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outubro 29, 2005

TRÊS HISTÓRIAS MODELARES

Na semana passada, uma conhecida modelo/apresentadora, ao responder a um inquérito de uma revista, teve um momento particularmente inspirado:
"— Qual o artista plástico que a faria gastar fortunas?
— Ai, eu estou muito satisfeita com o meu médico, o dr. xxxx. Não quero mudar!"

Outra das nossas musas televisivas saiu-se com esta:
"— Gosta muito de animais. Qual o seu preferido?
— Olhe, eu adoro golfinhos. Sobretudo aqueles que vivem no fundo do mar e nem vêm à superfície respirar…"

Por seu lado, a nossa top-top-model deixou-se convencer a participar num jantar com o seu clube de fãs. À hora aprazada, já lá estavam emissários das revistas do costume, mas... nem um dos supostos fiéis da estrela. Antes que a função descambasse em público enxovalho, alguém tratou de arregimentar por telefone todos os amigos que morassem num raio de 5 quilómetros daquele restaurante. Foi o jantar à borla mais surpreendente das vidas de uns quantos afortunados. Com o bónus de assistirem depois a uma conferência de imprensa inédita e monotemática: abundantes declarações da diva sobre a duvidosa naturalidade dos atributos físicos das mais conhecidas concorrentes.
Raios. A mim é que ninguém convida para estas cerimónias Dadá...

Publicado por Luis Rainha às outubro 29, 2005 08:09 PM

Comentários

Espectaculo... Eis tudo dito sobre a fatuidade e flatulencia da nossa Elite. Elite suposta, pq vendida nas revistas de coracao e pelos telejornais boçalizantes que temos.

Fica a duvida... A quem pertencem essas declaracoes e esse humilhante jantar?

Publicado por: Rui Martins em outubro 30, 2005 01:11 AM

Fui protagonista de uma conversa do seguinte teor, quando trabalhei numa empresa que não estava em muito boas condições:

Ele: Algo está podre no reino da Noruega.
Eu: Não é da Noruega, é da Dinamarca, Nuno.
Ele: Porquê?
Eu: Porque é isso que escreve o Shakespeare no Hamlet.
Ele: Ah... O Hamlet é do Shakespeare?

Esse Nuno é hoje em dia director geral de uma empresa multinacional.

Publicado por: corvo em outubro 30, 2005 01:26 AM

Boa, Corvo. Eu cá protagonizei este diálogo, também ele exemplar:

EU: Olá, bom dia.
ELE: Bom dia.
EU: Dizem que vem lá chuva.
ELE: Pois dizem.

Este "ELE" é hoje um contabilista. Portanto vejam bem como as coisas são.

Publicado por: Santos em outubro 30, 2005 10:48 AM

Mas quem foi a modelo/apresentadora? Os leitores do BdE estão desesperados por essa informação.

Publicado por: Pedro Santos Cardoso em outubro 30, 2005 11:23 AM

Não posso mesmo dizer. Correria o risco de secar as minhas fontes jornalísticas no campo da vida social lusa...

Publicado por: LR em outubro 30, 2005 11:38 AM

A Isabel Figueira teve uma espécie de despedida de solteira (em formato jantar) com os fãs, portanto...

Publicado por: Joana em outubro 30, 2005 08:44 PM

Corvo, se o tal Nuno fosse director geral de uma empresa publica portuguesa eu nao diria o que vou dizer. Mas se ele e director geral de uma multinacional e porque e competente. As multinacionais nao olham a compadrios, mas tambem nao olham a "cultura geral" (uma invencao portuguesa). Olham a competencia.

Publicado por: Filipe Moura em outubro 31, 2005 12:56 AM

Uma boa questão que o comentário de Filipe Moura levantou...

Entendo que uma pessoa com alguns conhecimentos (cultura geral é um termo que não diz nada) possa ser incompetente, mas será que uma pessoa sem alguns conhecimentos básicos da vida e do mundo, poderá ser competente a dirigir pessoas e/ou empresas?

Publicado por: MBP em outubro 31, 2005 10:00 PM

Quantos directores de multinacionais conhecerá o Filipe?

Publicado por: LR em novembro 1, 2005 02:26 AM