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agosto 24, 2005

MATEM-NO, EM NOME DE DEUS!

O influente telepregador Pat Robertson, fundador da Christian Coalition of America, advogou publicamente o assassínio do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
"You know, I don't know about this doctrine of assassination, but if he thinks we're trying to assassinate him, I think that we really ought to go ahead and do it"; "It's a whole lot cheaper than starting a war ... and I don't think any oil shipments will stop."
Não vá o Mafarrico venezuelano continuar a servir de "rampa de lançamento da infiltração comunista e do extremismo muçulmano". Ou antes que se acabe o bendito petróleo. No estilo da caridade cristã, deve ser difícil achar melhor. Leiam, senão não acreditam.

Publicado por Luis Rainha às agosto 24, 2005 02:53 PM

Comentários

Verdade, Luís. Mas Pat Robertson é um defensor de muitos dos valores do extremismo islâmico (como qualquer bom extremista religioso), e já tem tomado publicamente posições a favor da CAIR, caso estejas distraido. De resto, as suas posições de extremista não diferem muito dos que defendem o assassínio de Bush, excepto no objecto do seu ódio, não é? Afinal, os maluquinhos são todos iguais...
Na minha opinião Chavéz não passa de um populista de baixa categoria, mas apesar disso, tendo sido democraticamente eleito, tem toda a legitimidade para governar para todos os venezuelanos. O que, claro, não excluí o direito de venezuelanos protestarem contra o seu governo...

Publicado por: Pedro Oliveira em agosto 24, 2005 04:36 PM

Mais um título bombástico, de mau-gosto, dúbio, quase um apelo ao assassinato…e um texto onde se põe a tónica no religioso, escamoteando a dimensão civil do Pat Robertson.

É que Pat Robertson foi pré-candidato republicano às eleições presidenciais de 1998, é apresentador de programas evangélicos na TV americana, nomeadamente do seu programa The 700 Club - que segundo seu site na internet tem audiência de cerca de 1 milhão de telespectadores diariamente e é a figura máxima da tal coligação de fundamentalistas cristãos a que Bush aderiu e que lhe garantiu a re-eleição.

Mas não foi à dimensão civil do Pat Robertson que o LR resolveu dar importância. Percebe-se...

Publicado por: Luís Simões em agosto 24, 2005 04:50 PM

Uma nota: a ICAR (como alguns gostam de se referir à Igreja Católica Apostólica Romana) não é para aqui chamada. Robertson é evangélico e muitas vezes tem atacado o Vaticano, como por exemplo na defesa deste pela paz no Iraque, em detrimento da guerra, que o senhor Robertson defende com unhas e dentes, mas sem lá pôr o corpinho... Que também há fundamentalistas entre católicos, não o nego. Como os há noutras religiões. Ou em forças políticas, como no CDS-PP ou no Bloco de Esquerda. E no PSD, PS e PCP... E entre os ateus, pois claro.

Publicado por: Marujo em agosto 24, 2005 05:11 PM

Se calhar, a tal dimensão "civil" de Robertson não tem muito a ver com isto. A invectiva em questão foi proferida no programa "700 Club", descrito assim no site da Christian Broadcasting Network, que o emite: "The 700 Club is a mix of news and commentary, interviews, feature stories, and Christian ministry". Não se trata de um político com soltura verbal, à imagem do Alberto João; trata-se sim de uma figura religiosa que intervém frequentemente no mundo da política.

Publicado por: LR em agosto 24, 2005 05:35 PM

LR, este é um caso em que a dimensão religiosa e a dimensão civil se cruzam e se diluem uma na outra, dadas as circunstâncias actuais da América: por exemplo, ambos, Robertson e Bush, são republicanos e são... evangélicos, igualmente militantes ferrenhos nas duas esferas de actividade. Aliás, quando um «religioso» célebre faz declarações tão eminentemente políticas como esta de preconizar o assassínio de um chefe de Estado estrangeiro democraticamente eleito, está a agir na esfera civil e não na religiosa. Lá porque se trata do «populista de baixa categoria» Chávez (por que será que os idiotas da «esquerda» não gostam de Chávez nem de Castro?), não sejamos ingénuos a ponto de remetermos esta posição política de um ultra republicano para a dimensão religiosa.

Publicado por: jm em agosto 24, 2005 06:13 PM

Mas confirma que ele o Pat Robertson foi pré-candidato presidencial há sete anos, que é republicano, que é apresentador de programas evangélicos – apresentador e nem sequer ministro evangélico. E desde quando é que um apresentador televisivo – mesmo sendo o fundador da coligação cristã - é uma “figura religiosa”?

Por acaso não será o Bush o melhor porta-voz da dita coligação? Então porque é que o trata como político e não como “figura religiosa”?

Deixe de brincar às guerras de religiões. Eu sei que dá jeito a quem preconiza as lutas dos “bons” contra os “maus”.

Mas temos que ser nós, os oponentes destas guerras imperialistas (ou estarei a cometer uma gaffe ao incluir nestes "nós" o LR?), a fazer nossas as agendas dos outros? A dar assim credibilidade e publicidade de borla à agenda do “inimigo”?

Publicado por: Luís Simões em agosto 24, 2005 06:16 PM

Jm,
A questão é simples: se Robertson não tivesse a tal componente religiosa, quem lhe ligaria nos dias que correm? Saberíamos sequer deste disparate?
Claro que ele está a agir na esfera "civil" (tal como quando um mullah pede mortes de ocidentais...); mas sem a esfera religiosa, tal apelo não teria qualquer eco.

Publicado por: LR em agosto 24, 2005 06:19 PM

Sem mais comentários, e porque me equivoquei ao chamar a este passarão "presentador de programas de televisão", eis tirado do site www.patrobertson.com a biografia (resumida) do fulano:

"Pat Robertson é fundador e director da CBN Inc. (Christian Bradcasting Network), fundador da International Family Entertainment Inc., da Regent University, da Operation Blessing International Relief and Development Corporatios, American Center for Law and Justice, o Flying Hospital, Inc. E doutras organizações e entidades emissoras (“ several other organizations and broadcast entities”).

Fundada em 1960, CBN foi a primeira televisão cristã que se estabeleceu nos USA. Hoje a CBN é uma das maiores televisões do mundo e produz programas que são vistos em 200 nações em 70 línguas, incluindo o russo, árabe, espanhol, francês e chinês.

O programa de cartaz da CBN, o 700 Club, que é apresentado por Par Robertson, é um dos mais antigos shows religiosos e é visto diariamente por um milhão de americanos.

Operation Blessing International Relief and Development Corporation, fundada por Mr. Robertson in 1978, é uma organização humanitária para “ mostrar o amor de Deus ao aliviar o sofrimento humano nos Usa e à volta do mundo“.

Diz ainda que a OBI “tocou as vidas de mais de 175 milhões de pessoas em 96 países e nos 50 Estados dos USA, distribuindo mais de $750 milhões em géneros”, implementando programas “contra a fome, ajuda médica, alívio nas calamidades e desenvolvimento comunitário”
Robertson foi o fundador e director da International Family Entertainment Inc. (IFE) em 1990,. A IFE produz e distribui programas de entretimento e informação para as famílias em todo o mundo. O seu negócio principal é o Family Channel, um canal de TV por cabo com 63 milhões de subscritores nos USA A IFE, que estava cotada no New York Stock Exchange, foi vendida em 1997 à Fox Kids Worldwide, Inc. por $1.9 bilião. A Disney aadquiriu o Fox Family Channel em 2001 e chamou-lhe ABC Family.

Localizada em Virginia Beach, Va., Regent University foi fundada em 1977 por Robertson, que serviu como presidente e chanceler. Regent ié uma universidade que oferece graduações em negócios, comunicação, artes, divindade (divinity), educação, governo, direito, liderança, psicologia e aconselhamento. Regent University foi reconhecida pela Commission on Colleges of the Southern Association of Colleges and Schools para ministrar os graus de bacharelato, mestrado e doutorado e tem 3.000 alunos inscritos. Em adição ao seu campus principal em Virginia Beach, Regent tem um Graduate Center in Northern Virginia/D.C. e oferece programas online via o seu Worldwide Campus.

Robertson é o fundador e presidente da American Center for Law and Justice (ACLJ), uma firma de advogados que defende os direitos das pessoas de fé e que se focam em causas em todo o país pro-familia, pro-liberdade e pro-vida.

Marion Gordon "Pat" Robertson nasceu em, 1930, in Lexington, Virginia, o seu pai serviu durante 34 anos na U.S. House of Representatives e Senate. Robertson partilha a geneologia de Winston Churchill.

Robertson entrou na Washington and Lee University em 1946. Em 1948 alistou-se nos U.S. Marine Corps Reserve. Depois de se graduar Bachelor of Arts na Washington and Lee em 1950, Robertson serviu na First Marine Division em combate na Korea. Robertson recebeu o grau de doutor da Yale University Law School em 1955 e um grau de master of divinity do New York Theological Seminary in 1959.

Em Novembro de 1959 Robertson deixou New York , foi para Tidewater, Virginia, e comprou a estação de televisão falida UHF em Portsmouth. Formou a CBN em 1960 que começou a emitir em 1961.

Robertson é o autor de 15 livros que incluem: "The Ten Offenses," "Bring It On," "Six Steps To Revival," "The Turning Tide," "The New Millennium," "The New World Order," "The End of the Age", "The Secret Kingdom", "Answers to 100 of Life's Most Probing Questions".

Em 1992, Robertson foi seleccionado pela Newsweek magazine como um dos 100 da Elite Cultural da America.

Em reconhecimento do seu apoio a Israel, Robertson recebeu o prémio de Defender of Israel em 1994 e em 2002, foi galardoado com The State of Israel Friendship Award pelo Chicago chapter of the Zionist Organization of America.

Robertson foi presidente do Council on National Policy. Em 1982 serviu na Task Force on Victims of Crime do Presidente Ronald Reagan.

Actualmente é membro do Board of the Virginia Economic Development Partnership, e préviamente serviu no Council of Economic Advisors do Governor do Estado da Virginia."

Eis a curiosa biografia duma personalidade "religiosa"...

Publicado por: Luís Simões em agosto 24, 2005 08:58 PM

De qualquer modo, esse senhor já pediu desculpas publicamente, e retirou o que disse.

Publicado por: Pedro Oliveira em agosto 24, 2005 11:19 PM

Se o Hugo Chávez é apenas um "populista de baixa categoria" por que estão as vozes da razão estadunidenses preocupadas com a criatura? Será que a Venezuela tem "armas de destruição maciça"? Será por ter trocado petróleo por médicos com o Fidel Castro?

Independemente da simpatia que nutro pelo homenageado com a caritativa sentença de morte cristã lá dos "states", que dizer dos seus "democráticos" opositores que fizeram o golpe de Estado e mais aquela operação de denegrição televisiva montada com a colaboração da CIA? (Só por coisas: lembram-se da isenção dos nossos "jornalistas"?)

Ou será, meus caros amigos da "esquerda", que o homem mesmo sendo "populista" (bonapartista, sabem o que isso é?) só é "mau" porque tem apoiado e fomentado (de forma contraditória e às vezes desastrada, é verdade) algumas reivindicações das massas populares mais pobres e desde sempre obrigadas à miséria mais abjecta pelos políticos encartados e pelos donos das SIC lá da Venezuela?

Qual é a surpresa do pastor dizer publicamente às suas ovelhas que quer abater o Hugo Chávez? Em que mundo vivem vocês, não sabem que nos tempos que correm a televisão e a guerra são os principais meios de fazer política? Quando se tem antenas e exército para isso...
Alguém acredita no desmentido?

Há algum tempo vi na TV uma portuguesa emigrante, "formada em ciências políticas" (por isso, uma "fonte credível")que, revoltada, acusava o Chávez de "olhar quase só para as partes mais baixas da população". Bem...

De um tipo que coloca médicos nos bairros populares (onde eles nunca foram) e que constrói casas para os pobres (como jamais ocorreu naquele país - não se trata de propaganda, são dados objectivos) podem chamar-lhe "populista" e resolver a questão dentro do esquema mental rasteiro e levezinho tão ao gosto do novo jornalismo de etiqueta(s). A análise até pode satisfazer alguns elementos da esquerda satisfeita (os da direita continuarão preocupados com a "ameaça comunista"), eu prefiro analisar com atenção o desenrolar do processo, ver qual o grau de intervenção das massas populares e a profundidade das transformações sociais.
De qualquer forma e qualquer que seja o valor de uma liderança, a emancipação do rebaixado só pode ser obra dele próprio; caso contrário, não há emancipação, há tutela. Na Venezuela "há muitas mulheres lindas", mas nem todas querem ser misses.

Claro, a discussão só podia acabar na comparação de fundamentalismos... um pouco como andarem a comparar as pilinhas.
Divirtam-se e não acreditem em tudo o que dá na TV.

Publicado por: CausasPerdidas em agosto 25, 2005 01:37 AM

E só porque se é diferente e não concordamos deve matar-se?

Publicado por: Mar Adentro em agosto 25, 2005 01:46 AM

Nâo existe absulotamente nada a faser:que se chame cristo, moises, mahomet,todos sairam direitos d'um grupo que o objetivo éra transformar o homem a sua mais simples animaleria! Donde ele nâo devia ter jamais saido.Tres religiôes que lucram com uma tal vergonha.. creio nâo haver outro planeta. Um tal Pedro Oliveira,ele ja pediu desculpas,mahomet sem saber ler nem escrever,casou-se com uma menina de 6 anos,hoje éra considerado pedofilista. Os stats, sâo o que mais estranho existe no planeta com os seus predicatores,e os seus crentes;nunca viste?É pena, as suas leis, éssas em começar pela famosa constituiçâo,nâo deixa alguma duvida

Publicado por: manny em agosto 25, 2005 01:47 AM

ASSASSINEN-NO

Publicado por: raul em agosto 25, 2005 05:26 AM

Caro Luís Simões, acho essa iniciativa na defesa de uma não religiosidade de Robertson notável. O seu próprio trabalhinho de ir recolher essa informação deveria dissipar as suas dúvidas: em quase tudo quanto é organização em que se meteu está uma palavra como "Blessing", "Christian", etc. Além disso, dizer que ele nada tem a ver, na sua actividade pública, com a religião, seria o mesmo que dizer que o Hamas tem a sua organização e só por acaso é que é islâmico. O pensamento norteador das vidas tanto de Robertson como dos fanáticos do Hamas é mesmo a religião e é por esta que eles se fazem notar.

Quanto a Bush, a única razão porque ele não é reconhecido como um líder religioso é porque ele terá a sua religião e usa-se dela para os seus propósitos políticos além de a usar para construir a sua política. Não fosse ele presidente e se calhar seria uma figura smelhante a Robertson. Vamos a ver quando sair da Casa Branca, às tantas é no que se ocnverte.

Publicado por: João André em agosto 25, 2005 08:42 AM

Subject: [colegio-militar] Grave crise atravessa o nosso Colégio

Caros amigos, agradeço que leiam com muita atenção todo o email que com
muita tristeza vos escrevo. Nunca pensei alguma vez na minha vida estar
a passar por tudo isto. Como vos disse fui à reunião com AAACM em
representação do nosso curso (90/98) no passado dia 18 de Junho no CM.

Este /email/ consta de 3 pontos.

1. A reunião serviu para elucidar todos os sócios das actividades da
associação, fazer um ponto da situação do nosso colégio e lançar algumas
iniciativas. Agradeço que todos, sem excepção se registem no site da
associação (http://www.aaacm.pt/>www.aaacm.pt) , na área privada e
forneçam os vossos dados para que sejam facilmente informados de todas
as actividades. Devo dizer que o site está bastante bem elaborado, é
possível pesquisar todos os ex- alunos desde o início do colégio. Tenho
também em minha posse um CD com o conteúdo da reunião que eu depois
levo para o próximo jantar de curso. Em suma, fiquei bastante bem
impressionado com a nova direcção da AAACM, Gen Garcia Leandro.

2. Este ano só concorreram 40 candidatos, sendo que a maioria para o 2º
e 3º ano. Corremos o sério risco de extinção do nosso colégio, não por
vontade política ou razões económicas mas por falta de candidatos. Como
sabem o ano passado concorreram 60 este ano 40 e como será para o ano?
Está na hora de todos nós passarmos à acção e não ficarmos de braços
cruzados em casa a ler este email e a lamentarmo-nos todos. Vamos agir,
o nosso colégio precisa da nossa ajuda. Podemos ajudar do seguinte modo:

Vamos lançar uma campanha um ex-aluno um candidato. Todos nós certamente
conhecemos amigos ou familiares que têm filhos em idade de ir para o
colégio. A AAACM lançou uma iniciativa de visita de escolas e sábados
abertos. As visitas das escolas consistem em dias previamente combinados
entre determinada escola e o CM onde os alunos visitam as nossas
instalações, montam a cavalo, assistem a aulas, fazem ginástica, etc.
Isto já começou a ser feito. Os sábados abertos, são dias abertos onde
qualquer criança acompanhada pelos seus pais pode visitar o CM,
devidamente acompanhada por ex-alunos, actuais alunos, graduados,
professores e oficiais. É precisamente neste ponto que podemos ajudar.
Vamos trazer os filhos dos nossos amigos, ou os nossos próprios filhos,
se for esse o caso, a um sábado e vamos nós próprios mostrar a nossa tão
amada casa que nos viu crescer. Embora esta não seja uma metodologia
para longo prazo, julgo que se cada um de nós trouxer 1 miúdo ao CM
certamente conseguiremos aumentar o número de candidatos de 40 para
muitas dezenas. Será uma espécie de pesca à linha. Daí eu ter chamado
esta campanha de um ex-aluno um candidato.

3. Divulguem o conteúdo deste email para todos os ex-alunos de outros
cursos, assim facilmente se espalhará esta iniciativa, UM EX ALUNO UM
CANDIDATO.

Por favor vamos todos ajudar, o Colégio está a chamar por nós assim como
o fez quando tínhamos 10 anos.

Um forte abraço colegial para todos

Publicado por: Raposo em agosto 25, 2005 09:36 AM

João André

Lembro-lhe que eu comecei por fazer o reparo ao post do LR “Mas não foi à dimensão civil do Pat Robertson que o LR resolveu dar importância. Percebe-se...”.

Insisti depois no político ao replicar-lhe que o Robertson “foi pré-candidato presidencial há sete anos, que é republicano, que é apresentador de programas evangélicos – apresentador e nem sequer ministro evangélico. E desde quando é que um apresentador televisivo – mesmo sendo o fundador da coligação cristã - é uma “figura religiosa”.

Desta minha insistência em dar relevo ao Robertson civil (ou político, como queira), cuidadosa e insistentemente escamoteado pelo LR, o João André conclui que é uma “iniciativa na defesa de uma não religiosidade de Robertson”? O mínimo que lhe posso dizer é que a sua análise é… fraquinha e que na sua ânsia de defender a leitura maniqueísta do LR, ultrapassa-o quando escreve “O pensamento norteador das vidas tanto de Robertson como dos fanáticos do Hamas é mesmo a religião e é por esta que eles se fazem notar”.

Concluo que tanto o João André como o LR têm a mesma leitura das coisas e da vida que têm Bush, Robertson e Companhia. Dum lado estamos nós, os “bons”, do outro lado estão os outros, os “maus” e ao maralhal só compete decidir se estão com uns ou com os outros e lutar sob as suas ordens...

Esquecem-se (o João André e o LR) que tudo é político, esquecem-se que uma patifaria é uma patifaria, que um apelo ao linchamento é um apelo ao linchamento e que um projecto de poder requer uma ideologia (e os seus trombeteiros) para angariar a adesão das massas populares.

Nem mesmo a biografia oficial do Robertson levou o João André a reflectir. Por exemplo não lhe lembrou nada os títulos dalguns livros, por exemplo, "Bring it on", "The New World Order", "The End of Age"? Lembra-se quando e em que circunstâncias o Bush utilizou por exemplo a frase “Bring it on”? E a frase "The New World Order" também nada lhe diz?

Há alguns séculos atrás, nas caravelas, além dos guerreiros iam também os padres e os frades para alastrar "a fé e o império". Agora, juntamente com os guerreiros seguem para o terreno das operações algumas ONG's e o master fica no fofinho do condomínio e basta-lhe ir todas as noites à TV fazer a sua pregação. Agora, como antes - melhor, como sempre - as pregações e os pregadores são um instrumento ao serviço da fé e do império. E os "maus" de ontem - os índios, por exemplo - são os "maus" de hoje: umas vezes os "sérvios", outras os "palestinianos", outras os "iraquianos", outras os "chavistas" sempre os "castristas" e em geral todos os "comunistas". Não tardará muito para os "lulistas" entrarem no catálogo, desconfio...

Publicado por: Luís Simões em agosto 25, 2005 10:39 AM

Caro Luís Simões:

acho que está a reflectir demasiado sobre o que o João André e o Luís Rainha pensam que aquilo que o Pat Robertson ou o George Bush pensarão. Quanto a mim (não falo pelo Luís, como é bom de ver), posso dizer que se acha a minha análise fraquinha e diz que eu concordo com a visão de bons e maus e colocar-me no mesmo cabaz que Robertson e Bush, nesse caso temos aqui um problema: ou a minha explicação foi, essa sim, fraquíssima, ou então a sua capacidade de análise é absolutamente inexistente. Quero acreditar na primeira hipótese.

Em todo o caso, e para minha defesa, vou citar uma passagem que já o Luís citou: "O pensamento norteador das vidas tanto de Robertson como dos fanáticos do Hamas é mesmo a religião e é por esta que eles se fazem notar". Notou ali um adjectivo? A parte dos "fanáticos"? E note que se aparenta ser uma frase destinada a chamar Robertson e Bush de fanáticos (que até acho que o serão, especialmente o primeiro), a intenção é explicar a influ~encia da religião nas suas vidas e nos seus actos. Inclusivamente, e especialmente, os públicos e políticos.

É que a grande questão aqui está precisamente na esfera pública de Robertson - deixemos Bush de lado por um pouco. O problema surge quando ele transmite as suas crenças - fanatizadas - à custa dos seus cargos políticos. por alguma razão a maioria dos países apresentam uma separação constitucional entre Estado e Religião. Robertson não tem feito essa distinção ao longo dos anos. Para ele, os actos públicos devem ser norteados pela sua - e de mais ninguém - religião. Por isso é de apontar o dedo à sua crença religiosa. Isto porque, se a declaração saísse da boca de, por exemplo, John McCain, essa situação não se colocaria, pura e simplesmente porque este não é conotado com a religião. Claro que também por isso (mas não só), John McCain não o diria, mesmo que o pensasse.

Três notas finais: repare na frase "a launching pad for communist infiltration and Muslim extremism" sobre a Venezuale da Chavez. Deixemos o comunismo de lado, uma vez que é uma obsessão - quase um desporto - nacional americana. Fiquemo-nos com a parte do extremismo muçulmano. Acredita que a Venezuela o seja? E mesmo que o seja, acha que é por isso que se deve matar um líder de um país? Ainda não o vi a rejeitar tal ideia, será que a defende? Ainda não viu que, se não fossem as suas posições religiosas, ele não o diria assim?

Outro ponto tem a ver com a sua insistência na sua candidatura à presidência. Não tem grande relevância, uma vez que surgem sempre muitos candidatos ao cargo, muitos deles apenas para podderem agregar forças à sua volta. Outras vezes para marcar posição. Não me admiraria que a sua candidatura tivesse sido apenas uma forma de dar voz a posições mais radicais e assim abrir espaço para figuras como Bush apresentarem visões incómodas que, de outra forma, seriam possivelmente ainda mais polémicas. E quanto a ter sido candidato, não vai esquecer a dimensão religiosa de Jesse Jackson só porque já se candidatou às primárias americanas pelo Partido Democrata, pois não?

Última nota: homem, esclareça esses seus últimos três parágrafos que estão uma confusão total. É que para gente como eu, com capacidades de análise fraquinhas, as coisas têm que ser explicadas muito cuidadosamente. É como às crianças e, sei lá, ao Bush.

Publicado por: João André em agosto 25, 2005 11:38 AM

Publicado por: CausasPerdidas em agosto 25, 2005 01:37 AM

Vozes da razão? Pat Robertson é um imbecil. Mas mesmo os imbecis têm, nos Estados Unidos, direito à protecção da sua liberdade de expressão. Veja-se, por exemplo, Noam Chomsky, Gore Vidal ou Michael Moore, para dar exemplos de imbecilidade mais à esquerda...

Publicado por: Pedro Oliveira em agosto 25, 2005 11:39 AM

O Reino Unido implementou medidas rígidas para prevenir novos ataques terroristas, o que, à partida, é perfeitamente legítimo e compreensível. O que suscita algumas dúvidas é a natureza e o alcance dessas medidas. Ken Livingstone, presidente da câmara de Londres, afirmou à BBC que «haverá muito poucos professores ou líderes [muçulmanos] autorizados a entrar no Reino Unido porque a grande maioria dos muçulmanos se identifica com a luta do povo palestiniano.» Isto revela um preconceito enorme e uma ignorância imensa sobre o povo palestiniano e a sua luta. Muitos palestinos (e não palestinos) que defendem e lutam pela independência e auto-determinação da Palestina são contra o terrorismo. E, já agora, irá o Reino Unido impedir a entrada dos fanáticos israelitas? É que, depois das imagens dos últimos dias nos colonatos de Gaza, não haverá já dúvidas sobre o fanatismo de grande parte dos colonos judeus. Irá impedir, também, a entrada de Pat Robertson, pregador religioso americano e ex-candidato à presidência dos E.U.A., que, à semelhança do que o Ayatollah Khomeini havia feito em relação a Salman Rushdie, defendeu recentemente o assassínio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez? Apesar da banal e redutora associação entre muçulmanos e terrorismo, existem muitos terrorismos.

Publicado por: Carlos Azevedo em agosto 25, 2005 03:33 PM

Escrevi sobre isso no meu blog. Já tinha dado pelo caso. É triste. Mas o título deste post não tem nada a ver com o assunto, só de uma forma remota. O que custa é ver que o Sr.LR é tendencioso, mas, afinal, um blog não é um jornal e o Sr.LR demonstra-o muito bem.

Publicado por: vincent bengelsdorff em agosto 25, 2005 03:54 PM

Luís Simões,

Há críticas que têm a grande vantagem de serem divertidas. Então aquele pedaço do acerca dos títulos dos livros de Robertson... é das teorias da conspiração mais deliciosas que já li.
Basta ir à Amazon e dar uma espreitadela a tais "livros" para ver que andam todos à volta do fim do mundo, de Satanás e quejandos. Por exemplo, "Bring it on" ( título de uma canção dos Gomez.. .eles também devem estar metidos nisto) fala-nos de coisas fundamentais como a alma dos clones ou o céu e o inferno. Política pura, portanto.

Ó homem: afinal de que me acusa? De não ligar ao facto de Robertson ser também um político de extrema direita? E conclui que eu e o João André temos "a mesma leitura das coisas e da vida que tem Bush"??
É como digo: se não fosse tão divertido, era capaz de ser ofensivo.

Vincent,
O título é deslocado? Quando temos um televangelista a recomendar um assassinato? É como dizes: um blog não é um jornal. E nem tudo é para ser levado à letra, acrescentaria eu.

Publicado por: LR em agosto 25, 2005 04:49 PM

Sim, percebo. É que para mim a questão é mais grave. Eu não ficava tão preocupado se de facto fosse um fatwa lançada por um religioso. O problema é que um gajo que usa o trampolim e a credibilidade que a religião lhe proporcionou para fins políticos. Não sei se me estou a explicar bem. MAs a questão é que o gajo nem precisou de usar o nome de Deus...isso é que me preocupa.

Publicado por: vincent bengelsdorff em agosto 25, 2005 05:49 PM

Vincent,

No universo daquela turba fundamentalista dos EUA, o nome de Deus já é uma quantidade apriorística. Tudo o que se diz naqueles programas e naqueles livros é "obviamente" em nome Dele. Mesmo o pedir dinheiro aos crentes, que depois se dissipa em negócios escuros...
Folgo em ver-te por aqui.

Publicado por: LR em agosto 25, 2005 06:18 PM

João André:

Se depois de eu ter escrito “Esquecem-se (o João André e o LR) que tudo é político, esquecem-se que uma patifaria é uma patifaria, que um apelo ao linchamento é um apelo ao linchamento e que um projecto de poder requer uma ideologia (e os seus trombeteiros) para angariar a adesão das massas populares “, o João André ainda se atreve a perguntar-me se eu acredito que a Venezuela é uma plataforma de lançamento para a infiltração comunista e o extremismo muçulmano, e “mesmo que o seja”, se eu acho “que é por isso que se deve matar um líder de um país”, e se ainda não me viu a “rejeitar tal ideia” e me pergunta candidamente se eu defendo tal ideia, só tenho a responder que de facto o João André prova na prática que tem uma capacidade fraquinha de análise.

Mas não se esconda atrás das crianças João André. Ao contrário do que dá a entender, elas “apanham” com bastante facilidade o essencial das coisas. Na maioria delas, a manhosice não é tão descarada.E desculpe se não percebeu os meus últimos parágrafos. Terá que se esforçar mais um pouco. Para o peditório das explicações, não dou…

PS:
E quanto ao título do livro do Robertson “Bring it on”, estará esquecido que Bush, nos primeiros tempos da guerra do Iraque usou o 'Bring 'em on' para desafiar os “insurgentes” iraquianos? Para lhe refrescar a memória aqui vai uma notícia desses tempos do Washington
Post:
Bush derides Iraqi attackers: 'Bring 'em on'
Critics accuse him of inviting trouble
Dana Milbank, Vernon Loeb, Washington Post
Thursday, July 3, 2003

Washington -- President Bush delivered a colloquial taunt Wednesday to militants who have been attacking U.S. troops in Iraq, saying "bring 'em on" and asserting that the forces in Iraq are "plenty tough" to deal with the threat.
The colorful challenge by Bush provoked indignation from some congressional Democrats, who said the president's bravado was inviting attacks on American soldiers. (...)

Ou o outro “New World Order”, certamente não lhe lembrou que foi uma catchphrase que o Bush pai começou a usar imediatamente antes da I guerra contra o Iraque? Lembro-lhe então uma frase dele em Fevereiro de 1990 num discurso em São Francisco: "Time and again in this century, the political map of the world was transformed. And in each instance, a New World Order came about through the advent of a new tyrant or the outbreak of a bloody global war, or its end."

E nem “The end of age” lhe lembra o fim da civilização? Pois. Já me esquecia que para si é tudo muito da esfera do religioso…

Publicado por: Luís Simões em agosto 25, 2005 06:56 PM

Luís Simões: ainda bem que não dá para o peditório das explicações, fico dispensado de ler mais disparates como aqueles.

Eu não me pronunciei sobre os títulos porque não achei (ou acho) minimamente relevante fazê-lo. E como você acha que sim e não explica porquê ficamo-nos por aqui e não desconverse com títulos. Ainda assim, e para o ajudar, "Nova ordem mundial" é um termo já utilizado em tanto lado e para tanta coisa que, em si mesmo, nada significa. "The end of age" faz lembrar um capítulo do Nostradamus, ou até, por associação de ideias, o "Geração Pedrida" do Huxley. Valha-nos você que nos fez notar que o Huxley é uma inspiração para o Robertson. Já o "Bring it on!", não sei se pensarei que é um livro sobre sexo, uma chamada da juventude mundial para serem evangelizados ou um manual sobre desporto. Enfim, coisas de esquisitos que preferem não avaliar livros pelo título... Já agora, já os leu? Se os ler faça lá o favor de os enfiar aqui porque parece que é aquilo que lhe dá prazer, escarrapachar informação e mandar uns bitaites sobre ela como se o assunto estivesse arrumado.

Quanto ao resto, ainda não foi capaz de negar quer o Robertson é fundamentalista religioso e que o seu pensmento é norteado por esse fundamentalismo.

Além disso, dizer «uma patifaria é uma patifaria, que um apelo ao linchamento é um apelo ao linchamento e que um projecto de poder requer uma ideologia (e os seus trombeteiros) para angariar a adesão das massas populares» é lapalissiano. Poderia ter saído da pena de Maquiaveli, Napoleão ou Hitler. Ou Staline, Pol Pot ou outros que tais. É apenas a constatação de um facto, não é a condenação do mesmo. Se pretendia que fosse e lava daí as suas mãos, olhe de novo para elas que precisam de nova esfregadela.

E agora, se não se importa, enquanto não for sério, não discuto. Quando começar por querer ser menos arrogante e tentar explicar aquilo que quer dizer com as suas parvoíces, nessa altura volto à discussão.

Publicado por: João André em agosto 25, 2005 07:12 PM

João André:

É óbvio que o Robertson como o Bush são fundamentalistas religiosos. Mas o que os faz mover é a ambição de deitarem mãos por exemplo a poços de petróleo – estejam eles no Médio Oriente, ou no Afganistão ou na Venezuela, ou na Sibéria, ou no Quirquistão, ou no Kazaquistão, etc.

Mas claro para o conseguirem não basta estarem no poder, precisam também que o grosso do povo do seu país esteja de acordo com guerras (ou golpes) mais ou menos preemptivos, mas sempre ilegais e imorais. Para isso necessitam duma media condescendnte (pelo menos) e de tropas “civis” aguerridas. E que melhor do que uma coligação de neo-cristãos, bem doutrinada, aguerrida?

Tanto paleio que você gastou com a “religiosidade” do Robertson mas escapou-lhe (além doutros) o “pormenor” de ele ser como que um remake do Bush pai? Ambos sulistas, milionários, reaccionários, republicanos e filhos de senadores sulistas?

Ah! Reparei agora que na última citação do que eu escrevi omitiu “que tudo é político”. Significativo, não é?

É óbvio que quem está aqui de boa fé percebeu perfeitamente que eu condeno não só as afirmações do Robertson, como o assassinato de qualquer pessoa, incluindo de qualquer político. Como também condenei o péssimo gosto do título do vosso post: "Matem-no, em nome de Deus"!

E quem agarotadamente fingiu nada disto perceber foi o João André. Percebe-se porquê.

Publicado por: Luís Simões em agosto 25, 2005 08:36 PM

Garotada ou não, parece que o meu último comentário teve o condão de o pôr a esclarecer o que quer dizer, em vez de mandar bitaites.

Quanto a não escrever "que tudo é político", isso é normal. Foi a primeira (e quase única coisa) que se percebeu desde o início de entre as várias que escreveu por aí.

Também eu já pensei muitas vezes "que tudo é político", mas a vida tem-me mostrado o oposto. Claro que nada tenho contra que você pense assim, bem pelo contrário, apenas não concordo. Por isso espero que não me classifique de fundamentalista anti-religioso por ter esta opinião.

Quanto a não ter esclarecido a condenação, deu para ver que não gostou da frase, eu é que queria que o dissesse claramente e sem rodeios - como fez. Manias minhas, o desejo de clareza.

Por último: espero que, independentemente de achar que eu tenho opiniões alinhadas com o Luís Rainha (e até nem temos assim tantas vezes quanto isso), eu não escrevi o post e, se o escrevesse, nunca sairia assim. Até porque não escrevo como o Luís. Pode haver confusão por eu comentar desde há bastante tempo aqui no BdE, mas não faço parte do blogue, tenho um próprio. Só não lhe faço publicidade porque ainda ficaria tentado a ir lá e saía deste que é bem melhor.

Publicado por: João André em agosto 25, 2005 10:55 PM

Há gente que em vez de raciocinar e de argumentar bota etiqueta e pronto, resolve o assunto. Há gente também que tem a mania de perseguição e outros que se contentam com pouco.

O João André reúne todas estas qualidades. Parabéns! Desta vez ganhou a taça.

Publicado por: Luís Simões em agosto 25, 2005 11:37 PM

Pedro Oliveira:
Esqueci-me das aspas nas "Vozes da razão" (agora já tem).
Sem entrar em particularidades, acho que não devia misturar "Noam Chomsky, Gore Vidal ou Michael Moore". "Imbecilidade mais à esquerda..." é sua opinião, não a partilho.
Do Noam Chomsky, para além dos trabalhos relativos à linguagem e à comunicação - que eu acho muito interessantes -, não me esqueço também que este senhor foi durante muito tempo a única voz a falar de Timor nos E.U.A (há um documentário muito interessante da TV quebequense, salvo erro, sobre esta relação). As opiniões de Chomsky têm tendência a ser subestimadas pelo "mainstream" comunicacional porque, apesar de ser um respeitado académico do M.I.T., o homem tem posições libertárias. Leio os seus artigos com interesse.

Quanto ao Michael Moore, posso não gostar sempre da estética mas... o "Canadian Bakon" não terá algo a ver com os tempos que correm? E não considerei imbecil a atitude dele nos óscares de há anos mas sim as das vedetas enjoadas que acham que "só fazem filmes" (as marionetas também fazem).

A propósito de filmes, passou hoje (ontem) num dos codificados a "Cruz de Ferro", que revi com satisfação depois de há muitos anos o ter visto no velho "Condes". No fim do filme, uma frase de Brecht, de que já não me lembrava, "Festejai a morte do bastardo, a cadela está com o cio outra vez". Esta sim, tem algo a ver com post.

Publicado por: CausasPerdidas em agosto 26, 2005 01:06 AM

Luís Simões: você colocou-me a mim, ao Luís rainha, ao Pat Robertson e ao George Bush, tudo no mesmo saco e ainda tem o descaramento de dizer que eu boto etiquetas?

Meu caro, eu sabia que não valeria muito a pena discutir consigo, mas vou tendo esperanças. No seu caso já não, você pura e simplesmente fechou a porta a quem tem opiniões diferentes. Em muitos sítios chamar-se-ia a isso de estupidez.

Publicado por: João André em agosto 26, 2005 08:46 AM

Foi o João André quem escreveu "Por isso espero que não me classifique de fundamentalista anti-religioso por ter esta opinião."

Também antes já tinha escrito "parece que é aquilo que lhe dá prazer, escarrapachar informação e mandar uns bitaites sobre ela como se o assunto estivesse arrumado" e "enquanto não for sério, não discuto. Quando começar por querer ser menos arrogante e tentar explicar aquilo que quer dizer com as suas parvoíces, nessa altura volto à discussão".

Percebe agora o que é "botar etiqueta" ou ainda precisa de explicações?

Quanto a meter os quatro no mesmo saco, nesta questão de Israel versus futuro Estado Palestiniano, já se esqueceu que também Bush já há um tempinho, pelo menos desde que lançou o road-map, diz que quer um Estado Palestiniano? Claro que com alguns ajustamentos à 242, mas também nisto o LR está de acordo, não é verdade?

Publicado por: Luís Simões em agosto 26, 2005 09:38 AM

Pela última vez: a 242 diz "Withdrawal of Israel armed forces from territories occupied in the recent conflict". "De territórios"; não "dos territórios".
Não sei de onde vem. Mas aqui uma mentira não passa a verdade só por ser papagueada um grande número de vezes.

Publicado por: LR em agosto 26, 2005 01:33 PM

The Middle East Conflict

With Kathleen Christison
Former CIA Analyst
Monday, April 8, 2001; 10 a.m. EDT

Last week, President Bush decided to dispatch Secretary of State Colin L. Powell to the Middle East region to push for a political settlement. Additionally, he called called on Israel "to withdraw its military forces from Palestinian cities and cease all settlement activity in the occupied territories." Read the full story, President Sends Powell to Mideast (Post, April 5, 2002).

Kathleen Christison a former political analyst on the Middle East for the CIA and the author of "Perceptions of Palestine: Their Influence on Mideast Policy," will be online Monday, April 8, at 10 a.m. EDT, to discuss the Middle East conflict.
Below is a transcript.

Formerly, Christison worked as a political analyst with the CIA, dealing first with Vietnam for several years and then with the Middle East for her last seven years with the Agency before resigning in 1979. Since leaving the CIA, she has been a free-lance writer, dealing primarily with the Israeli-Palestinian conflict.
(...)

New York, N.Y.: Is it true Israel says UN resolution 242 that says Israel should leave "from territories" as opposed to "from all territories" and the note that there should be "secure" borders means Israel can retain a small part for security concerns in the volatile region it is in?

Kathleen Christison: It is true that Resolution 242 calls for withdrawal "from territories" rather than "from the territories," implying all of them. (The French-language version of the resolution, incidentally, does have the definite article.) The resolution also calls for secure borders for Israel. The US has generally always, since the resolution was passed in 1967, interpreted it to mean that Israel should withdraw to the 1967 lines, with "minor border adjustments" to straighten out and rationalize borders--for instance, in the area near Tel Aviv where Israel has a very narrow "waist." By the time negotiations finally broke off in January 2001, when Sharon and Bush came into office, the Palestinians had apparently agreed to allow the Israelis to retain and annex to it several settlement blocs in the West Bank, which would effectively have carried out this "rationalization" of the border lines.
(...)

PS: Já que foi a analista que me aconselhou para Camp David, também deve servir para a 242, não é verdade?

Já agora, não sei se reparou que o Robert Malley esteve lá, nas negociações, em Camp David, na equipa do Clinton. Na altura, a sua analista da CIA e o marido, já ambos se tinham reformado....

Publicado por: Luís Simões em agosto 26, 2005 04:47 PM

La résolution 242

Conseil de sécurité des Nations Unies
22 novembre 1967

Le Conseil de sécurité,

Exprimant l’inquiétude que continue de lui causer la grave situation au Moyen-Orient ;

Soulignant l’inadmissibilité de l’acquisition de territoire par la guerre et la nécessité d’œuvrer pour une paix juste et durable permettant à chaque Etat de la région de vivre en sécurité ;

Soulignant en outre que tous les Etats membres, en acceptant la Charte des Nations unies, ont contracté l’engagement d’agir conformément à 1’article 2 de la Charte.

1. Affirme que l’accomplissement des principes de la Charte exige l’instauration d’une paix juste et durable au Moyen-Orient qui devrait comprendre l’application des deux principes suivants :

(i) Retrait des forces armées israéliennes des territoires occupés lors du récent conflit ;

(ii) Cessation de toutes assertions de belligérance ou de tous états de belligérance et respect et reconnaissance de la souveraineté, de l’intégrité territoriale et de l’indépendance politique de chaque État de la région et leur droit de vivre en paix à l’intérieur de frontières sûres et reconnues à l’abri de menaces ou d’actes de force.

2. Affirme en outre la nécessité :

(a) De garantir la liberté de navigation sur les voies d’eau internationales de la région ;

(b) De réaliser un juste règlement du problème des réfugiés ;

(c) De garantir l’inviolabilité territoriale et l’indépendance politique de chaque État de la région, par des mesures comprenant la création de zones démilitarisées.

3. Prie le secrétaire général de désigner un représentant spécial pour se rendre au Moyen-Orient afin d’y établir et d’y maintenir des rapports avec les États intéressés en vue de favoriser un accord et de seconder les efforts tendant à aboutir à un règlement pacifique et accepté, conformément aux dispositions et aux principes de la présente résolution.

4. Prie le secrétaire général de présenter aussitôt que possible au Conseil de sécurité un rapport d’activité sur les efforts du représentant spécial.

http://www.monde-diplomatique.fr/cahier/proche-orient/reso242-fr

Publicado por: Luis Simões em agosto 27, 2005 01:41 AM

Mas o que ela diz em relação à 242 é precisamente o que eu escrevi: o artigo definido não está lá, mas a mesma sempre foi entendida como significando isso em espírito, já que não em letra.

Publicado por: LR em agosto 29, 2005 12:12 PM

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Publicado por: vioxx lawyer em setembro 13, 2005 12:32 AM

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Publicado por: online directory main em abril 26, 2006 03:15 PM