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setembro 30, 2005

BLOGUES PARA IREM LENDO ENQUANTO A GENTE NÃO ESCREVE (IV)

Motivo de festa: regressou o Ó Faxavor!, com cara nova e endereço novo. Que nunca falte a verborreia ao Nelson.

(E agra... festa na Casa da Holanda, com música da responsabilidade deste rapaz, que já era responsável por festas como esta. Queridos leitores, boa noite.)

Publicado por Filipe Moura às 11:23 PM | Comentários (4)

BLOGUES PARA IREM LENDO ENQUANTO A GENTE NÃO ESCREVE (III)

Cosmic Variance - este blogue merece um destaque especial. Mas para lhe dar um destaque especial preciso de escrever, pelo que fica para um dia (não sei quando).

Publicado por Filipe Moura às 11:22 PM | Comentários (2)

BLOGUES PARA IREM LENDO ENQUANTO A GENTE NÃO ESCREVE (II)

Geração Rasca - um blogue da minha geração. O André Carvalho tem sido (nos comentários bastante pertinentes) a pessoa que mais tem escrito no BdE nos últimos dias.

Publicado por Filipe Moura às 11:20 PM | Comentários (4)

BLOGUES PARA IREM LENDO ENQUANTO A GENTE NÃO ESCREVE (I)

Peseiro para a rua - não li e nem posso comentar, mas só pelo título vale a pena.

Publicado por Filipe Moura às 11:12 PM | Comentários (2)

COISAS MAIS IMPORTANTES DO QUE ESCREVER NUM BLOGUE

Ver uma filha crescer, cêntimetro a cêntimetro (ou quase).

Publicado por José Mário Silva às 10:56 PM | Comentários (0)

PERSONALIDADE PRÓPRIA

Existe uma máquina de tabaco num dos cafés do Cais do Sodré, que só aceita moedas se forem colocadas de modo crescente pelo seu valor. Caramba, não digam que não é no mínimo estranho! (Vitorino Ramos)

Publicado por tchernignobyl às 10:11 PM | Comentários (6)

WHAT I SEE IS WHAT I DON'T GET

Pequenos defeitos do Movable Type que se mantêm na nova versão toda XPTO (perdão, WYSIWYG): quando se reedita um texto e se volta a salvá-lo, é criada uma entrada nova e não é substituída a antiga. Obtém-se assim uma desagradável multiplicação de entradas. Uma solução será apagá-las, mas tal implica reconstruir o blogue, um processo algo moroso. Outra solução (particularmente indicada para blogues em crise de produtividade) é aproveitar as entradas extra que foram criadas, não as apagar mas apagar o seu texto, e escrever um outro totalmente novo. Mesmo que seja completamente de chacha, sem nada para dizer. Foi o que eu fiz agora.

(Desculpa lá, Paulo, mas mesmo com o "estado de negação" eu esta noite estou "de saco cheio".)

Publicado por Filipe Moura às 12:10 AM | Comentários (3)

setembro 29, 2005

SPORTING - 2; HALMSTAD - 3 (A.P.)

A cor da vergonha é o verde.

Publicado por José Mário Silva às 11:54 PM | Comentários (10)

PEQUENO APARTE AO ESTADO DE NEGAÇÃO - UMA SUGESTÃO ÀS CLAQUES

Estivesse eu em Lisboa, esquecia-me de como nós, os sportinguistas, somos diferentes, somos educados, civilizados, pessoas de classe, e iria para Alvalade para, em conjunto com as claques, gritar ao Peseiro o mesmo que o Rochemback e o Liedson lhe disseram. De preferência, com isso mesmo escrito numa faixa gigante, que se visse no estádio todo.

(E mais do que isto... é só ler as crónicas do Joel Neto na Grande Reportagem, todas as semanas. Não são de agora.)

Publicado por Filipe Moura às 11:51 PM | Comentários (3)

ESTADO DE ABSOLUTA NEGAÇÃO (ENQUANTO O PESEIRO DURAR)

Aqui passa da meia noite. O Sporting vai perdendo. E eu vou lendo blogues, ouvindo sambas ao vivo (literalmente), bebendo whisky e não ligando nenhuma ao futebol.

Publicado por Filipe Moura às 11:12 PM | Comentários (0)

setembro 28, 2005

E=mc?

Algumas reacções à minha afirmação «grande parte dos engenheiros informáticos já nem sabe o que é o "2"», no meu anterior texto, confirmam que só existem 10 tipos de pessoas: as que entendem piadas sobre linguagem binária, e as que não entendem.

Publicado por Filipe Moura às 11:12 PM | Comentários (27)

NEW SKIN FOR THE OLD CEREMONY

O Pedro Mexia tem um novo Estado Civil. E não é esse.

Publicado por José Mário Silva às 01:13 AM | Comentários (5)

setembro 27, 2005

O CARTAZ POLÍTICO É UMA ARMA (QUE SE AUTO-DESTRÓI)

Ainda alguém há-de fazer, com a devida profundidade, um estudo sobre o impacto da propaganda política na evolução do design gráfico (impacto tremendo, já se vê). Enquanto esse dia não chega, gostava de partilhar com os nossos leitores algumas pérolas que descobri, à beira da estrada, durante as minhas deambulações algarvias da semana passada, em pleno auge da pré-campanha para as autárquicas:

1)

ferragudo.jpg

Acima de tudo um slogan que tenha (ou não fôssemos nós esse incansável país de poetas) uma rima.

2)

certo.jpg

Homem certo (talvez), bigode e gravata errados (de certeza). Antes de modernizar a terra, seria preciso modernizar o candidato.

3)

cabanense.jpg

Um candidato igual a si? Igual? Como diria um algarvio célebre: safa...

4)

mestre.jpg

«Tudo por Cabanas». Menos o bom gosto.

5)

fialho1.jpg

Viva a informalidade. O candidato do PS à Câmara de Tavira, Joaquim Fialho Anastácio, não usa gravata nem nome próprio. É só o Fialho. E é de confiança. Como o restaurante de Évora.

6)
macario.jpg

Macário Correia vintage: "prá frente é que é caminho". Mesmo quando à frente estão umas árvores raquíticas e um depósito de água a precisar de pintura.

7)
juventude.jpg

Para o fim deixo a obra-prima absoluta, assinada pela candidatura do carismático Fialho tavirense. Um apelo à juventude do concelho, ao melhor estilo da mais vetusta montra do mais vetusto fotógrafo de bairro. Gurus do marketing político, aprendam.

Publicado por José Mário Silva às 11:41 PM | Comentários (13)

CEM ANOS DE E=mc2 (NO REFERENCIAL DA TERRA)

Há uma tendência para reduzir toda a Teoria da Relatividade a esta famosa equação. Nada mais injusto, porém; ela é somente uma consequência da profunda revolução conceptual originada por esta teoria. A Teoria da Relatividade é muito mais do que esta simples equação, embora as suas aplicações práticas até agora tenham praticamente provindo todas da equivalência que estabelece entre massa e energia. Na verdade, E=mc2 estritamente até só é válido para corpos em repouso. Para corpos em movimento, surge no segundo termo um factor dependente da velocidade, que se torna infinito quando esta é igual à da luz (c), e que exprime a impossibilidade de um corpo com massa atingir esta velocidade. Tudo se resume na questão: "A inércia de um corpo depende do seu conteúdo energético?", título do artigo que Einstein publicou passam hoje cem anos, e onde estes assuntos são pela primeira vez abordados.
A minha admiração por esta equação resulta mais de outra demonstração, menos discutida, do seu poder. Grande parte das pessoas não sabe o que é o "E", não sabe o que é o "m", não sabe o que é o "c" (e grande parte dos engenheiros informáticos já nem sabe o que é o "2"). No entanto, a maior parte das pessoas sabem que E=mc2. Eis o poder das coisas simples. É a primeira equação pop da História.

Publicado por Filipe Moura às 11:37 PM | Comentários (16)

PÁTRIA MINHA — HISTÓRIA SUBJECTIVA

1.

Imagens longínquas, mas vívidas: meninos de bibe branco, em fila indiana, cantando «heróis do mar, nobre povo». Posto escolar n.º 53, colonato de chão bom, tarrafal. Era a pré-primária, eram as primeiras letras. Outubro era um pátio expectante aguardando a confirmação ou a danação. Dona Minda trazia bananas da pesagem, que depois enfiávamos num orifício aberto no tampo da carteira. O leite preparado numa lata de vinte litros, com os dizeres «produtos porcinos do montijo». Mesmo nas férias, não parava a distribuição — desarranjos intestinais, uma caganeira pegada. A escola tinha casa de banho, electricidade e água canalizada — um privilégio; mas nós continuávamos a «ir no mato». Manso pátio de rubras acácias floridas, uma enorme amendoeira, coqueiros altaneiros. Ao domingo, a catequese; ministrada por matronas carrancudas — «nós damos graças ao senhor». Pouco depois, desentender-me-ia com ele por causa de um padre que, no dia da minha primeira confissão, vi pontapear um cão no adro da igreja.
O campo de concentração, colónia penal, presídio — o gulag português. Fica bem dizer que era só para comunistas, essa seita que trincava infantes ao desjejum, e turras que chacinavam os filantropos brancos, esses que lhes haviam levado a fé e a civilização. No mínimo, uns ingratos. A sua imponência dominava todo o plaino onde fora implantado. Perto, a granja nova; onde, placidamente, laboravam os internados. Perto, a lixeira, onde, à terça-feira, aguardávamos a chegada da carroça do lixo puxada por dois majestosos bois, maio e pinto. Recordar o meu primeiro brinquedo, um saxofone de plástico, oferecido por um preso de nome Gabi. Comunista de vila velha de ródão. Onde o tejo entra em portugal, disse-me. Moço feito, nunca fui verificar no mapa — bastou-me a sua palavra.
Nas matas da guiné, o império desfazia-se fragorosamente ao impacto dos mísseis stela. Mas nós continuávamos a salmodiar o portugal uno de minho a timor; os rios da metrópole e seus afluentes; as linhas férreas, estações, apeadeiros e ramais; os acidentes geográficos e a altura da serra da estrela. Porém, nada sabíamos do vulcão do fogo ou do pico d´antónia.
Recordar o dia 1 de maio de 1974, dia da libertação dos prisioneiros do campo de concentração. Ameaças de fazer explodir os portões. Minha mãe trancou-nos em casa e pôs-se a rezar. Júbilo. Lágrimas. Abraços. Vinte e nove anos antes, sob os céus da europa, houvera um outro maio assim. Vi, pela primeira vez, a magnificência de um avião — um deus tinha descido à terra. Meu tio pescava para o campo. Nós abastecíamos na cozinha do cozinheiro pina. Eu tinha livre acesso ao campo. Vi o arrear da bandeira das quinas. Fiz uma saudação comovida. Vi os olhos mais tristes que alguma vez foram vistos. Mais tarde vi-os descritos por um poeta do cancioneiro. Olhos de cão. «Sol, suor, verde o mar, séculos de dor e esperança». Nas ruas, cartazes com a efígie de Amílcar Cabral conclamavam: independência total e imediata; 5 de julho, todos a Praia. Manhã cedo, o povo amontoado nos velhos fords cinzentos e magirus amarelos das obras públicas. Eu, desde os barrancos de massapé vermelho, sonhava os afagos duma mulata encabritada. Regresso, já noite fechada, bandeiras ondulando ao calor de «julho nosso orgulho». Nós téra pa nós povu.
Recordar: o meu primeiro livro, capa vermelho tinto, um mundo de mistérios. O colonato passou a posto agro-pecuário Ernestina Silá. Um fiasco. O campo passou a quartel, centro de instrução político-militar. Os primeiros recrutas, a quem vendia cigarros e bananas. Um dicionário aurélio encontrado por baixo de um canhão 76, oferta do camarada Fidel. Culpá-lo pelo meu gosto por vocábulos raros. Início da campanha de reflorestação, correcção dos solos e retenção das águas pluviais. Campanha de planeamento familiar — recordar os primeiros preservativos, usados à laia de balões — e incremento dos cuidados materno-infantis. Diminuição drástica da mortalidade infantil. Campanha de alfabetização de adultos. Recordo o entusiasmo de minha mãe soletrando as primeiras letras. Teria aprendido a rabiscar o seu nome? Recordar os «camaradas» de balalaica branca. Nascimento das cooperativas, tribunais populares, presididos por gente muita bronca. Um gáudio. Não duraram muito — paz às suas defuntas almas. Instalação da «democracia nacional revolucionária» — um achado. Nem américa, nem rússia, embora um tom mais vermelho aflorasse aqui e ali. Recordar a unidade Guiné Cabo Verde — dos korpu, un kurason. Parece que alguma malta, deste lado, era contra. Deu no que deu. Lembrar que há quem pense que os Santiaguenses são cafres, embora ninguém se tenha lembrado de propor a criação duma nova Libéria. Nas escolas, formação militante. Recordar a pioneiragem. Era óptima para engatar miúdas, mesmo para um desastrado como eu. Num país onde o solo arável é escasso, tenta-se a reforma agrária. Posse útil da terra. Receios entre a população mal-esclarecida. Agitação em Santo Antão, aproveitada por alguns caciques de ontem. Envia-se o exército. Há mortos. Uma insensatez.
Recordar a irrupção do funaná na cena musical urbana — n bulimundu, buli-m, buli-m. Loas a Carlos Alberto Martins, Katxás. Kodé di Dona. Txada son fransisku. Febri funaná. A tabanca sobe à cidade. Kwame Kondé Korda Kauberdi. As primeiras leituras de autores caboverdianos — maus como a potassa. Citar Arménio Vieira e João Vário, como desgarrados do rebanho. Impera o calão neo-realeiro, via certo caliban. Sìndroma do negro greco-latino. Relativa deslocação do centro de gravidade cultural. Relativa liberdade aos criadores. Não há nenhum proponente a Jdanov. Umas eleições para macaco ver. Votações albanesas. Lá fora, dizem que por cá tudo bem. Cá dentro, a malta entretém-se com farra e futebol. Lembrar que falta o terceiro efe.

2.

Imagens já não tão distantes — um grupo numa fotografia à porta de um liceu, um dos dois únicos existentes no país. Acesso quase universal. Este que vos fala, ao lado duma colega que à mãe, na estranja, diz ser namorada — grande aldrabão. Um mestre de geografia que dizem ser reaças como o raio. Eu gostava muito dele. Dizer que não dava abébias. Chumbava todos os nabos. Mas isso era num outro tempo, antes da chegada dessa trupe adepta do borlismo intitulada pedagogos. Fundação, com um grupo de colegas, duma folha a que pomposamente chamamos revista. Textos abaixo de cão. Mas, como sempre, a malta exultou. Desse grupo, por atávica falta de sensatez, apenas esse vosso servo porfiou. Vingou? Só o tempo, esse verdugo, o dirá.

3.

Imagens agora mais nítidas. Na estranja, capital do antigo império, com uma das últimas bolsas de estudo gratuitas. Tempos de estúrdia e escrita. Poucas notícias da pátria distante. Primeiras eleições livres multipartidárias. O pai levou uma banhada. Os vencedores parecem não saber o que fazer com a vitória. Desmantelamento do sector empresarial do estado. Dizer que foi uma teta para muito menino sabido. Passa-se uma década. Alternância no poder. Mortos que votam. Vivos que o fazem dúzia de vezes. Pela televisão, parece que está iminente uma guerra civil. Mas, das areias da pátria, sossegam-me: é só goela de político. O povo, esse é sereno. É só fumaça, diria certo almirante. Outubro continua a ser o mês da bênção ou da maldição, mesmo se já não somos os flagelados do vento leste.
Pátria minha, meu orgulho, minha danação.
Lisboa, 30 de junho de 2005


(José Luís Tavares)

Publicado por José Mário Silva às 05:30 PM | Comentários (4)

E-MAIL ITÁLICO (2)

Olá, Zé Mário,

Mando-te este texto que foi publicado na revista do jornal «Público», a «Pública», no dia 3 de julho, por ocasião do trigésimo aniversário da independência de Cabo Verde. Como o «Público» não é vendido em Cabo-Verde, e tem acesso pago na net, houve muita malta que me pediu que o publicasse num sítio sem dificuldade de acesso. Como verás pelo seu conteúdo, não destoará no BdE.
Um abraço,
José Luís Tavares

[Claro que não destoa. Muito pelo contrário. Vou postá-lo já, já, já.]

Publicado por José Mário Silva às 05:18 PM | Comentários (2)

A EQUAÇÃO

e=mc2.jpg

E um dia, faz hoje 100 anos, Herr Einstein, modesto funcionário de um gabinete de patentes em Berna, decidiu enviar para a revista Annalen der Physik o artigo em que propunha a equivalência entre massa e energia. Equivalência resumida numa equação que se transformou na epítome de todas as equações.
A Física nunca mais foi a mesma, depois daquele dia. O mundo (isto é, a forma como imaginamos o universo) também não.

Publicado por José Mário Silva às 05:14 PM | Comentários (4)

CURTO INTERMEZZO FUTEBOLÍSTICO

Se as tendências deste início de época se confirmarem, o Koeman vai ser o Peseiro do Benfica e o Peseiro, ironia das ironias, vai ser o Trapattoni do Sporting.

Publicado por José Mário Silva às 05:09 PM | Comentários (1)

E-MAIL ITÁLICO

Li o texto publicado no vosso blogue sobre o Pico de Hubbert e fiquei sem perceber se levam a questão a sério ou não. Afinal qual é a vossa posição?
Sendo um blogue sobre política nacional de esquerda, pressuponho que se preocupem com a crise económica e desemprego em Portugal. Com os preços do Petróleo e Gás Natural a disparar (o petróleo já subiu 700% desde 1999 e o gás natural 260% só no último ano), o ministro das finanças a admitir graves consequências desta escalada para a economia portuguesa, não será altura de exigir uma posição dos partidos de esquerda sobre o assunto?
De que se está à espera? De ver o petróleo chegar aos 100 dólares?
Onde estão o PCP, Verdes e Bloco de Esquerda nesta matéria?
Só um militante do PCP a título individual se tem esforçado a divulgar a questão, o professor Rui Namorado Rosa. Já há um blogue e um site exclusivamente dedicados à questão. Não há a desculpa de falta de informação em português sobre este assunto.
Peço aos editores e claboradores do Blogue de Esquerda mais atenção a este grave factor de agravamento da crise económica em Portugal e mais exigência em relação aos nossos partidos de esquerda. Ao contrário das previsões do Pacto de Estabilidade e Crescimento do governo PS, o preço do petróleo vai subir e não baixar, a ignorância e o desprezo desta situação equivalem a desprezar os mais afectados por esta crise económica.
A ignorância significa negligência da esquerda, está mais que na hora de exigir que a esquerda se pronuncie sobre este assunto e diga o que há a fazer para fazer face à actual crise energética!
Exijo mais responsabilidade, é a vida de trabalhadores, de desempregados e dos mais pobres que está em jogo!
Cordialmente,
Luis Rocha

[Agradecemos, como é evidente, os links e o repto. Opiniões são bem-vindas na caixa de comentários.]

Publicado por José Mário Silva às 04:58 PM | Comentários (138)

BANDA SONORA DAS FÉRIAS (4)

arcadefire.jpg

Publicado por José Mário Silva às 04:56 PM | Comentários (6)

BANDA SONORA DAS FÉRIAS (3)

andakibebe.jpg

Publicado por José Mário Silva às 04:54 PM | Comentários (1)

BANDA SONORA DAS FÉRIAS (2)

suites.jpg

Publicado por José Mário Silva às 04:52 PM | Comentários (0)

BANDA SONORA DAS FÉRIAS (1)

divine.jpg

Publicado por José Mário Silva às 04:43 PM | Comentários (4)

ARRUMANDO A CASA

É uma sina: sempre que volto de férias, tenho problemas domésticos para resolver. Geralmente são pragas de insectos, problemas eléctricos, inundações. Desta vez, foi o BdE que encontrei de pantanas. Ou seja, sem posts novos, nem comentários disponíveis, nem acesso aos arquivos. Pior: sem forma de aceder à área de edição, para justificar este hiato de três dias e meio (o maior de sempre) aos nossos leitores.
A explicação para o black out é simples. Em mais um passo da imparável progressão tecnológica da plataforma weblog.com.pt, o Paulo Querido migrou-nos há dois dias para a novíssima e soberba versão 3.2 do Movable Type. Tal como outros blogues, o BdE também ficou "constipado" pelo caminho e a precisar de umas aspirinas que o Paulo Querido, diligentemente, nos facultou (thanks PQ) assim que me apercebi do problema, ontem à noite.
Resumindo: Houston, we don't have a problem anymore.
Para desgosto de muita gente, ainda não é desta que o BdE bate as botas.
A casa voltou a ser habitável. Façam o favor de se instalar.
Dentro de momentos, posts sobre as mais variadas coisas (as usual) e uma reportagem fotográfica que evidenciará o brilho de alguns dos mais engenhosos, criativos e graficamente apelativos cartazes da campanha autárquica no Algarve.

Publicado por José Mário Silva às 11:15 AM | Comentários (10)

setembro 23, 2005

20 ANOS

Sempre LEFT!

(Hoje à noite há um jantar de comemoração com antigos e actuais alunos. Vai ser a maior concentração de pessoal qualificado - algum, qualificadíssimo - e desempregado ou com emprego precário a que o país já assistiu. Vai ser também um interessante encontro de bloggers.)

Publicado por Filipe Moura às 07:36 PM | Comentários (14)

PACIÊNCIA

...é o que não falta ao Rui Curado Silva. Por isto e por isto. Eu gabo-lha, mas não a tenho.

Publicado por Filipe Moura às 07:30 PM | Comentários (1)

setembro 22, 2005

SOBRE O DIA EUROPEU DA MOBILIDADE

Por que não todos os dias?
Transporte gratuito de bicicletas nos transportes na Área Metropolitana de Lisboa - por que não sempre? Em Paris é possível. Dêem-me uma boa razão.
Mas eu vou mais longe. Os transportes públicos de graça, todos os dia, por que não? Vital Moreira recorda-nos frequentemente que os transportes públicos de Lisboa e Porto já são fortemente subsidiados pelo Estado. Poderá discutir-se o interesse nacional de tal subsídio, mas eu proponho mesmo um imposto municipal (ripo "poll tax") que financie os transportes públicos. Tal imposto seria pago por todos os habitantes da Área Metropolitana de Lisboa ou Porto (os transportes seriam gratuitos em toda essa área). Esta medida, conjugada com restrições sérias à circulação de automóveis na cidade (semelhantes às que existem, por exemplo, em Londres) permitiriam melhorar a qualidade do ar que se respira, circular mais facilmente (e rapidamente) e aumentar em muito a qualidade de vida.
Poderão dizer-me: não é justo que os visitantes ocasionais (de outros pontos do país e do estrangeiro) não paguem por usarem o mesmo serviço que os locais. Não é assim, uma vez que tais utentes são ocasionais. Não se pode comparar a utilização esporádica que fariam destes serviços com uma utilização regular. E de resto, tal melhoraria (e muito) a imagem internacional das nossas cidades, ao nível ecológico e mesmo turístico - onde não se paga para andar de transporte! Portugal ficaria conhecido pela sua hospitalidade e políticas amigas do ambiente.
Tal tipo de política nem é assim tão original - tem sido seguida frequentemente com as portagens para as SCUTs. Só que financiada pelo Estado, e não pelos munícipes delas utentes. Pelo menos perto das cidades, esta opção está errada - devem pagar-se (e bem) portagens para entrar nas cidades de carro; não se deve pagar para utilizar o transporte público.
Por que não?

Publicado por Filipe Moura às 11:20 PM | Comentários (18)

setembro 21, 2005

AQUI FARROUPILHA!

Passaram esta semana 170 anos sobre o início da Guerra dos Farrapos. A tradição progressista do povo do Rio Grande do Sul é bem anterior ao Fórum Social Mundial! Sugiro uma comemoração à maneira, com um bom churrasco, aguardente e chimarrão.

Publicado por Filipe Moura às 08:20 PM | Comentários (11)

DAQUI FÁTIMA, VENHAM CÁ APANHAR-ME

Fátima Felgueiras foi esta manhã detida no aeroporto de Lisboa, onde chegou às 7:00 vinda do Rio de Janeiro, no Brasil.

Segundo fonte da Polícia Judiciária, citada pela Agência Lusa, a ex-presidente da Câmara de Felgueiras pediu para ser detida, o que foi cumprido pela PJ, que estava na posse de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal da Relação de Guimarães.

Publicado por Jorge Palinhos às 10:48 AM | Comentários (133)

setembro 20, 2005

MULHER LÊ ROMANCES. MARIDO É CHATO. CHEGA PRIMO. GAJA METE-SE COM PRIMO. CRIADA CHANTAGEIA-A. PRIMO PISGA-SE. MULHER MORRE.

A China está submersa pela febre do romance SMS. É uma ideia a ter em conta para o Leiturascom.


Publicado por Jorge Palinhos às 12:51 PM | Comentários (13)

ESPREITANDO ACIDENTES

- O Leonardo Ralha indigna-se contra "demagogia e sacristanismo" do jornalismo português. Tenho impressão que é o mesmo Leonardo Ralha que trabalha para o equivalente do New York Times português: O Independente.

- O Henrique Raposo protesta contra os títulos da imprensa europeia. Mesmo que a imprensa americana tenha os mesmos cabeçalhos.

- O PPM vocifera contra os partidos "partidos populistas e extremistas". Não sei se será o mesmo PPM que apoiava Paulo Portas ou um clone.

Publicado por Jorge Palinhos às 12:23 PM | Comentários (45)

setembro 19, 2005

APÓS AS ELEIÇÕES ALEMÃS

Aproximadamente, os votos perdidos pelos democratas cristãos vão directamente para os liberais, e os perdidos pelos social-democratas directamente para os ex-comunistas.
É impossível formar-se um governo de direita. Mesmo tendo a CDU sido o grupo mais votado, estes resultados traduzem uma insofismável viragem à esquerda da Alemanha. Um governo que não traduza essa viragem à esquerda não estará a respeitar a vontade transmitida pelo povo alemão.

Publicado por Filipe Moura às 09:20 PM | Comentários (32)

setembro 18, 2005

CHEZ NUESTROS HERMANOS

Horário da cantina da Cité Universitaire de Paris: 12:00 - 14:30 e 18:30 - 21:00.
Horário da cantina da residência universitária onde fiquei alojado em Oviedo: 13:30 - 15:00 e 21:00 - 22:30.

Nos EUA, se se vai almoçar às quatro da tarde, já se pode encontrar o menu do jantar em promoção (os "early bird dinner specials" de que os pais do Seinfeld tanto gostavam).
Em Espanha, se se vai jantar às nove da noite ainda se apanha o menu do almoço.

Publicado por Filipe Moura às 04:20 PM | Comentários (7)

SOBRE AS ELEIÇÕES ALEMÃS

Tenho lido que as eleições legislativas de hoje marcarão o fim da governação da geração "Maio de 68" na Alemanha. Também já li que, se é possível que o próximo governo alemão seja uma coligação chefiada por uma mulher divorciada e um homossexual, tal muito se deverá às lutas dessa mesma geração. Talvez isso seja verdade mas, pessoalmente, ainda não desisti de continuar a ver na chancelaria um mulherengo e inveterado fumador de charutos. E espero que seja possível o renovado Partido de Esquerda (a quem se deve prestar muita atenção) viabilizar uma maioria de esquerda. Tal parece-me difícil, não só pelos preconceitos e aversão sentidos na Alemanha Ocidental face aos ex-comunistas do Leste mas, principalmente, pela má relação pessoal entre Schroeder e Lafontaine, dada a forma como este último abandonou o governo em 1999. Embora não simpatize com o estilo de Lafontaine, tenho de reconhecer que as críticas mais bem fundamentadas que li à Constituição Europeia (de uma perspectiva federalista) partiram do antigo ministro das finanças.
Se fosse alemão votaria porém, convictamente, no Partido Ecologista de Joschka Fisher.

Publicado por Filipe Moura às 10:13 AM | Comentários (15)

setembro 17, 2005

SÍSIFO ALIJA O FARDO

É desta.
Vou para fora de Lisboa.
Volto daqui a uma semana.

Publicado por José Mário Silva às 10:44 AM | Comentários (4)

MANIF

Para hoje à tarde, algures em Lisboa, está previsto o grande confronto do ano: Esquadrão F (F de Fascistas que defendem Fanaticamente a Família) contra o "perigosíssimo" Esquadrão G. Aguardam-se os directos televisivos de tão original reality show.

Publicado por José Mário Silva às 10:38 AM | Comentários (4)

setembro 16, 2005

A ARTE DE DAR TIROS NOS PÉS, POR MANUEL MARIA CARRILHO

Depois de utilizar o seu filho bebé como trunfo eleitoral, recusou-se ontem, no debate da SIC Notícias, a cumprimentar o seu adversário político (Carmona Rodrigues), numa clara manifestação de arrogância. É por coisas destas, mais do que pela qualidade intrínseca dos projectos e propostas, que se perdem eleições.

[Independentemente da grosseria demonstrada por Carrilho, a SIC também não se portou muito bem. O episódio da mão estendida em vão por Carmona passou-se off the record, no ambiente tenso pós-debate, e merecia ser divulgado porque revela o carácter dos candidatos. Mas fazer disso o "caso do dia", a que se deu mais importância do que ao próprio duelo de ideias (ou insultos, como preferirem), prefigura um claríssimo exagero noticioso e um empurrão descarado a uma das candidaturas. Eis a abordagem mediática da política portuguesa no seu pior...]

Publicado por José Mário Silva às 10:26 PM | Comentários (28)

"SOARES PORQUÊ?"

Leitura altamente recomendada este texto de Pedro Cordeiro no renovado Afixe.

Publicado por Filipe Moura às 08:49 PM | Comentários (13)

DEPOIS DO TABACO MATA: A TELEVISÃO MURCHA

Um estudo de professionais do American College of Physicians concluiu que ver televisão pode provocar disfunção eréctil.

E é preciso um estudo para isto? Não bastava ver o Herman Sic durante cinco minutos para se chegar à mesma conclusão?

Publicado por Jorge Palinhos às 12:56 PM | Comentários (9)

O PROVIDO PROVEDOR

Exmo. Senhor Jorge Palinhos,

Serve este e-mail, (sic) para informar V. Exa. que o Provedor do Cliente da STCP, SA é um órgão autónomo e com estatuto próprio, à inteira disposição para receber e analisar as reclamações, queixas e sugestões dos Clientes e assegurar a defesa dos seus interesses e direitos.
Neste contexto, o seu pedido de informação extravasa as competências do Provedor do Cliente da STCP, SA, pelo que reencaminhei o seu e-mail para a STCP, SA (geral@stcp.pt), para eventual tratamento.
Porém, qualquer esclarecimento adicional poderá ser obtido através da Linha Azul nº 808 200 166.

Com os melhores cumprimentos,
P’ Provedoria do Cliente

[assinatura legível mas sou caridoso]

Pronto, e assim se vê para que servem os "provedores do cliente": para mandarem os clientes ir passear.

Para que conste, esta foi a resposta que recebi por ter reclamado que a renovação dos passes sociais da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto seja paga. A STCP está a reformular o sistema de cobrança de utentes, o que implica a emissão de novos passes. Não contentes com atazanarem os clientes, obrigando-os a arranjar fotografias, preencher formulários e esperar em bichas, a mesma empresa quer, ainda, cobrar por esta renovação forçada dos passes, independentemente do prazo de validade dos passes anteriores.
O custo, reconheça-se, não é muito elevado, só que o passe social serve a idosos e camadas sociais desfavorecidas, sem hipóteses de comprar veículo próprio, e por isso àqueles a que o dinheiro faz mais falta.
Assim se vê a consciência cívica das empresas públicas.

Publicado por Jorge Palinhos às 11:48 AM | Comentários (6)

setembro 15, 2005

SÍSIFO

sisifo.jpg

Faltam só dois dias para deixar cair o fardo.

Publicado por José Mário Silva às 11:49 PM | Comentários (3)

PORQUE É QUE A OTA TEM DE AVANÇAR

"Durante os próximos anos vão ser investidos, na Região de Turismo do Oeste, cerca de dois mil milhões de euros em empreendimentos turísticos. Com duas curiosidades: todos eles ficam localizados muito perto do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL); todos eles vão ter campos de golfe, centros hípicos e de congressos, hotéis de luxo e aldeamentos.
(...)
Para breve, apurou o JN junto de fonte da Região de Turismo do Oeste (RTO), mais onze empreendimentos gigantescos vão surgir. A Direcção-Geral de Turismo, no entanto, só tem conhecimento da construção de três complexos com golfe: o empreendimento de Campo Real, em Torres Vedras, do Bom Sucesso, em Óbidos e da Quinta do Brinçal, em Rio Maior.
De acordo com a RTO, em Torres Vedras está a ser construído o "Western Hotel & SPA", de Campo Real; o Centro Hípico de Campo Real; o conjunto turístico de Campo Real; e o "Vimeiro Resort". Este último integra o complexo da Empresa Águas do Vimeiro, do Grupo Espírito Santo, e compreende, refere a RTO, um campo de golfe com 18 buracos, centro de congressos, requalificação hoteleira, centro hípico, recuperação termal e diversa imobiliária turística."
JN

Publicado por Jorge Palinhos às 11:08 AM | Comentários (44)

ADENDA AO MEU POST ANTERIOR

Já esperava que o post anterior levantasse objecções entre professores e não só.
Porém, neste caso específico sou absolutamente contra a posição dos sindicatos (e do PCP) por muitas razões.

- No meu entender, e segundo a legislação laboral, o trabalhador não se pode negar a cumprir o seu horário de trabalho no local de trabalho, caso o empregador assim entenda. Este é um dos princípios básicos do sistema de trabalho da era industrial e objectar contra ele raia a alucinação sindical. O empregado pode e deve (também está na lei) exigir condições adequadas e dignas para desempenhar o seu trabalho nesse local, e por isso os professores têm de exigir condições para fazer o seu trabalho na escola (espaços, recursos, etc.), mas não podem negar-se a cumpri-lo. E, admitamos, dizer que é preciso criar primeiro as condições e só depois aplicar a medida é demagogia básica.

- Hoje em dia as crianças são alvo de estímulos múltiplos (alguns podem dizer excessivos): andam na música, no teatro, na dança, no futebol, em aulas de inglês, de informática, no karaté, etc. Estes estímulos fomentam a curiosidade, a cultura e a inteligência dos jovens e aqueles que a eles têm acesso sem dúvida terão vantagens em relação aos que não os tiveram.
Ora, se estes estímulos só forem dados por entidades privadas (ATLs e escolas privadas), apenas os adolescente das classes média para cima terão acesso a eles, aumentando o fosso entre a educação das várias camadas sociais. Mas se forem implementados na escola pública, tal constituirá uma promoção das classes mais baixas e aumento da igualdade de oportunidades. A presença dos professores nas escolas é um primeiro passo para que estas oportunidades possam ser criadas nas escolas públicas. Os professores devem reivindicar condições para as poderem implementar (mais uma vez: recursos, espaços, mais professores, mais orçamento), mas recusarem-se a fazê-las é uma demonstração de arrogância corporativa, uma afronta à solidariedade social, uma manifestação de ódio aos alunos e a negação da sua dignidade de educadores.

- Muitos dos oponentes desta medida parecem encarar a profissão docente como uma questão de dar aulas e fazer testes. Mas a ideia de professores que só estão na escola para debitar matéria e depois vão para casa corrigir testes e fazer planificações de aula parece-me o assassínio da própria nobreza do acto de ensinar. O melhor professor, no meu entender, não é o que tem melhores planificações de aulas e melhores relatórios de avaliação, mas o que está mais disponível para os alunos, para os acompanhar e ensinar pelo exemplo. E estar na escola é o primeiro passo para essa disponibilidade.

Isto é utópico? Mas não é a utopia que distingue a esquerda da direita?

Publicado por Jorge Palinhos às 10:31 AM | Comentários (44)

setembro 14, 2005

NÃO ME QUEIRAM CÁ QUE EU SÓ ATRAPALHO

Segundo declarações proferidas segunda-feira pelo secretário-geral da federação sindical FENPROF, Paulo Sucena, o alargamento da carga horária previsto para este ano lectivo significa "a degradação da qualidade do ensino, o abastardamento do perfil profissional do professor e a desvirtuação da escola enquanto espaço pedagógico"

Posso andar distraído, mas é a primeira vez que vejo uma classe profissional portuguesa dizer que a sua presença no local de trabalho degrada consideravelmente a qualidade do trabalho feito. Ou não é isto que o Paulo Sucena está a dizer?
O que se seguirá: os médicos a dizer que os hospitais funcionam muito melhor sem eles? Os advogados defenderem que só andam nos tribunais a empatar o bom funcionamento da justiça?

Outras perplexidades educativas no Random Precision.

Publicado por Jorge Palinhos às 06:18 PM | Comentários (50)

BLOG SEARCH

É todo um novo mundo onde procurar fotos da Carla Matadinho.

Publicado por Jorge Palinhos às 06:15 PM | Comentários (2)

MAIS UM POST NECROLÓGICO CARREGADO DE MELANCOLIA

Também tu, Tulius (e Vasco, e Ivan, e John Difool)?

Publicado por José Mário Silva às 05:26 PM | Comentários (0)

setembro 13, 2005

IMAGENS QUE MAGOAM

O formato jpg está de volta, nítido e mortal como sempre.

Publicado por José Mário Silva às 02:32 PM | Comentários (1)

PA PA PA, PA-PAPA, PA-PAPA, PA PA PA, PA-PAPAAAA PA-PAPAAAAA

O mundo entrou em guerra nesse dia trágico, o 11 de Setembro de 2001. O início do terceiro milénio começava assim como uma guerra à escala mundial, sem fronteiras, desconhecida dos estrategos militares e ignorada pelas chancelarias, mergulhadas em teorias convencionais e especializadas na guerra fria e na divisão do mundo entre os EUA e a União Soviética. As batalhas desta guerra mundial são muitas e têm nomes. É a batalha de Nova Iorque, Afeganistão, Bali, Iraque, Jerusalém, Telavive, Madrid, Marrocos, Londres, Istambul, Moscovo e Beslan, entre muitas outras frentes de combate. E as vítimas desta guerra são essencialmente civis inocentes que morrem nos transportes públicos, nos seus locais de trabalho, nas discotecas, nas escolas e nas praias.
Esta guerra do terceiro milénio está a mudar o mundo e as pessoas, a mexer com as economias, as culturas, as religiões, os costumes, os medos e todos os velhos conceitos sobre o homem e os seus direitos adquiridos ao longo de muitas décadas. A vida, na Europa, na América, na Ásia, em África e na Oceânia, alterou-se radicalmente a partir do 11 de Setembro. E as velhas clivagens ideológicas entre as diferentes correntes políticas já passaram ou estão a passar definitivamente à História. Agora, neste mundo em guerra contra o terrorismo e fortemente abalado por uma série de catástrofes naturais terríveis, as divisões entre a esquerda e a direita passam cada vez mais pela forma como se encara e se pretende combater ou não a barbárie que mata e destrói em nome de Alá e do Islão.

António Ribeiro Ferreira mostrando os malefícios de beber mais de dois cafés por dia

Publicado por Jorge Palinhos às 10:22 AM | Comentários (24)

setembro 12, 2005

A MENTE DO SUICIDA

O New York Review of Books tem um artigo interessantíssimo sobre os bombistas suicida e aquilo que os faz tiquetaquear*.
Destaco este parágrafo:

The sociologists and political scientists who have been studying the question in recent years also agree on something else. Virtually all the organizations that have used suicide attacks have been fighting to evict an occupying power from a national homeland. Usually the conflicts are extremely "asymmetric" (to use the current jargon), with the occupier enjoying vast superiority in weaponry and resources. (The Tamil Tigers, for example, have a hard time competing with the Sri Lankan military's tanks, planes, and helicopter gunships.) Very often there is a deep cultural divide between the sides involved as well, one that is fatally aggravated by religious difference (Hindu Tamils versus Buddhist Sinhalese, Muslim Palestinians versus Jewish Israelis).
Beyond the organization is a broader community that sanctions and celebrates the bomber's actions.

* Com as devidas desculpas pelo terrível trocadilho anglófono.

Publicado por Jorge Palinhos às 04:23 PM | Comentários (15)

TALENTO OSTENSIVO

Uma das maiores editoras do mundo assinou um contrato de centenas de milhares de libras com a modelo Katie Price para que esta escreva três romances.
Finalmente, alguém de fartos talentos literários!

Publicado por Jorge Palinhos às 03:18 PM | Comentários (3)

A MINHA DECADÊNCIA É MAIS ANTIGA QUE A TUA

Portugal is a country that has been in steady decline for the last eight centuries, essentially ever since its birth., diz o Tulius.
Tá bem, pá, mas olha que reparando no primeiro George presidente e no último George presidente, dá-me ideia que se pode dizer exactamente o mesmo dos USA.

Publicado por Jorge Palinhos às 03:08 PM | Comentários (20)

HISTÓRIA DA INTERNET EM PORTUGAL

Quem foram e quem são as pessoas marcantes da Internet nacional? O Paulo Querido está a responder (e aceita contributos) numa página que será uma futura entrada da Wikipédia.

Publicado por José Mário Silva às 09:53 AM | Comentários (4)

setembro 11, 2005

PARA A IRINA NO DIA DO SEU 5º ANIVERSÁRIO

1.

Encima o ombro a ternura, o enleio:
é a filha nos seus potris três anos.
Eu, nos meus já desabalados, mofinos,
nada mais quero que servir-lhe de esteio.

Agora, porém, é o doraemon que pela mão
nos leva, por sobre campos de brilho fractal,
alto galope de tarde à parietal,
«con su bolsillo magico», diz a canção.

Arde em suas íris o vivo sol do sul
(sem o cieiro que atril jugula).
Fora pintor recobria-a de hialino azul,

mas eu só posso essa luz sonâmbula,
avesso desse silente fuzil que no sul
cospe o dia como bala.


2.

Pinto-a à luz limpa e dura
do verão, altura do chão quase,
gestos veleiros rasgando essa gaze
com que a manhã se emoldura.

É ela a comenda e a medalha
desse fazer-se ronceiro, sem vertigem.
Flor-menina, não a ponho em embalagem
para que da vida saiba a suja navalha.

Onda, brida ou meio-dia, corre
indómita pela casa, no galope das pernas
inda bambas firme vocação de torre

já se adivinha. Telegrafista de penas,
sabota-me a cifra essa exaltação pura,
sua tez embora cor da manhã madura.


3.

Ei-la, pequena corça, caçadora
ágil que me embosca o coração.
(Oh, ternura de assalto também não,
no casulo imaginário com que pura

poesia sonho). Não mais a paz redonda
que abafava os domingos, mas esta
filha que um calor de festa empresta
aos duros tormentos desta lida.

Não mais o polvo insone segregando
em treva e tinta sua morada —
algum azul de vez em quando

(da cor dos olhos da corça alada),
mesmo se ao frio do mundo
pátria futura já sombra ardida.


4.

Inventa-te o susto destas mãos
igual pássaro ao tiro da matina
ou na ira que acende o tufão
e me cabe dizer em branda cavatina

da sanguínea feito mestre
ruga a ruga te concebo
em paga fresco sorriso teu recebo
eu que só sonhei teu vozear terrestre

amanhã saberei que te foi razão
a canga lêveda no vedado terraço
onde potril transitavas o verão

guarda porém as mortas falas laço
que te prende às passadas vidas
ao louvável amor das dúvidas

(José Luis Tavares)

Publicado por José Mário Silva às 11:54 PM | Comentários (1)

TODAS AS DATAS FUNESTAS TÊM UMA FACE LUMINOSA

Vide o post itálico já a seguir.

Publicado por José Mário Silva às 11:50 PM | Comentários (0)

RE: RE: PÓS-KATRINA

Eis a resposta a uma resposta do João Miranda:

1) Eu não acredito na "superioridade moral da esquerda" (cliché com barbas) porque não acredito sequer no conceito de superioridade moral. Defendo as minhas ideias o melhor que posso, claro, mas nunca me coloco em bicos de pés. Tenho tanto respeito pelo que os outros sabem como noção daquilo que ignoro.

2) Quanto ao que o Blasfémias tentou justificar, eu digo-te já o que foi (posso tratar-te por tu?). O Blasfémias tentou justificar o desastre que foi a resposta da Administração Bush a esta tragédia, mitigando-a com a conversa de sempre sobre a "responsabilidade individual" e as hierarquias federais. E tentou "justificar o injustificável", como escrevi no meu post do BdE, porque recorreu sempre às fontes que aligeiravam o peso do desastre político de Bush, ignorando olimpicamente todos os dedos que lhe apontaram incúrias, atrasos, omissões, desleixos e coisas piores. A leitura dos últimos dias do Blasfémias está pejada de dezenas de exemplos. Pareceu-me fastidioso especificá-los.

3) É curioso que sugiras que a minha suposta "superioridade moral" me liberta de argumentar e depois respondas à minha acusação com uma única frase: «não se fez no Blasfémias nenhuma "defesa esforçada" porque não foi necessário qualquer esforço». Can you be more specific than that? Não foi preciso esforço porque a papinha já estava toda feita, através dos think tanks e blogues conservadores americanos do costume? É isso? Por favor... Pelos vistos, tenho-vos em melhor conta do que vocês mesmos.

4) Mas há mais. Escreves logo a seguir: «A esquerda, mesmo quando tem uma hipótese de ter razão sobre os Estados Unidos, perde-a logo a seguir, porque, ao projectar nos Estados Unidos os seus próprios preconceitos, acaba sempre a fazer acusações descabeladas a Bush e ao neo-liberalismo». Felizmente admites que dispusemos (ou será que ainda dispomos?) de uma hipótese de ter razão sobre os Estados Unidos. Afinal, um desastre como o do Katrina é mesmo daquelas situações em que é impossível dourar a pílula, por muito que vocês se esforcem nesse sentido. Mas, se não for muito incómodo, gostava que me explicasses em que medida é que eu, ou essa esquerda vaga e estereotipada que sempre evocas, projectamos nos Estados Unidos os meus (ou nossos) próprios preconceitos. Dizes ainda que a refutação «desse tipo de acusações é fácil porque elas nada têm a ver com a realidade». Ah, sim? Então porquê? E, já agora, a que realidade te referes? À da sociedade americana em geral ou ao caos de New Orleans em particular?

5) «O debate entre a esquerda e a direita sobre os Estados Unidos ainda está para começar», afirmas. Não podia concordar mais. O problema é que é difícil debater quando os dois campos partem de posições irredutíveis. Aqui, a mi pesar, creio que o mal se espalha equitativamente pelas aldeias.

6) Desculpa lá, mas recuso-me a repetir mais uma vez que não sou anti-americano. Não tenho que prová-lo, nem a ti nem a ninguém. Garanto-te apenas que não me comovi menos do que vocês com os odiosos atentados de 11 de Setembro. Aliás, por muito que julguem o contrário, vocês não se orgulham mais do que eu dos grandes avanços científicos, artísticos e civilizacionais trazidos à humanidade inteira pelo extraordinário povo americano. E até te deixo um aviso: a insistência na cassete do anti-americanismo só vos fragiliza. Com o tempo, vocês assemelham-se cada vez mais àquela malta de esquerda anquilosada que passava a vida, nos anos 70 e 80, a chamar anti-comunistas a todos os que desmascaravam a fantochada atroz em que se tinham transformado os regimes socialistas do Leste europeu. Vê lá isso. Ponham-se a pau.

7) Finalmente, desviares o teu post para o que escreveu o Daniel Oliveira no "Expresso" foi de uma deselegância que não esperava, vinda de ti. Chama-se a isto, João, misturar alhos com bugalhos. Perdoa o tom bíblico, mas a DO o que é de DO e a JMS o que é de JMS (além de que sabes perfeitamente que o Daniel não tem agora um blogue onde possa legitimamente exercer o seu direito de resposta). Imagina que eu trazia à baila, para terminar este post em beleza, uma opinião qualquer escrita pelo Paulo Pinto Mascarenhas, por exemplo, rematando depois que ela simbolizaria que a direita não discute política, preferindo antes inventar manobras de diversão às quais adapta os seus preconceitos ideológicos. Não seria honesto, pois não?

Publicado por José Mário Silva às 11:25 PM | Comentários (31)

UM MITO URBANO

No Acidental, Henrique Raposo não resistiu a fazer, novamente, a insinuação pusilânime da praxe:

Há quatro anos, algumas pessoas estavam a trocar mensagens de... felicidade ideológica. Sim, há quatro anos, muitos ficaram contentes ou, no mínimo, levemente vingados.

De uma vez por todas, esclareçam-me: quem foram esses imbecis que se congratularam com o horror em estado puro e até abriram garrafas de champanhe (João Pereira Coutinho dixit)? Quero nomes. Mesmo com quatro anos de atraso, prometo solenemente, em face de provas inequívocas, verberá-los aqui com todos os palavrões disponíveis no generoso léxico da língua portuguesa.
Enviem logo que possam as vossas listas do opróbrio, ó indignadas gentes. Cá estaremos para as escrutinar.

Publicado por José Mário Silva às 05:58 PM | Comentários (5)

11.09.2001

Assisti a tudo, como toda a gente, pela tv. As explosões cinematográficas, os corpos a cair no vazio, a derrocada impensável, as nuvens de pó, cinza e restos humanos. Assisti a tudo, com o mesmo assombro e mágoa — repito: o mesmo assombro e mágoa — das pessoas que depois daquelas 3000 mortes, depois daquela destruição absurda, depois daquela cobardia miserável (feita em nome de uma fé que não merece tão desprezíveis prosélitos) vieram dizer-me que viraram à direita por causa deste novo inimigo invisível do séc. XXI: o terrorismo.
Pois em boa verdade vos digo que eu virei ainda mais à esquerda, pelas mesmíssimas razões. Isto é, por saber que este novo inimigo é também o meu inimigo. Com uma diferença: quem virou à direita acredita que a actual resposta ao terror (com psicoses colectivas e guerras injustificadas que não abolem a ameaça, antes a agravam) vai trazer mais liberdade ao mundo; enquanto eu suspeito que o terrorismo foi apenas o pretexto ideal, o álibi caído do céu para tornar o nosso mundo ainda mais paranóico, controlado e à mercê dos grandes interesses económicos ultra-liberais do que já era. E num mundo assim, parece-me óbvio que ser de esquerda, resistente à vaga de fundo que pretende arrancar de uma só vez direitos e garantias — tanto sociais como civis — arduamente conquistados durante o séc. XX, é, mais do que um dever, um imperativo ético.

Publicado por José Mário Silva às 02:02 PM | Comentários (2)

setembro 10, 2005

FORÇA DA GRAVIDADE (2)

O Luisão é muito mais alto do que o Liedson.
Ou, se quiserem, o Liedson é muito mais baixo do que o Luisão.
Os dois — Liedson e Luisão — saltaram ao mesmo tempo.
O Luisão, estando à frente do Liedson, tirou-lhe a possibilidade de ver a bola no seu trajecto desde o pé de Rodrigo Tello até ao chamado "coração da área".
Lá no alto, com alguma displicência, Luisão deixou a bola passar.
Cá em baixo, por instinto, Liedson preparava já o movimento do pescoço, em rotação, que daria à bola o impulso necessário para se dirigir como uma bala para o canto mais distante da baliza de Moreira.
O resto foi o que se viu.
Dito de outro modo: o resto foi aquilo que os comentadores costumam classificar como "justiça no resultado".

Publicado por José Mário Silva às 11:58 PM | Comentários (1)

FORÇA DA GRAVIDADE

newton.jpg

Publicado por José Mário Silva às 05:40 PM | Comentários (0)

setembro 09, 2005

PÓS-KATRINA

Mais obstinados do que os anti-americanos primários (leia-se Bush haters e Michael Moore fans), só os filo-americanos primários (sobretudo os ultra-liberais mais bushistas do que o próprio Bush). Querem um exemplo? Leiam de fio a pavio o que a rapaziada do Blasfémias tem escrito no aftermath da tragédia de New Orleans. Há muito tempo que não via tão esforçada e contorcida tentativa de justificar o injustificável.

PS- Muitas vezes me perguntam se ainda faz sentido falar em esquerda e direita. Faz, claro que faz. Veja-se, por exemplo, esta frase de João Miranda sobre o Katrina: «Antes de serem atribuídas ao estado federal, as responsabilidades, a existirem, devem ser atribuídas às pessoas que optaram por viver em zonas vulneráveis, às autoridades municipais e às autoridades estaduais» (sublinhado meu). Entre outras coisas, ser de esquerda é abominar afirmações como esta e, sobretudo, a lógica que lhes subjaz.

Publicado por José Mário Silva às 07:14 PM | Comentários (28)

HUMOR NEGRO

estorricado.jpg

Publicado por José Mário Silva às 04:07 PM | Comentários (7)

DINASTIA

Lanço aqui um desafio, que peço a outros blogues a gentileza de divulgar se assim entenderem: num discurso recente, Manuel Alegre fez algumas alusões à transformação do regime em função da suposta adulteração dos mecanismos de transmissão do poder. Regime democrático ou dinástico?
O desafio que proponho aos leitores consiste em identificar os casos de laços de parentesco na política. Por exemplo, um líder de uma distrital cujo filho seja deputado. Um governador civil cujo filho faça parte dos órgãos de um partido. Um presidente da câmara cuja mulher seja ministra. E assim sucessivamente.
Os dados deverão ser enviados para o email: paulogorjao@gmail.com.
Daqui a oito dias tornarei pública uma primeira listagem.

Isto parece-me um trabalho algo ingrato e complicado de fazer, mas pode ser que contribua para a transparência na política.

Publicado por Jorge Palinhos às 03:35 PM | Comentários (8)

SE FOSSE EUROPEIA E SOCIALISTA ESTA ERA DE CERTEZA ANTI-AMERICANA

"E muitas das pessoas no estádio já eram pobres, por isso o que têm já é muito bom para eles. E já ouvi dizer, o que é um bocado assustador, que até querem ficar no Texas."

Barbara Bush, ex-primeira dama e mãe do actual presidente dos EUA, comentando as condições dos refugiados de Nova Orleães no estádio Astrodome. Como este blog prima pela cortesia, não vou conjecturar porque é que senhora achará assustador que alguns milhares de afro-americanos pobres queiram, supostamente, permanecer no Texas.

Publicado por Jorge Palinhos às 12:13 PM | Comentários (4)

A EPIDEMIA ANTI-AMERICANA

Total da ajuda estrangeira à catástrofe de Nova Orleães ocorrida há uma semana: 1 bilião de dólares

Total da ajuda estrangeira até agora ao tsunami que ocorreu em Dezembro na Indonésia: 2,8 biliões de dólares

Número de mortos em Nova Orleães: 71 até agora, temendo-se até 10.000

Números de mortos no Sudeste Asiático: cerca de 200.000

Milhões de indonésios devem estar nesta altura a rezar para que comece a haver mais anti-indonesianismo no mundo.

Publicado por Jorge Palinhos às 11:24 AM | Comentários (7)

setembro 08, 2005

PREVISÍVEL

O Pedro d'A Ilha do Dia Antes desafiou-me a fazer um teste para aferir o meu grau de portugalidade (What Kind of Tuga Are You?). Sem surpresas, o resultado foi este:

tuga4
Tenha vergonha! Voce e o tipico intelectual de
esquerda. Homossexual frustrado, um fossil
ambulante, burgues urbano, orgulhoso da sua
biblioteca de classicos e de musicas de
cantores anglofonos e pacifistas, consumidor da
boa droga produzida a custa do trabalho
infantil que tanto condena e um traidor de pior
especie de venderia o seu pais a Lenine em
troca da sua utopia vermelha.


What Kind of Tuga Are You?
brought to you by Quizilla

Publicado por José Mário Silva às 06:24 PM | Comentários (20)

BOAS NOTÍCIAS PARA TODOS

Afinal, Portugal já está ao nível dos Estados Unidos!

"A análise final dos indicadores mostra também que a sociedade portuguesa é a mais desigual, no contexto da União Europeia (UE), com o fosso mais cavado entre ricos e pobres.
Em Portugal, os 10% mais ricos consomem 29,8% da riqueza do País. Os 10% mais pobres apenas 2%. Em Espanha, esses números são 25,2 % e 2,8%. Na generalidade dos países da UE, a proporção da riqueza nacional que cabe aos desfavorecidos é sempre maior do que em Portugal. Em países ricos, por exemplo, na Finlândia ou Suécia, a fatia que cabe aos 10% mais pobres ronda os 4% do consumo total desse país.
Segundo estes números, a sociedade portuguesa tem um desequilíbrio entre ricos e pobres semelhante ao dos Estados Unidos. Os 10% mais ricos consomem uma riqueza 15 vezes superior à dos 10% mais pobres. A média dos rácios europeus ronda 6 ou 7. Em Espanha, o valor é de 9. Os Estados Unidos, com uma sociedade bastante desigual, têm um valor parecido com o português, 15,9. Entre as 50 nações mais desenvolvidas do mundo, os valores mais dramáticos ocorrem em países sul-americanos, como Argentina ou Chile, onde um rico vale por 40 pobres."
DN

Publicado por Jorge Palinhos às 10:52 AM | Comentários (8)

setembro 07, 2005

MÃOS À OBRA

«Pancadinhas no borato de sódio»: uma fotonovela para os dias felizes.

Publicado por José Mário Silva às 07:13 PM | Comentários (0)

CARTA A GONÇALO M. TAVARES

Postados lado a lado na prateleira,
o pó galopando-nos a cabeleira,
o gonçalo e eu — ele com as suas
altas investigações; eu com as minhas
pobres meditações.
Postados ombro a ombro, nosso verso
faz guerra à melancolia (dai-lhes, senhor,
a névoa, o outono, e farão soar as suas
liras), embora por vezes um frémito
cantabile aleite nossa íngreme desconversa.
Que pensará de nós o branco país
que já foi nosso, e agora é só teu?
A ti, gaba-te o justo portento, dizendo-te
embora, com o vezo dos anões,
«mais prosador que poeta».
Comigo nem precisa fingimento:
torcido o pescoço ao cânone (ocidental,
pois, que outro?), como o alba recomendava
se fizesse à beleza, fica um eco heterodoxo
que troca as vazas à teoria —
afro? Ocidental? Pós-colonial?
Mas não te inquietes, que nenhum âmbito
restringe o que nasceu para o ludíbrio
das fronteiras, inda a beleza seja sempre
uma mão estendida para a negridão
que medra a vau.
Eu cá sei que o mais genuíno sangue
revivesce na linha do naufrágio —
deixa-os, pois, aos vedores da pureza,
de pátria a tiracolo
catando pérolas na borda d´água:
nós seremos alegres bastardos do império
— tu, luso de carapinha;
eu, extraviado ulisses duma negra ilha.

(José Luís Tavares)

Publicado por José Mário Silva às 01:12 AM | Comentários (49)

setembro 06, 2005

COISAS QUE NOS ESCAPAM

voo.jpg

Publicado por José Mário Silva às 11:08 PM | Comentários (5)

CHUVA

Ao ler o livro da Hélia Correia, enquanto do céu cinzento caía finalmente uma chuva miudinha, lembrei-me de uma frase que a escritora disse há uns tempos, numa entrevista: «Só escrevo quando chove». Quer isto dizer que o mais certo é ter escrito pouquíssimo, ou nada, neste funesto ano de 2005. Quando se fizer o balanço dos prejuízos que a seca infligiu ao nosso país, teremos de incluir na contabilidade o silêncio, à sua maneira trágico, de HC.

Publicado por José Mário Silva às 08:16 PM | Comentários (4)

A MULHER-PEIXE

«Seria então o caso de, no negro da noite, ter ouvido cantar. Os pescadores bebiam aguardente com uma aplicação de suicidas. Olhavam para as botas de borracha, para o fundo do barco. E o veraneante, pensando nas sereias, estremecia e tentava captar um brilho de olhos de um companheiro, em plena escuridão. Pois não havia luz em parte alguma. Nem junto a eles. Nem nas águas. Nem no céu. Pois não havia nada, nem sequer o embater das ondas contra o casco. Não balançava, o barco. E o mar, branco, naquele branco vazio, o do terror. Um coro de mulheres paira no ar, desdobra-se no ar como uma rede. Mantém-se imóvel sobre o barco, o canto, na imobilidade que há em tudo. Só a mente do homem se desloca, trazendo imagens para a sua frente. E, superior ao medo do momento, a excitação do encontro enche-lhe o corpo. Pois, como todos os ocidentais, ele cresceu no desejo das sereias. A bela mulher-peixe, a da garganta cheia de prata e de melancolia, que leva à perdição os marinheiros, não por maldade, mas por condição.»

Hélia Correia, in «Bastardia», Relógio d'Água

Publicado por José Mário Silva às 08:03 PM | Comentários (3)

THE TIMES-PICAYUNE

Ainda há heróis na minha profissão.

Publicado por José Mário Silva às 10:19 AM | Comentários (1)

setembro 05, 2005

EXPRESSÕES QUE CAÍRAM EM DESUSO

Sob a égide.

Publicado por José Mário Silva às 07:16 PM | Comentários (2)

O ABOMINÁVEL CÉSAR DAS NEVES

Depois das exegeses bíblicas, JCN envereda pelos pastiches de Tolkien.
Uma delícia. Ora leiam lá:

«O Anel caiu então em poder do ser mais improvável e inesperado, um hobbit do Shire, que sabia que o país estava de tanga. Frurão compreendeu que a única solução era deitar o Anel na fornalha da Montanha Negra, onde tinha sido forjado. Partiu na longa viagem, mas foi logo raptado pelos Nazguls, mortos-vivos da Comissão Europeia. O seu fiel companheiro Sam-tana, um hobbit que gostava de beber cerveja e cantar canções, pegou no Anel e jurou continuar o caminho. Só que, quando entrou na toca da aranha gigante Shelob, ela dissolveu-lhe a imagem política, depois dissolveu-lhe alguns ministros e acabou por lhe dissolver o Parlamento.
Foi nessa altura que o feiticeiro, que todos julgavam morto, voltou a surgir das profundezas da Terra. Mas em vez de vir como Ganfinalmoura, o Cinzento, apareceu como Gandócrates, o Branco. Foi ele que criou a "Irmandade do Anel", uma aliança de elfos, anões, homens e hobbits para levar o Anel da Despesa até à destruição. Mas como no meio da confusão se tinha perdido o Anel e lhe disseram que era preciso fazer reformas, ele subiu a idade de reforma aos Orcs. A partir daí, a viagem teve de ser feita com Gollum a gritar ao lado "A minha preciosa reforma."
O Anel, para afirmar o seu poder, fez com que Gandócrates, o Branco, ficasse sob o poder das "Duas Torres", a Ota e o TGV, que haverão de perpetuar o despesismo por toda a Terceira Era. E agora, imaginem, o feiticeiro até anda a dizer que a única solução para o problema é "O Regresso do Rei"!»

Ficamos à espera, na próxima semana, da análise política das autárquicas em registo Harry Potter.

Publicado por José Mário Silva às 02:31 PM | Comentários (8)

GERAÇÃO FNAC

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Cartoon de Laerte, no DN

Publicado por José Mário Silva às 02:23 PM | Comentários (3)

ENCUENTROS RELATIVISTAS

Vou estar uns dias por terras do Fernando Alonso. Hasta.

Publicado por Filipe Moura às 12:08 PM | Comentários (6)

UNS PARTEM, OUTROS CHEGAM

Canções + filmes, músicos + realizadores, Nuno Galopim + João Lopes. Eis um blogue novíssimo (com nome de canção de David Bowie), para animar a rentrée: sound + vision.

Publicado por José Mário Silva às 11:05 AM | Comentários (4)

O COMEÇO DA DEBANDADA?

Freitas do Amaral poderá estar a preparar a saída do Governo num prazo não muito longo. Ao que o Correio da Manhã apurou, o ministro dos Negócios Estrangeiros, descontente com a forma como decorreu a escolha do candidato presidencial do PS e com a previsível limitação orçamental para o seu ministério em 2006, “há-de arranjar todo o tipo de subterfúgios para sair [do Executivo] por cima”, nas palavras de um alto dirigente socialista.

Publicado por Jorge Palinhos às 10:06 AM | Comentários (14)

setembro 04, 2005

AND NOW FOR SOMETHING COMPLETELY DIFFERENT...

...o candidato presidencial do Bloco de Esquerda é... Francisco Louçã! Ah.

Publicado por Filipe Moura às 11:39 PM | Comentários (13)

ALTOS VOOS

salto.jpg

Primeiro resultado da busca "maradona (com minúscula)" no Google Images.

Publicado por José Mário Silva às 05:09 PM | Comentários (1)

PORTUGAIS - GUIDE DE CONVERSATION (III)

Communications :
Pourriez-vous lui dire de me rappeler au numéro...?
Podia-lhe dizer de me chamar ao número...?

Je cherche une boîte aux lettres.
Estou à procura dum marco postal.

Où se trouve la poste restante?
Onde se encontra a posta-restante?

Puis-je accéder au net depuis ici?
Posso-me ligar ao net daqui?


O guia inclui ainda uma secção de gastronomia, onde são descritas algumas das mais conhecidas iguarias portuguesas. Não faltam as "punhetas de bacalhau":
salade froide composée de lamelles de morue, tomates, oignons et coriandre. Este prato é referido como bastante comum, fácil de encontrar em qualquer restaurante. Se alguma vez ouvirem falar de turistas franceses a pedirem "punhetas de bacalhau" no Gambrinus ou no Tavares, já sabem a que se deve.

Publicado por Filipe Moura às 08:30 AM | Comentários (5)

A GRAVATA

Creio que hoje, finalmente (graças a um guia ilustrado), aprendi como se dá um nó numa gravata.

Publicado por Filipe Moura às 08:28 AM | Comentários (13)

setembro 03, 2005

BODA CINÉFILA

É sempre bom quando os noivos se lembram de dar nomes de filmes às mesas do copo-de-água.

É ainda melhor quando decidem sentar-nos numa obra de Roberto Rossellini.

Publicado por José Mário Silva às 11:25 PM | Comentários (0)

A CAN'T DO GOVERNMENT

Artigo de Paul Krugman no The New York Times.

Before 9/11 the Federal Emergency Management Agency listed the three most likely catastrophic disasters facing America: a terrorist attack on New York, a major earthquake in San Francisco and a hurricane strike on New Orleans. "The New Orleans hurricane scenario," The Houston Chronicle wrote in December 2001, "may be the deadliest of all." It described a potential catastrophe very much like the one now happening.

So why were New Orleans and the nation so unprepared? After 9/11, hard questions were deferred in the name of national unity, then buried under a thick coat of whitewash. This time, we need accountability.

First question: Why have aid and security taken so long to arrive? Katrina hit five days ago - and it was already clear by last Friday that Katrina could do immense damage along the Gulf Coast. Yet the response you'd expect from an advanced country never happened. Thousands of Americans are dead or dying, not because they refused to evacuate, but because they were too poor or too sick to get out without help - and help wasn't provided. Many have yet to receive any help at all. (...)

Maybe administration officials believed that the local National Guard could keep order and deliver relief. But many members of the National Guard and much of its equipment - including high-water vehicles - are in Iraq. "The National Guard needs that equipment back home to support the homeland security mission," a Louisiana Guard officer told reporters several weeks ago.

Second question: Why wasn't more preventive action taken? After 2003 the Army Corps of Engineers sharply slowed its flood-control work, including work on sinking levees. "The corps," an Editor and Publisher article says, citing a series of articles in The Times-Picayune in New Orleans, "never tried to hide the fact that the spending pressures of the war in Iraq, as well as homeland security - coming at the same time as federal tax cuts - was the reason for the strain."

In 2002 the corps' chief resigned, reportedly under threat of being fired, after he criticized the administration's proposed cuts in the corps' budget, including flood-control spending.

Third question: Did the Bush administration destroy FEMA's effectiveness? The administration has, by all accounts, treated the emergency management agency like an unwanted stepchild, leading to a mass exodus of experienced professionals.

(...)
I don't think this is a simple tale of incompetence. The reason the military wasn't rushed in to help along the Gulf Coast is, I believe, the same reason nothing was done to stop looting after the fall of Baghdad. Flood control was neglected for the same reason our troops in Iraq didn't get adequate armor.

At a fundamental level, I'd argue, our current leaders just aren't serious about some of the essential functions of government. They like waging war, but they don't like providing security, rescuing those in need or spending on preventive measures. And they never, ever ask for shared sacrifice.

Yesterday Mr. Bush made an utterly fantastic claim: that nobody expected the breach of the levees. In fact, there had been repeated warnings about exactly that risk. (...)

Publicado por Filipe Moura às 09:48 PM | Comentários (7)

THE THIN YELLOW LINE

linha.jpg

Publicado por José Mário Silva às 04:58 PM | Comentários (1)

PORTUGAIS - GUIDE DE CONVERSATION (II)

Magasins et boutiques:
Je voudrais essayer ça.
Quero esperimentar isto.

Chez le coiffeur
Je voudrais prendre un rendez-vous pour demain.
Quero marquar um encontro para amanhã.

Photographie
J'aimerais un tirage photo d'images numériques.
Queria uma tiragem de imagens numéricas.

Est-ce qu'on peut prendre des photos?
Podemos fazer fotografias?

Chez le médecin
Je suis constipé.
Estou preso ao ventre.

(Continua.)

Publicado por Filipe Moura às 10:13 AM | Comentários (2)

setembro 02, 2005

E DEPOIS DA CATÁSTROFE NATURAL...

Se houvesse manteiga, seria necessário isto?

Publicado por Jorge Palinhos às 02:55 PM | Comentários (7)

DA ESTUPEFACÇÃO

Sobre o que está a acontecer em New Orleans, na sequência da passagem catastrófica do furacão Katrina, ainda não sei bem o que dizer. De um momento para o outro, uma cidade moderna mergulhou no caos e os vínculos sociais mínimos desfizeram-se. As imagens que nos chegam (pilhagens, estádios cheios de pessoas que perderam tudo, mortos a boiar nas ruas, desorganização generalizada), revelam uma espécie de anarquia e falta de autoridade do Estado que nos habituámos a ver na Serra Leoa, mas parece inverosímil num país como os EUA.
Há, como é óbvio, responsabilidades que terão de ser apuradas, nomeadamente dos poderes federais que não souberam precaver o desastre e demoraram tempo demais a responder aos seus efeitos. Mas essa análise deverá sempre ser feita mais tarde, quando as águas descerem e surgirem os balanços reais, não empolados pelos media. Por agora, impõe-se um certo recato perante tão desmesurada tragédia. As vítimas (e os sobreviventes) de Nova Orleães não merecem ser usados como peões em guerras políticas.

Publicado por José Mário Silva às 02:50 PM | Comentários (1)

FURACÃO 1

No final descobrimos que nem tecnologia, nem engenharia, nem economia, nem artilharia, nem ideologia nos podem salvar.

Publicado por Jorge Palinhos às 02:42 PM | Comentários (13)

PORTUGAIS - GUIDE DE CONVERSATION POUR LE VOYAGE (I)

Transcrevo aqui alguns extractos do livro Portugais - Guide de Conversation pour le Voyage, edição Jpmguides, comprado por uma amiga minha em Paris, sem mais comentários. Só vos garanto que não há gralhas da minha parte nesta transcrição.

Secção "Présentations"
Laisse-moi te présenter à José.
Vou presentar-te o José.

Viens faire la connaissance de Maria!
Vem fazer conhecimento com a Maria!

Secção "Demander son chemin"
Traversez la rue.
Traverse a estrada.

Secção "Location"
L'assurance est-elle incluse?
A segurança está incluída?

Pouvez-vous contacter l'agence de location?
Pode contactar a agência de locação?

Secção "A l'hotel"
Quand dois-je libérer la chambre?
Quando devo devolver o quarto?

La fenêtre est coincée.
A janela está entalada.

(Continua.)

Publicado por Filipe Moura às 10:57 AM | Comentários (6)

setembro 01, 2005

REGRESSADO SEM PARTIR

O Francisco José Viegas converteu-se ao darwinismo.

Publicado por Jorge Palinhos às 12:39 PM | Comentários (19)

CHIADO

chiado.jpg

Publicado por José Mário Silva às 10:37 AM | Comentários (4)