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outubro 26, 2005

SUPER QUÊ?

Ao contrário do que o seu cabeçalho proclama, o Super Mário não é um blogue de apoio à candidatura de Mário Soares. Tampouco será, embora a hipótese seja sedutora e aderente à praxis da coisa, uma artimanha de “submarinos” apostados em demolir a nova aventura soarista a partir do seu interior.
Não. Aquilo é um blogue contra. Contra Cavaco, o que ainda se entende. Contra o PCP. Contra o Bloco. Contra Pacheco Pereira (por lá já citado em meia-dúzia de posts). Contra quem quer que se declare obtuso ao ponto de não ver as miríficas vantagens de um novo ascenso de Mário Soares ao Olimpo de Belém. E contra Manuel Alegre, claro está.
Bem pode pregar o sempre avisado Vital Moreira que “nada aconselha um clima de animosidade entre as candidaturas de Mário Soares e de Manuel Alegre (que só beneficiaria terceiros...), e que, a havê-la, ela não deve ser gerada nem alimentada pelo primeiro nem pelos seus apoiantes”. Os impetuosos soarettes que animam o blogue não prestam grande atenção ao que de prudente por ali se escreve. É vê-los desancar Alegre, a propósito das suas “diatribes diárias contra esse saco de pancada em que se transformaram os aparelhos partidários”; do seu “importante contributo (para o ‘populismo mais desbragado’ — ai este amor aos lugares-comuns!), ao insistir na ideia da candidatura ‘livre dos aparelhos’ e dos partidos”; por ser apoiado por 20 ou 52 intelectuais; porque “a sua candidatura faz lembrar a clássica caixa de sabão em Speaker's Corner” onde até se pode gritar “eu sou Napoleão”. Tudo mimos elegantes.
Cavaco é bombardeado por todos os lados; por insultar a memória de Sá Carneiro ao ter Eanes numa sua comissão (as coisas com que esta malta se preocupa), por ter deixado um apartamento qualquer vazio enquanto foi primeiro-ministro (idem); por ter “ar de santinho de pau carunchoso”; porque um tal Natalino Viveiros se quer candidatar à liderança do PSD-Açores; por não fazer “a mínima ideia da história da Eslovénia” (ao que nos garante um Zandinga de ocasião); porque tem “escrito mais no Expresso do que em periódicos de ciência económica”; enfim, e acima de tudo o mais, porque, “manifestamente”, “não sabe comer de boca fechada”.
O PCP leva na cabeça por causa do seu cartaz com a exortação "resista e lute", que só pode implicar que anda atrás de “moinhos de vento”. O Bloco de Esquerda é por duas vezes acusado de cultivar o tal “populismo mais desbragado” (mas está a sair alguma colecção de chavões no “24 Horas”?), talvez por ousar ter na rua um cartaz acerca da sua proposta parlamentar de criação de um imposto sobre as grandes fortunas. O que pode significar esta sinistra manobra senão uma tentativa de “sacar uns votos aos reformados e pensionistas”? A bem da verdade, o que fazia mesmo falta às finanças deste país era um imposto sobre a tontice.

E que dizem então os bravos acólitos acerca de Mário Soares? Gastarão tantas palavras a gabar os seus méritos como a acusar os adversários e os indiferentes das maiores patifarias?
Não. O melhor que se arranja nunca se eleva muito acima do resignado e bisonho “já todos sabemos como é Mário Soares na Presidência da República. Em contrapartida, se Cavaco for eleito, ninguém sabe com o que poderá contar”.
Não abundam por ali esperanças fundamentadas em torno de um hipotético terceiro mandato de Soares. Talvez porque não haja mesmo nenhuma a apontar.

Publicado por Luis Rainha às outubro 26, 2005 02:44 AM

Comentários

Concordo em absoluto. Os membros desse blog disparam em todas as direções, mas praticamente não falam do seu candidato.
Foi aliás curioso que depois de colocarem uma foto de Cavaco, só tenham colocado uma foto de Soares em resposta a uma leitora do Abrupto. Também eu não percebo o que anda ali a fazer Vital Moreira e muito me tem desiludido o Ivan Nunes, de quem esperava muito mais.

Publicado por: rnp em outubro 26, 2005 02:56 AM

Já agora, e retomando uma pergunta do Luís Oliveira num post anterior, em quem vai votar?

Publicado por: rnp em outubro 26, 2005 03:04 AM

Podia refugiar-me na velha escusa do voto ser secreto. Mas confesso-me indeciso entre o que desejo fazer (votar em Louçã) e o que provavelmente vou fazer (votar em Alegre), se as sondagens assim mo aconselharem...

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 03:08 AM

Acima de tudo não escrevas um post em que o Loucã pressiona as pessoas a votarem nele devido à orientação sexual de nenhum político, isso seria da mais baixa falta de educação. (aliás esse é um cenário inacreditável que só poderia sair da cabeça do RIAPA)

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 26, 2005 03:30 AM

Sabes que mais Luís? Entre Cavaco e Soares é mesmo "venha o diabo e escolha e se pudesse levar os dois até era caso para lhe rezarmos uma missa negra" (a frase não é minha, embora gostasse de a ter inventado porque é uma delícia, disse-a o Pessoa em 1917 a propósito da comparação entre as governações de Afonso Costa e João Franco)

Publicado por: gibel em outubro 26, 2005 05:25 AM

O LR quer ser o próximo destaque do Super-Mario ;)

Publicado por: hDn em outubro 26, 2005 08:29 AM

Belo «post». Começa a gente bem o dia.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 26, 2005 08:54 AM

Já tinha saudades duma posta assim. Quando te "esqueces" das âncoras ideológico-politico-partidárias é um prazer ler-te!
;-)

Publicado por: JotaVê em outubro 26, 2005 09:32 AM

Este foi o desbragadamente melhor post que li sobre o super mário blog.

Publicado por: Victor Lazlo em outubro 26, 2005 10:18 AM

Soares xanax : "Comigo em belem os Portugueses podem dormir descansados"

Publicado por: Louco em outubro 26, 2005 10:19 AM

Gibel:

Até certo ponto tens razão ambos fizeram muitos disparates, em parte o Soares reconhece isso; mas na minha opinião são os dois animais políticos portugueses.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 26, 2005 10:29 AM

"Hoje em Portugal sabemos o que é preciso fazer para que o País possa vencer"

quem é que sabe?
Cavaco-mini: só eu sei, porque não fiquei em casa
nós, p/e, não sabemos,,,

Publicado por: xatoo em outubro 26, 2005 10:55 AM

Até que enfim alguém que tem coragem de dizer que gostria de votar Louçã (embora esteja em dúvida por causa do voto útil). Ultimamente parece que é proibido dizer que se apoia Louçã. Há uma quantidade enorme de gente que diz: eu até simpatizo com o Bloco de Esquerda, apesar do Louçã... Admito que Louçã tem aparecido demasiado, criando algum cansasso, mas é a mesma pessoa que há 5 anos atrás gerava tanta simpatia, ou não?

Publicado por: Bruno V. em outubro 26, 2005 11:07 AM

Eu acho muito importante que o Louçã tenha concorrido, era preciso alguém como ele para pôr alguns pontos nos iii. E, até reconheço que ainda balanço e hesito um pouco, mas acho o meu candidato é o Manuel Alegre. É uma pena ele ter recuado quando o Sócrates atirou com o Soares para a frente.

Publicado por: ML em outubro 26, 2005 11:24 AM

Se Portugal tiver a infelicidade de ter um presidente de esquerda, dos actuais candidatos o que me deixaria menos preocupado seria Manuel Alegre, pois será o que de todos os candidatos de esquerda está menos comprometido com o lodo dos partidos. Tem visão, ideiais.. e é poeta. Só o Amor nos salvará.
O Bloco de esquerda teve o seu auge nas últimas legislativas. É um partido que vingou primeiro junto de alguma juventude de esquerda inconsequente e inconformada, mas que cresceu à custa de alimentar a raiva, e a critica fácil. Tornou-se um partido Radical, e muitos aspectos perigoso para uma democracia saudável. Além disso, o culto de personalidade em torno de Louçã será o seu fim. Louçã é arrogante, as suas ideias radicais, e tem sempre uma raiva latente que abafa qualquer visão positiva de futuro. Louçã alimenta-se (e alimenta) a depressão dos Portugueses. O país precisa de esperança e de liderança.

Cavaco é o estandarte da eperança e liderança. Do rigor, da honestidade, da competência, mas também da crença e esperança num futuro melhor. E é quem conhece melhor a dificuldade de tomar medidas dificeis. É quem está melhor preparado para apioar o actual governo a levar em diante essas medidas dificeis. sem recuar. Liderando a opinião publica na justeza das medidas que tem que ser tomadas.

Publicado por: Louco em outubro 26, 2005 11:48 AM

Eu nunca apoiaria um imposto sobre a tontica porque não concordo com a criminalização das ideias. Mas o LR que se acautele, quem lhe garante que outro tonto tão tonto quanto ele não agarre nessa sua tontice? Tanta implicância do LR já me estava a fazer confusão mas com o posterior esclarecimento sobre os candidatos favoritos, já fica tudo mais esclarecido. Pois.

Publicado por: Margarida em outubro 26, 2005 01:00 PM

Margarida,
Por estranho que tal te possa parecer, taxar com impostos não é sinónimo de criminalização...
E ainda mais esquisito: há quem não queira engolir sapos, elefantes ou lá o que quer que o directório nos coloque no menu. Não é o meu sentido de voto que gera as minhas "implicãncias"; antes seria o contrário.

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 01:13 PM

O bloco era uma "gracinha" e uma "novidade" quando tinha dois deputados, tolerado como uma criancinha que dizia debaixo da sua "irresponsabilidade" infantil que o rei ia nú.
Entretanto conseguiu triplicar a sua representação no parlamento e já se faz representar em muitas autarquias onde não tinha ninguém - só conseguiu concorrer a cento e tal das quase quatrocentas eleições locais (para quem começou por concorrer a setenta há quatro anos...) E continua irritantemente a dizer que o rei vai nú.
Já perdeu a piada, tornou-se numa ameaça. A direita e a esquerda antiga convergem nesta opinião, uns porque os têm agarrados à canela como uns cães raivosos e os outros porque finalmente alguém lhes disputa uma esquerda que eles têm arrastado pela lama.
Estes tipos do Be já "chateiam", provocam "depressão" e só apresentam propostas "irrealistas" (neste caso nem interessa se estas propostas são lei nos países mais desenvolvidos, a começar pela "populista" proposta de taxar as grandes fortunas).

Tenho as minhas divergências com o BE, mas tenho por hábito votar em quem me tira as palavras da boca e não atino nas aritméticas eleitorais que nos colocaram (ao país) nesta situação.
Como não quero ficar "deprimido", declaro: mais um que vota Louçã.

http://www.franciscopresidente.net/declara.htm

PS (post scriptum): Depois ler o curriculum vitae do homem, ainda acho mais piada que falem do "professor" e do "Louçã".

Publicado por: CausasPerdidas em outubro 26, 2005 04:47 PM

A declaração de Francisco Louçã foi mesmo escrita por ele, não por assessores, e merece a leitura.

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 04:50 PM

Não sei porque das aspas no populista. É de facto Populista e inconsequente. Não é isso que resolve os problemas do País. Uma das razões viscerias que me afastam da esquerda é a sua tendência persecutóri sobre quem tem dinheiro, quem tem poder, quem tem sucesso. No limite, a igualdade na esquerda (é desejável a igualdade?) faz-se tornando todos "pobres", ao invés de propor estratégias para que todos fiquem mais "ricos". Ao invés de apontarem estratégias para que todos possam melhorar na vida crescer, criar mais valia, terem mais sucesso, procuram restringir, oprimir, limitar quem atinge o sucesso. Existem injustiças? concerteza que sim. Existe má distribuição de riqueza? não digo que não, mas esta esquerda negra, mais do que soluções, aponta culpados, muitas vezes sem sugestão de alternativas.

Publicado por: Louco em outubro 26, 2005 05:06 PM

Mas quem não paga impostos pode ir parar à prisão, não é LR? Como afinal é esclarecedor que venha agora o LR a advogar que se penalizem ideias dos adversários. Mais a mais quando se confessa indeciso entre o Alegre e o Louça…na minha terra diz-se que quem se comporta assim está atarantado de todo!

Publicado por: Margarida em outubro 26, 2005 05:24 PM

Margarida,

Não é não. A dívida fiscal não dá cadeia. Deves estar a pensar no abuso de confiança fiscal, que tem a ver com retenção indevida de contribuições. Quanto a isso de "penalizar" as ideias do adversário... nunca ouviu falar numa coisa chamada ironia?

Louco,

Imagina tu que esse imposto de solidariedade, para ti tão "populista", até já existe em vários países insuspeitos de esquerdismo desenfreado...

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 05:40 PM

Sei que existe, mas considero não mais do que um instrumento de demagogia Politica. O que interessa é a promoção da criação de mais riqueza, através de aumento da competitividade e produtividade. A distribuição mais justa da riqueza, deve ser conseguida pela aplicação cega, rápida, eficiente das leis que existem. A solução de Portugal passa por:
Justiça: cega, rápida e eficiente. Para todos; Que permita a aplicação de principios de redistribuição de riqueza; Combate total e sem treguas à fraude e evasão fiscal. Tem que acabar a sensação de que se pode infrigir a lei e passar impune.
Economia: Potenciar a criação de mais riqueza; Mais produtividade (formação de recursos, em particular dos quadros médios e superiores das empresas; falta liderança; falta de metodologia; falta de processos eficientes;
Segurança Social : existe uma inversão do modelo de segurança Social; a piramide de idades da população inverteu-se; o Estado não pode alimentar situações de elevada injustiça Social, com Subsidios de desemprego e rendimentos minimos mal aplicados. E esta injustiça é transversal a todos (Magistrados e funcionários judiciais, médicos, professores, politicos).

A ideia geral é ser mais eficiente no trabalho, para gerar mais riqueza, e garantir os mecanismos de distribuição da mesma.

Publicado por: Louco em outubro 26, 2005 06:08 PM

Um post à Luís Rainha, muito bem !
Só tenho pena que, uma vez que tencionas pagar o tal imposto, não seja por Carmelinda Pereira ;)

Publicado por: Real em outubro 26, 2005 06:25 PM

Agora, os rapazes do Super Mário têm lá uma chalaça nova: anunciam um link para a candidatura dde Manuel Alegre que, na realidade, aponta para a... SPA?

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 06:35 PM

O Causas perdidas não tem emenda. Até consegue ver virtude em quem já anda há 30 anos a concorrer às autárquicas e ainda não consegue apresentar listas em quase dois terços dos concelhos! Mas a mais sensacional é o elogio ao curriculum vitae do homem e o silenciamento que faz da sua declaração de candidatura!

O LR também não tem emenda. Se ele até o viu, ao Louçã, a escrever a sua declaração de candidatura! Só não nos esclarece é se foi à mão ou ao computador. E se eu me atrever a falar em culto da personalidade lá me vai outra vez mandar para as catacumbas da Soeiro? Mas já agora é capaz de me explicar porque é que nem uma única vez a palavra “direita” aparece na tal declaração que ele viu o Louçã a escrever?

E já que o LR tanto percebe de impostos, eu tenho a vaga ideia que nos States só conseguiram pôr o Al Capone na prisão por causa de uma confusão de impostos, não é verdade? E olhe que não estou a fazer ironia, neste caso...

Publicado por: Margarida em outubro 26, 2005 06:38 PM

Ai jasus, que esta mulher mata-me... agora foi meter o Al Capone ao barulho. Olhe que ouvi dizer que no Burkina Faso a fuga aos impostos também dá choldra; não quer usar também esse exemplo? É que eu julgava que estavamos a falar de Portugal!

Admirar uma declaração política bem escrita e incisiva equivale a "culto da personalidade"? Eu sei que nunca você poderá dizer algo de semelhante de um documento oriundo da pena do seu candidato; mas não deve deixar que a dor de cotovelo lhe tolde tanto o raciocínio...

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 07:01 PM

Confessa o Luís Rainha: "Mas confesso-me indeciso entre o que desejo fazer (votar em Louçã) e o que provavelmente vou fazer (votar em Alegre), se as sondagens assim mo aconselharem..."

Assim falou um homem de convicções: o que só aposta no cavalo que as sondagens designem vencedor. Mesmo que falhem estrondosamente como as últimas das autárquicas falharam, um homem de convicções é assim mesmo como o Luís Rainha: vota em quem elas mandarem. É de homem!

Publicado por: João Lopes em outubro 26, 2005 08:35 PM

Afinal o Al Capone foi mesmo preso por uma questão de impostos. Bem me parecia. O que acho piada é de repente ter dado um ataque de portugalite aguda ao LR. Aquelas tiradas de cosmopolitismo do seu líder eram só para consumo nas europeias?

Mas olhe LR que por cá a fuga ao pagamento de impostos também pode dar - e já deu - choldra. Informe-se melhor junto dum advogado ou dum juiz amigo.

Mas fiquei em branco sobre o porquê de nem uma vez aparecer a palavra "direita" na tal declaração. Já que é íntimo do líder pode-lhe perguntar, não é verdade? Ao meu líder eu não preciso de perguntar nada, o que queria saber está lá na sua claríssima declaração de candidatura. Porque o Jerónimo, esse, não engana ninguém. É candidato para impedir que a direita se apodere da Presidência. Preto no branco, sem ambiguidades.

Publicado por: Margarida em outubro 26, 2005 08:51 PM

Concordo com a insistência desta excelente senhora Margarida ao camarada Louis Rainha mas a mim parece-me que nestes tempos modernos a "direita" por si não é prova de que é ela que arrecada a parte de leão da mais valia da exploração aos operários de Portugal e da França, e doutros lados e regiões, non será? Muito obrigado a todos e que esta discussão coninue com mais esclarecimento e entusiasmo. Assim é que a gente se entende.

Publicado por: Bernardo em outubro 26, 2005 10:22 PM

Bernardo

Mas se der uma vista de olhos pela Comissão de Honra do Cavaco, encontrará por lá muitos dos promotores do Compromisso Portugal (os tais que reuniram no Beato aqui há tempos a exigirem "reformas" neo-liberais...), a fina flor dos grandes grupos económicos e particularmente dos grandes grupos financeiros e até o seu porta-voz é um dos promotores do tal conclave do Beato. Ora se não são estes que arrecadam a mais valia da exploração dos trabalhadores de cá e se não foram estes que mais beneficiaram dos dez anos de governação do Cavaco, então não estamos a perceber nada do que está em jogo...

Publicado por: Margarida em outubro 26, 2005 11:27 PM

Grotesco. A que propósito traz Al Capone à nossa conversa, ó criatura encanitante cheia de "vagas ideias"? E, se procurar mesmo bem, até pode descobrir que, num país qualquer, num século qualquer, a fuga aos impostos até dava pena de morte. E depois?
Mais grotesco ainda: Jerónimo vai impedir a vitória da Direita? Como? Não tem rsposta, pois não? O que interessa isso da realidade para quem vive no mundo da fantasia autista?

Depois vem o gémeo da Margarida, com a cretinice do gajo (eu) que "aposta no cavalo que as sondagens designem vencedor. Mesmo que falhem estrondosamente como as últimas das autárquicas falharam, um homem de convicções é assim mesmo como o Luís Rainha: vota em quem elas mandarem. É de homem!"
Mas você não sabe ler, caramba? Se eu falei em sondagens, é porque tinha em mente a possibilidade de um candidato de esquerda poder vir a derrotar Cavaco na 2ª volta. Esse não será certamente Jerónimo Sousa nem Louçã; mas talvez seja Manuel Alegre. Compreende ou quer um diagrama?

Publicado por: LR em outubro 27, 2005 12:47 AM

Chère Margarida,


Sim eu sei que sim calculo que o candidato Cavaco tem esses grupos financeiros, mas, o que morde me a curiosidade mais quando penso nisso é: mais alors quem são os grupos diferentes das pessoas com o capital ou muito dinheiro que apoiam os ditos partidos da esquerda quando eles ganham as eleições, como agora o senhor Socrates sim que já está há tempo no pouvoir que é do Parti Socialiste? Porque vocemecê acha bien sure que os socialistas no governo ou os do BE são organizações da esquerda não acha? A minha simples question fondamentale é esta. Há capitalistes socialistes ou non? Se há temos de revoir isto não é só dizermos aqueles são maus e a gente samos bons. De toute façon quem sâo os nomes dos ricos financeiros que apoiam o Cavaco e vocemecê e ou o camarada Rainha podiam me esclarecere.

Quand eu era pequeno e o meu pái trabalhava no batiment em Tours ele costumava dizere que os maiores bandits eram os Méllos e o Champalimaud agora não sei porque tenho uma familia francesa e não vou a Portugal. Muito obrigado â Margarida por me ter respondido mais il faut séparez les blancs des jaunes. Desculpe ser obrigado a utilizar palavras francezas isto foi à pressa mas o que sei de portuguez foi o meu pai a ensinar me.

Publicado por: Bernardo em outubro 27, 2005 09:41 AM

É com muito alívio e satisfação que fico a saber da candidatura oficial do Rainha a votante, ainda não decidido, entre duas personagens da “esquerda”. O seu favorito Louçã, que não conheço, parece-me ser, oxalá me engane, o tipo de homem que vai acabar com os costados, aliás como muito famoso trotskista, a dar conselhos de perito de economia à nova ordem mundial. O Alegre, que conheço dos tempos da Federação Portuguesa dos Barbudos Democratas, adora rissóis de camarão mas não os pode comer devido a complicações internas e se ainda não é da aristocracia maçónica (uma desvantagem nítida) irá, se chegar a presidente, certamente ser convidado a sê-lo e entra logo para os graus altos, por causa das moscas, como aconteceu com o Giscard e o seu grande amigo Chirac. Como o Rainha não fala do Mário como possivel recipiente do seu voto, não faço comentários, que aliás não iriam abalar o seu prestígio de membro do famoso Clube de Roma.

Portanto quem vai ganhar isto (oxalá que sim, tomara que não, igual ao litro) é o Cavaco capitalista que precisa de menos inverdades para disfarçar as verdadeiras intenções políticas que qualquer dos atrás mencionados. Vamos a ver em que estado é que estes jerónimos irão deixar a Nação.

And another thing: O Super Mário não é, na minha modesta opinião, um blogue CONTRA. É um blogue CONTRA o Cavaco. As pétalas a dizerem mal do resto dos contendedores apenas enfeitam a borda da bandeja, no meio é só anti-cavaquismo puro com três dedos de altura.

Publicado por: Bomba em outubro 27, 2005 10:55 AM

Bomba,
Efectivamente, não tenho neste momento grandes dúvidas de que o Cavaco vai mesmo ganhar. Daí até me parecer positiva a multiplicação de candidaturas à esquerda: sempre se sacam uns votos tresmalhados que podiam ir parar ao bolso do Prof. Aníbal. A luta, pelo menos por enquanto, restringe-se a evitar uma hiper-validação do mandato de Cavaco com uma eleição à primeira volta, i.e. com uma maioria dos votos expressos.

Publicado por: LR em outubro 27, 2005 11:52 AM

LR: Só à noite terei possibilidade de lhe responder. Mas você pode é ir adiantando – se o entender claro, e se souber – a resposta à pergunta que já por duas vezes lhe fiz: porque é que o termo “direita” não consta da declaração do Louça.

Bernardo: por absoluta falta de tempo durante o dia deixo também a resposta para a noite. Mas olhe que os Mellos, Champalimauds, Espíritos Santos e amigos continuam por cá e cada vez melhor de finanças, graças ao Cavaco e não só. Mas o resto fica para mais tarde.

Publicado por: Margarida em outubro 27, 2005 12:18 PM

Esse termo não aparece lá talvez porque nem todos escrevem estes documentos como se falassem para imbecis. Precisa mesmo que lá esteja a palavrinha escarrapachada para entender frases como estas?

"O bloco central governante apercebe-se exactamente deste ciclo de crise e é por isso que quer impor o totalitarismo do discurso consensual"
"Sou candidato porque, para vencer, a esquerda precisa de um combate clarificador contra as causas da crise nacional e, nesta eleição, vamos escolher entre as grandes ideias para o país"
"Os ajustes de contas, as quezílias, as pequenas divisões não merecem o respeito dos eleitores. Pelo contrário, é tempo para um grande combate político em nome da esquerda socialista moderna contra o conservadorismo e o situacionismo."

Esta das "quezílias", assenta-lhe que nem uma luva, não é, Margarida?

Publicado por: LR em outubro 27, 2005 12:59 PM

É o Luís Rainha que confirma que eu soube muito bem ler o seu oportunismo.

Mas o que faz andar o mundo são as pessoas com convicções. Para meditar, aqui vai outro extracto do que o Jerónimo disse no comício, em Lisboa, na passada sexta-feira, dia 21. É que nós, os apoiantes do Jerónimo não estamos à espera de ver o que as sondagens nos apontam. Nós já andamos no esclarecimento e na luta:

NR: quem quiser mesmo ler a papa requentada de lugares comuns (onde, estranhamente, não surgia a palavra "direita") que retirei daqui, pode seguir para www.pcp.pt

Publicado por: João Lopes em outubro 27, 2005 01:10 PM

Afinal a tesoura já chegou ao BdE, pela mão do Luís Rainha. Ontem queria impor o imposto às ideias, hoje pura e simplesmente corta-as. E a campanha ainda nem começou...e já anda por aqui esta nervoseira toda.

Publicado por: João Lopes em outubro 27, 2005 02:09 PM

Margarida:
Sobre a declaração de candidatura de Louçã, està lá um link bem vísível, antecedido de um "só voto em quem me tira as palavras da boca". Deixo os corta e cola para ti.

A "sensacional" nota sobre o curriculum é uma ironia em relação à "necessidade do futuro presidente perceber de economia" que os cavaquistas proclamam. É preciso fazer um desenho?

A quantidade de vezes que a palavra "direita" aparece no documento deve consolidar a ideia defendida pelo seu partido do bloco ao serviço da reacção, né? Fracos adversários vocês escolhem, e ainda por cima, como é característico dos estalinistas, falham propositadamente o alvo.

É óbvio que o bloco é fraco, mais fraco autarquicamente (e não só) que o seu partido. Já agora também menos que o PS e o PSD. E daí?

Publicado por: CausasPerdidas em outubro 27, 2005 08:35 PM

O LR acha que o Louçã está dispensado de escrever a palavra “direita” porque o Louçã não escreve para "imbecis", e confirma que na sua declaração de candidatura, o Louçã mandou uns tantos recados contra o PCP.

Mais acima, algo destrembelhadamente pergunta-me: “Jerónimo vai impedir a vitória da Direita? Como?”

O LR acha que o Cavaco vai ganhar, isto é, para o LR “ganhar” é o Cavaco só ganhar na 2ª volta. Esquece-se que quem parte derrotado à partida, derrotado chega ao fim. O LR não percebe que as campanhas eleitorais servem para esclarecer e ganhar o eleitorado para as causas que defendemos.

E ainda não percebeu mesmo que nesta importantíssima batalha, se pela primeira vez o PCP empenha o seu Secretário-geral é mesmo para travar uma batalha a sério por uma alternativa política, é mesmo para ganhar eleitores a não votarem no candidato da direita. E é assim que o Jerónimo, empenhando-se na campanha eleitoral, vai procurar derrotar o candidato da direita.

O Causas Perdidas mais perdido do que o costume, desembesta, mas não consegue explicar porque é que de repente a palavra “direita” desapareceu do discurso do Louçã. Mas reconhece que o BE é mais fraco que o PCP. Pelo menos nesta questão estamos de acordo.

Publicado por: Margarida em outubro 27, 2005 11:33 PM

O Bernardo pergunta-me quem são os grupos que apoiam o Sócrates. Em termos de financiamento aos partidos políticos, pela lei, nenhum partido pode receber financiamento das empresas. Mas antes das eleições legislativas de 20 de Fevereiro, era notório que os grandes grupos, nomeadamente os que controlam os media, beneficiaram descaradamente PS e BE e o mesmo aconteceu no decurso da campanha eleitoral para as autarquias.

Nesta altura discute-se por cá também o Orçamento do Estado. Todos os media da direita aplaudem a proposta do Governo, mesmo o patronato também lhe bate palmas. Tire o Bernardo a conclusão sobre a sua bondade.

Pergunta-me ainda quem são os grupos que agora apoiam o Cavaco. Se der uma vista de olhos pelo site do Cavaco verá que estão lá praticamente todos, bem como todos os presidentes das federações patronais. Nem adianta estar aqui a discriminar, consulte se entender o www.cavacosilva.pt. Em contrapartida não encontra lá dirigentes sindicais, nem dirigentes das associações dos pequenos e médios empresários e dos agricultores. Isto diz bem da natureza de classe da candidatura da direita.

E sobre o BE ser uma organização de esquerda, já viu o Bernardo um líder de esquerda que nem a palavra "direita" menciona numa declaração de candidatura à Presidência da República? Aí em França, isso seria possível? Não se atrapalhe com o seu português, eu percebo-o perfeitamente.

Publicado por: Margarida em outubro 28, 2005 12:15 AM

A Margarida leu a declaração de Louçã e, sacrilégio, o documento só fala em "elites", "conservadorismo", "situacionismo" e "esquerda socialista"... e de outras coisas que não lhe importou discutir porque, deduzo, para si não são tão importantes como escrever "direita", para aí setenta vezes, e "pequenos e médios empresários" mais umas vinte...

Falar sempre da mesma maneira, com a mesma linguagem formatada, pode ser bom para a "unidade do partido" mas não significa ser-se consequente politicamente, muito menos eficácia comunicacional. Significa, isso sim, falta de imaginação e desperdício da língua portuguesa.
Confirmo, Louçã não meteu a cassete.

Só o seu preconceito pode levar às conclusões que vem insinuando.

Confirmei a evidência (mas alguém lhe disse o contrário aqui?!) de que o bloco tem menos força autárquica que o PCP (ou CDU, sei lá).
Pode ficar com a medalha, "assim se vê a força do PC", satisfeita?. Também temos força que o PSD e o PS.


Publicado por: CausasPerdidas em outubro 28, 2005 09:24 AM

"Também temos MENOS força que o PSD e o PS", obviamente.

Publicado por: CausasPerdidas em outubro 28, 2005 09:28 AM

É com espanto que agora vejo alguém em nome do BE dizer que usar o termo “direita” é meter “a cassete”. Foi com igual espanto que vi antes o Luís Rainha dizer que o Louçã não o usa porque o discurso dele não é para imbecis. Com tanta modernidade já se esqueceram do significado do “E” no B”E”?

Publicado por: Margarida em outubro 28, 2005 11:06 AM


Chère Margarida,


Pois merci bien por ter respondido me com courage e entrar dans les détails mas certas coisas ainda continuam um pouco complicadas para me. Agora tenho este problema, se os communistas tomarem o pouvoir democratiquement que sorte de capitalistes devem eles negociar com?

Aussi, me lembro mesmo de certas conversas que eu havia com meu pai sobre capitalisme et la banque internationale. Par exemplo, as ligações de as oligarquies do capital que se escondiam derrière famílias bien connues que jamais eram citadas em os jornaux des parti socialistes et aussi des partis communistas. Tenho mesmo um amigo francês meu journalista queria escrevere um article sobre familias muito ricas pas seulement en France mais aussi no restante do mundo. Ele fez uma recherche au nom Rothschild et Rockefeller nos jornais de a esquerda et tu acreditas ele não encontrou nada? Et bien, se ter dinheiro muito é um bom signe de direita, por quê allors les socialistes e communistas isquecem de falar de pessoas importantes como esses financiers escrocs de la banque e du petróle. Étrange, cest le moins qu`on puisse dire. Espero que sejas d`acordo ou me fales dum article que conheces escrevido por a esquerda a volta de isso para ajudare o meu amigo.

E goste muito do seu modo de reparar do outro não falar da direita. Peut-être ils pensent que cela pourrait choquer quelqun! Un peut comme le cas des deux amis que je cite ci-dessus. Muito obrigada por a tua ajudita. Je suis content pour bavarder avec toi.

Publicado por: Bernardo em outubro 28, 2005 12:58 PM

"Também temos MENOS força que o PSD e o PS", obviamente.

Não te esqueças do PP...

Publicado por: Pedro Oliveira em outubro 28, 2005 02:20 PM

Margarida, quem só se consegue definir em função de um adversário não tem mesmo nada a dizer aos demais.
O resto dos seus argumentos, guarde-os para os convertidos. Só aí conseguirá convencer sem raciocinar.
Quanto à temida "tesoura" censória, podem crer que existe e vai voltar a entrar em acção, mal aqui venham depositar mais lixo a total despropósito.

Publicado por: LR em outubro 28, 2005 02:31 PM

E, já agora, o relambório do Jerónimo que cortei devia bastar para encher um A4 e também não incluía a palavra "direita".

Publicado por: LR em outubro 28, 2005 02:33 PM

Ou muito me engano ou esta arena está a ficar confusamente poliglota para a Margarida. No entanto, faço coro com ela, e com o Bernardo filho de emigrantes na região de Tours, sobre a estranheza de um panfleto eleitoral de esquerda não ter mencionado a sua famigerada "antitese"- a direita opressora chefiada pelo moço do debo do concelho de Loulé. É preciso realmente ter lata. Diplomacia moderna eleitoral, a quanto obrigas. Para mim, sai um copo de Rothschild 64, e umas azeitonas.

Publicado por: Bomba em outubro 28, 2005 03:59 PM

Jerónimo de Sousa, na sua declaração de candidatura, em 12/09/05

(…) “Esta candidatura visa contribuir para a derrota daquele que venha a ser o candidato apoiado pelos partidos da direita e, simultaneamente, participar num incontornável debate que sendo sobre as funções do órgão Presidência da República, terá necessária e obrigatoriamente de ser um debate sobre o estado da democracia e o futuro de Portugal. (…)”

Publicado por: Margarida em outubro 28, 2005 06:45 PM

O LR acusa-nos que só nos definimos "em função de um adversário" porque não temos "mesmo nada a dizer aos demais". É uma acusação falsa e o LR sabe-o. E se eventualmente tivesse dúvidas poderia tirá-las consultando o site do PCP ou o blog do Jerónimo.

E para que os outros participantes desta caixa de comentários possam ajuizar da falsidade do que o LR disse, deixo uma pequena passagem do discurso do Jerónimo no comício de há uma semana em Lisboa: "(...) Apresentamos a nossa candidatura assumindo o compromisso solene de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República.

Uma candidatura que se demarca, crítica o caminho que se vem trilhando de desfiguração e empobrecimento da nossa democracia, cada vez mais reduzida à dimensão da representação política.

Somos uma candidatura que afirma claramente que a origem da crise, incluindo a da representação política e dos males que o país padece não é o resultado da existência de um inadequado sistema político, carente de reforma, mas do facto de ser enorme a distancia entre as promessas e as práticas e do conteúdo das políticas de quem governa.

Uma candidatura que assume a independência e soberania nacionais como um valor indeclinável, condição e garantia também do exercício da democracia.

Somos uma candidatura que afirma a necessidade de um novo rumo para o país no respeito pelo legado da Revolução de Abril e que aspira à construção em Portugal de uma democracia simultaneamente política, económica, social e cultural.

Uma candidatura que no quadro dos vastos poderes que a Constituição confere ao Presidente da República coloca como prioridade da sua intervenção e acção e como primeiro grande desígnio de uma política nacional o crescimento económico e o desenvolvimento sustentado, no respeito pelo ambiente, virados para a satisfação das necessidades de todos, particularmente dos que vivem apenas dos salários, pensões e reformas.

Uma política de desenvolvimento que finalmente assuma a defesa da produção nacional, o emprego, a valorização do trabalho nacional e o desenvolvimento e modernização das nossas capacidades produtivas, como uma questão fundamental e básica para assegurar o presente e o futuro do país e uma vida melhor para os portugueses.

Uma nova política que promova os valores do direito ao trabalho e do trabalho com direitos como um eixo democrático essencial; os direitos sociais como um suporte essencial de um Estado democrático que se reclama de moderno e avançado e a justiça social e o combate às exclusões como valores inalienáveis de uma sociedade solidária.

Uma nova política e de esquerda que aprofunde a democracia com o restabelecimento da liberdade de organização política; um sistema eleitoral que respeite a vontade dos portugueses; a autonomia do poder local; a liberdade de organização e acção sindical nos locais de trabalho; a concretização de uma reforma democrática do Estado.

Uma nova política que não negligência, antes assume a promoção da educação, da ciência e da cultura, como condição para assegurar um mais elevado patamar de qualificação e formação dos portugueses e o aproveitamento pleno e dinâmico das suas potencialidades ao serviço de um projecto de desenvolvimento nacional.

Somos uma candidatura que luta por um Portugal aberto ao mundo e por uma nova orientação na construção da integração europeia baseada em países soberanos e iguais em direitos, que não abdica da sua pátria e do seu povo.

Somos uma candidatura que afirma os direitos das mulheres, na participação em igualdade, no apoio a uma maternidade e paternidade responsáveis, na criação de condições para eliminar a chaga do aborto clandestino, no combate às discriminações. A propósito, esta embrulhada do referendo do aborto só vem responsabilizar o PS e o BE que assim prejudicaram as mulheres portuguesas. Deviam o PS e o BE pedir desculpa às mulheres portuguesas.

Uma candidatura que dá estímulo à participação dos jovens, à sua realização presente e futura, ao seu contributo para o desenvolvimento.

Somos uma candidatura que reafirma o nosso compromisso colectivo com os trabalhadores, o povo português, os jovens, os mais idosos, as mulheres, os trabalhadores, os pequenos e médios empresários, os intelectuais e quadros técnicos, os desempregados, com os portugueses concretos que são e fazem Portugal.

Uma candidatura para combater a resignação e o fatalismo, afirmando convictamente que Portugal não está condenado ao atraso e ao subdesenvolvimento.

Uma candidatura que não desiste de Portugal, que afirma que Portugal pode ter futuro, para lutar por um futuro com mais desenvolvimento e mais justiça social.(...)"

Publicado por: Margarida em outubro 28, 2005 08:36 PM

O Bernardo pergunta com que tipo de capitalistas devia o PCP negociar se for para o poder. Nós no PCP nunca recusámos negociar com ninguém. Os dirigentes do PCP já receberam na sua sede nacional delegações de prácticamente todas as federações patronais. Isso é público, até as TV’s já cobriram essas audiências. Aliás se o Bernardo se interessa pelas nossas posições eu sugiro-lhe que veja no nosso site (www.pcp.pt) o dossier correspondente ao 17º Congresso onde está a declaração política que resume as nossas posições políticas mais actualizadas.

Por exemplo sobre a política económica necessária diz-se lá:
“A política necessária, que o PCP defende, de acordo com o seu Programa, implica a ruptura com as políticas de direita seguidas por sucessivos governos e exige a realização de uma política que tenha como grandes objectivos estratégicos resolver os principais problemas do país, responder aos anseios e aspirações da maioria dos portugueses e aprofundar o regime democrático:
Uma política económica ao serviço do progresso de Portugal, de um país desenvolvido em todo o seu território com a salvaguarda do ambiente e da melhoria das condições de vida do povo. Uma política em que prevaleça o interesse nacional, combatendo a destruição do aparelho produtivo e defendendo a produção nacional; pondo fim às privatizações e ao desmantelamento e liberalização de serviços públicos essenciais; defendendo como fundamental um sector público forte, dinâmico e eficiente; promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico; apostando no crescimento económico sustentado; concretizando uma mais justa e eficaz política fiscal e uma política orçamental sem os condicionalismos do Pacto de Estabilidade; determinado pelos objectivos estratégicos no plano económico e social; combatendo as assimetrias regionais e agressões ambientais; diversificando as relações económicas internacionais e libertando o país de imposições externas”.

Sobre a denúncia das malfeitorias dos ricos, isso é também regularmente abordado por nós seja no nosso jornal, o Avante, seja pelos nossos deputados quando se justifica, seja nas intervenções do nosso Secretário-geral. Eu vou ver se encontro algum artigo que possa interessar ao seu amigo e se encontrar digo-lhe.

Publicado por: Margarida em outubro 29, 2005 02:21 AM

Mas que raio de brincadeifra vem a ser esta? Ora chiça! Supermário, para já, era o Jardel... Não admito que me prevejam um fim tão triste! Só desisto se perder...

Publicado por: mario soares em novembro 3, 2005 03:39 PM