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novembro 25, 2005

ANTOLOGIA DA BOMBA

Um aspecto que tornou este blogue diferente foram os comentadores "muito especiais". Não falo destes; os que eu me refiro agora não eram maçadores, mesmo que a intenção inicial deles fosse essa. Primeiro foi o Afixe, que ficou por aqui algum tempo mas cedo virou blogue. Mais recentemente, o Bomba. O Bomba tentou escrever um blogue, mas sentiu-se mais à vontade para criticar as ludovinas politicamente fanáticas aqui. Creio que todos os escribas e comentadores mais frequentes foram uma ou outra vez vítimas da língua mais viperina das nossas caixas de comentários. Dado que permaneceu aqui tanto tempo (e mais permaneceria, não fosse o blogue acabar) mudou algumas vezes de nome: de Germano Filipe a Madalena, passando por Bombatómica. No meu caso, por alguma razão, ele raramente falava directamente comigo: mais frequentemente mandava-me recados por terceiros ("diz ao Filipe Moura que...", "vejam o caso do Filipe Moura...") e, quando me interpelava directamente, era mais frequente ser em inglês ou mesmo francês!
Na altura em que a produtividade deste blogue esteve mais em baixa, devemos ao Bomba a motivação para virmos sempre aqui. É que, se não houvesse entradas novas, pelo menos haveria de certeza novos comentários do Bomba. Fica aqui um pequeno apanhado aleatório.

Eu venho a este museu todos os dias e não pago nada...


Valupi,
Não desperdice piano de cauda com tocadores de pífaro de cena politico-pastoril. Começa pelo JMS a informar-nos sobre o Estaline e a esquecer que esse bigodes esteve em Ialta a combinar com Rusevelt e Xurxill(ambos brilhantes candelabros da machonaria) como é que se poderia organizar a divisão do Mundo depois da guerra, e mais uma guerra na Korea e mais outra no Vetnam (ganha pelos americanos, ao contrário do que a esquerda inocente acredita) de modo a que parecesse tudo natural e a criar na cabeça das pessoas que o objectivo do comunismo era por fim ao imperialismo maldito. Depois continua com outro rapazo menor a pensar no poder económico como influenciador da política tipo "como acontece em todo o lado". Isto enjoaria se não fizesse rir por ser tão velho e tão tristemente batido. Nada de novo na frente mais ocidental da Europa. Sinceramente, Valupi, não perca tempo.

Alguns diriam que esses acidentes são causados pelo vício que tens de usar a enorme boca da direita em vez da cabecinha de pequena flama da esquerda. Cuidado com esses fogões modernos, filho, senão vão dar-te arroz por seres tão aventureiro e abstracto com os teus posts.

tchernignobyl,
não querias acreditar porque já andas em estado de coma politico há muitos anos(a pensares que és do contra). Não te assustes, olha para o Filipe Moura que emborcou kilos de delicioso arroz transgénico queimado sem saber.Bem me queria parecer que os posts dele não eram normais, mas não quiz dizer nada, para não me chamarem má-língua. Se isto vem dum meco que geralmente concorda com o PC,imagina imagina as toneladas de broas de milho transgénico que o centro e a direita não vão engolir sem fazer caretas.

Phillipe Maure,
Ne sautez pas, je vous en prie. Nous avons besoin de mathematiciens comme vous pour instruire les pauvres lecteurs de ce blogue.


João André,
Às vezes até me dá vontade de chorar quando leio respostas aos meus comentários de mulher vadia mais batida em Alfamas que nos centros comerciais modernos. Não fiques pesaroso com as minhas acusações de que és um despudorado admirador do capitalismo. É dos impropérios que tem menos poder ofensivo no meu arsenal de palavras incómodas e incultas. Na verdade, tomara os meus “potenciais” adversários que eu andasse sempre a pensar em Capital e Trabalho, tal como Marx deixou lavrado nos breviários. No entanto, lendo-te de alto abaixo, deparo com a tua acusação, mais ou menos expressa, que não percebi absolutamente nada do que escreveste. Poor me. Fiquei desse modo a saber que tens bastantes dúvidas em relação aos “transgénicos”; que não és adepto do “capitalismo desenfreado”, antes pelo contrário, mas que ninguém pode fugir a “este” capitalismo civilizado que nos envolve como um polvo necessário; que sabes muito bem o que dizes quando falas de SIDA e que lamentas a referência que fizeste à África. Porreiro. Fica tudo esclarecido. Só espero que no futuro, quando te estenderes nestas paragens para acrescentares um ponto a um conto doutro, sejas mais claro, mesmo que isso te obrigue a descer ao meu nível fraco de percepção. Mas lembra-te duma coisa: mesmo que andes a querer agradar a gregos e troianos ainda estás, como eu, muito longe de saber quem é que te talha a maneira de ver. Tens muita razão: o meu forte não é argumentar. Prefiro comparar a informação à mão e escolher a que me parece mais perto da verdade. Para isso não preciso de muitas palavras. Para quê perder o fôlego em 10 páginas que daqui a cinco ou dez anos nem servirão para limpar o rabiosque porque não eram àcerca de nada?

Random,
Muito obrigada pelas tuas opiniões “at random” que deixaram a maior parte a chuchar no dedo da indiferença. Vê-se que és optimista, que não acreditas em poluições e que a falta de petróleo foi tudo “grupo” e que para ti não há catástrofes. Porreiro. O que duvido é que estejas bem informado/a sobre isso tudo. De qualquer forma, ninguem pode roubar-te o direito de pensares assim. No entretanto, não te incomodes com os meus desejos secretos na área do baixo-ventre. Não sei se já ouviste falar (se não, precisas de dar um giro fora da paróquia) mas há uma terceira via na maneira como olhamos o “sexo” e já se vai falando disso há algum tempo. Refiro-me ao “assexualismo” que é uma espécie de amar sem necessidade de intumescências.

Fazes-me perder a paciência e entortar a vista com o teu jogo de ancas, José Mário. Dizes que o Papa é mau num corpo doutra pessoa com bom coração e ainda por cima te admiras com o facto de ele ter andado obcecado com a Nossa Senhora de Fátima. Credo! O que é que querias - que o homem andasse obcecado com discos voadores ou corridas da Fórmula 1, como certos esquerdistas neste blogue? Tem dó dos que te lêm! Esse dogmatismo que viste no papa é muito discutível, particularmente no que respeita às liberalidades sem fronteiras que defendes no campo do aborto e ao uso indiscriminado de cloacas como orgãos sexuais. Já leste as últimas estatísticas sobre “felicidade” na família desde que fomos inundados com certas liberdades? Vais precisar de muito mais “praxis” para teres tantas certezas. Outra coisa que também gostaria de saber é o que é que queres dizer com ”não sou católico”. Então o que é que és, meu filho? Protestante, budista, ateu, ou agnosta a dar para os dois bordos no caso de te surgir a aparição dum anjo com chifres em vez dum serafim? Se fores ateu, que é o que eu penso que gostas de ser, qual será então a utilidade, importância, cabidela ou necessidade duma opinião tua, má ou boa, àcerca dum papa? Não duvido que no teu douto parecer a Igreja é, provavelmente, “reaccionária e obscurantista” mas, tal como com o vinho, achas que há anos bons e anos maus. Será essa a moralidade do resto da esquerda suave? Ok, o Pinochet desta época é melhor que o da época passada; ou os primeiros-ministros socialistas de agora não são nada que se compare com os de há vinte anos. Segue o meu conselho, não atires remoques ao grande Mário Soares: ele sabe muito melhor do que tu os ingredientes utilizados na confecção duma hóstia. E agora desculpa-me, pois tenho que ir rezar uma novena de avé-marias para te salvar das chamas.

Desculpa de só agora te mandar estas linhas. Mas o que acontece é que só esta manhã, quando me levantei aí por volta das seis e fui dar de comer aos animais, reparei nesta tua troca de palavras com o Fernando, onde largas, muito a despropósito, o meu “nome”. Mas tive mais que fazer...
Mas o que é te deu na corna para vires praqui, neste posto sobre Viegas e Darwinismo, lançar uma afronta dessas à minha coninha mal-educada com opiniões católicas pouco ou muito ortodoxas sobre abortos? Está a adivinhar chuva, ou quê?
Rapaz, se quizeres saber, bate-me à porta. Responder-te-ei com prazer sobre abortos e desmanchos à antiga portuguesa. Agora que já sei que pertences à brigada dos karl poppistas e que escreves textos técnicos que te bloqueiam a dita corna e que este blogue não te enches as medidas, diz-me mais. Mas não te esqueças de me explicar primeiro o que é que queres dizer com merda desta: “Eu não me considero católico, mas estou bem consciente que o catolicismo me corre nas veias, algo com que eu procuro lutar com as forças que tenho. Espero que também me corra nas veias algum cristianismo, mas isso já não me compete a mim julgar ...”. Quem sabe se é esta confusão que te faz andar aos saltos neste blogue como um macaco à procura de ramo. Ilumina-me. Make my day...sua cona verbosa.

Enquanto não chegarem aqui pessoas com mais educação e cultura, recuso-me terminantemente a entrar nestas conversas de engastalhar línguas ou torná-las piriricas ou ofensivas. No entanto, não me vou embora sem apelar ao senso de humor do Tavares e pedir-lhe que não leve estas coisas a peito. O seu poema é muito original, e se o resto que já escreveu não destoa muito no calibre dos dois que de sua autoria já li, nada neste mundo me impede de lhe dar os parabéns por ser capaz, tenho a certeza, de fazer melhor que a maioria dos sentimentalistas que comentam neste blogue sobre versos. Eu incluido, só o que não sou é sentimentalista.

O Zero à esquerda também não veio alterar os dados ao problema (o nome não o ajuda muito, eu sei) quando me criticou às dentadas ajudando-se muito superficialmente daquilo que andou a aprender na kindergarten das Galveias sobre o Schopenhauer. Tudo deveras musical e quase dramático - a especialidade favorita do Schop para os artistas que querem reduzir as fervuras das vontades. A ele só lhe tenho a dizer que é um mau hábito recorrer a oráculos por tudo e por nada, especialmente quando queremos provar que as galinhas não têm dentes. O Schop tinha coisas boas e coisas más, um génio, etc.,etc., mas mortal, como toda a gente. Se cada vez que quizermos provar um ponto formos obrigados a encostarmo-nos a estes bordões ilustres, tempo virá em as nossas cabeças só funcionarão por correspondência. Mas como o zero é bom rapaz, desculpo-o. Sei que ele terá dias melhores.

Agora deveras irritante é a maneira como o Luís Oliveira anda a abanar as fraldas da camisa para respirar melhor. Este rapaz depende tanto disto como de oxigénio. Salvem-no, por amor de Deus.

Entretanto, o D. Juan começou há dois dias e já anda a tomar mescalina, pois vê coninhas coloridas por todo o lado. Isto tudo aflige-me e não pressagia coisa boa.. Tenho que ir dar uma volta ao Castaneda.


D. João,
Esse teu “esprit de l´escalier” antes de ires fazer óó está cheio do mistério a que já estou acostumado. Pois, meu filho, permite-me tomá-lo à letra e dizer-te que é de “pancadaria” , e da brava, que a gente deveria gostar– estética, ideológica, política, científica, etc. Deveria, para aprendermos ou ensinarmos. Mas a verdade é que este post tem estado aqui desde as de ontem e apenas atraiu uns míseros 13 comentários. Tenho visto posts sobre pomadas para furúnculos com uma freguesia muito mais numerosa e animada. Será que o virus do “mind control” também já afecta a população bloguista de esquerda em Portugal?
Pergunta parva e desnecessária, pois como se sabe o passatempo favorito entre a rapaziada é desperdiçar palavras na execução sumária ou encómio de personalidades políticas de segunda grandeza - uma espécie de extensão malcriada e por vezes violenta daquilo que se lê nos jornais. Noutras alturas assistimos a conversas provincianas sobre governos regionais que duram o dia todo e muitos ainda ficam a chorar por mais.


Vou coibir-me de fazer quaisquer comentários ao desenvolvimento dos gastrocnémios do Filipe Moura, que nesta altura já devem fazer assomar lágrimas de gozo aos olhos das colegas do sexo oposto quando ele chega à politecnica de mahã cedo, todo suado, mas não posso deixar passar o resto.

Valupi,
I am glad to see that your much admired poetic source is dry at the bottom. What a relief for me, the poète maudit. No more deviation from the capital matter which, at the beginning of this post, was only about Aids and morality and maybe a little bit of hypocritical opinions on so-so poetry. And don’t think I am not aware that you are probably the only one reading this comment, for I took due care by addressing it personally to you to discourage the rest. And the rest includes the threateningly funereal Zangalamanga, undefeated champion of shallow interjection and shooting from the hip, who, I believe, comes here to share a bit of the mystery that he then carefully saves, for when he returns in two or three weeks time, tired of being lied to by Sky News. I wish my liver allowed me to do that. Or my heart, for that matter.

So I hope that when our mutual friend (??) Luís Rainha comes back from his well deserved holidays in Lourdes, he will use a bit of his much appreciated humour to invite us, the bullshit brigade, to discuss properly the medical, political and conspiratorial aspects of Aids to enlighten not only the illustrious readers of this even more illustrious sheet, but also some badly informed press whores (presstitutes) who come here to sniff from time to time. Meanwhile watch your back, cagliostrical Zangalamanga is around.

Querida Margarida,

Não imoles mais a esquerda no altar da direita estúpida. Entra mais é em negociações com a tua inimiga sangrenta e vão as duas dar uma volta ao Algarve para espairecer. Volta depressa, porque gostamos de ti. Mas não uses novamente a expressão "pin in the neck" senão fazes rir os ingleses que te lêm. Se quizeres usar "pain" em vez de "pin" come-se, e no "ass" é muito melhor que no pescoço, isto é, é muito mais vigoroso para traduzir o que te vai na alma.

Este grato Rainha devia explicar aqui à rapaziada que não concorda com ele se o seu modelo de cabaz leva menos que uma cesta de vindima ou mais que um vagão. Eu acho que a segunda das hipóteses é que está certa. Mas também qual é a merda da diferença? O neo-conismo (neo-cunismo para alguns) tem-se metido por tantas frestas da esquerda moderna através de trotskismos insidiosos ou arrependidos que o stalinismo vai começando a ser recordado por muita gente com saudade em vez de reprovação. Mas não faz parte do plano, essa é que é a chatice. E quem não acreditar pergunte ao João Carlos Espada quando ele estiver muito comovido a fazer festinhas à medalhinha de Grande Oficial da Ordem de Mérito que o Mário lhe pespegou no peitinho com muita solenidade. ( in “Isto é tudo a mesma cambada”).

Sinceramente, já estou arrependido de não me ter inscrito neste curso a semana passada. E duma coisa ninguem me desconvence: o Palinhos não toca em nada que seja adoçado com aspartame nem e deve ser contrário a usar pasta dentrífica que contenha flúor. Pelo menos é o que depreendo quando lhe observo a superior calma com que enfrenta o resto da docência. E até sabe melhor ler o Valupi, o Random, etc. e o resto quando é o Palinhos a citá-los. Mandem mais, senhores, por favor -, preciso de acalmar estes fernicoques. Ah, e Viva a Democracia! - já me esquecia.

Filipe Moura,
Que linda despedida a largares a arbitral opinião de que consideras este debatezinho entre especialistas da educação um empate saudável. Já agora diz-nos quando é que este campeonato irá acabar, por favor, porque tenho mais que fazer! E é como dizes: toda a gente tem razão e até se complementam para harmonizar o arraial, deitar os foguetes e apontar com o dedo os resopnsáveis que andam a emperrar isto tudo. Malditos professores, directores, criadores de programas, comidas de cantinas, etc. E, acima de tudo, viva o esforço do estudante trabalhador que triunfa sempre, sejam quais forem as circunstâncias (bollocks!).
A mim, nenhum pedagogo ingénuo ou de palmatória me conta um conto a pensar que me põe tonto. Para mim, isto não passa da conversa oca que servirá para enganar a maioria e divertir uns quantos cús sumamente convencidos que aparecem pelos colóquios e conferências promovidos pelo Random e os seus amigos para denunciar e criticar educações sem qualidade.

Não é que não se aprenda bastante contigo, Valupi (Montgomery aprendeu com Rommel, Camões com Homero e Salazar com Afonso Costa), mas por que é que tens que dar sempre relevância ao aspecto “lúdico” destas conversas? Especialmente quando regressas munido das armas apaziguadoras que não envergonhariam um sub-secretário geral da cultura de qualquer época ou matiz politica. Sei que não concordas, mas nem toda a gente está convencida que as opiniões que aqui se expressam não contarão, no fim, em “nada”, só porque não são travadas entre caciques da burocracia e sobas da política que nos empurram para onde muito bem lhes apetece, muitas vezes encostados a autoridades baseadas em vinte e tal por cento dos votos do eleitorado. Alem disso quase todos sabemos que um blogue não é apenas um blogue, porque há milhares de políticos encartados e empossados em todo o mundo que usam esse instrumento para se promoverem e promoverem as suas ideias e as ideias dos seus partidos. The game is over, Valupi. This is serious business. Ask you friends in the press. Even Calhordus knows that.

Valupi,
Bom, o que é que tu queres que eu te diga? Que és o campeão do revirete e que melhor que ninguém sabes cobrir as questões com floreados e perfumes e imagens que são uma delícia mas só raramente conseguem desarmar malta como eu, ou como o muitissimo mais militante Rainha, vamos lá? Ok homem, acedo, mas não precisavas de ajaezar o sarcasmo com o fatinho preto que se leva à missa domingueira e nisso, sim, desarmas-me, porque vejo no teu discorrer uma alcalescência inicial cheia de berlicoques adoráveis que progressivamente vai azedando para terminar numa acidez orgásmica que cancelou todo o esforço que puzeste no foreplay e no fim não me veio ajudar em nada neste vício que tenho de amar as minhas ideias. Portanto ficámos na mesma, apesar dessa “confissão” arrancada a pé-de-cabra ou profundamente endividada à arte de representar. E fica-te bem, não julgues. Continuas a marcar passo com a perfeição do costume na parada escaldante do quartel das ideias e não desceste um milímetro no conceito que faço de ti. The job is still yours, captain Dreyfus.
No entretanto e muito tristemente, e isso é que é realmente a merda, o sol continua a girar à volta da terra como muito piamente nos asseguravam os pais da igreja há quinhentos anos, e não há gracinhas que possam esconder a mentira que lhe corresponde nestes tempos. E ela é a que somos todos vítimas duma conspiração enorme à escala do planeta cuja sucesso depende muitíssimo da maneira como o pagode se comporta quando se põe a brincar às democracias das urninhas com rachas gulosas ou à procura do sistema político perfeito baseada nas ideias e nos ideais de algumas centenas de lunáticos que viveram há muitos anos pendurados a partidos controlados por basílicas, lojas e sinagogas..
Mas, sinceramente, que interesse há em manter este nosso trio, sempre respingão e de pé atrás, aqui às voltas com coisas destas que nem sequer são do gosto da maioria que só cá vem para beber a laranjada da ordem feita com água da torneira e concentrado? E também não ajuda nada o facto de que alguns dos seus mais respeitáveis colaboradores nem sequer sabem que há gasparoves que também acreditam em teorias da conspiração.

ZM
É sempre bom ter um pacifista para acender as velas do bolo podre que nos lembra a grande victória dos aliados no Japão e a morte de centenas de milhares de inocentes.
Mas, como vês, os leitores da tua folha ficaram com as vozes embargadas pela “comoção” causada por um símbolo anti-Humanidade muito agitado pela velha Esquerda ao serviço do “internacionalismo proletário” da União Soviética. O que muita gente não sabe, ou prefere não querer saber porque não faz “sentido”, é que a capacidade tecnológica para construir um arsenal de “Flores do Mal” pela pátria soviética (para se entrar na bem planeada “guerra fria” que nos entreteu) foi voluntàriamente e secretamente cedida pelos titereiros americanos da altura, isto é, os sucessores dos tais banqueiros que já tinham trinta anos antes financiado a Revolução Bolchevista de Outubro.
Deixa falar aqueles que gostam de entreter-nos com os famosos guerreiros e libertadores da História que usaram muito discurso, lança e cavalo ou tanque e canhão para imporem as suas ideias e supremacias, os seus impérios e a continuação dos seus interesses económicos e até religiosos.
Chamar a isto idealismo, romantismo ou algo mais, também está previsto na agenda dos manipuladores para desarmar pacifistas e destapadores de cús. Por isso não te admires. Essa malta dorme sempre com um olho aberto, e não é aquele que estás a pensar.

Ora aqui temos um posto excelente do Palinhos que provavelmente irá servir como matéria incriminatória quando daqui a um ano ou dois a Nova Ordem Mundial quizer sentá-lo no banco dos réus com o intuito de o mandar para um dos centros de re-educação de jornalistas em Peniche ou Caxias.
Também andei às voltas na Google durante uns minutos para aceder ao seu convite para darmos as mãos pesquisadoras, mas não achei nada de interesse, para alem da habitual filantropia capitalista, à la portuga, distribuída, a nivel de investimento, por actividades tão díferentes como fundações caritativas para ajudar crianças necessitadas duma educação decente, e construção-civil multi-sectorial, incluindo a área das creches e lares, como é óbvio, e administração de fundos de pensões de empresas bancárias. Aprenderam depressa com os ingleses. Don´t put all your eggs in one basket.
O facto de uma dessas empresas se pavonear, frente ao mercado americano de investimento com um olho muito cobiçoso no nosso Portugalito, detentora de grande experiência e de projectos comerciais nos terrenos do “novo”aeroporto de Lisboa não me parece ter peso bastante para comprometer a sua idoneidade investimentalista – passe o neologismo sesquipedálico, mas não o resto.
Fora disso, não encontrei nada que manche o caracter de personalidades governamentais de todas as eras e cores inocentes, incluindo socialistas ou comunistas, muito embora tivesse recordado fugazmente que estes últimos se ajudaram, durante o regime de Salazar, de meninos bem metidos no comércio da banca, que nem sequer eram militantes encartados do partido, para arranjarem acomodação secreta e provisória para o grupo que “fugiu” de Caxias nos anos sessenta.
A lista do Espírito Santo é impressionante. Que corpo administrativo tão longo. Como é que há dinheiro para pagar a esta gente toda e ainda sobrar dividendos para contentar o resto dos gatos? E lembrar-me que há uns anos atrás fui a Londres ver o render da guarda no palácio da Filomena das Iscas e sentei-me num autocarro mesmo ao lado dum judeu muito rico, muito simpático e bem-falante, que me garantiu que o chefe da família Espírito chegou a Londres depois do 25 sem um chavo e teve que andar às sopas da sua família. As voltas que este mundo dá. Riches-to-rags-to-fucking-riches.

O PCP dá um sinal de que "existe" e depois desiste e no fim aconselha os camaradas a votar nos socialistas. O velho jogo requentado das maçonarias invisíveis. O pai, o filho e a espírita santa.

Ó Amigo Simões,
Daqui a pouco começa a ser tão jarra de flores neste blogue como a Brigada Bigornas e a Quitéria Barbuda. Não que a malta se importe, porque aqui somos todos da esquerda e democratas e já agora poupa-nos o trabalho de ir ler o AVANTE para saber como é que os seus camaradas vão enrolando as ideias para irem enfiando o garruço à malta.

Só é pena é que o camarada que escreveu esse artigo se tenha esquecido de mencionar que a Pátria Soviética foi o primeiro país do Mundo a reconhecer a existência do país de encomenda (e tão propenso às injustiças que ele aponta) a que chamamos hoje Israel. Também seria interessante ler os Avantes desse tempo, aí por volta de 48, para saber qual era a opinião do nosso saudoso Álvaro e o resto dos rapazes no CC. Portanto, vale chorar, mas não lágrimas de crocodila. E claro que não é dificil compreender por que é que isso aconteceu. Era porque o antigo Partido Comunista da União Soviética, mesmo com o homem dos bigodes que ninguem gosta a enfeitar as paradas, era pràticamente controlado por judeus convertidos que nada tinham a ver com a Palestina, mas muito com um movimento importante chamado Sionismo. Conte isso aos seus amigos lá na célula onde se diverte a traçar os seus planos quinquenais de bairro.


Aviso. A ausência de reacções nervosas a esta muito boa investigação do Luís Rainha nada tem a ver com certas provas muito interessantes que vieram a lume, nem tampouco com o cansaço causado pelo posto anterior do ZM. Apela-se à compreensão dos nossos blogueiros anti-sionistas no sentido de conservarem a calma e guardarem os insultos para domingo, dia de ir à missa com a namorada. Respeite-se a parasceve, ainda muito praticada no nosso país pelos consumidores de ouro monoatómico e borrego kosher.

Maggie,
Eu continuo com o meu desejo de aprofundar as coisas, mas tu persistes em pintar à pistola ou a espetares o ferrão como uma valquíria que nunca está contente com aquilo que lhe dão. Já tive a oportunidade de sugerir aqui que o teu partido está tanto ao serviço do capitalismo como o CDS, ou mais, mas tu não tens vergonha e voltas à carga com a impetuosidade do costume e como se nada tivesse acontecido ou sido dito. Que lata!
Tónica esotérica, hem? Último exemplo da maestria do teu partido no espalhar a confusão para fugir à verdade escondida nos bolores dos passados conspirativos. Aqui há tempos o Vital Moreira comentava no seu blogue sobre declarações dum membro importante do PS à volta dos tipos de traseiros esotéricos que se têm sentado na cadeira de Presidentes da AR. A Maçonaria vai à frente em número de campeonatos ganhos. Fui a correr ao site do Avante para ver qual era a opinião deles, coloquei a palavrinha mágica e adivinha qual foi o resultado? Nicles de Bitocles!!
"Exortemos os profissionais da comunicação social a lutarem por situações de emprego", arrancas tu. Good one. Faz-me lembrar as arengas a que o meu tio Florindo era submetido nas reuniões distrais do MUD Juvenil. Duvido que haja algo que cheire mais a azedo que essa tua exortação.
Wake up, darling. This is kickass time. Stop being juvenile and try to learn something.

Quando vês gozo nunca deixas fugir a oportunidade, Fernando. Típico. O que estava à espera era que também ralhasses quando andei a enxovalhar a Língua numa conversa com o teu confrade Leonardo. E não tenho ilusões a respeito da Marga, somos dois casos perdidos: eu para os comunismos de atalaia, ela para as realidades. O que me interessa é que não fique doída com as minhas palavras.

Já estou a ficar submerso em tanto gozo, Valupi. Andas por aí no blogue a seres o figurante que te apetece e agora (já com a conversa com o Leonardo a pertencer à história) apareces para me acusar de cinderela de cravo na boca ao serviço do rockafella. Too late, son.
Podias ter metido esse apêndice olfactivo e culto nas falas deste post que no fim até atrairam a Margarida, sempre bem disposta e nada inferior, em calor e dedicação, ao Kamenerva da revolução russa. Fica para a próxima. Embeiçados com octogenários como andamos, não te faltarão nas semanas próximas mais oportunidades para defenderes um capitalismo reformado, inteligente, etc., etc. que não te envergonhe nem veja crime nas poluções nocturnas socialistas que te saíam do corpo quando eras um rapazote.


Tcher,
Obrigado por teres decidido voltar ao ninho das lagartixas vociferantes. Já estávamos com saudades da tua moca de bater nos ricos da direita. Onde é que tens andado, Langley, Virginia? Vê se pões alguma ordem nisto. Anda por aqui muita intriga e o esgotamento nervoso do ZM não veio ajudar nada. O PC acampou há umas semanas com armas, bagagem e conversa do costume e tem saturado a atmosfera com gazes que diminuem os poderes de concentração da rapaziada. Já temos alguns casos graves de hipertimias melancólicas. Põe-te especialmente a pau com uma tal... .não, o melhor é não citar nomes. Viste o Luis Rainha, lá por onde andaste?


Zé Mário,
Não tenhas medo que não nos esquecemos que tens um blogue de frases curtas muito profundas. Não liguei ao conteudo deste post porque não quero perder tempo a matar a charada, mas gostei da folha de Gingko Biloba. Se for caso de andares a tomar disso, põe-te a pau. Há dois anos andei a urinar pink de borboletas paradisiacas. A princípio pensei que fosse este vício que não perco de conservar os oleodutos seminais em laboração constante, mas hoje penso que poderia ter sido uma overdose de Gingko que tomei na altura. Este aviso também serve para o resto da rapaziada.

Publicado por Filipe Moura às novembro 25, 2005 08:13 AM

Comentários

O Bomba é brilhante. Já não me ria tanto desde os tempos do "pipi". Aquilo é boa escrita.

Publicado por: Luis M. Jorge em novembro 25, 2005 01:59 PM

O meu nickname aqui nas caixas de comentários foi durante muito tempo ZeroAesquerda, como talvez se recordem. No entanto, não me lembro de alguma vez ter citado ou referido aqui alguma coisa do Schopenhauer. Não fui eu, fui? Será que deixei descendência? :)

Publicado por: João Ribeirete em novembro 25, 2005 02:30 PM

Joao Ribeirete:

Desculpa ter-me apropriado do teu nick, mas nao sabia que ja era uma marca registrada ...

Publicado por: Luis Oliveira em novembro 25, 2005 02:34 PM

Aquilo é boa escrita e aquilo é pensamento com ginástica acrobática. Uma delícia.

Publicado por: Valupi em novembro 25, 2005 05:41 PM

A tua paciência para fazeres esta recolha, é que me pasma! Mas posso dizer que ainda bem que a fizeste para a malta se rir um pouco. Era cá uma fixação...
E agora?

Publicado por: ML em novembro 25, 2005 07:59 PM

Filipe Moura,

Só o que espero é que as tuas investigações não batam em qualidade as das polícias internacionais que andam por ai a investigar os terrorismos de autorias misteriosas. Nesse caso não ficarei com medo. Mas subestimei o teu poder e genica para procederes a empreitadas de última hora, já para não falar da intenção intrigante de me escolheres para teu alvo e deixares de fora o resto das almas incógnitas.

Aproveito para reiterar a minha crença de que um dia alguem irá saber tanto ou mais que o conjunto de todos aqueles que deixaram rastos neste blogue. Saúde para todos e em especial para a incansável Quitéria.

Publicado por: Bomba em novembro 25, 2005 11:48 PM

Não conhecia (o)? Bomba.


Fui ver o blog del(e)..

Confesso ...deixei acho que dois coms amigaveis ..

El(e) mente ?

Desculpa deixar-te armadilhado mas é para ver como reajes...

Rsss

tou a ouvir alto som ... www.smoothjazz.com é uma radio ...e tanto

Publicado por: Afonso Henriques em novembro 26, 2005 01:22 PM