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outubro 05, 2005

ARTIGOS PARA IREM LENDO ENQUANTO A GENTE POUCO ESCREVE (III)

Na mesma edição do PÚblico, "PARA QUÊ?", por Vasco Pulido Valente.

A ausência de mictórios, cuja conveniência aliás reconheço, não me incomoda. O pior, para mim, é o facto de Lisboa ser ao mesmo tempo uma cidade muito pequena e grande demais, muito pobre e ridiculamente cara, muito provinciana e com um arzinho pedante e pindérico de capital cosmopolita. Com a "construção" a ajudar, ficou um sítio feio, incaracterístico, meio hostil, em que não sair de casa se tornou a única política razoável.
Basta descer o eixo central da cidade, da Penitenciária ao Terreiro do Paço, para ver o horror a que chegámos. Lá em cima, num pseudo-jardim de Ribeiro Teles, abriu um restaurante, em forma de caixote, desconfortável e proibitivo. As colunas triunfais, com o pénis de Cutileiro no meio podiam anunciar um bordel kitsch. Infelizmente, parece que anunciam uma glória qualquer da Pátria. O relvado, do mais puro gosto fascista (e uso aqui a palavra com cuidado) não serve para nada, excepto para exibir uma "grandeza" vácua que falta ao resto de Lisboa. Dos prédios da Rotunda, a pior arquitectura do século, ou até da história, não há nada de publicável a dizer. A Avenida e os Restauradores roçam o absurdo. Os prédios do Rossio, apesar do esforço de João Soares, não merecem o Rossio. E a Baixa morreu - sem bares, sem restaurantes, sem comércio, confrange quem se lembra dela em melhores tempos.

Publicado por Filipe Moura às outubro 5, 2005 08:47 AM

Comentários

O Vasco Pulido Valente que vá passear até ao Bairo Alto ou por Monsanto que pode ser que a azia crónica lhe passe. :)

http://geracao-rasca.blogspot.com

Publicado por: André Carvalho em outubro 5, 2005 07:56 PM

Um "relvado do mais puro gosto fascista" faz-me pensar que talvez seja possível distinguir um democrata dum anti-democrata pela densidade ou macieza da cabeleira púbica - vulgo a tal penta-leira. O homem, o Vasco, ainda é pior que eu. Diz ele: a Baixa morreu, confrange quem se lembra dela em melhores (fascistas?) tempos. Isto chama-se deitar Lisboa abaixo com o entusiasmo do tremor que deu nome ao marquês. O que é que as irmandades têm andado a fazer a esta pobre Lisboa que tanto faz o alfacinha lamentar-se? E isto quando nem sequer sabemos ao certo em quem é que ele irá votar nas presidenciais. Lá em baixo sim, o Mesquita é Mário duas vezes porque tem corpo para isso e o Tabucchi não é Cavaco: uma simpatia de 66.666 por cento a favor dos pensionistas que compromete sèriamente a isenção do cripto socialista Filipe Moura.

E se alguem aqui no blogue vier condenar as opiniões que o Vasco, filho dum famoso marxista que certos comunistas de agora não gostam de recordar quando há festas, tem da nova Lisboa de não agradar, espero que o Valupi tenha a sensatez de não o defender como de costume. Anda por aqui muita alminha a pensar que o PULI. VA rima muito bem com VALU PI, é só dar um jeitote às letras. Pano para muita teoriazinha da combinação. É só uma ideia, que eu não sou de cá nem de lá e até me sinto honrado.

Publicado por: Bomba em outubro 5, 2005 09:08 PM

LOL!!! finalmente uma teoria da conspiração ( que o valupi não leve a mal a brincadeira) do Bomba, absolutamente , não sei se direi credível, mas brilhante!

Publicado por: tchernignobyl em outubro 5, 2005 10:09 PM

Brilhante, Tcher? Ofuscante. Era engraçado, era. Mas lamento decepcionar-te, e ao Bombocas.

Antes de avançar, e só para informação dos ciber-arqueólogos do futuro: chegou a pensar-se, entre a ínclita malta ali no cabeçalho, que eu, este vosso humilde servo, é que era o Valupi... Pois juro-lhes que não, e dou-lhes parta isso uma prova rasteirinha: não sou do Sporting. Dou-lhes mais uma: não sou genial a tal ponto.

E aqui está, também, porque o VALUPI não é o PULIVA. Tinham (ele tinha) de ser genial. Já o são, caramba. Um e outro. Mas, a termos entre nós um supergénio capaz de ser VALUPI mais PULIVA, isso já se teria revelado mais cedo, e não esperado pela muito anódina chegada do BdE a este também tremendamente anódino Universo. Tentarei explicar.

Vasco Pulido Valente e Valupi são dois dotadíssimos pensadores e dois dotadíssimos estilistas. Não conheço nem um nem outro pessoalmente, nem há grandes esperanças de tal suceder. Mas distingo-os à légua. Tenho seguido de muito perto o percurso (perdoai o cliché) de ambos, longo já o de um, curto ainda o de outro. E não há nada, nem uma pintinha, de VPV en Valupi e nada, nem um cisquinho, de Valupi em VPV. Eles têm, decerto, em comum uma muito relativizante ideia de 'tudo isto', e sabem dizê-lo com uma nitidez e um encanto de forma que nos arrastam. Mas aí os caminhos separam-se para não mais se encontrarem. Vou simplificar: o Valupi é abordável, 'convencível', o VPV não o é (e nem por isso é mau, por isso mesmo é que ele é bom). O VPV é misantropo, descrente na humanidade até à menor unha do nosso pé, o Valupi é de entusiasmar-se com as minúsculas felicidades deste pobre mundo. O VPV é, literariamente, um clássico de ponta a ponta: descarnado, severo, com cintilações de madrepérola que, quer convencer-nos, ele se permite apesar de nós, nem de longe, as merecermos. O Valupi é uma dádiva de encantos, uma cornucópia esbanjada sobre os nossos desatentos colos.

Não, Bomba, não, Tcher: se VALUPI fosse PULIVA, eu iria começar, e agora seriamente, a pensar se eles dois não seriam, afinal, simplesmente, eu.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 6, 2005 10:20 AM


Ok, Fernando, vestiste a farpela de astuto examinador de estilos e mandaste a tua muito apreciada opinião, e, porque és mais velho que eu nesta casa e lhe conheces bem os cantos e a a história, registo-a, muito grato. Foi apenas um relâmpago, uma ideia, como aliás me dei ao trabalho de notar, e espero, se são realmente de duas personagens que estamos a tratar, não ter ofendido ou gravemente despido nenhuma delas das roupas que necessitam para os cenas politicas e jornalísticas que representam ou das qualidades que os fazem ter bastantes admiradores.

Mas deixa-me discordar de partes do teu ponto de vista. Não vejo essa diferença que tu vês na maneira em como ambos lidam com o resto As plataformas dum blogue e dum jornal são diferentes. Alem disso, a misantropia não é assim um mal que nos faça merecer cordas de penas capitais à volta dos pescoços. Vejo mais sacanice em certos sorrisos e emblemas que andam por ai. Politicamente, tanto o V como VPV são homens de direita sem papas na língua. Disso não tenho dúvida. E noto no primeiro, pois leio mais dele que do outro, um esforço nítido para não se deixar levar demais pelas labaredas das suas próprias convicções. Vejo plano e brilho na maneira como argumenta, e ainda mais numa arena de esquerda como esta. Será essa habilidade que te leva a dizer que ele é mais “convencível” que o VPV. Alem disso fechar a boca ou desistir não é sinal de que estamos convencidos ou derrotados. Pode também ser um preceito inteligente que não tem nada a ver com a nossa liberalidade em aceitarmos os pontos de vista do adversário.

Depois temos o caso do artigo do VPV a seguir à morte de A. Cunhal que tanto enfureceu a malta de esquerda aqui no blogue, mas não o Valupi. Nem me enfureceu a mim, diga-se de passagem, mas acredito que por razões diferentes. Pelo menos terás de concordar comigo que aquilo que os divide não é assim TÃO óbvio. E não acho que se precisa ser génio para iludir a rapaziada com dois estilos diferentes. Isto é rapaziada que sabe ler e escrever muito bem. Se os temos noutras variadas artes porque não poderiamos ter nesta? Quanto à enganadora coincidência, só o futuro dirá, não que isso venha melhorar muito a qualidade do produto político que anda a sair das nossas fábricas democráticas.

E oxalá que alguma coisa que aqui disse te vá causar agastamento. Assim já saberei que gostas de mim.

Publicado por: Bomba em outubro 6, 2005 03:34 PM

Bombas,

Ainda não é desta vez que saberás se gosto de ti. Mas que fiquei boquiaberto, estarrecido, com o que aqui disseste - confesso-o, a teus pés. Não só pela tua habilidade, mas também (ou mais) pelo que ela me produz, e que é um desvario, uma vertigem, na minha desgraçada mente. Sim, também eu começo a entrever que possa ser verdade. Que Valupi e Pulivá sejam um mesmo. Só tenho isso por curtos flashes (vai assim, ó britânico Bombas), mas é o que basta para me sentir desfalecer.

Depois recupero. E digo-me que o Valupi é um sujeito de 35 anos, por aí, empregado (e se calhar mal-empregado) num escritório lisboeta, que nos diverte, nos afaga, nos consome, nos indigna, nos desarranja e encavalita os sonhos (estarei a citar Almada?), e que se está a partir de riso ao ler-te e ao ler-me. E depois, pronto, lá vem o flash, mais outro.

De resto (e chamo-te a atenção para uma questão puramente formal), não se trataria de serem o polemista VPV e o nosso Valupi a mesma pessoa, senão que VPV se vestiria, vez por outra (e exclusivamente para nosso delíquio), de Valupi. A coisa dita assim até me pareceria mais apostável (não, descansa, não vou apostar). E teríamos a ver com um gozo muito pessoal, muito elaborado e (por Zeus) muito perverso, do professor conhecido historiador e ex-secretário de estado da Cultura. Não digo que era muita honra, nós aqui somos todos iguais. Mas, do ponto de vista cultural, digamos, era uma ganda bomba... desculpa esta.

Enfim, se a tua (preciosa, sim, e valente) intuição servisse para alguma coisa, era para nos lembrares que Valupi e VPV são mais coincidentes do que nos apeteceria pensar, ou, e mais vastamente (um dos advérbios-fétiche do Vasco), que podemos estar aqui a ser gozados por este e outros fulanos, celebrados na praça sob outra efígie. Lá se nos perde, também aqui, a inocência.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 6, 2005 05:07 PM

Não citei Almada, claro. Mas o Caeiro dos Rebanhos.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 6, 2005 05:11 PM

ALERTA VERMELHO

Ó Bombas, espero não estar a passar-me. Mas tu és o mesmo BOMBA dos comentários do post «Sabes muito», de hoje 6?

Ou é o Carvalho que já se passou? E, se até não, qual é, ou era, o teu blogue?

Publicado por: fernando venâncio em outubro 6, 2005 06:00 PM


O Dr VPV tem toda a razão. Os nossos politicos cosmopoliteiros arrasaram Lisboa.
Primeiro foi o Abecassis terramoto lento, depois foi o Soares filho trafulha, depois o Santana/Carmona faz que faz.
É triste concluir que Lisboa não merecia isto.

Publicado por: bento em outubro 6, 2005 06:08 PM

Ui! Ui!

O bombinhas escreve sob anonimato, por razões profissionais. Troca mimos com o Fernando Venâncio e o Valupi, por desporto já se vê. Agora que tentou mostrar a careca do Valupi corre o risco de ser desmascarado.

Publicado por: D. João e a Máscara em outubro 6, 2005 06:37 PM

Fernando,

Ainda bem que a cabeça te começa a esfriar, e logo a seguir a aquecer, e a voltar à mesma e no fim resignada a que poderei estar certo. Não é a intuição do século, mas é divertido brincarmos com esta ideia que também tem a virtude de acalmar os espíritos maléficos da intriga que pensam que este blogue anda a tramar algo contra eles.

E claro, sou o mesmo bomba que arranjou uma pega com um homem que para ser carvalho só lhe falta um U. E não me lembro de ter dito a ninguém que sou autor dum blogue. Se ele diz isso deve ter andado pelo Bairro Alto a perguntar às leontinas.

D. João e A Máscara,

Seja nem aparecido, Sr inpector. Eu não tentei descobrir a careca ao Valupi. Dei-lhe um conselho e mostrei-lhe as razões. Para seu bem. Cometi foi a grande indiscrição de não ter feito isso em privado. Agora já é tarde, entrámos em piloto automático, como diz o Tcher, e só nos resta esperar que ele nos diga alguma coisa sobre isto. Tenho a certeza que irá arranjar como alibi um post que escreveu à mesmíssima hora em que o VPV estava a receber o prémio do jornalista do ano. Tudo resolvido. E sim, também corro o risco de ser desmascarado. E tremo...

Publicado por: Bomba em outubro 6, 2005 11:17 PM

SÓ PARA A HISTÓRIA (e para ti, Bomba)

Podemos ter espantado a caça. Culpa nossa, claro.


Publicado por: fernando venâncio em outubro 9, 2005 07:04 AM

E que caça, Fernando. De faisão, pelo menos, porque lebres já ninguem gosta de levantá-las. Este silêncio terrível cheira-me a confirmação das minhas suspeitas brincalhonas, mas ainda é cedo para encomendar foguetes ou anunciar lutos. É o preço que temos de pagar se gostamos de alvoroçar verdades assustadiças. Parece que estou a vê-lo, sorumbático, a morder o cachimbo politicamente incorrecto, amigo das horas difíceis no seu retiro de fim-de-semana, longe da Lisboa intragável das ludovinas barulhentas. Não sei se o Valupi lerá estas linhas, mas, se as ler, que fique sabendo que considerarei a sua ausência definitiva uma perda irrecuperável para este blogue que, lembremos, o recebeu com Zé Mário, banda, tapete vermelho e ramalhete quando há uns meses atrás reapareceu depois de ter andado uns tempos na boa-vai-ela.

No seu lugar, voltaria, negava tudo como se fazia antigamente na Pide onde “portar-se bem” era essencial para aceder aos organismos dirigentes dos partidos “revolucionários”, e esticava o braço para dar um raspanete ao “bomba” que teve a ousadia de alargar as teorias da conspiração a esta tertúlia de fantasmas politicamente ainda mais ignorantes que as cabeças dos seus criadores. Espero ansioso, e acredito que virá despedir-se, como é da praxe num pais de “putas respeitosas”. Depois voltará envolto em tafetás diferentes para prosseguir a sua missão de educar as criancinhas e fazê-las amar o capitalismo com coração que enaltece com palavras portuguesas tão bonitas.

Publicado por: Bomba em outubro 9, 2005 10:23 AM

Quem te ouvisse, Bomba, julgaria que o conceito (e a denominação) de 'wishful thinking' teria estado até hoje no limbo, à espera de que tu, hoje, o bafejasses com a vida. Sim, bem gostarias de que fosse verdade: que Vasco Pulido Valente (de quem já só é correcto dizer, no mínimo, «Ele escreve bem, mas...») teria descido do Olimpo e vindo rastejar pelas sombrias câmaras de comentários do BdE.

Eu podia tirar-te de dúvidas de uma só vez (em todo o caso, começar a diminuir-tas), concedendo-te levantares uma pontinha do véu. Mas domino-me. Chegares lá por ti próprio há-de dar-te muito mais gozo, e aquela sensação divina de teres também um segredo, um pequenino rebuçado no bolso, que agarras com o infantil punho cerrado.

Percebe-me bem: eu não sei quem é o Valupi. Mas quero crer que, dispondo tu (tal como eu) dessa pontinha de véu, já terias feito o pior: vir brandi-la aqui vitorioso.

Desculpa que assim tenha que ser. É que, meu sacana, tu também te escondes, e sob várias capas. Tantas e tão diversas, que pode bem começar-se a supor tudo. E, nesse tudo, está o principal: que o famigerado Valupi fosse, afinal, criação das tuas entranhas.

Desculpa, mas também tu não és de confiar. E, se alguma lição tiro de tudo isto, da turbulenta hipótese que aqui lançaste, é que, nestas concretas circunstâncias, não pode confiar-se simplesmente em ninguém.

E sim: também desejo que Valupi reapareça.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 9, 2005 11:10 AM

Fernando,

Gostei muito do teu rebuçado, mas temos de desdramatizar esta conversa, senão daqui a pouco o Valupi vai pensar que somos uma cópia dos Thompson and Thompson das histórias do Hervé. Claro que acredito que tens certos segredos que não revelas a ninguem e que me arrumariam para o resto dos meus devaneios e suspeitas e eu, pelo meu lado, sei que não vale a pequena vasquizar esta questão, pois pulivas e marias temos muitos e muitas nesta terra. E não te sobressaltes com as minhas máscaras e ainda menos com as intenções. Não há perfídia política envolvida. Sou mais que de confiar. Sou puro como uma romã. O meu nome é O. Prudente, Óscar Prudente, antigo marinheiro nas caravelas do Gama financiadas com ouros templários oriundos de Jerusalem. Se precisares dum endereço internético para me fazeres perguntas insdiscretas, manifesta-te. Terei muito gosto.

Publicado por: Bomba em outubro 9, 2005 02:55 PM

Bombinhas,

Tens razão. Tu tens, é lixado, quase sempre razão. Sim, corremos o real risco de parecermos coincidir nos pontos de vista. Não é assim - mas o leitor de comentários é um cidadão apressado (e o de livros não menos, e o de artigos de opinião mais ainda).

Pareceríamos os Thompsons, dizes tu? Ó «Prudente», ó prudente «Óscar»! Percebo. Tentas enganar o restante pessoal, que não repara em ninharias, e que não se pergunta porque não falas antes nos Dupond e Dupont, como seria habitual entre nós... Mas, pronto, cada um preza as suas referências.

Quanto ao meu endereço electrónico (perdeste-o?), a malta do blogue_de_esquerda2@yahoo.com tem-no. Aqui mesmo dou explícita licença para que to facultarem.

Mas seria pena não continuarmos falando aqui. En attendant Valupi.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 9, 2005 06:28 PM

«Para que to facultem», «para to facultarem». Chama-se a isto phrase-boîte. Ou anacoluto.

É domingo. Dia de eleições. Tens 30 minutos para votar. Mas tu não votaste, claro.

Publicado por: fernando venâncio em outubro 9, 2005 06:31 PM

Parece-me que desta vez, Fernando, é que perdemos o Valupi para sempre. Ninguém lhe arranca sopro daqueles lábios. Já tentei lá em cima, na região dos Talibans, mas.. nada. Vou deixar passar mais uns dias e depois corto relações para sempre. A mim ninguém me faz uma destas.

E é verdade, não votei hoje, nem nunca.

Publicado por: Bomba em outubro 9, 2005 08:43 PM