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maio 29, 2005

ON A GAGNÉ!

As primeiras projecções apontam para uma vitória clara do “Não”. Para lá de todas as prudências que ainda se impõem, não restam dúvidas que estamos já perante um verdadeiro “sismo político”.

Publicado por Manuel Deniz às maio 29, 2005 09:05 PM

Comentários

Um sismo, não! um abrandamento para reflectir. Estamos a ouvir que há vários "nãos" como aqui em Portugal também, se todos tivessemos a coragem de discutir os problemas como os franceses fizeram.Uma coisa é certa, a partir de agora será muito mais dificil para a classe politica e os interesses económicos fazerem o que bem entendem lá nos gabinetes de Bruxelas. O povo (francês) retomou a palavra neste debate e acho que já não era sem tempo. Somos todos nós que levamos com as consequencias das politicas.Pode-se dizer muita coisa dos franceses, mas hoje, acho que nos ajudaram a todos. Não haverá cataclismo! Espero que haja maior reflexão e maior verdade.

Publicado por: ana assunção em maio 29, 2005 10:38 PM

Para já, há uma clara demonstração por parte dos franceses que as pessoas devem votar por si e impôr a sua vontade aos governantes, seja a favor destes, ou contra.
Sobretudo, há uma grande lição de democracia e de como a vontade do Povo deve sempre imperar!

E está demonstrado nas sondagens que foi o "Não" de esquerda quem ganhou. A própria direcção do PS ficou isolada dos apoiantes habituais do PS, 59% dos quais votaram "Não". O voto está muito bem distribuído em termos territoriais, o 'Não" ganha em quase toda a França, excepto (por alto) na Alsácia, na Normandia, Lyon, e nos bairros ricos de Paris e arredores.
Também em termos geracionais há um equilíbrio: o "Sim" só ganha nos maiores de 65 anos.

Sem Referendo, o tratado teria sido aprovado no Parlamento com 98% dos votos.
Esta é a demonstração da desonestidade do argumento de que 300 milhões de europeus já ratificaram o tratado. Mentira, só os espanhóis é que o fizeram, ou seja, cerca de 40 milhões, se considerarmos a população no total. Os outros, não se sabe o que teriam dito se lhes tivesse sido dada a oportunidade. As sondagens que se fizeram não são comparáveis, porque sem referendo as pessoas não procuram informar-se da mesma maneira, não há debates e informação na televisão à disposição dos cidadãos.

Publicado por: Helena Romao em maio 30, 2005 04:09 AM