<p>Gilbert Brenson<br />
</p>]]>

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<title>Uma Casa Portuguesa…</title>
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<modified>2008-03-26T23:32:09Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:20:43Z</issued>
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<summary type="text/plain">Uma Casa Portuguesa (Trio Boreal) Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho sobre a mesa. Quando à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co’a gente. Fica bem essa fraqueza, fica bem, que o povo nunca a desmente. A...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<![CDATA[<p>Uma Casa Portuguesa (Trio Boreal)</p>

<p>Numa casa portuguesa fica bem<br />
pão e vinho sobre a mesa.<br />
Quando à porta humildemente bate alguém,<br />
senta-se à mesa co’a gente.<br />
Fica bem essa fraqueza, fica bem,<br />
que o povo nunca a desmente.<br />
A alegria da pobreza<br />
está nesta grande riqueza<br />
de dar, e ficar contente.</p>

<p>Quatro paredes caiadas,<br />
um cheirinho á alecrim,<br />
um cacho de uvas doiradas,<br />
duas rosas num jardim,<br />
um São José de azulejo<br />
sob um sol de primavera,<br />
uma promessa de beijos<br />
dois braços à minha espera…<br />
É uma casa portuguesa, com certeza!<br />
É, com certeza, uma casa portuguesa!</p>

<p>No conforto pobrezinho do meu lar,<br />
há fartura de carinho.<br />
A cortina da janela e o luar,<br />
mais o sol que gosta dela…<br />
Basta pouco, poucochinho p’ra alegrar<br />
uma existéncia singela…<br />
É só amor, pão e vinho<br />
e um caldo verde, verdinho<br />
a fumegar na tijela.</p>

<p>Quatro paredes caiadas,<br />
um cheirinho á alecrim,<br />
um cacho de uvas doiradas,<br />
duas rosas num jardim,<br />
um São José de azulejo<br />
sob um sol de primavera,<br />
uma promessa de beijos<br />
dois braços à minha espera…<br />
É uma casa portuguesa, com certeza!<br />
É, com certeza, uma casa portuguesa!  (Trio Boreal)</p>

<p>Numa casa portuguesa fica bem<br />
pão e vinho sobre a mesa.<br />
Quando à porta humildemente bate alguém,<br />
senta-se à mesa co’a gente.<br />
Fica bem essa fraqueza, fica bem,<br />
que o povo nunca a desmente.<br />
A alegria da pobreza<br />
está nesta grande riqueza<br />
de dar, e ficar contente.</p>

<p>Quatro paredes caiadas,<br />
um cheirinho á alecrim,<br />
um cacho de uvas doiradas,<br />
duas rosas num jardim,<br />
um São José de azulejo<br />
sob um sol de primavera,<br />
uma promessa de beijos<br />
dois braços à minha espera…<br />
É uma casa portuguesa, com certeza!<br />
É, com certeza, uma casa portuguesa!</p>

<p>No conforto pobrezinho do meu lar,<br />
há fartura de carinho.<br />
A cortina da janela e o luar,<br />
mais o sol que gosta dela…<br />
Basta pouco, poucochinho p’ra alegrar<br />
uma existéncia singela…<br />
É só amor, pão e vinho<br />
e um caldo verde, verdinho<br />
a fumegar na tijela.</p>

<p>Quatro paredes caiadas,<br />
um cheirinho á alecrim,<br />
um cacho de uvas doiradas,<br />
duas rosas num jardim,<br />
um São José de azulejo<br />
sob um sol de primavera,<br />
uma promessa de beijos<br />
dois braços à minha espera…<br />
É uma casa portuguesa, com certeza!<br />
É, com certeza, uma casa portuguesa!<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Desejo…</title>
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<issued>2008-03-26T23:18:47Z</issued>
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<summary type="text/plain">Hoje desejo que inventem um banco onde as pessoas se possam sentar e esquecer todo o seu passado, todas as suas mágoas e começar de novo. Seria que repetiriamos os mesmos erros do passado ? Talvez…. Hoje desejo esquecer todas...</summary>
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<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Hoje desejo que inventem um banco onde as pessoas se possam sentar e esquecer todo o seu passado, todas as suas mágoas e começar de novo. Seria que repetiriamos os mesmos erros do passado ? Talvez….</p>

<p>Hoje desejo esquecer todas as pessoas que me marcaram… esquecer todas as ilusões que se tornaram em desilusões..</p>

<p>Hoje desejo esquecer que alguem existe porque para essa pessoa não existo..</p>

<p>Hoje desejo que a minha raiva desapareça como por magia…</p>

<p>Hoje desejo que a minha dor no meu coração se desvaneça num amor eterno…</p>

<p>Hoje desejo desaparecer do mundo…</p>

<p>Hoje desejo que alguém se lembre de mim…</p>

<p>Hoje desejo que se esqueçam de mim… principalmente tu.. que nunca vais ler esta mensagem..</p>

<p>Hoje desejo tudo e nada….</p>

<p>Hoje desejo desabar………..</p>

<p>FIM<br />
</p>]]>

</content>
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<title>A dor do amor…</title>
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<modified>2008-03-26T23:32:09Z</modified>
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<summary type="text/plain">Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e nós , continuamos a amar mas tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<email>pixelrosado@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Existem duas dores de amor:</p>

<p>A primeira é quando a relação termina e nós , continuamos a amar mas tem que se acostumar com a<br />
ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, mas como ainda estamos tão embrulhados na dor não conseguimos ver luz no fim do túnel.</p>

<p>A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.</p>

<p>A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de sermos insignificantes para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…</p>

<p>Na verdade, ficamos tão apegados ao amor como à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguirem se desprender de alguém. É que, sem darem conta, não se querem desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual nos apegamos. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que foi nosso por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se em nós, e que só com muito esforço é possível esquecer.</p>

<p>É uma dor que nos confunde. Parece ser a 1ª dor , mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “<br />
Eu amo, logo existo”.</p>

<p>Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro de nós…<br />
E só então podemos amar de novo…..<br />
</p>]]>

</content>
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<title>Sonhos…</title>
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<issued>2008-03-26T23:17:44Z</issued>
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<summary type="text/plain">Num sonho, sentimos-nos como um peixe dentro de água. De tempos a tempos, emergimos do sonho, lançamos uma olhadela às margens do mundo, depois tornamos a mergulhar rápida e avidamente, pois só nos sentimos bem nas profundezas. Durante essas curtas...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<![CDATA[<p>Num sonho, sentimos-nos como um peixe dentro de água. De tempos a tempos, emergimos do sonho, lançamos uma olhadela às margens do mundo, depois tornamos a mergulhar rápida e avidamente, pois só nos sentimos bem nas profundezas. Durante<br />
essas curtas saídas, percebemos em terra um ser bizarro, mais lento do que nós, que respira de modo diferente do nosso, colado com todo o seu peso à terra, privado da paixão que habitamos como em nosso próprio corpo. Porque aqui em baixo a paixão e o corpo são inseparáveis, são um só. Esse ser de fora, somos nós também, mas daqui a um milhão de anos e, além desses anos, há entre nós e ele uma terrível calamidade que o vitimou porque ele separou o corpo da paixão…<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Lutar por um sonho…</title>
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<modified>2008-03-26T23:17:37Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:17:11Z</issued>
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<summary type="text/plain">…”Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata”… A maior da verdades…...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>…”Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata”…<br />
A maior da verdades…<br />
</p>]]>

</content>
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<title>Reverência ao Destino…</title>
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<modified>2008-03-26T23:17:01Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:16:39Z</issued>
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<created>2008-03-26T23:16:39Z</created>
<summary type="text/plain">Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<email>pixelrosado@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.<br />
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que<br />
realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.</p>

<p>Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.<br />
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.</p>

<p>Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.<br />
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.</p>

<p>Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.<br />
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.</p>

<p>Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.<br />
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.E é assim que perdemos pessoas especiais.</p>

<p>Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.<br />
Difícil é mentir para o nosso coração.</p>

<p>Fácil é ver o que queremos enxergar.<br />
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.</p>

<p>Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”<br />
Difícil é dizer “adeus”. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas…</p>

<p>Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.<br />
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.</p>

<p>Fácil é querer ser amado.<br />
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo<br />
do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.</p>

<p>Fácil é ouvir a música que toca.<br />
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.</p>

<p>Fácil é ditar regras.<br />
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.</p>

<p>Fácil é perguntar o que deseja saber.<br />
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.</p>

<p>Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.<br />
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.</p>

<p>Fácil é dar um beijo.<br />
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.</p>

<p>Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.<br />
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.</p>

<p>Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.<br />
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.</p>

<p>Fácil é sonhar todas as noites.<br />
Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.</p>

<p>Carlos Drummond de Andrade<br />
</p>]]>

</content>
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<title>A vida ao contrário…</title>
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<modified>2008-03-26T23:16:24Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:15:54Z</issued>
<id>tag:blogdasoflor.weblog.com.pt,2008://6034.414494</id>
<created>2008-03-26T23:15:54Z</created>
<summary type="text/plain">&quot; A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,...</summary>
<author>
<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>" A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito? "</p>

<p>Charles Chaplin<br />
</p>]]>

</content>
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<title>Paradoxo…</title>
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<modified>2008-03-26T23:15:40Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:15:25Z</issued>
<id>tag:blogdasoflor.weblog.com.pt,2008://6034.414493</id>
<created>2008-03-26T23:15:25Z</created>
<summary type="text/plain">Não sei Se te conto a verdade Ou se te minto Se me dou à paixão Ou se desisto Se me cubro de poesia Ou se me dispo Mas sei Que é um mundo… Tudo o que sinto!...</summary>
<author>
<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Não sei<br />
Se te conto a verdade<br />
Ou se te minto</p>

<p>Se me dou à paixão<br />
Ou se desisto</p>

<p>Se me cubro de poesia<br />
Ou se me dispo</p>

<p>Mas sei<br />
Que é um mundo…</p>

<p>Tudo o que sinto!<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Cenoura, Ovo ou Café…</title>
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<modified>2008-03-26T23:17:13Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:14:51Z</issued>
<id>tag:blogdasoflor.weblog.com.pt,2008://6034.414492</id>
<created>2008-03-26T23:14:51Z</created>
<summary type="text/plain">Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim...</summary>
<author>
<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.</p>

<p>Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.</p>

<p>Seu pai, um “chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.</p>

<p>Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.</p>

<p>A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.</p>

<p>Virando-se para ela, perguntou “Querida, o que você está vendo?”</p>

<p>“Cenouras, ovos e café,” ela respondeu.</p>

<p>Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.</p>

<p>Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.</p>

<p>Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.</p>

<p>Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.</p>

<p>Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.</p>

<p>Ela perguntou humildemente: “O que isto significa, pai?”</p>

<p>Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.</p>

<p>A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.</p>

<p>Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rigido.</p>

<p>O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.</p>

<p>“Qual deles é você?” ele perguntou a sua filha. “Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?”</p>

<p>E você?</p>

<p>Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?</p>

<p>Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis?</p>

<p>Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.</p>

<p>Como você lida com a adversidade?</p>

<p>Você é uma cenoura, um ovo ou café?</p>

<p>Autor desconhecido ou ignorado<br />
</p>]]>

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<title>Maneira de dizer as coisas…</title>
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<modified>2008-03-26T23:17:11Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:14:02Z</issued>
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<summary type="text/plain">Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho. - Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<![CDATA[<p>Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.</p>

<p>- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.</p>

<p>- Mas que insolente _ gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!</p>

<p>Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.</p>

<p>Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:</p>

<p>- Excelso senhor! Grande felicidade vos esta reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.</p>

<p>A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saia do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:</p>

<p>- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.</p>

<p>- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer…</p>

<p>Um dos grandes desafios da humanidade e aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.</p>

<p>Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma com que ela e comunicada e que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.</p>

<p>A embalagem, nesse caso, é a indulgencia, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.</p>

<p>Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dize-la a nós mesmos diante do espelho.</p>

<p>E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença e a maneira de dizer as coisas…<br />
</p>]]>

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<title>Desilusão…</title>
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<summary type="text/plain">Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas...</summary>
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<name>Rosa</name>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.<br />
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.<br />
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.<br />
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.<br />
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…<br />
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.<br />
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos… E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar…<br />
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.<br />
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.<br />
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.<br />
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas… terminam.<br />
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura…<br />
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.</p>

<p>Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.<br />
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.<br />
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.<br />
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.<br />
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…<br />
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.<br />
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos… E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar…<br />
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.<br />
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.<br />
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.<br />
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas… terminam.<br />
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura…<br />
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.</p>

<p>Paulo Geraldo<br />
</p>]]>

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<title>A beleza da mulher...</title>
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<modified>2008-03-26T23:17:10Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:12:56Z</issued>
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<created>2008-03-26T23:12:56Z</created>
<summary type="text/plain">A verdadeira beleza da mulher, Aquela beleza que perdura, É sem duvida, a da mulher madura… Pois é a mulher que sabe o que quer… Já viveu amores… Já teve alegrias, já sofreu dores… Por ser experiente… Torna-se exigente… Não...</summary>
<author>
<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>A verdadeira beleza da mulher,<br />
Aquela beleza que perdura,<br />
É sem duvida, a da mulher madura…<br />
Pois é a mulher que sabe o que quer…<br />
Já viveu amores…<br />
Já teve alegrias, já sofreu dores…<br />
Por ser experiente…<br />
Torna-se exigente…<br />
Não quer sofrer novamente…<br />
Não se deixa levar por um repente…<br />
Quer saber-se amada,<br />
Quer ser bem conquistada…<br />
Ainda que seja um amor de momento…<br />
Que talvez, vire um tormento…<br />
Tem que ser sincero… tem que haver sentimento,<br />
Mesmo que perdure,<br />
Que seja eterno enquanto dure…<br />
Não quer aquele amor apressado…<br />
Tem que ser controlado…<br />
O antes, em preliminares, bem demorado…<br />
O durante… que seja delirante…<br />
O depois, que dure bastante…<br />
Nada daquilo de virar para o lado… é frustrante…<br />
Tem que ser com bastante carinho…<br />
Muito beijinho …<br />
O antes, o durante e o depois… tem que ser com amor…<br />
Com bastante calor…<br />
Tem que saber amar,<br />
Para uma mulher madura conquistar…<br />
Ela quer companhia… com muita harmonia,<br />
Quer vida compartilhada… é mulher activa…<br />
Ter seu espaço respeitado… pois foi conquistado…<br />
Quer amor… quer carinho… e também consideração…<br />
Enfim… quer ser tratada como mulher,<br />
Que soube seu caminho escolher…<br />
Que sempre soube viver…<br />
Quer apenas ter o direito de escolher<br />
Como o fazer…<br />
Quem tiver a felicidade de a ter a seu lado,<br />
Considere-se privilegiado…<br />
Pois foi por ela conquistado…<br />
É a melhor idade… é a idade da razão…<br />
É amor que faz bem ao coração…<br />
É aquele amadurecimento,<br />
Que aprimora o sentimento…<br />
Saibam conservar o amor, o carinho da mulher madura…<br />
Porque este sim, fica… e perdura…</p>

<p>Marcial Salaverry</p>]]>

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<title>Liberdade…</title>
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<modified>2008-03-26T23:11:31Z</modified>
<issued>2008-03-26T23:11:03Z</issued>
<id>tag:blogdasoflor.weblog.com.pt,2008://6034.414488</id>
<created>2008-03-26T23:11:03Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;..O homem reduziu a mulher a uma escrava e a mulher reduziu o homem a um escravo. E, claro, ambos odeiam a escravidão, ambos resistem a ela. Estão constantemente em luta; qualquer pequeno pretexto e a luta inicia-se. Mas a...</summary>
<author>
<name>Rosa</name>
<url>almavistaaoespelho@blogspot.com</url>
<email>pixelrosado@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://blogdasoflor.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><em>"..O homem reduziu a mulher a uma escrava e a mulher reduziu o homem a um escravo. E, claro, ambos odeiam a escravidão, ambos resistem a ela. Estão constantemente em luta; qualquer pequeno pretexto e a luta inicia-se. Mas a verdadeira luta é muito mais profunda; a verdadeira luta é que ambos aclamam pela sua liberdade. Eles não são capazes de o dizer claramente, podem tê-lo esquecido totalmente. Durante centenas de anos esta era a forma de viver. Eles viram que o seu pai e mãe viveram assim, eles viram que seus avós viveram assim. Esta é a forma de as pessoas viverem - eles aceitaram-na. E sua liberdade está destruída. É como se tentássemos voar alto, no céu, só com uma asa. Algumas pessoas têm a asa do amor e outras têm a asa da liberdade - ambas são incapazes de voar. São necessárias as duas asas..."</em></p>]]>

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