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outubro 14, 2005

INSURGÊNCIAS ACIDENTAIS (I)

No rescaldo das eleições autárquicas, dois dos meus reaças favoritos, o Leonardo Ralha e o André Abrantes Amaral, tecem considerações sobre política portuguesa.
O Leonardo expõe aquilo que seria o seu "partido de sonho". É curioso: o Leonardo define-se como sendo de direita. Não me revejo na estratégia política (própria de um partido de direita) que ele traça no fim do seu texto, mas na generalidade eu subscreveria o conteúdo ideológico da linha programática do seu "partido ideal" (exceptuando as dúvidas em relação à despenalização do aborto, que eu não tenho - sou sem dúvidas pelo "sim", embora não me reveja em muitos dos argumentos habituais do "sim"). Subscreveria mesmo o que é dito sobre responsabilidade do indivíduo e o estímulo para que melhore de vida, com importantes ressalvas. Não faria disso um estandarte ideológico, e sobretudo nunca utilizaria esse discurso para atacar o estado providência (algo que o Leonardo também não faz, ou pelo menos não chega a fazer explicitamente). A ideia principal do estado providência deve ser considerar que o estado tem responsabilidades perante os cidadãos, proporcionando igualdade de oportunidades às pessoas, e não desresponsabilizando-as. Não creio que algo como o subsídio de desemprego as desresponsabilize.
Já experimentaste, por acaso, Leonardo, levares esse programa ao Largo do Caldas, para ser discutido? Achas que alguma vez seria aprovado?

Publicado por Filipe Moura às outubro 14, 2005 04:59 PM

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