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outubro 06, 2005

O REGRESSO DO CRÍTICO-BULLDOZER

Em 15 posts avassaladores, João Pedro George atropela os oito livros de Margarida Rebelo Pinto e não deixa pedra sobre pedra na análise — minuciosa, obsessiva, picuinhas, mortal — à miséria literária da rainha portuguesa do copy & paste.

Publicado por José Mário Silva às outubro 6, 2005 06:37 PM

Comentários

não se pode considerar o joão pedro george um crítico literário, mas sim um bufo.

Publicado por: fernando esteves pinto em outubro 7, 2005 08:19 PM

Não foi através deste post, mas de um do Paulo Querido e de um outro da Periférica que fui alertado para a recente aventura rebelopintiana do George. Costumo lançar a amarra ao seu Esplanar, mas andei arredio uns tempos.

Fernando, porque é para ti que escrevo: podes dizer muito do George, mas chamá-lo 'bufo' é de um mau gosto sem nome. Que ele faz um jogo perigoso, aceito. Que corre riscos, parece-me claro. Basta ver o que escrevem o Querido e o Fernando Gouveia, que tecem nítidas reservas.

Mas a tua rejeição é, pelo menos, espectacular. Que mal te fez ele ao mostrar a careca à senhora? Entraste em receios? Estás a ver o bulldozer aproximar-se? Estás a a assobiar contra o medo?

Publicado por: fernando venâncio em outubro 8, 2005 06:26 PM

Um crítico-pimba desanca numa escritora-pimba. Entre um e outro, prefiro apesar de tudo a escritora, pois há mais mérito em escrever um romance (mesmo pimba), do que em arrasar pimbamente seja o que for.
Há pessoas que, pura e simplesmente, não têm credibilidade para criticar seja quem for; e esse boy george, ainda o havemos de ver a publicar romances mais tontinhos (se é possível) do que os da rapariguinha do shopping.

Publicado por: Nosferatu em outubro 8, 2005 07:35 PM

Além de que não há nada mais fácil, mais estúpido nem mais gratuito do que perder tempo a ler e a analisar a escrita de uma personagem tão pobre como a M. R. Pinto. Só numa cabeça cheia de caca é que podia surgir a ideia de analisar a inépcias de uma escritora cujas fragilidades são do mais transparente que há. Luzir, ou ter a intenção de luzir, à custa de uma pobre de espírito, é um feito bem à altura desse georgie boy, é um trabalho sujo, fácil como roubar a chupeta a um bebé.

Publicado por: Nosferatu em outubro 8, 2005 07:43 PM

será cavalheirismo?
"todos sabem" da sensaboria e das "fragilidades" da escrita da senhora, mas a senhora vende milhares, contribui para alimentar e auto-compraz-se no mito pernicioso de que "o que é bom é o que vende" que ameaça transformar o nosso meio cultural num negócio de mercearia sem qualquer dignidade, há um sujeito que por uma vez se dá ao trabalho de a desmontar pelo menos de forma minimamente "objectiva", onde mais se torna evidente o gato por lebre e ainda por cima são para ele as mais virulentas críticas dos críticos?...
e nada meigas... "bufo"... "cabeça cheia de caca"... que rivalidades, frustrações, rancores se andarão por aí a acertar sem que os mortais o saibam...
tirando isso, parece-me que feito este trabalho básico e necessário de escalpelização, se justificaria uma nova crítica feita numa base sociológica ao "conteúdo" se assim se lhe pode chamar, das historietas, e o integre na psicose que atravessa a sociedade portuguesa, a merda do futebol, os reality shows, a imprensa cor de rosa, a hipocrisia e a crise do sistema político, os surtos de leitura compulsiva de best sellers irrelevantes como aquela tretazinha do dan brown que iludem a iliteracia grave que afecta a maioria dos portugueses...

Publicado por: tchernignobyl em outubro 8, 2005 08:05 PM