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setembro 02, 2005

E DEPOIS DA CATÁSTROFE NATURAL...

Se houvesse manteiga, seria necessário isto?

Publicado por Jorge Palinhos às setembro 2, 2005 02:55 PM

Comentários

Se nos U.S.A., houvesse um palinhos, um louçã, um apache (jerónimo)ou outros esquerdalhos quisquer, tenho a certeza que estava já tudo bem.

Publicado por: Zé da Quita em setembro 2, 2005 07:08 PM

Amigo Zé quita, tem quase razão, porque se tais espécies existissem nos USA, provavelmente nem sequer catástrofes haveria. Mas diz-se "tenho a certeza de que". Até nos comentários moralmente baixos deve haver ortografia.

Publicado por: escrevinhador em setembro 2, 2005 09:10 PM

São os melhores comentários que as abéculas da direita conseguem fazer ao drama do povo de Nova Orleães?
Nas vossas cabecitas não cabe a comparação óbvia
entre a rapidez com que se colocam milhares de soldados para fazer uma guerra a milhares de quilómetros de distância e a capacidade de mobilizar meios para socorrer o próprio povo?

No mínimo, a situação demonstra que não são só os povos do ultramar que sofrem com o desvio do investimento em meios de apoio à vida para os recursos guerreiros: o governo imperialista saqueia no estrangeiro depois de roubar o povo da metrópole. Como portugueses tinham a obrigação de saber isso.

É por isso que anti-imperialista e anti-americano são coisas diferentes. Perceberam totós?

Só para chatear: há muitos vermelhos nos states e nem todos são índios.

Publicado por: CausasPerdidas em setembro 3, 2005 01:58 AM

Hoje a CNN ja veio louvar as qualidades de lideranca do presidente e mostrou-nos umas quinhentas vezes o presidente Bush a abracar duas criancas africanas.

Aqui no Texas a NRA declarou que os disturbios de New Orleans sao a prova de todos nos devemos armar. Assim, quando houver catastrofes, nao sao so "os maus" (no original "the bad guys") que tem armas.

Ainda bem que os europeus nao fazem a mais pequena ideia do que e o "Deep South" onde se criou o presidente Bush! Senao ninguem dormia...

Publicado por: Filipe Castro em setembro 3, 2005 03:52 AM

So mais um comentario (para o sr. Ze da Quita): aqui os portugueses nao sao considerados brancos, e os catolicos nao sao considerados cristaos. E eu adorava ver os entusiastas da administracao Bush (como o Pacheco Pereira), a conversarem aqui com os neo-cons...

Um amigo meu contou-me que um amigo do pai dele foi à Alemanha Nazi numa visita oficial da Mocidade Portuguesa, ou do Instituto Superior Técnico, já não sei. O primeiro dia deste grupo de jovens lusitanos foi inesquecível. A grandeza dos estádios, a beleza das universidades, o idealismo dos jovens, a simpatia de todos, a euforia geral, etc. À noite, depois de um jantar delicioso na companhia de um grupo de jovens inteligentes, bonitos e elegantes, os nossos compatriotas foram acompanhados até aos dormitórios. À porta, depois das combinações relativas ao dia seguinte, os anfitriões aconselharam os portugueses a fecharem a porta à chave porque “a malta ia beber umas cervejas, e como eles eram baixinhos e escuros era melhor não se exporem porque podiam ser mortos.”

Publicado por: Filipe Castro em setembro 3, 2005 03:57 AM

A Katrina que vá buscar um vestido azul, para se converter definitivamente na Mónica Lewinsky do Pequeno Símio Presidencial.
Graças a deus que quando alguma coisa corre mal na obstinação
(a ignorância é sempre arrogante)
lá estarão o paizinho Bush e o padrasto Clinton, para mandar chamar a correr.
Please,
help me.
O Katrina teve uma espantosa virtude: pôs a nu a América pobre e muito pobre,
a que não anda de gravatas vermelhas e fatos azuis escuros,
não especula na Bolsa,
não habita East Upper Side,
e que,
curiosamente,
se assemelha muito a todas aquelas partes e povos do Mundo que a Administração Ultra-Reaccionária Americana trata abaixo de cão.
Esse cavalheiro,
tão crente,
e que termina os seus discursos com o farisaico "God bless America",
deveria estar agora radiante:
Dieu,
finalement,
a blessé l'Amérique.

Publicado por: Arrebenta em setembro 3, 2005 01:59 PM

Que a América não é uma ilha de perfeição no Oceano da imperfeição humana, já sabemos. Igualmente não é uma ilha de diabos e mentecaptos no Oceano da perfeição idílica do resto da humanidade. Será que, em Portugal, não se consegue falar dos EUA com normalidade, sem cair nestes extremismos? Já agora, parece que há gente na Esquerda que se sente ofendida quando alguém lhes chama "estalinistas" (ou afins), mas não tem pejo nenhum em chamar aos outros "nazis". É isto a propalada solidariedade e defesa dos direitos humanos? Cego é quem não quer ver...

Publicado por: escrevinhador em setembro 3, 2005 07:55 PM