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outubro 23, 2005

DE NOVO, OS LIMITES DO HUMOR

Há largos meses, teve origem num post do BdE uma interessante discussão, com o João Pedro da Costa por eixo, acerca das vedações que devemos (ou não) erigir em torno da nossa suposta veia piadética. Na altura, dei razão ao JPC; hoje, dou-lhe ainda mais.
Escrevi no outro dia uma pequena farsa que pretendia inventar a primeira reunião entre o PM Sócrates e Sua Majestade, Soares III. Certo como estou de que este sempre foi um político autocrático, implacável e amoral, cuja noção de ética acaba mal perde de vista o seu umbigo, claro que imaginei o pior.
Às tantas, atrevi-me a conjecturar que Mário Soares seria até bem capaz de ameaçar alguém com o reavivar de um boato calunioso. E saiu-me a passagem:
“ — (...) Ou queres que eu ponha aí a minha malta a soprar coisas aos jornais sobre a tua bichice?
— A minha quê??”
Tanto bastou para siderar muita gente. Que tinha dado exposição escusada a uma canalhice, sei lá.
Eu continuo convencido de que são coisas bem diferentes propalar a mentira ou afirmar que alguém seria capaz de o fazer para alcançar uma vantagem política. Quanto à essência do boato — a tal acusação de “bichice” — julguei eu que todos os leitores deste blogue já a conheceriam e saberiam bem do crédito que merece. Se calhar, enganei-me. Mas não me parece.
Se aceitarmos que há interditos absolutos, assuntos tabu de que nem podemos citar o nome, realmente a minha graçola terá sido infeliz. Se encararmos de forma um pouco menos hierática e pomposa esta coisa de escrever em blogues, a ideia de voluntariamente nos rodearmos de baias parece mesmo algo aberrante. Mas, ao fim e ao cabo e como diz um amigo meu, tudo isto é apenas HTML.

Publicado por Luis Rainha às outubro 23, 2005 01:12 AM

Comentários

Luis Rainha o que escrevemos, é a melhor definição daquilo que somos.....

Com o tipo de comentário que fez, no momento presente, o objectivo está á vista...

Se isto viesse das bandas dos cavaquistas, não me admirava, coitados, a inteligência dos bichos não dá para mais.

Agora da sua parte....

Não sei se me causa espanto... se ASCO

Publicado por: a.pacheco em outubro 23, 2005 01:27 AM

a.pacheco,

A fazer fé no seu princípio, tenha lá mais cuidado com isso das vírgulas entre o sujeito e o predicado. Não vá eu pensar que você é um relapso oligofrénico.

Publicado por: LR em outubro 23, 2005 01:32 AM

Nem tudo isto é HTML, Luis. No resto, como sempre, estou contigo.

Publicado por: monty em outubro 23, 2005 02:11 AM

Luís Rainha:

Escrevi um comentário a este respeito num dos posts do Filipe. Obviamente não tinha presente na minha memória a totalidade do teu texto.

A passagam que transcreves pode de facto ser considerada excessiva. Se calhar pura e simplesmente não devemos chafurdar nestas coisas. Ou seja, o que é que me interessa a mim a orientação sexual do Sócrates? Ou a do Paulo Portas pró-vida? Nada. Nenhuma delas me interessa para nada. Ponto final.

Outra coisa é esquecendo a questão da orientação sexual de A, B, ou C, discutir esse facto da vida que é existirem pessoas com escolhas sexuais diferentes, que de resto a mim já deixou de me chocar há muito tempo. Aliás o que seria bom era que chegasse o dia em que estas coisas não causassem tempestades. Mas isso lendo aqui os arquivos do BdE só com a intervenção de Nossa Senhora de Fátima e uma ajudinha do José Mário Silva.

Publicado por: Luís Rainha em outubro 23, 2005 02:12 AM

lá estou eu a trocar o vocativo com a assinatura

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 23, 2005 02:14 AM

Então, Luis, arranjaste um alter ego?

(o meu comentário acima nada teve a ver com os teus posts apagados)

Publicado por: monty em outubro 23, 2005 02:16 AM

Não terá sido bem isso ...


Publicado por: Luis Oliveira em outubro 23, 2005 02:22 AM

parece-me que estão aqui em jogo coisas muito diferentes:
- Em qualquer ficção, de carácter humorístico ou não, o autor tem todo o direito de colocar na boca dos seus personagens e da forma como quiser, as referências que quiser à orientação sexual de qualquer personagem.
Não tem qualquer discussão, não é isso que está em questão, e não tem nada a ver com os direitos de cada um à sua própria "orientação sexual".
Quem se amofine com isso, meu caro, que engula o sapo.
- repetir um boato no contexto de uma paródia, talvez seja mais discutível. é partir do princípio de que todos os leitores o vão encarar como uma alusão a algo que não teve pernas para andar,(quer como boato, quer porque pela sua natureza, a hipotetica veracidade da "história" é irrelevante uma vez que todos achamos indiscutível o direito de cada um a assumir a sua sexualidade) o que não é líquido.
Mas mesmo assim ainda se pode admitir que quem escreve não tem de se preocupar como "grau de consciência" dos seus leitores.
- Num texto humorístico ou não, e por muito que se deteste o personagem Mário Soares (o Mário Soares candidato a presidente), descrever o personagem Mário Soares da história (e esta apenas tem significado se se associar um ao outro) como capaz de usar esse tipo de pressão para ilustrar a sua suposta amoralidade, parece-me de muito mau gosto.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 23, 2005 06:24 AM

Pois é Tchern; mas andaram por aqui coisas bem piores em relação ao Santana e não dei por esses teus escrúpulos...

Publicado por: LR em outubro 23, 2005 11:28 AM

Achei o seu texto delicioso. Com conteúdo e bem a propósito. Texto de ficção! pois claro!Com humor, com sentido com contundencia.
Se o homem é bicha ou não...quero lá saber, é um problema dele que não me incomoda.
Que a graça (ou graçola se quisermos) é boa, não tenho dúvidas, assenta que nem uma luva.
Que os personagens poderiam ter este diálogo. Sem dúvida.. o que confere ao texto realismo e utenticidade (ou não conhecemos O soares?... e do que ele é capaz)?
Quem não entender isto e se amofinar... que vá morrer longe!
Tudo o resto são discussões estéreis, para as quais não há pachorra.
O Herman José diz coisas bem piores, coisas ordinárias, faz programas de merda e toda a gente acha muita piada...coitadinhos!
Santana Lopes aguentou tudo, é verdade e ninguém se ofendeu, era o bombo da festa. O Sócrates, coitado, tem de ser macho, porquê?

Publicado por: carlos arinto em outubro 23, 2005 12:21 PM

O MOMENTO BARNABÉ.

Como sou um vosso leitor regular, acho que posso ser directo:

Este blog não teria a mínima piada sem o Luís Rainha. Principalmente, seria insuportavelmente tolo e pequeno-burguês se o deixassem ao critério desse José António Saraiva de extrema-esquerda e prodígio de retenção anal que assina como Filipe Moura.

Quanto à prosa espasmódica e inconsequente do Tchernobil, só a posso elogiar por reproduzir tão bem a coerência e o tom geral das intervenções bloquistas a respeito de política económica e de outros assuntos incómodos - vide a triste história sobre os candidatos ladrões, com que se chamuscaram tão merecidamente.

Eu acho que o único limite para a liberdade de expressão é o Código Penal. O bom gosto pode ser um critério válido para nos referirmos a uma açorda, não a um blogue. E o vosso blogue, tal como o falecido Barnabé, é uma boa leitura, não por causa das vossa opiniões (Deus nos livre), mas por causa da graça e do talento com que alguns dos seus autores as manifestam. Tal como o PCP, ele pertence ao reino da comédia, e não ao da reflexão (principalmente ao da reflexão canhestra de um Filipe Moura). Se vocês não perceberem isso, não percebem nada.


Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 01:08 PM

Boa tarde a todos:

O Filipe Moura excedeu-se ao comparar o Luís Rainha ao RIAPA, mas que haja gente que use isso para o transformar numa espécie de saco de boxe é detestável. Conforme o Filipe disse, esta coisa das caixas de comentários muitas vezes serve pura e simplesmente para axincalhar outras pesoas. É pena!

(E reparem que eu já disse isto antes, e voltarei a repeti-lo sempre que for necessário. Sem prejuizo de outra coisa que eu tembém já disse: que já escrevi comentários dos quais me arrependo.)

Um bom resto de Domingo

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 23, 2005 01:56 PM

Tchern,
Além do mais, também infiro que não estás bem a ver o que é isso da caricatura e da sátira. Olha que eu não acho que o Santana seja mesmo um mineral; e o João Paulo II não acordava todos os dias com um preservativo no nariz.

Publicado por: LR em outubro 23, 2005 02:10 PM

Tchern, Luís Rainha, Filipe Moura e companhia.

Eu compreeendo que estas coisas são complicadas, não tenho mesmo autoridade moral nenhuma, nenhuma, para dizer isto.

Façam o favor de tentar resolver isto em privado para o bem dos vossos leitores (e para o vosso também).

Como o Filipe Moura disse em tempos: estas coisas acontecem nos blogs colectivos. Nessa altura foi ele que andou a por água na fervura.

Maldita seja a hora em que eu pedi ao Luis Rainha para escrever sobre as 5as feiras presidenciais. Se arrependimento matasse eu já estava mais que morto (mesmo que fosse um gato).

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 23, 2005 02:21 PM

Não deve haver ninguém hoje em Portugal que não saiba que esse boato foi fabricado por Santanaz e pelas suas santanetes da JSD de Cascais, pelo que o uso da expressão na piada já não devia ofender ninguém.

Pelo contrário acho que a questão não devia cair no esquecimento... O "insulto" (que não é) foi inventado para ter consequências eleitorias e se Santanaz não tivesse sido tão mau primeiro ministro poderia ter decidido as Eleições... É pena que não tenha surgido nenhum processo judicial desta trama e se tenha premiado mais uma vez o Crime, deixando-o por castigar, como tantas vezes neste país sucede.

Publicado por: Rui Martins em outubro 23, 2005 02:22 PM

Depois de ter dado uma vista de olhos por este blog, creio que se deveria passar a chamar Blogue de direita, aumentaria em coerência.

Publicado por: Sadeio em outubro 23, 2005 03:28 PM

Luís Oliveira,
Se calhar, não me expliquei bem. O que aqui está em questão não é a orientação sexual de Sócrates; é atribuir, em registo de paródia, ao Soares a inclinação para fazer uso desses boatos para ganhar vantagens. Foi isso que o Tchern achou "de muito mau gostoi", ou coisa que o valha; dando toda a razão ao meu receio de ter tocado em "vacas sagradas"...

Publicado por: LR em outubro 23, 2005 03:32 PM

quando o texto, pela sua naturza intrínseca, se assume como ficção, e neste caso ficção satírica, vale tudo. O mal da nossa sátira é ser muito bem educada, muito politicamente correcta, muito respeitosa, muito padreca, ou seja, é não ser SÁTIRA. O respeitinho e esas merdas nunca criam uma boa sátira. Isto às vezes torna-se monótono e hipócrita de tanto «respeitar a opinião dos outros», parece uma casa de putas para padres.

Publicado por: jm em outubro 23, 2005 04:53 PM

Ó Quitéria Barbuda, tu és reformada não és? Essa conversa cheira-me a ex-combatente do ultramar.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 06:32 PM

E o site é um nojo. Afinal o Filipe Moura tinha razão. Que mau gosto.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 06:35 PM

Luís Jorge:

Para quem vinha com a morte do barnabé e o código penal às costas mudaste de ideias depressa.

E nao é "Tchernobil" é tchernignobyl! (Podia fazer umas graças a propósito disso, mas é melhor não que para mal já basta assim)

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 23, 2005 07:03 PM

Eu raramente me engano e nunca mudo de ideias. Mas depois da Quitéria Barbuda confesso que o Filipe Moura me parece agora um rapaz profundíssimo, saído do Expresso, e que o Tcherqualquercoisa já nem me maça tanto com a sua prosa farfalhuda.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 07:52 PM

são as virtudes do relativismo moral.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 07:55 PM

Eu das raras vezes que vou visitar a nossa amiga Quitéria, não venho de lá nem deprimido nem indignado, apenas com um renovado espanto de que aquilo exista. Se te voltou a dar esperança na salvação, acho que isso será bom.

Mas comparar o thernignobyl e o nosso Filipe Moura com a nossa amiga Quitéria é que não havia nexexidade.

Quem sabe se o nosso amigo Cavaco Silva entre duas dentadas no Bolo de Rei durante o prolongado tabu não foi também visitar a nossa amiga Quitéria e veio de lá mais sensato?

Quanto ao Morais Sarmento prefiro calar-me porque ele até é um bom rapaz quando não tem ataques de presidencialismo agudo.

Publicado por: Luís Jorge em outubro 23, 2005 08:03 PM

luis
eu não achei o teu texto ( a passagem em discussão) "de mau gosto ou coisa que o valha".
Achei "de mau gosto" ponto (como diria o outro).
Aqui não há "escrúpulos" moralistas.
Há a questão eventualmente subjectiva, de saber que todos podemos dizer o que quisermos sobre qualquer pessoa, mas na realidade não o fazemos sobre toda e qualquer pessoa. Com mais ou menos léria, (hipocrisia? um mínimo necessário para que se mantenha um simulacro de coesão social?) todos exercemos esse direito de forma mais ou menos selectiva.
O "mau gosto" aqui, qualquer um percebe (talvez seja mais um erro de julgamento, desta vez meu, quanto ao "estado de consciência" dos leitores), não tem a ver com "açordas", como um pobre de espírito aqui em cima julga ter entendido, tem a ver obviamente com as diferenças de opinião entre o autor do texto, seja este humorístico ou não, e o seu leitor.

Se o Santana Lopes foi achincalhado com a minha "cumplicidade"( e é diferente - para quem quiser perceber, se quiser, - dizer que um gajo tem preservativos na ponta do nariz e dizer que um gajo exerce pressões de determinada índole sobre outros "agentes" do "processo político" ), ele que se queixe, eu sei os limites dos meus achincalhamentos quer relativamente a ele quer relativamente a qualquer outra pessoa.
Não coloco é o Santana Lopes, de todo, no plano no Mário Soares.

Por outro lado, se um gajo tem o direito de dizer - e tem-no - a primeira bojarda que lhe ocorra, sem que ninguém possa ter o direito de ter uma opinião sobre isso, nem que seja por achá-lo, sem subtilezas particulares, do mais comezinho mau gosto, porque razão haveria eu de me insurgir com a comparação para mim inaceitável entre ti (ou o teu post) e o riapa feita pelo Filipe ? Fiz mal? Eu acho que não.
E porque foste tu então apagar os teus próprios textos sem que ninguém to tivesse sugerido, só porque o Filipe fez uma comparação despropositada sem dar qualquer explicação suplementar e com a qual mais ninguém do blog se solidarizou?
A discussão sobre o teu post e o do Filipe poderia prosseguir, inevitavelmente agressiva, mas com um pouco menos de dramatismo, sem esta treta das "vacas sagradas" que aparece aqui completamente a despropósito e todos poderiamos aprender um pouco mais uns com os outros sem que surgissem logo as habituais galinholas portadoras da gripe das aves a piar sobre "censuras" e tal.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 23, 2005 10:26 PM

De positivo neste charivari, consegui perceber que o luis jorge acha que a minha prosa é farfalhuda (a isto chamo eu indulgência..), informa-nos que o seu critério de "profundidade" é o... Expresso, considera ( isto não é farfalhudo, é...) que "um blog não é uma açorda" (obrigado, muito obrigado ), e que afinal (Aleluia!) não somos assim tão tão maus como o Riapa, o que pelas restantes amostras me deixa algo intranquilo. O que andaremos a fazer assim de tão mau para que ele nos ache melhores?

Publicado por: tchernignobyl em outubro 23, 2005 10:33 PM

Triste, triste é o Palinhos não postar.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 23, 2005 10:47 PM

Tchern,
Continuas a cirandar em torno do essencial: saber o que é ou não a sátira e até onde pode ir. Isto nada tem a ver com "diferenças de opinião"; e muito menos com comparações entre Santana e Soares. Se reparares bem, eu não exerci esse tal direito de "dizer o que quisermos sobre qualquer pessoa"; usei um exagero caricatural para sublinhar a traço grosso o que me parecem ser os defeitos do carácter de Soares. E isto é que te causou comichão, daí a história dos sagrados ruminantes. Falta de humor, chamar-lhe-ia; nada de grave.
Não esperava que te insurgisses com coisa alguma. Mas reservo-me o direito de retirar daqui textos meus quando me vejo comparado às bestas da Riapa. Isto não é dramatismo, é apenas não estar disposto a engolir de novo certos comportamentos traiçoeiros.

Publicado por: LR em outubro 23, 2005 10:50 PM

Tchernóqualquercoisa: agora você ofendeu-me.

Eu não disse que achava o Expresso profundo, eu disse que achava o Filipe Moura tão profundo como o Expresso.

Quanto à restante exegese que faz das minhas opiniões, concordo com tudo. É bom encontrar alguém que honra o rigor intelectual próprio das suas raízes ideológicas.

Com uma excepção: eu não o considero melhor que o Riapa, apenas mais divertido.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 10:51 PM

Por falar em exegese, percebi que o autor do blog "daysofangst" assinou uma palestra em meu próprio nome. Ó amigo, se quer escrever em como eu, aprenda a ser acutilante. Não me choco com a apropriação, mas o seu cinzentismo é imperdoável.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 11:00 PM

Luís Jorge:

Se fosses acutilante por mim tudo bem. Por exemplo o bomba que é o comentador acutilante em pessoa, já disse que tenho saudades dos comentários acutilantes dele aqui nestas caixas de comentários, embora nem sempre concorde na totalidade com o seu conteudo.

Por exemplo, nós estamos aqui a discutir um texto do Luís Rainha que pode ser considerado acutilante. É acutilante de facto. Pode-se concordar ou discordar do retrato que faz do Soares, mas é acutilante. Se se discordar é até natural que daí resulte uma certa indignação.

Tu não és acutilante, a maior parte das vezes desatas à pancada sem te justificares. Basta ver os adjectivos que escolhes.

Faz menos fogo de artifício, e justifica melhor as tuas posições. Podes por exemplo explicar melhor o que é isso do cinzentismo. Desculpa a minha inapacidade de te interpretar, mas a julgar pelo que dizes do Filipe e do Tchern não deve ser grave.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 23, 2005 11:20 PM

Ah, eras tu malandro! Tens razão amigo, o bomba faz cá falta, quem quer que ele seja. Às vezes tenho uma noção desmesurada do meu sarcasmo, mas compreende que não é fácil ter uma mãe que nos admira incondicionalmente, que nos traz sopinhas, que nos acha o máximo da inteligência e da perfeição. O Raínha explica-te, agora que o filho já marcou um golo. Mas chega desta conversa à Margarida Rebelo Pinto.

O "cinzentismo" é apenas uma referência a essa maneira hesitante e virtuosa, um pouco solene e evangélica de expôr as coisas e de pedir desculpa por tudo e por nada. Por exemplo:

"Faz menos fogo de artifício, e justifica melhor as tuas posições. (...) Desculpa a minha inapacidade de te interpretar, mas a julgar pelo que dizes do Filipe e do Tchern não deve ser grave."

"Desculpa?" Eu chamei-te cinzento e tu pedes desculpa? Que Diabo, rapaz, queres ganhar o céu ou mostrar-me o canalha que eu sou e o pedaço de cebo que tenho por baixo do couro? O que achas tu que fez o Dante aos Guelfos (ou Guibelinos, nunca me lembro) que o exilaram de Florença? Condenou-os ao inferno e torceu-lhes as vértebras, encheu-lhes os ouvidos de alcatrão e deu-lhes Laura Pausini para toda a eternidade. É assim que se faz, amigo. E depois veio o neoliberalismo, mas isso é outra conversa.

Publicado por: luis jorge em outubro 23, 2005 11:50 PM

lol. estamos entendidos.

(só uma correcção não sou malandro tenho mesmo uma propenção para a distração. injustificável)

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 24, 2005 12:05 AM

Luis, não há aqui "cirandagens" .
Inevitavelmente, cada um exibe uma latitude de vistas de grande amplitude quando é ele e exercer a "sátira".
Esta, vai até onde a opinião de cada um sobre o "tema" que o inspira o leva, com mais ou menos talento, ou onde o leva o instinto que o faz arriscar para lá de certos limites.
Outras opiniões:
A minha, que o "traço" que escolheste foi infeliz. A tua, que eu revelo a tal ausência de sentido de humor.
Pondo as coisas de outra maneira:
Suponhamos que o Filipe em vez do tom sizudo com que postou, compunha uma pequena rábula em que o personagem Rainha aparecia a fazer um frete ao riapa num contexto qualquer por mais disparatado que fosse. Suponhamos que o Filipe tinha a veia cómica do Ricardo de Araújo Pereira.
Passariamos a ter de achar piada, em obrigação estrita a uma qualquer convenção que nos obriga a ter "sentido de humor" por se apresentar agora como um texto "humoristico"?
Uma coisa é alguém expressar o que quiser, achando que tem imensa piada.
Provocando até, gargalhadas convulsivas nalguns leitores.
Outra coisa é o autor (todos os autores) pretender(em) ditar o critério que determina o que é "sentido de humor" ou não, medindo-o pela aceitação uniforme e generalizada de tudo o que escrevessem. Seria uma estranha "distopia".

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 12:27 AM

Quanto ao luis jorge:
estás com um problema.
Também não consegues ser tão malino como o Riapa, e nem sequer consegues ser divertido.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 12:29 AM

Pobre Tcherghdiytwil. Ficou ofendido.


Publicado por: luis jorge em outubro 24, 2005 01:54 AM

Isto acontece algumas vezes por aqui. Começo a pensar que talvez seja da mudança de estação (que coincide, coincide). Eu li todos os textos apagados em questão e não achei piada a nenhum. Acho que esse é o limite do discurso humorístico, não outro (tem graça ou não? Se não tem, não tem, acabou-se). Quando se tenta fazer piada com pessoas a sério e a piada não resulta, há o risco de se cair naquilo que parece ser achincalhamento gratuito. Foi assim que alguns viram o texto do Rainha. Uma piada que não resultou é o que eu digo. Apenas isso. Melhor sorte da próxima vez.

Publicado por: João Ribeirete em outubro 24, 2005 01:54 AM

"Se o homem é bicha ou não...quero lá saber, é um problema dele que não me incomoda."
"problema dele"? (Imaginar aqui aquele bonequinho com roll-eyes!)

"Sócrates, diz a acta de acusação, é culpado de corromper a juventude, de não venerar os deuses da cidade e de os substituir por novas divindades." in Apologia de Sócrates - 1ªparte - Platão
Que raio de tendência esta...

Publicado por: agent em outubro 24, 2005 02:07 AM

ó tchern, os traços escolhidos têm de ser os mais incómodos, para que o humor seja o melhor.
A questão é que tu não concordas com os defeitos apontados pelo texto do Luís. Questão de opinião, como é óbvio. Tal como, por exemplo, a questão das ADM do Iraque. Tu dizias que elas não existiam, enquanto os da direita diziam que sim. Tu dizias que os da direita eram tapados. E obviamente tinhas razão. E certamente não negas que, pelo menos uma grande parte deles, achava mesmo que tinha razão.

O mesmo se passa com o MS. Tu não achas que ele "sempre foi um político autocrático, implacável e amoral". Muita gente de esquerda acha que sim e que tu és tapado.

Então deveríamos era estar aqui a discutir a moralidade e o despotismo do MS. E agora quero ver como é que tu e o Filipe Moura o defendem. Aliás, esta já é uma segunda oportunidade, pois vou só citar "ataques" aqui do BDE.

1 - Dizia o LR num comentário há uns tempos atrás (está-se a referir ao MS):
«
"Então é o quê"?
Que tal um manipulador egoísta que sempre fez tudo para conquistar mais poder e abafar qualquer um que lhe pudesse fazer sombra? Socialismo na gaveta, manobras bizarras em Macau, grandes amores pelo canibal da Unita, péssimos governos, demagogia a rodos, respeito nulo pelas pessoas, quer sejam correlegionários que ousem enfrentá-lo ou míseros GNRs (lembram-se do "desapareça, sr guarda"?).
Não consigo é lobrigar nas acções de Mário Soares outro desígnio que não passe pelo umbigo do próprio. Esquerda ou direita são apenas caminhos para lá chegar.»

2 - O Jorge Palinhhos chamava a atençao para um "blog" que valia a pena ler com atenção:
http://ofimdademocracia.blogspot.com/

justifica lá estas "coisas", e depois já podes que a escolha do traço foi infeliz.

Publicado por: aguilar em outubro 24, 2005 02:44 AM

justifica lá estas "coisas", e depois já podes dizer que a escolha do traço foi infeliz.

Publicado por: aguilar em outubro 24, 2005 02:46 AM

aguilar
o problema de emitir uma opinião sobre uma coisa destas é sempre a questão do "preto e branco".
se leres todos os comentários sobre esta história, verificas que independentemente da maior ou menor laracha do texto do luís, eu apenas me referi a uma passagem.
Já critiquei aqui, alusões ou bocas relativamente a questões pessoais relativamente ao pportas, ao pacheco, etc.. tenho de me "justificar" também?
Eu não sou um incondicional do mario soares ( é ler o que tenho escrito para trás), e não tenho de "justificar" nada.
Quanto a aspectos irritantes do comportamento do mário soares, subscrevo muitas críticas
Quando a outras de natureza mais polémica, terá de ser quem as faz que deve justificá-las. Nalguns casos é possível, noutros ficar-se-á provavelmente pela opinião.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 08:11 AM

quanto à comparação que fazes com o iraque, estás de novo a confundir as "coisas" todas.
as "opiniães" não é bem assim que "funciona".
se a minha oposição à Guerra do Iraque fosse uma questão de "opinião" ou meramente de "palpite", eu ficava pacatamente a ler a bola e nunca me tinha metido a discutir a questão mesmo a este nível semi subterrâneo.
a minha opinião acerca da guerra do iraque e das WMD, não resultou apenas de um jogo de cara ou coroa, ou sequer apenas das minhas convicções políticas.
resultou da avaliação de um conjunto muito vasto de evidências que mostravam que os motivos apresentados para se lançar uma guerra preventiva com todas as suas consequências eram falsos, em toda a linha, como infelizmente se veio a verificar.
Uma dessas evidências, era a presença de inspectores da ONU (alguns dos quais como se sabe trabalhavam para serviços de informação americanos), com poderes cada vez mais reforçados, que não encontravam indícios que justificassem a decisão. os inspectores tinham certamente uma "opinião" bem formada acerca da sua missão e os resultados a que chegaram foram eloquentes.
se outros "apostaram" que não haviam armas, não foi o meu caso. Quando muito eu não podia garantir que de todo não iriam ser encontradas armas ou componentes, mas o que qualquer um podia ter a certeza é que não havia na altura hipótese de justificar a ameaça tal como ela era apresentada à opinião pública.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 08:19 AM

Luís Jorge,

Mais um luizinho, com reverberações a aiais e suspiros e alusões ao homem do fidele d amore, para ir engordando a colecção que já vai grande. Mas não te admires, nem ninguem se admire, de aparecer por ai a Federação Judaica de Alfaiates a exigir o pagamento de facturas antigas. Ainda bem que o Ribeirete surgiu com uma das intervenções mais sensatas nesta conversa. E ainda estou à espera de D. João e a Máscara e outros portentos do disfarce para nos deliciarem. Espero que nenhum deles se engane ao carregar no botão.

Agora que perdeste a vergonha para nos dizer que em termos de poder reflexivo só aceitarás beijinhos e amplexos do Luis Rainha (também um dos meus preferidos porque de ora em quando perde o medo e vai dar umas voltitas pelos infernos não aconselháveis da Internet), se é que não mudaste de opinião desde ontem, podias contar-nos com quem na Direita espasmoliticamente vacinada estarias disposto a passar uma noite de paixão. Ou então diz-nos que é no centro que se origina a volúpia que politicamente te satisfaz.

Enquanto ficas a pensar na resposta, considera a alternativa de, antes, ofereceres os teus serviços ao Zé Mário e começares a botar os teus demolidores pontos de vista lá em cima com mais assiduidade, algo que seria muito bom para te expor aos ventos desconfortáveis e à lingua cómico-viperina da Quitéria Barbuda, alem de oferecer aos inofensivos comentadores como eu uma oportunidade para atancharmos unhas raivosas na tua pele de pessoa exigente que vem a este blogue mais para morder no estilo dos seus alimentadores que nas ideias que eles defendem. Nada de sadismos, claro. Tudo à portuguesa, com os habituais molhos salsados. Como fotógrafo de mão tremente, sinto uma dificuldade enorme em tirar-te o retrato. Não paras quieto, nervoso homem a espadeirar os inimigos do seu contentamento. Moves-te na minha frente com um objecto que não promete fotografia distorcida e límpida.

Fala-me de Dante, e de sexo, se quizeres, mas enquadra isso na política das bruxas malvadas. Só para aprendermos.

Publicado por: Bomba em outubro 24, 2005 10:05 AM

Já agora aproveito para esclarecer um possível equívoco:
se eu fui uma das pessoas que tomaram a iniciativa de infringir uma "regra sagrada" da blogosfera ao decidir começar a apagar os comentários do riapa, tendo até sido por isso acusado de "fascismo" por um ou outro imbecil, não foi pelo "conteúdo" dos "comentários" dele.
Alguns, até que me dão vontade de rir.

Se apago esses comentários, é apenas porque se destinam pura e simplesmente a entupir a caixa dos comentários com bocas pré-formatadas do tipo spam, e a não deixar espaço a qualquer discussão, avacalhar qualquer debate.

Isto não é contraditório com a minha convicção de que o riapa tem todo o direito a "exprimir-se" à vontade lá no buraco dele.
Considero um atentado à liberdade de expressão que fechem o tasco ao pobre labrego.
Curiosamente, relativamente a este cretino, o pessoal em geral (e eu incluo-me nesse grupo) não tem dúvidas em achar caluniosas e "nojentas" as suas regurgitações sem esperar que os "caluniados" o ponham em tribunal, e descarta de barato a hipótese mais civilizada de apreciar "uma sátira" que apenas peca por encontrar do lado de alguns receptores (entre os quais me incluo), o famoso pau para toda a obra da "falta de sentido de humor".
E porquê? Porque o riapa utiliza a arma da "sátira" desbragada contra valores e pessoas com os quais nos identificamos, e neste caso cai na categoria, não da sátira, mas do humor populista, sebento e trauliteiro da direita mais fascistóide.
É a isto que me refiro quando digo que toda esta questão tem a ver com "opiniões".

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 10:08 AM

poderá parecer inacreditável, e faz lembrar uma daquelas colunas dos almanaques, "acredite se quiser...", mas até que concordo com a apreciação que o bomba faz do breve comentário do joão ribeirete.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 10:15 AM

Bombas:

lol

Quanto à máscara fica descansado que hoje quem não tem coragem para a retirar sou eu (por muito que isso me custe). Limito-me a tirar o chapeu à coragem do nosso Tchern.

bom dia a todos

Publicado por: D. João e a Máscara em outubro 24, 2005 10:32 AM

Quanto à questão dos limites do humor:
Tese 1- em Portugal há demasiado respeito e veneração, logo o bom humor é o que tende a ser mais corrosivo;
Tese 2 - sem atender a algumas (poucas) excepções, tudo pode ser satirizado (as tais excepções, para mim, são os mais fracos dos fracos - imigrantes, minorias sexuais)

Partindo destas duas teses, acho que este episódio tem duas respostas: a piada do Luís Raínha não é ofensiva; contudo, não é a killing joke da década.
Portanto, não tem um problema de conteúdo, terá (modestamente o digo) um problema de «forma». Mas ao deslocar a questão para o conteúdo, o Filipe Moura tentou (não vejo outra forma de o dizer) censurar o que estava dito. Pior: fê-lo através de uma comparação rasteira.
E isso, só isso, transformou uma má piada num manifesto da liberdade de expressão. Não é a primeira vez que sucede e não será a última (ver a rábula da Raínha Isabel do Herman vs RTP cavaquista; ou, noutro contexto, a decisão do Supremo dos EUA sobtre a pornografia da Hussler).
Go on writting. O HTML também precisa de ganhar memória.

Publicado por: Paulo em outubro 24, 2005 11:26 AM

tchern, então se subscreves muitas críticas do comportamento do Soares e preferes fechar os olhos a questões mais polémicas, só tenho uma coisa a dizer-te: começa a comprar mais frequentemente o público à sexta-feira.

quanto à questão do iraque e das opiniões não serem bem "avaliações de evidências" nem sei que te diga.

Publicado por: aguilar em outubro 24, 2005 12:46 PM

Luis Oliveira:

Então este poetastro é que era o "bomba" de que você falava com carinho? E consegue entender o que ele escreve? A mim lembrou-me o Dâmaso, com tantos "amplexos" e tanta "reverberação". Mas vou ficar atento.

Publicado por: luis jorge em outubro 24, 2005 02:57 PM

onde tudo isto vai dar:
afinal, na tua leitura, não se tratava meramente de uma sátira, era mesmo uma "questão polémica"... não estarás a exagerar um bocadinho?

quanto à questão do iraque compreendo que não saibas bem "o que me digas".
com certeza que não percebeste patavina do que tentei dizer, mas não te preocupes que não é grave.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 03:21 PM

Tchern,

Vou fazer mais do que dar-te uma afirmação teórica sobre o meu hipotético fair-play face à sátira: relê, por favor, isto, escrito como resposta ao blog Anacleto, que também se entreteve a usar-me — com muita piada, aliás — como personagem de ficção.
Estás a ver como o sentido de humor não tem de terminar quando somos nós, ou o nosso candidato predilecto, o alvo da graça? Atribuis-me escasso poder de encaixe, estou a ver…

De resto, continuas empenhado em confusões que só lançam poeira para cima da questão. O fulcro não é saber o que é ou não sentido de humor. Não precisamos de achar graça a uma sátira para admitir o seu direito à existência. Não tens de achar graça; mas a alternativa não é declarar, ex-cathedra, que se trata de coisas de "muito mau gosto" — tal seria confundir o teu gosto com um qualquer padrão universal; e por certo não te ofendes se eu não descortinar em ti galões suficientes para tal empreitada.
Quanto a veres nas baboseiras da Riapa sátiras ou caricaturas, não a simples tentativa de fazer passar por factos boatos e insultos, isso é apenas mais uma das coisas que só se misturam porque tal te dá jeito agora. Mais clareza, por favor.

Publicado por: LR em outubro 24, 2005 03:37 PM

bom, deves estar a gozar comigo.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 08:11 AM
"Quando a outras de natureza mais polémica, terá de ser quem as faz que deve justificá-las. Nalguns casos é possível, noutros ficar-se-á provavelmente pela opinião."

parece-me que foste tu que falaste em questões polémicas. e agora atribuis-me a mim essa leitura?

esquece, não vamos a lado nenhum

Publicado por: aguilar em outubro 24, 2005 03:48 PM

Luís Jorge,


Relaxa-me essas nalgas e estende-te mais. Assim não me convidas a entrar de cabeça erguida. Quanto ao poetastro, estamos de acordo. Nalguma coisa terias de ter razão. Viva a clemência, menina inocência!

Publicado por: Bomba em outubro 24, 2005 04:24 PM

Podes sempre tornar-te exilado político no Acidental, Luis. Com um bocado de esforço, tendo em conta episódios antigos, até era capaz de convencer o Mascarenhas a alinhar nessa saudável loucura.

LR

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 24, 2005 05:17 PM

Leonardo,

Já vi coisas mais estranhas a acontecer. Nâo me consigo é lembrar de nenhuma, assim de repente...

:-)

Publicado por: LR em outubro 24, 2005 05:37 PM

Luis
Se nesta altura do campeonato ainda tens ânimo para escrever "Não precisamos de achar graça a uma sátira para admitir o seu direito à existência", suponho eu a propósito desta discussão, não se vislumbra com efeito forma de dissipar o nevoeiro.
Admites ( vá lá) que alguém não ache graça à “sátira”, e tens até a gentileza de ir definindo algumas das regras que devem ser seguidas ou não para exprimir qualquer eventual dissonância .
Uma delas é que não se pode classificá-la de mau gosto. Parece que é uma pretensão acima das potencialidades de qualquer mortalzeco. Certo...
Não dizes nada quanto a ficar calado. Suponho que será uma hipótese aceitável e um bom início de um projecto de Regulamento da Crítica Amável ao alcance do cidadão anónimo.
Estou certo que não será essa a intenção. Mas quando se mistura a bota com a perdigota, depois não nos queixemos das "confusões".

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 07:11 PM

Não tendo grande coisa a ver com o assunto, não deixa de ser intrigante que a feromona desta obscura dissenção interna do blog tenha sido suficientemente poderosa para atrair o urubu Ralha.
Aproveitando a mistura de conceitos e confusão de referências, ( o “relativismo “ como diria lapidarmente o “acutilante” Luís Jorge ( cuidado com o excesso de estimulantes...)), tenta pendurar o seu fenomenal arcaboiço no galho da “sátira”.
Ah mas selectivamente e à sua maneira, como é de direito.
“Achincalharem-lhe” o seu Presidente que tem feito a merda que se sabe, com uma animação inócua ali em cima, agita-lhe as febras de indignação.
Uma alusão de mau gosto ( enfim se calhar estou a insistir demasiado no “mau gosto”, que tal”um bocado para o sórdido”?) a um gajo que foi o único politico português com um mínimo de projecção internacional a quebrar o unanimismo cobardolas do grupo das Lages, e da palheta da “guerra ao terrorismo, etc..” é para ele, e apesar do equívoco, um perfume que lhe relaxa os nervos. Uma tisana para o ressaibiamento reaças que não tem folga.
Que lhe aproveite.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 07:19 PM

"Num texto humorístico ou não, (...) descrever o personagem Mário Soares da história (...) como capaz de usar esse tipo de pressão para ilustrar a sua suposta amoralidade, parece-me de muito mau gosto."

Repara que nem te deste ao trabalho mínimo de explicar porquê.
E de que adiantaria esta proclamação definitiva e letal se não fosse para declarar a inadmissibilidade deste recurso enquanto componente da sátira?
Por outro lado, ainda não respondeste à minha réplica ao teu desafio. É que não é muito difícil aguentar com uma caricatura em que nós, ou alguém que apreciamos, é o alvo. Basta um pouco do tal "fair-play".

PS: parece-me escusado usar esse tom com um comentador que até tem primado pela elegância quando aqui escreve. "Urubu" e "fenomenal arcaboiço", a propósito de alguém que se dá ao trabalho de comentar os nossos dislates com civilidade, parece-me mesmo coisa "de muito mau gosto".

Publicado por: LR em outubro 24, 2005 07:49 PM

Nâo importa a vossa inclinaçâo politica. Mas com 81 anos..81 anos..é bem isso! O homem nâo sabe se o leite é prêto ou branco. Se vôçês nâo tem um outro que escolhêr. É PORQUE NÂO SAIRAM DA IDADE DE CRÔ-MAGNON.

Publicado por: rowtueiler em outubro 24, 2005 07:56 PM

Luís Rainha e tchern:

Nesta altura até já o Filipe Moura e a Margarida Ferra devem estar entediados com isto. Vocês não têm mesmo o e-mail um do outro?

É claro que se calhar até há um gajo como eu que é capaz de acompanhar isto a tim tim por tim tim, mas quando compreendermos o porquê disso ... não sei o que farei ...

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 24, 2005 08:16 PM

Urubu, Tchern?...

Por aturar tanta falta de educação e de capacidade de diálogo devias fazer o favor de me apelidares, no mínimo, de pterodáctilo.

Esses estão extintos, tal como a minha pachorra para alguém que nem tenho a honra de conhecer.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 24, 2005 08:45 PM

Luis, tens todo o direito de achar todo o mau gosto. Como vês é fácil ter o sentido das proporções. E folgo em ver que bem te ficam os tais "galões" ex catedra.

Leonardo continua que a graxa dá sempre os seus bons resultados.

Publicado por: tchernignobyl em outubro 24, 2005 10:10 PM

És um péssimo avaliador de carácter, caro Tchern. Já me parece complicado que apliques tão baixa bitola a pessoas que não conheces mas realmente patológico é aquilo que projectas em alguém que, tanto quanto sei, conheces bem.

Nunca tive o hábito de dar graxa a seja quem for - e acredita que me lixei (com “f”) muitas vezes por isso. Sucede que gosto de ler e de argumentar com pessoas inteligentes e cordatas como o Luis - ou o Felipe e o Zé Mário. Por isso vou passando os olhos por este blogue quase todos os dias ao longo dos últimos anos.

Peço desculpa se te desiludo: afinal não é pela tua fascinante personalidade.

P.S. - Obrigado pela alteração de tratamento. Leonardo é de facto mais agradável do que Urubu Ralha...

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 24, 2005 10:24 PM

lol

Tchern:

O último comentário do Leonardo Ralha é de facto interessantíssimo (não o classifico de cómico, porque o seu aspecto cómico é inadvertido - eu estou à vontade para dizer isto porque só tirei certas coisas a limpo definitivamente há poucos dias, e denunciei-me logo como tu sabes).

Eu ainda queria dizer mais umas coisas mas vou-me calar porque isto não é um comentário do D. João e a Máscara (felizmente!).

[Leonardo, não me leves a mal porque o que tu acabaste de escrever eu podia ter escrito (ao contrário) na 6a feira passada.]

Isto é de facto interessantíssimo, porque o uso do anonimato, permite a "Deus" escrever direito por linhas tortas.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 24, 2005 10:55 PM

Caro Luís Oliveira.

O uso do anonimato é uma arma. Na minha opinião é uma arma que diz algo sobre quem a empunha. Caso me dirigisse a alguém sem esta soma de 8+5 letras que vem abaixo dos meus comentários sentir-me-ia um poltrão - assim mesmo, uma palavra fora de uso e mais apropriada a personagens de Dumas.

Mas cada um sabe de si. E, permitam-me a crença, Deus sabe de todos.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 24, 2005 11:16 PM

Caro Leonardo:

Fique sabendo que muitas vezes discordo do Tchern (e acho que ele sabe isso), ainda assim tenho respeito por ele. Se não discordo frontalmente dele mais vezes (às vezes) é porque percebo as motivações dele e valores mais altos se levantam. Outras vezes, fico calado.

Finalmente quanto ao tal respeito seria hipócrita não o respeitar quando escreve sob o anonimato, mas mostrar esse respeito quando ele assina com as letras todas, que é o que você faz.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 24, 2005 11:27 PM

Caro Luís Oliveira.

Na minha profissão fui-me habituando a contactar com pessoas que vivem no anonimato. Todas elas julgavam ter as melhores razões para o fazer. Algumas até as tinham.

Infelizmente, em muitos casos sobressaía entre as fontes anónimas o tipo de cobardia que muitas vezes assisti em certo tipo de fanfarrões, capazes de espancar incautos quando em grupo e pela calada da noite, mas extremamente nervosos num transporte público em plena luz do dia, tentando adivinhar se a ausência de cabelo os denunciaria quando trancados numa carruagem de transporte público.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 24, 2005 11:38 PM

Caro Leonardo

Como compreendes, a questão do anonimato no jornalismo trancende-me. Seria estúpido eu pronunciar-me sobre uma questão que para ti (e para outros) tem um caracter deontológico.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 24, 2005 11:46 PM

OK, Luís.

Tem uma boa noite. Pela minha parte ainda há uns milhares de caracteres para desbravar antes de abandonar o ar condicionado marado da redacção.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 24, 2005 11:52 PM

Leonardo

Já agora te digo que já fui leitor atento do teu jornal, embora politicamente não seja a minha praia. Outros tempos. Na altura lia aquilo justamente por causa do tal jornalismo que é feito de fontes anónimas e por aqueles títulos do mais refinado sarcasmo.

Bom trabalho

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 24, 2005 11:58 PM

mas vocês estão com afrontamentos de andropausa ou isto é clube para paneleiros?

não conseguem ir às fuças no anonimato?

Publicado por: filha-do-dartacão em outubro 25, 2005 12:38 AM

«O fulcro não é saber o que é ou não sentido de humor. Não precisamos de achar graça a uma sátira para admitir o seu direito à existência.»

Isto é cheque-mate, Luís. É o grande mal ocidental (caramba, sempre quis começar uma frase com este predicativo pomposo): a subjectividade ter aspirações ontológicas (pas mal, hein?).

Ou seja: eu devo ser chinês. Dentro de um registo humorístico (seja ele mais ou menos conseguido), nada, mas absolutamente nada, me ofende. Quanto à minha pessoa, sempre que zonas mais sensíveis da minha vida (a morte do meu pai, minha sintaxe afrancesada ou a minha famosa e patológica cobardia) foram alvo de piadas de terceiros, sinto-me sempre invadido por uma onda infinita de gratidão. Agora, vá - podem internar-me num hospício.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 02:38 AM

Ontem às três da tarde da hora que vai mudar no fim da semana, a Polícia Judiciária do burgo transilvânico de Alcoentre abriu, como reacção a instâncias do nobre democrata proprietário deste blogue, um processo de investigação e busca no vazio, com vista à apreensão e detenção por tempo indeterminado do desvergonhado biltre que teve a ousadia de proclamar nesta discussão que a sátira não tem direito a existir – e por extensão toda a obra legada por Molière e espólios de teatros de revista do Parque Maière.

Foi-nos dito pelo inspector que tão cedo o energúmeno seja apreendido, será constituída uma comissão ad hoc de cinco membros, coadjuvada por dois peritos em conversa de chacha mas politicamente independentes, que terá a responsabilidade de preparar um relatório para informar oficialmente João Pedro Costa da justeza do encómio que com tanto calor passou ao Luis Rainha.

No entretanto, avolumam-se suspeitas de que a mão invisível cavaquiana, cavaqueira, cavacal, ou cavaquista, teria andado a afagar lombos em toda esta intriga de bastidores que precedeu a cena imaginária de diálogo palacial à volta de chantagem e ameaças ridículas, calculando-se que a celeuma daí decorrente se saldará por um ganho líquido de dezassete eleitores e meio que passarão a votar no mais jovem dos vampiros. O futuro da indústria nacional do chouriço de sangue não é dos mais risonhos.

Mas nem tudo é desgraça. Assim que o nosso presidente preferido for eleito, teremos à nossa espera nas estantes das livravrias um ensaio bastante massudo do Leonardo de dedo esotérico espetado sobre a cobardia do anonimato e da máscara. Um ataque frontal e de peito descoberto, dizem-nos, às forças do mal encapuçadas que não poupará Shakespeare, Fernando Pessoa, George Orwell, a Maçonaria, Pimpinela Escarlate e cinco milhões de portugueses que optaram pelo voto secreto conforme ensinamentos recebidos dos mestres da democracia.

Assinado: Bombasticus Cobardicus.

Publicado por: Bomba em outubro 25, 2005 10:03 AM

A cobardia da Máscara? Vê lá se ainda tenho que te convidar para um duelo. (Se ao menos tivesse a tua morada ...)

Publicado por: D. João e a Máscara em outubro 25, 2005 10:14 AM

Não imaginava estar perante uma multidão de Álvaros de Campos. Mas de facto sou muito distraído...

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 25, 2005 11:22 AM

Já tu, D. João e a Máscara, aparentas ser um legítimo heterónimo. Tenho ver se arranjo um - que tal Ahlar Odranoel? - para quando me dirigir à urna para depositar o voto, por provável exclusão de portas, no “homus boliqueimus"

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 25, 2005 12:12 PM

João Pedro da Costa, temos saudades tuas! Quando é que te decides a continuar com o blog?

Publicado por: brite em outubro 25, 2005 12:22 PM

Brite: estou de sabática a curar uma overdose de HTML. Não sei se volto. Mas obrigado pelo gentil comentário.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 02:05 PM

Leonardo:

A tua referência ao Paulo Portas parece-me de veras interessante neste contexto. Não sei se no teu jornal tem uma crónica de discos pedidos. Se tiverem deixo aqui uma encomenda para um texto satírico.

A forma do texto seria um debate presidencial entre o candidato Paulo Portas e o candidato Francisco Lousã. O corpo do texto consistiria numa discussão entre os candidatos sobre o post do Luís Rainha referente à primeira qinta feira de Soares III.

[Está bom de ver que o Francisco Lousã como bom liberal que é se baterá pelo fim de todas as homofobias!]

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 25, 2005 03:23 PM

Neste momento não temos discos pedidos, mas ainda assim atrevo-me a adivinhar algumas coisas sobre o tal diálogo entre o candidato (?) Paulo Portas e o candidato Louçã tendo o post do Luis Rainha como pano de fundo.

Como bom homófobo hipócrita e rato de sacristia que o candidato Louçã tem provado ser, era provável que o candidato (?) Portas saísse bastante maltratado no debate. Já tenho é algumas dúvidas de que o candidato (?) Portas se importasse por aí além com o que o semi-líder do Bloco de Esquerda tivesse a comentar sobre qualquer aspecto da sua vida privada. E, caso o eleitorado português prejudicasse o candidato (?) Portas pela já comprovada capacidade de pulhice do candidato Louçã, então a culpa seria do eleitorado português e não propriamente da vida privada do candidato (?) Portas.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 25, 2005 03:45 PM

Tchern,

Nunca a má educação se consegue confundir com sátira. E quem precisa de galões para dar por esta verdade fundamental está mesmo a leste do que aqui discutimos.

Publicado por: LR em outubro 25, 2005 03:46 PM

Mas falemos agora de coisas sérias e produtivas: será que vamos conseguir bater o record de comentários deste post?

Publicado por: LR em outubro 25, 2005 03:50 PM

Pessoal, estão? Vamos continuar a discussão! Temos um record para bater!

Publicado por: brite em outubro 25, 2005 10:55 PM

Não contem comigo para bater recordes.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:43 PM

A sério.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:44 PM

Até porque pululam por aí comentários cujo único objectivo é, obviamente, encher chouriças.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:45 PM

E as chouriças com recheio HTML são, como toda a gente sabe, indigestas.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:47 PM

01110101001010001

(Tão a ver? Já arrotei e tudo.)

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:48 PM

Não era suposto haver um sistema XPTO que impedisse um comentador de publicar comentários como quem espeta cabines da Brisa num lanço de portagens?

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:51 PM

Eu acho que sim.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:52 PM

Se calhar não funciona.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:53 PM

(Estou a atingir aquele limiar em que deixo de ter qualquer piada.)

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:54 PM

Leonardo Ralha:

Todos nós lamentamos que esteja confuso com as carradas de Álvaros de Campos, mas como é jornalista e tem essa capacidade para distinguir o trigo assinado do joio anónimo tenho uma dúvida que talvez me possa esclarecer.

É que eu do Paulo Portas conheço dois personagens. O Paulinho populista que andava pelas feiras a beijar peixeiras antes de estar no governo. E o Paulo Portas Ministro de Estado e das Forças Armadas. Repare que são dois personagens completamente diferentes, e que a mudança de estilo se deu durante uma curtíssima noite eleitoral. A minha dúvida é qual deles é o ortónimo e qual é o heterónimo ou se são os dois heterónimos (o mais provável).

[O José Mário Silva que me perdoe estar-lhe a abandalhar a caixa de comentários com uma mudança de assunto (ele também já deve estar habituado), mas se é para bater um record vale tudo incluindo elogiar o RIAPA.]

Publicado por: D. João e a Máscara em outubro 25, 2005 11:55 PM

(A sério, tou mesmo quase lá.)

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:55 PM

Ups. O D. João antecipou-se.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:57 PM

É a história da minha vida: a aristocracia atravessar-se no meu caminho.

Publicado por: João Pedro da Costa em outubro 25, 2005 11:58 PM

Venha então o elogio ao RIAPA, D. João e a Máscara. Se o faz feliz bater o tal recorde, então é por uma boa causa.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 26, 2005 12:08 AM

Leonardo:

Isto está de facto transformado num avacalho completo não sei como é que o José Mário Silva admite isto, mas estou à espera da resposta à minha pergunta na mesma.

Publicado por: D. João e a Máscara em outubro 26, 2005 12:29 AM

Leonardo Ralha,

claro que estamos todos felizes com o record! E de certeza que o Zé Mário não se vai chatear com tão pouco...

Publicado por: brite em outubro 26, 2005 12:38 AM

já agora, o comentário 100 é meu

Publicado por: xo em outubro 26, 2005 12:40 AM

Mas afinal já bateram a porcaria do record ou não?

Publicado por: xana em outubro 26, 2005 12:46 AM

Como resposta - e tentativa de melhorar o recorde - deixe-me dizer-lhe, caro D. João e a Máscara, que assim de repente há mais políticos além do Paulo Portas a terem comportamentos diferentes enquanto participantes nas campanhas eleitorais e governantes. Tirando a dra. Maria José Nogueira Pinto, que não aprecia feiras e mercados, claro está.

Publicado por: Leonardo Ralha em outubro 26, 2005 12:57 AM

Não sei se ainda vou a tempo de entrar na discussão, depois de terem apalhaçado completamente esta caixa de comentários, mas só agora li este post e queria apenas dizer ao Luís Raínha que considero muitíssimo infeliz a sua graçola, por dois motivos: o primeiro devido à graçola em si (espanta-me que não tenha pensado previamente na questão de estar a dar visiblidade a um boato calunioso) e o segundo devido ao facto de sugerir que Mário Soares pudesse usar um boato calunioso.
Fiquei também estupfacto com a frase "Mas, ao fim e ao cabo e como diz um amigo meu, tudo isto é apenas HTML". Depois de 24 meses a escrever neste blog, acha que que nada do que aqui é dito é importante, porque afinal "tudo isto é apenas HTML" !?!?!

Publicado por: Luís Mauro em outubro 26, 2005 01:54 AM

Luís Mauro,

Lamento desiludir-te, mas já ninguém quer saber dessa questão para nada. Agora a questão verdadeiramente importante é o record: vamos bater o record? será que o record já foi batido? quando é que isto vai parar? é desta que chegamos aos 200 comentários?

Publicado por: brite em outubro 26, 2005 02:19 AM

Luís Mauro,

Agora a sério, a piada foi infeliz, é um facto, mas que diabo, será mesmo necessário continuarmos interminavelmente a bater na mesma tecla? Deixem lá o homem em paz, não queiram fazer disto um convento em que todos têm de ser santos!

Publicado por: brite em outubro 26, 2005 02:29 AM

Já agora - é a minha contribuição para o record - alguém sabe o que é que se passa com o Jorge Palinhos?

Publicado por: hugo em outubro 26, 2005 02:44 AM

Boa questão, hugo.
Os admiradores do gajo (entre os quais obviamente me incluo) não param de fazer essa pergunta.

PS- E sim, muitas vezes faço perguntas a mim próprio...

Publicado por: José Mário Silva em outubro 26, 2005 12:15 PM

Obrigado por me deixarem bater o tão falado record.
:)
Agora sim, é oficial: 108 comentários neste thread, contra "apenas" 107 do mítico post da Anita.

PS- A Margarida já pode dormir descansada.

Publicado por: José Mário Silva em outubro 26, 2005 12:17 PM

E vais ter que contribuir mais, Hugo, para bateres o record das doze frigs do Pedro João da Costa. Tanto quanto sabemos, o Palinhos anda a escrever um livro sobre os crimes inéditos do Torquemada.

Publicado por: Faculdade de Letras em outubro 26, 2005 12:36 PM

Mas a última palavra tem de me caber, já que tratei da primeira. E aqui fica: fim.

Publicado por: LR em outubro 26, 2005 12:58 PM