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setembro 04, 2005

AND NOW FOR SOMETHING COMPLETELY DIFFERENT...

...o candidato presidencial do Bloco de Esquerda é... Francisco Louçã! Ah.

Publicado por Filipe Moura às setembro 4, 2005 11:39 PM

Comentários

Claro... previamente anunciado pelo companheiro, amigo, camarada Fernando Rosas! O mesmo Rosas que esteve bem presente, para o abraço partidário, no anúncio de candidatura de Mário Soares. O mesmo! E quando questionado sobre o facto (sabendo nós que o seu vínculo à "casa" Soares é longo, velho e académico...), ele sempre vai dizendo «São Rosas, senhores, são Rosas...»

Publicado por: Justo Erro em setembro 5, 2005 01:09 AM

A esquerda anda muito original nos candidatos às presidencias...

Publicado por: Rui Miguel Brás em setembro 5, 2005 01:20 AM

A esquerda anda muito original nos candidatos às presidencias...

Publicado por: Rui Miguel Brás em setembro 5, 2005 01:21 AM

Já a direita é de uma originalidade! Parece-me que o Cavaco se está a candidatar pela primeira vez...

Publicado por: Zé em setembro 5, 2005 01:44 AM

Sim, realmente, não é só a esquerda... é muito deprimente o panorama político actual, seja esquerdino ou destro

Publicado por: Rui Miguel Brás em setembro 5, 2005 02:04 AM

Não deixa de ser o único que não é repetente...

Publicado por: C ausasPerdidas em setembro 5, 2005 04:01 AM

Mas a restante esquerda não tem mais nada que fazer senão embirrar com o BE? Parece que passou a ser o principal objectivo político de certa esquerda. Aqui no BdE não perdem uma oportunidade...

Publicado por: JPT em setembro 5, 2005 10:12 AM

Caro JPT, tal não se deverá ao facto de o Bloco de Esquerda passar a vida a embirrar com tudo e todos, incluindo o PS, que, pelos vistos, na mente dos bloquistas, só é de Esquerda no momento das eleições? A não ser que o Bloco aspire a uma qualquer imunidade...

Publicado por: Aliás [F.A.M.] em setembro 5, 2005 10:19 AM

Por partes:
Se há partidos que não se revêem nos candidados que até agora apareceram não vejo o mal em proporem um outro. É natural que seja o seu líder, não? E numa primeira volta sempre é o modo de conseguirem tempo de antena para dizerem algumas coisas que de outro modo não chegariam a ser ouvidas. Normal.
Se me dizem que a esquerda assim se pulveriza, estou de acordo. Mas quando é que assim não foi? Sempre me lembra de ver a direita muito mais unida nestes momentos e a esquerda com esta tendência anárquica... Deve ser genético.
Como sou pessimista, tenho algum receio de que estas candidaturas variadas contra uma única do Cavaco, lhe dê a vitória à primeira. Isso terá de ser muito bem avaliado. Porque se assim for os tais "tempos de antena" não servem para nada.
Quanto ao Bloco: Não sou bloquista. Tenho a confortável posição de completamente independente na área da esquerda. Mas acho que as críticas do Bloco ao PS são exactamente em relação às medidas que de socialistas têm muito pouco. E dá para pensar que se agora "é moda" bater no Bloco, afinal ele tem mais importância do que alguns julgavam. Só pode ser.

Publicado por: L.G. em setembro 5, 2005 11:38 AM

Eu diria antes que o Bloco tem muita visibilidade mediática, excessiva se a compararamos, p.ex., à do PCP, que, muitas vezes, propõe exactamente as mesmas coisas. Só que na boca do BE elas parecem boas, e nas do PC, "cassete". Mas isso são contas de outro rosário. Quanto a Cavaco, sincera e infelizmente, acho que, a apresentar-se, ganha. Se é à primeira ou à segunda volta, parece-me indiferente.

Publicado por: Aliás [F.A.M.] em setembro 5, 2005 11:58 AM

Mas aqui alguém acredita de verdade que Francisco Louçã vai mesmo até ao fim com a sua candidatura presidencial?
Quando chegar a devida altura ele vai desistir a favor do avozinho Mário Soares. É sempre assim!
Ele não vai querer ser responsabilizado pela divisão da esquerda, tal como fez o Manuel Alegre.
Mas vamos esperar pelo "momento da verdade"!

Publicado por: Supermarine Spitfire em setembro 5, 2005 12:13 PM

Por partes:
(1) A candidatura de Mário Soares é tão "contra natura" como as candidaturas de Jerónimo ou Louçã.
(2) sendo a candidatura à presidência, apartidária, não se compreende que só apareçam candidaturas "partidárias". Pior se são os próprios lideres dos partidos a assumir a candidatura.
Isso demonstra o estado de "decomposição" social das estruturas partidárias e a falaciosidade das suas ideias, a começar pela "ideia" que têm da sua "utilidade" democrática.
Tal como a generalidade das instituições da nossa sociedade, também os partidos perderam de vista a sua "utilidade" para a sociedade e para a democracia. Tal como a generalidade das instituições, também os partidos passaram a "justificar-se a si próprios" sem terem em conta que o seu valor advém do seu "papel" para a resolução dos problemas da sociedade (onde não têm, não assumem, qualquer papel).
Na verdade todos os partidos têm tentações egocêntricas e totalitárias e, por isso, o seu sectarismo exacerbado, que conduz a estas situações caricatas.
No fundo no fundo, são todos iguais e lutam pelos mesmos objectivos: impedir a democracia e a resolução dos problemas da sociedade. Para eles está bem assim, assim é que eles são "importantes" e têm "protagonismo", que é como quem diz: o tacho garantido. Se houvesse democracia e fosse tida em conta a vontade e opinião da população, estes líderes (que não lideram coisa alguma) acabariam por desaparecer, por incapacidade para se adaptarem.
Esse é o nosso verdadeiro drama: a falta de qualidade e de capacidade dos lideres.
Eu, como sempre, estou com a maioria: abstenho-me (se não aparecer algum candidato diferente em quem valha a pena votar). A vitória da abstenção está garantida e a culpa é dos políticos. Por isso não tenho que me preocupar com "os resultados"., Esse facto é uma derrota estrondosa para os políticos, que eles terão de engolir, algum dia, para que os nossos problemas possam ser resolvidos...
Quanto aos ataques do BE ao PS e vice-versa, certamente que o BE tem razão em muitas coisas que diz, mas de conversa e boas intenções está o inferno cheio. No que se refere aos actos e ao essencial, o BE também não faz a diferença. Mas as críticas, dos partidos, uns aos outros, já passaram a fazer parte do folclore, da palhaçada.
Garanto que, se eu entrasse nalguma dessas discussões, estariam todos contra mim, a apoiar-se uns aos outros... o que seria um excelente sinal, clarificavam-se as coisas...

Publicado por: Biranta em setembro 5, 2005 02:00 PM

Nem era para comentar mas .....

Biranta, a abstenção é realmente a melhor coisa a fazer, para alguém que pensa como tu. Já reparaste a contradição do que dizes?
"não se compreende que só apareçam candidaturas "partidárias"."

É nornal. Se a sociedade civil, que somos todos nós, tu incluido, se abstem de participar numa coisa tão básica como votar, como há-de ser potenciadora de candidaturas. Eu acho muita piada aos que dizem que isto está mal e que o país é uma merda e depois vai-se a ver, não são capazes de mexer uma palha para mudar as coisas.

Não vou entrar na discussão sobre a utilidade ou não do voto nulo como voto de protesto, mas aconcelhava-te a ler algo sobre isso.

Olha, podes sempre ajudar o vocalista dos Ena Pá 2000 a recolher as 10.000 assinaturas necessárias para se candidatar. Seria uma alternativa ao estado das coisas.

Publicado por: Daniel Arruda em setembro 5, 2005 04:22 PM