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setembro 09, 2005

DINASTIA

Lanço aqui um desafio, que peço a outros blogues a gentileza de divulgar se assim entenderem: num discurso recente, Manuel Alegre fez algumas alusões à transformação do regime em função da suposta adulteração dos mecanismos de transmissão do poder. Regime democrático ou dinástico?
O desafio que proponho aos leitores consiste em identificar os casos de laços de parentesco na política. Por exemplo, um líder de uma distrital cujo filho seja deputado. Um governador civil cujo filho faça parte dos órgãos de um partido. Um presidente da câmara cuja mulher seja ministra. E assim sucessivamente.
Os dados deverão ser enviados para o email: paulogorjao@gmail.com.
Daqui a oito dias tornarei pública uma primeira listagem.

Isto parece-me um trabalho algo ingrato e complicado de fazer, mas pode ser que contribua para a transparência na política.

Publicado por Jorge Palinhos às setembro 9, 2005 03:35 PM

Comentários

Rio Maior:

Silvino Manuel Gomes Sequeira - Presidente da Câmara Municipal;
João Pedro de Aleluia Gomes Sequeira (filho do presidente) - Vereador em regime de permanência.

Publicado por: hmbf em setembro 9, 2005 04:49 PM

Interessante, mesmo muito interessante, estou desconfiado que irão aparecer vários.
Conte com a minha colaboração, caso eu venha a saber de algum.

Publicado por: pf em setembro 9, 2005 06:40 PM

Então, só para animar, aqui fica a transcrição dum post do Limite:
"O Grupo Portugal Telecom (PT) dá hoje emprego a dezenas de ex-políticos, autarcas e filhos de governantes. Os exemplos são inúmeros; Vamos ver?

*Teixeira dos Santos,recém-nomeado ministro das Finanças, é quadro da PT.
* Também a filha da ex-presidente da Câmara de Sintra, Edite Estrela, exerce funções no Grupo PT.
*o irmão de Pedro Santana Lopes é quadro da PT.
*o filho do Presidente da República Jorge Sampaio
*o filho do ex-primeiro-ministro, António Guterres
*o filho de Marcelo Rebelo de Sousa
*o filho de Otelo Saraiva de Carvalho, Sérgio Carvalho, é administrador na PT Sistemas de Informação.
Isto é só uma amostra, assim de repente. Portanto, acho que seria mais fácil enumerar os que não são filhos ou familiares de... (se os houver, coisa de que eu duvido; se não são filhos ou familiares, são, com certeza, compadres) porque enumerar os que são, nunca mais acaba: são quase todos...
Porque é que vocês pensam que isto está tão mau?

Publicado por: Biranta em setembro 9, 2005 07:44 PM


Estou convencido que o Palinhos deve ter metido este post no gozo. Do que é que este cantador de faadoo à americana, este peixe caralho de ria muito miudo, com links para coisas tão sérias como o Council on Foreign Relations ou opiniões políticas tão profundas como as que são assinadas pelo Henry Kissinger, anda a querer-nos convencer? De que há muito nepotismo, natural ou invertido, na política portuguesa? E quem irá, além de nós, ser informado destes hábitos doentios de passarmos para os filhos ou elevarmos aos pais ou estendermos aos manos os agradáveis privilégios da política? Por que é que ele não foca a sua curiosidade ou atenção nas grandes "famílias" de tubarões internacionais que nem sequer precisam de estar metidos na política para a influenciar fortemente a um nível muito mais largo que o da comarca de Alferragide? Será que precisa duma dica? Deixe-se disso, senhor Paulo, e convença o Alegre – homem muito mais batido na arte de embalar nabos, mas com o mesmo poder de convencimento - a fazer o mesmo. The only thing I can see in both of you is a perfect pair of duds.

Publicado por: Bombocas em setembro 9, 2005 09:50 PM

Parece-me infeliz que este blog se faça eco da iniciativa de Paulo Gorjão (basta ler o "Bloguítica" para termos algumas dúvidas sobre a intencionalidade deste apelo).
Até acho que já posso antecipar a conclusão de tudo isto: à excepção de Paulo Gorjão, Pacheco Pereira e alguns outros bloguistas de direita, os políticos são todos, e os jornalistas e bloguistas quase todos, irmãos, porque todos filhos da puta.

Publicado por: AM em setembro 9, 2005 10:54 PM

LOLOL

Publicado por: João Pedro da Costa em setembro 10, 2005 02:02 AM

que Deus perdoe às mães das filhas da puta

Uma vez ouvi alguém à porta duma casa de massagens num ataque de brejeirice barata acusar as funcionárias da referida casa comercial de serem umas "filhas da puta". Alguém devia avisar o jovem que é má política culpar as mães das senhoras dos seus eventuais maus hábitos.

É claro que é reprovável que pessoas usem relações familiares como trampolim político ao arrepio do mérito, mas é importante que os dois requisitos estejam presentes. Para pôr carimbos de "bastardo" já basta o Alberto João. Ou não?

Publicado por: Zero à Esquerda em setembro 10, 2005 03:15 AM

Big Brother?

Que interesse terá o Paulo em ter um ficheiro com os familiares dos políticos que estão envolvidos na política?

Será a criação duma nova central de informação?

Porque não interessará ao Paulo Gorjão investigar sobre as ligações perigosas entre ex-governantes e a banca e seguros, escritórios de advogados, jornais e jornalistas, empresas fornecedoras do estado, entradas tardias para a função pública e/ou empresas detidas por grandes grupo económicos, ou simplesmente não divulga a lista de pessoas a quem na vida já meteu uma cunha?

Pena que o BdE alinhe neste tipo de publicidade enganosa...

Eu, estou à vontade, pois nem conheço o Paulo Gorjão, nem estou habituado a fazer a figura que criticava aos informadores da polícia política.

Se o Paulo Gorjão quiser, pode abrir um 'blog' e pedir para lá inserirem os nomes de todos os compadrios que conhecem, mas afixando previamente o nome e o BI para se responsabilizarem sobre a denúncia, para depois ser remetida à PGR.

Publicado por: Teofilo M. em setembro 10, 2005 12:11 PM