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outubro 14, 2005

INSURGÊNCIAS ACIDENTAIS (II)

Já o André propõe não um partido, mas medidas. Medidas drásticas que, segundo ele, deveriam ser implementadas imediatamente. Aparentemente parece algo bem mais pragmático do que o Leonardo propõe, mas o André é um idealista. Eis o que eu penso das suas medidas:

a) nem que a vaca tussa;
b) sim;
c) nem pensar;
d) concordo, embora tenha de se explicar quais seriam as medidas a tomar -as "minhas" medidas certamente não seriam nem de longe tão radicais como seriam as do André;
e) deves estar a brincar;
f) não;
g) não;
h) não;
i) não me pronuncio;
j) concordo, com reservas;
k) concordo plenamente;
l) o que é que andas a fumar, chavalo?
m) apesar de tudo, não;
n) concordo totalmente;
o) só se for para retirar a estafada "regionalização";
p) de todo, não.

Será que há aqui bases para uma plataforma de entendimento, uma "grande coligação"? Concordamos ambos mais uma vez: somos contra "grandes coligações". Talvez devêssemos formar uma coligação contra elas.

Publicado por Filipe Moura às outubro 14, 2005 05:59 PM

Comentários

Não sei quem andará a fumar coisas mais estranhas; se quem tem como "reformas indispensáveis" a abertura dos hipers ao domingo e o fim do ministério da Cultura, se quem o leva a sério.

Aquela lista não passa de um ramalhete de medidas avulso, sem sequer se explicar a maioria delas (o que será a tal "revisão da constituição" ou quais serão os "institutos públicos inúteis"?). Da mesma forma, não me parece produtivo discutir estas coisas na base do teste de escolha sim/não.

Será mais útil questionar a falta de pensamento de uma direita que se limita a emitir, rebobinar e emitir de novo os mesmos chavões estafados, à laia de fórmula incantatória que tudo resolverá como que por magia. Acaba-se com o Estado e o que fica? A nossa classe empresarial? Deus nos guarde de tal sorte!

Publicado por: LR em outubro 14, 2005 06:23 PM

Sim, LR. Essa é uma sorte que eu, pelo menos, não desejo de certeza.

O «flat tax» em Portugal havia de ser giro, havia. Onde foste desencantar essa prenda, Filipe?

Publicado por: random em outubro 14, 2005 08:59 PM

Publicado por: random em outubro 14, 2005 08:59 PM

Não deviam existir impostos directos. Bastava o IVA. O estado que ajustasse as taxas de acordo com a utilidade social dos bens.

Publicado por: Pedro Oliveira em outubro 14, 2005 11:51 PM

Eu ia mais longe, eu acabava já com o estado em geral e os impostos em particular.

Publicado por: Luís Oliveira em outubro 15, 2005 03:04 AM