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novembro 25, 2005

ALTERAÇÃO DE DOMICÍLIO

«Agora o que é que fazemos?», pergunta, lá em baixo, o Jorge Palinhos — após uma análise muito lúcida do que é a condição bloguista. Parte do que eu pretendia dizer como justificação final do fecho do BdE, ele disse-o com palavras mais certeiras do que as minhas seriam. Está lá tudo.
O BdE foi um projecto tão importante para mim (e para nós todos) que não podíamos correr o risco de o ver declinar aos poucos, ingloriamente, até àquele estado de decadência que arruina tantas vezes a história bela de uma ideia ou de um grupo. Ao extinguir-se nesta altura, ainda por cima com uma ponta final a fazer lembrar os melhores tempos, o BdE (II) fecha como abriu: cheio de empenho, garra e ímpeto de comunicar. Era esta a imagem com que gostávamos de ser recordados por quem nos leu ao longo de quase três anos. É esta a imagem que guardarei de uma das mais estimulantes aventuras colectivas em que tive a honra de participar.
Voltando à pergunta leninista do Palinhos, que fazer agora?
Não posso falar por todos, evidentemente.
Mas posso falar por mim e pelo Luis Rainha.
A partir de hoje, podem continuar a ler-nos aqui:

aspirina.jpg
(clicar na imagem)

E a mim, podem também acompanhar-me neste projecto a solo:

bocklin.jpg
(clicar na imagem)

Até já.

Publicado por José Mário Silva às novembro 25, 2005 11:47 PM

Comentários

Zé Mário, esta foi a melhor alegria que me podias agora ter dado! Serei uma leitora assídua destes dois novos blogs!

Publicado por: xana em novembro 25, 2005 11:56 PM

Vão direitinhos à lista de links. E já agora Zé Mário, que acontece ao letra minúscula?

Publicado por: João André em novembro 26, 2005 12:54 PM

O letra minúscula continua, claro. E a partir de agora com actualização a tempo e horas.

Publicado por: José Mário Silva em novembro 27, 2005 01:35 AM

A musica do cavaquinho ou a poesia de Alegre.


O primeiro confronto entre dois candidatos presidenciais revelou-se revelador das personalidades destes bem como as ideias que estes preconizam para Portugal.


Duas abordagem completamente diferentes expostas em distintas estratégias.Cavaco refugiou-se e muito no discurso tipo “ lugar comum” sempre na defensiva e também na periferia argumentativa e propositadamente privilegiou uma vez mais o mistério tentando demonstrar e fazendo prevalecer a sua eventual hermética sabedoria que lhe confere dois hipotéticos trunfos, o primeiro é de que não se expõe demasiado e confiando na sua carapaça politica exibe a imagem populista fruto do revivalismo politico que transporta e que é fundamentalmente responsável para já por uma certa preponderância a nível das sondagens. Em segundo, esta postura lhe permite abster-se de discutir mano a mano os grandes temas de interesse nacional acentuando sempre a tónica hipnotizante de eleitorado tipo:Cauda da Europa, Solidez da democracia, acesso a cultura, justiça educação, falar com sindicatos etc e tal procurando inverter claramente o bico ao prego ao não habilmente chamar a si a responsabilidade ainda que parcial do estado actual das circunstancias bem como a ausência de especificidade discursiva que nos permitisse perceber como tenciona tirar o pais da cauda da Europa, como concretamente procurara fomentar a solidez da democracia e acesso e reciprocidade benigna das instituições de utilidade publica a toda a sociedade civil.


Salta a contradição de postura e de acção visto Cavaco enquanto economista ser um mestre da estatística e possuir uma ideia profunda e abrangente nestas matérias, aqui reside também o busílis da questão e ajuda a explicar que embora mostre preponderância nas sondagens, este mostra uma descida continuada das intenções de voto.O fenómeno Cavaco se assim se pode dizer esta indubitavelmente associado a um Portuguesismo determinismo politico que quando olhado superficialmente em primeira analise faz com que o Português médio semi resignado e pouco combativo vote em cavaco sem pestanejar e sem necessidade de o ouvir muito como que endossando e atribuindo o beneficio de duvida a este, é também neste acomodado factor que Cavaco se refugia grandemente.Tendo em conta um certo ambiente de resignação e certo desencantamento Nacional principalmente a nível económico a postura macambúzia de Cavaco é objectivamente e uma vez mais contraditória na medida em que um Politico de topo e que aspira ao mais alto cargo da nação tem necessariamente de abrir o jogo no respeitante a soluções objectivas para os problemas do Nação, combatendo o memorando abstraccionista periférico, fomentando a discussão das temáticas pertinentes e injectando através do dialogo raciocinado a confiança na forma e conteúdo de Portucalidade assumida.Cavaco é uma espécie de lebre a corrida presidencial e mais que ninguém terá que esgrimir argumentos em forma de actualidade politica bem como prestar contas pelo resvalo económico no advento e pós-CEE em que este nem por sombras precatou a sustentabilidade do estado e sua engrenagem.

Cavaco abordou o défice económico, justiça, educação exactamente ao mesmo nível ou seja mostrou-se confinado a sua visão economicista e fez sobressair uma certa deficiência de formação ao não contemplar o défice cultural, o défice de sustentabilidade da demografia, o défice de coesão social e até da historia de Portugal enquanto referencial passado futuro para os Portugueses, tudo isto a posteriori incisivamente focado por Manuel Alegre.


A maquina partidária como arma de arremesso foi prontamente usada por Cavaco procurando claramente tirar partido da confusão que Soares fez gerar no seio do PS , contudo urge esclarecer que o mérito de Manuel Alegre ao concorrer a Presidência da Republica é muito maior quando a emancipação partidária de aparelho prevalece.Cavaco, lesto tratou logo de frisar que era um candidato apartidário e livre maquinas partidárias quando toda a gente assiste a obvia maquina partidária do PSD e até do CDS na ressalva da sua candidatura.O não assumir, a militância subliminar, velada, o condicional aparelhistico o temor ambíguo de nebola, o nem é carne nem peixe convenientemente espelhado no apoio comprometedor por de traz da cortina, o acertar no cravo e na ferradura simultaneamente como se a imparcialidade politica estivesse contida no partido e não no candidato é a semelhança de Soares também uma evidencia redutora em Cavaco.


Não é deveras e assaz de admirar toda esta parafernalia argumentativa Sebastianista.Todo o revivalismo do Cavaquismo nos surge novamente na retina e a argumentação periférica, defensiva, inócua, do chamado discurso de “minuta”, uma espécie de cassete de Direita volta novamente, sem novidades e que até com um certo bolor nos remete ao saudosismo do memorando de pouco dizer para não comprometer.O modus operandi cavaquista espelha-se e se revê em alguns dos seus fieis seguidores, os avanços da doutora Manuela Ferreira leite enquanto ministra da educação e posteriormente finanças nos passam despercebidos e a moralidade de Cavaco para falar em formação e Cultura é absurda pois este em relação aos fundos estruturais oriundos da então CEE foram desbaratados em um corrupto e inócuo clientelismo sem precedentes, sectores como a educação, a escola publica e Cultura vilmente pouco ou nada lucraram, antes pelo contrario, se vive ainda o limbo estrutural nestas materias.As taxas de juro que são definidas no epicentro Europeu fazem estremecer a economia e revelam a fragilidade da mesma não precatada no advento Europeísta pelo pleonasmo do Cavaquismo.

A pátria dos Poetas assistiu também a destreza, sensibilidade, visão e capacidade de expressão de Manuel Alegre, demonstrou e não só por ser um dos mais extraordinários poetas do nosso tempo mas também por ter exposto uma opinião própria e muito fundamentada acerca do passado, presente e futuro de Portugal.Manuel Alegre provou ter argumentos para esgrimir taco a taco com Cavaco ou com qualquer Candidato.Ficou também dissipada qualquer duvida se Alegre teria ou não competência para ocupar o mais alto cargo da nação.

Alegre voltou a demonstrar que pretende fomentar o consenso evitando o confronto primário de facções, a candidatura de Manuel Alegre traz um traço de concilio e sanctuarium politico a esquerda também.Alegre emanando a sua genuinidade construtiva de esquerda demonstrou claramente deter argumentos para trazer outro alento ao núcleo duro da classe media apresentando-nos o conceito de cidadania, emancipação de determinismos de engrenagem de partidos fomentando a identidade Nacional, a erradicação e exorcismo do medo de represálias varias e também privilegiando um olhar sério pela nossa cultura passada e futura. Frisou oportunamente também e bem que Portugal não necessita de mais um ministro das finanças mas tão somente de um Genuíno Presidente da Republica.


Se estivermos atentos, veremos que Manuel Alegre no seu manifesto propõe um pacto de regime consensual entre as forças partidárias com o intuito objectivo de resolver os problemas mais graves com que o País se depara, o emergir do discurso sumptuoso porem vazio cavaquista contrasta claramente com a intenção materializada de em primeira analise promover o dialogo advindo daí as soluções.Oportunamente Alegre se insurgiu contra o conceito de Cavaco de “Cooperação estratégica”, o Presidente da Republica é simultaneamente o comandante supremo das Forças Armadas o que nos remete para a perigosidade deste conceito na medida em que a preponderância e não a complementaridade e simbiose parece prevalecer no seu conceito lato.


A realçar a diplomacia do debate bem como o pertinente alinhamento das perguntas efectuadas principalmente por Rodrigo Guedes de Carvalho.Os candidatos fizeram jogo limpo coisa que não acredito que aconteça com Soares e Jerónimo, sinceramente.


Jorge Batista de Figueiredo



Publicado por: J. B. Figueiredo em dezembro 6, 2005 07:44 PM

Mário Soares e Cavaco Silva, o pleonasmo de um recente Passado politico revisitado.O Debate.

Porque razão os Portugueses haveriam de voltar a eleger uma das duas personagens em confronto neste debate…?Será por miopia de futuro, por comodismo de opinião ou por puro conformismo…?

Cavaco Silva em este debate revelou-se amorfo, distante, protocolar , inocuamente simbólico e se viu apenas uma figura de ”cera” que hipotética de ocupar o mais alto Cargo da Nação se revelou exponencialmente incompetente e distante a todos os níveis, na abordagem e visão objectiva de toda a problemática contemporânea Nacional e Internacional, na clarificação das competências Presidenciais Cavaco deliberadamente se refugia no silencio cúmplice adornado por evidente atabalhoada retórica do não esclarecer para não perverter a sua eventual linear eleição, este, personifica a dormência ou determinismo de voto por parte de um tipo de eleitorado que vive no conformismo pseudo-aportuguesado, representativo de um Portugal resignado pouco combativo e avesso a necessária estrutural mudança de rumo dos acontecimentos, que se frise que a eleição de Cavaco é o sublinhar do conceito instituído pela perversidade contida no próprio Cavaquismo, este é o “Pai do Monstro”, o “ Portugal de arrasto ou de cauda da Europa”. Desvelando também estruturalmente a razão do porquê já ter perdido uma corrida Presidencial ficou bem também patente que Cavaco neste momento é uma farsa Politica.


Mário Soares esbracejou veementemente em um passado recente contra a eventual passeata de Cavaco pela avenida da Liberdade em uma hipotética inevitável auto-idolatria Presidencial qual Plebiscito de Cavaco direitista segundo Soares, seria também segundo Soares necessário combater de forma eficaz essa espécie de totalitarismo de Direita, por isso Soares se viu equivocamente dono da esquerda efectivando este também um plebiscito a esquerda na medida em que este não consultou e criou consenso em (nenhures) das “Capelas a esquerda”, claramente se sobrepõe aos cânones da longevidade-legitimidade e pertinente renovação democrático partidária, maniquietando habilmente as estruturas partidárias adjacentes e se sobrepondo opinando e quase impondo, pseudo delega, e afirma uma hegemonia politico argumentativa que já não possui.


Se trata quase de uma evidencia real obvia quando Soares afirma e com razão que Cavaco sempre promoveu um distanciamento contraproducente em relação ao seu partido na inter acção directa com os seus dirigentes lideres. A realidade económica e social do país de “Cavaco” no passado despelotou a clara e evidente delapidação do Estado no paradoxo de o tornar também obeso e estruturalmente ineficaz.


O argumentativo Soarista em colocar em marcha o pertinente alerta invasão da comprovada politica regressiva volátil de direita não significa necessariamente extravasar os ideais até por Soares difundidos, o combate a sobreposição partidária em relação a genuinidade e também autenticidade conjuntural e actualidade politico partidária emergente e neste caso o Presidenciavel oportuno e que também na veracidade contextual de esquerda possa esclarecedoramente esgrimir argumentos contra o mau revivalismo politico passado Cavaquista.


Muito para alem de um debate de esquerda, direita, se viu um duelo tipo “far west” politico, a clara e exposta questão pessoal em sobreposição e detrimento das reais necessidades e prioridades do País ficou bem patente, de qualquer forma o Cavaco e o Cavaquismo perdeu literalmente este debate e encurralado por um Soares abocanhado ao pescoço da Direita, cumpriu este (Soares) o papel que lhe compete, ou seja de levar Cavaco a segunda Volta embora tudo aponte e bem para que seja a candidatura esclarecedora de Manuel Alegre a Faze-lo.


Reviver o passado em casmurra birra politico pessoal, foi o que se viu em este debate, Cavaco cedo deu mostras de incipiente Presidenciavel começando e vejam só pela educação, afirmando despudoradamente que quarenta por cento dos jovens estudantes andam a nora e a cata de emprego e formação especifica, logo Cavaco e o seu Cavaquismo que desbaratou fundos estruturais da então CEE que supostamente para beneficiar a “quilha” da Educação e do Ensino Publico foram na sua maioria desviados em um rodopio de fantasmagóricos cursos de formação de sabe-se la do quê e que beneficiaram meia dúzia de chicos espertos, os mesmos que agora "cheios" apoiam agora a sua saudosa candidatura.Ainda em matéria de Educação os seus supostos iluminados sucessórios sucessores do “iluminismo” cavaquista como Manuela Ferreira Leite em matéria de Educação e Finanças que fizeram senão protelar a farsa Cavaquista na sua essência.


Soares do alto da sua arrogância politica brada que “Somos homens Políticos e temos que ser Julgados por isso”.A Haver Justiça Politica naturalmente que seram julgados por açambarcarem o Conceito Presidencial bem como impedir a estrutural renovação Democrático Politica e de Portugalidade.Cavaco voltou a acenar com a sua abstracta e plena de verbo de encher “Cooperação estratégica” e ainda retorqui que também não é um Presidente corta fitas, ta na moda pelos vistos depois de Manuel Alegre ter dado oportunamente o pertinente mote.

Soares auto intitulou-se o Salvador da Pátria durante o Período Cavaquista acusando este de fazer emergir o contraproducente conceito de” Forças de Bloqueio”, Cavaco já em visível pânico posteriormente perdeu toda a sua modéstia e “Colocou a carne toda no assador”… como?Abrilhantando as suas medalhas, Cavaco afirma que no Jornal Espanhol o “El País” este foi veementemente elogiado, vejam só, e logo depois tem o desplante de afirmar que Espanha cresce a media de três por cento enquanto Portugal a passo de Caracol de zero virgula dois por cento.Sera que este facto não se deve a transição trôpega e atabalhoada de um Portuguesismo Europa-ista passado perpetuado por Cavaco e em ultima instancia por Soares ?pergunto.


“ Estamos no tempo das Vacas magras”, não é o que parece transpirar as ditas Fundações dos candidatos em questão.Parece-me haver uma clara diferença entre a prosperidade politica que estes ostentam em relação a realidade real Portuguesa.Cavaco acusa Soares de ser um Politico intermitente e com razão na medida em que Soares só falou quando lhe foi conveniente e apenas e só para defender os seus interesses bem como a sua apetência sôfrega do poder pelo poder.


Portugal muito mais que o referencial Esquerda e Direita neste momento é mais uma Nação dividida entre o Desemprego e Desenvolvimento, nenhum dos dois candidatos esgrimiu argumentos suficientes nesta direção.Manuel Alegre através do seu “Pacto Social” e do seu alargado, efectivo e objectivo conceito de “ Cidadania” (o dialogo e acção concertada politico social activa) , aplica uma visível machadada politica com vista a resolução efectiva do problema do desemprego e do desenvolvimento sustentado.


Soares afirma que Cavaco “esta blindado” e que este tem vergonha do partido e da social democracia a que pertence não sendo reconhecido na Europa enquanto Social Democrata, correcto.Soares afirma que Cavaco constitui uma candidatura de risco e é profundamente enganadora para os Portugueses, correcto.Cavaco afirma que na sua Governação as televisões Privadas aconteceram bem como todo um novo conceito de imprensa livre emergiu.Não será isto uma absurda redundância argumentativa, será que Cavaco não vê que se trata de uma inevitabilidade dos tempos ou será que haveríamos de continuar monocórdicos em matéria de “media”.Desajeitadamente dois velhos do Restelo políticos e para finalizar falaram de Globalização atirando ao ar lugares comuns pouco objectivos.Será que Portugal não merece um Presidente da Republica não viciado e formatado por passados políticos pouco Abonatórios e pelo cargo?Só vejo uma saída, a Clarividência e visão da Candidatura preconizada por Manuel Alegre.

Jorge Batista de Figueiredo

Publicado por: Jorge Batista de Figueiredo em dezembro 22, 2005 01:17 PM