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novembro 23, 2005

CITAÇÕES

«O Presidente da República pode pedir ao Governo ou à Assembleia que legislem em determinadas matérias! Não existe essa tradição, mas pode fazê-lo.» — Cavaco Silva, em entrevista ao Público (21/11/2005)
«Por um lado, o PR devia presidir a alguns Conselhos de Ministros em que se discutem matérias essenciais (o aeroporto da Ota, por exemplo). Por outro devia poder demitir o primeiro-ministro sem ter como fundamento o risco do normal funcionamento das instituições.» — Rui Machete, membro da Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva, em entrevista ao DN (22/11/2005)

E depois ainda há quem considere que a ameaça de "deriva presidencialista" é um disparate, um exagero ou uma paranóia esquerdista.

Publicado por José Mário Silva às novembro 23, 2005 02:06 PM

Comentários

«O Presidente da República pode pedir ao Governo ou à Assembleia que legislem em determinadas matérias!»

E o Governo ou a Assembleia podem ignorar o pedido.

Publicado por: Ricardo Alves em novembro 23, 2005 02:08 PM

E o Presidente pode voltar a pedir. Então se tiver o peso político de ter sido eleito à primeira volta...

Publicado por: José Mário Silva em novembro 23, 2005 02:13 PM

Mas o presidente da república não deve preocupar-se com os problemas do país?
Se evocam a «deriva presidencialista» nos discursos dum candidato (ou dos seus apoiantes) à presidência da república, então o que dizer da acção do actual presidente da república neste mandato?
De certeza que existe muito boa gente por esse país fora que se deve ter arrependido bastante de ter votado PS nestas legislativas, e para lavar a cara da sua quota de responsabilidade, o actual presidente da república anda a visitar os «velhinhos» e a confortá-los.
Isto é que é um exemplo de «deriva presidencialista» meus senhores.
Sejam sérios e olhem para os vossos «pés» porque eles são de «barro».
Há, e não se esqueçam de falar dos outros candidatos, sobretudo do Manuel Alegre que tem deitado muitos "sapos" cá para fora.

Publicado por: Supermarine Spitfire em novembro 23, 2005 02:36 PM

Quem não o conheça que o compre!!!

Publicado por: antonior em novembro 23, 2005 03:07 PM

Desculpe, mas aqui não se compra nada. Argumenta-se.

Publicado por: Supermarine Spitfire em novembro 23, 2005 03:51 PM

Mas eu não me chateava nada se, com o Alegre a presidente, houvesse mais «deriva». Que nunca seria espectacular.

Aqui está uma confissão política dum (porque «estrangeiro») não-votante.

Ela serviu só para perguntar: E O TCHER? TCHER! QUE É FEITO, COM ISTO QUASE A ACABAR?

Publicado por: fernando venâncio em novembro 23, 2005 03:54 PM

Uma visão diferente e possível, de um país verdadeiro e real

http://www.deliberativo.blogspot.com/

Publicado por: Eu em novembro 23, 2005 03:59 PM

«E o Presidente pode voltar a pedir.»

E cair no ridículo.

Publicado por: Ricardo Alves em novembro 23, 2005 04:06 PM

Caro Ze Mario,

Embora nao sendo exactemente da mesma esquerda que parece animar este blog (peco desculpa pela generalizacao), tenho pena que o BDE acabe, pois a direita parece dominar cada vez mais a blogosfera portuguesa.
Na minha modesta opiniao falta alguma sofisticacao teorica a esquerda, que parece ter-se refugiado numa certa logica de barricada. Ela esta defensiva e recorre muitas vezes a argumentos que a direita ou ignora ou parodia. No meu blog (www.ometablog.blogspot.com) desafiei os Austriacos da blogosfera portuguesa para uma discussao teorica sobre os seus modelos e a sua abordagem aos fenomenos humanos (que repudio...). Penso ser um esforco importante na medida em que parece ser uma area que a esquerda tem evitado (acho eu)
Deixo-lhe este comment, pois, a maioria das vezes, fico a discutir sozinho com a direita portuguesa (Arte da Fuga, Blasfemias, Insurgente), sem grande intervencao de pessoas da area politica com a qual me identifico. Fica o convite...
Cumprimentos,
Joao Galamba

Publicado por: joao galamba em novembro 23, 2005 04:13 PM

Brevemente no "Expresso": uma entrevista exclusiva com Stanislaw, o ursinho de Maria Cavaco Silva.

Um olhar rigoroso e independente sobre os anseios, as expectativas, as angústias de quem não abandona a esposa do candidato, numa campanha em que a familia está proibida de participar.

Aqui.

Publicado por: Luis M. Jorge em novembro 24, 2005 01:02 AM