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maio 25, 2005

PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O PLANO SÓCRATES DE ATAQUE AO DÉFICE

- IVA sobe de 19% para 21%. ACHO MAL

- Limitação dos benefícios fiscais das empresas em sede de IRC, incluindo casos de transmissão de prejuízos ou reestruturação de empresas. ACHO BEM

- Revisão das isenções do IVA em reestruturações de grupos financeiros. ACHO MUITO BEM

- Criação de um novo escalão do IRS (42%) para contribuintes que ganhem mais de 60 mil euros por ano. ACHO MUITO, MUITO BEM

- Regresso da tributação em impostos de selo das doações de valores monetários. ACHO BEM

- Aumento dos impostos directos sobre o tabaco e os combustíveis. ACHO BEM (TABACO) E ACHO MAL (COMBUSTÍVEIS)

- Intenção de tornar públicas as declarações de rendimentos. ACHO BEM

- Levantamento do sigilo bancário para efeitos fiscais. ACHO MUITO BEM

- Agravamento das sanções por incumprimento fiscal e melhoria dos cruzamentos de dados entre o Fisco e a Segurança Social, com vista a criar "mecanismos para evitar lavagem de dividendos". ACHO MUITO BEM

- Eliminação da hipótese que é dada às empresas que exercem actividade no off-shore da Madeira de reduzirem a percentagem do lucro tributável. ACHO MUITO BEM

- Alteração dos esquemas de progressão automática na função pública, das regalias dos gestores estatais e dos privilégios dos titulares de altos cargos políticos. ACHO BEM

Tirando a subida do IVA, que é um imposto cego, as medidas parecem-me razoáveis e menos penalizadoras do que se temia para os cidadãos que já contribuem muito (por trabalharem por conta de outrém) para o funcionamento do Estado.
O Plano é duro e exige sacrifícios, mas tem a virtude de não ser virtual — como o de Bagão Félix — nem excessivamente injusto para as classes mais desfavorecidas.
Agora falta aplicá-lo até às últimas consequências (sobretudo na questão do sigilo bancário e no corte das benesses aos grupos financeiros).
A ver vamos.

Publicado por José Mário Silva às maio 25, 2005 07:44 PM

Comentários

Aumento dos impostos sobre os combustiveis? Sim ou nao?

Uma tomada de posicao a este nivel nao tem consequencias no que diz respeito a critica que geralmente e feita (pela esquerda) a posicao de George W. Bush relativamente ao protocolo de Kyoto?

Publicado por: Luis Oliveira em maio 25, 2005 08:28 PM

Se fosse uma medida do Santaninha já estavam a morder !!

Aumentar o IVA, aumentar o IRS tá bem tá !!

Caía o Carmo e a Trindade !!

Publicado por: Mr X em maio 25, 2005 08:42 PM

Também acho, com uma pequena mudança:

- IVA sobe de 19% para 21%. ACHO MUITO, MUITO MAL

Esta, só por si, é suficiente para eu achar o plano globalmente mau. É uma péssima ideia por todos os motivos e mais algum: é imposto cego, vai penalizar milhares de PMEs, em especial as ligadas ao comércio e restauração e vai, em geral, tornar mais difícil a recuperação económica.

Preferia, de longe, um défice maior sem esta medida ou então uma suspensão de alguns grandes investimentos públicos até que as medidas de médio prazo começassem a fazer efeito.

Publicado por: Jorge em maio 25, 2005 09:02 PM

Parece que andam todos cegos.... Aumenta-se o iva e restantes impostos, retiram-se beneficios, etccc mas na ferida nao se toca nunca, mesmo à portuguesa..... No enorme estado, na enorme festa e real banquete do enorme peso do estado nesta miseravel economia, isso nunca... dá azar!

De que servirão todas essas medidas se no principal nao se toca? se o peso do estado e das mordomias da funçao publica nao se reduzir,vamos ter de aguentar com estas medidas o resto da vida, isto se o plano resultar, ja pensaram? não, nem vale a pena, melhor fingir como fizemos sempre desde os tempos da lusitania que tudo esta bem e depois chega-se a este ponto.

A fuga ao fisco vai continuar alegremente porque as finanças nao actuam como todos sabemos e a isso nao servem decretos leis, porque isso implica trabalhar que é uma coisa causa alergias a funcionarios publicos.

Empregados a mais no estado é para continuar (cerca de meio milhao a mais) ja se sabe....

O iva porque com uma taxa insuportavel e injusta provavelmente nem ira aumentar as receitas porque a fuga vai ser massiva e "legitima" para quem acha que ja basta de festa!

e meus amigos curem-se porque se nao viram, irão ver.... a festa vai continuar....! e eu que ate tinha esperança que desta vez a coisa mudasse.... mas é portugal no seu melhor, temos os governantes que merecemos...

Rodrigues

Publicado por: Rodrigues em maio 25, 2005 11:50 PM

Estou de acordo com tudo que achas bem e mal, menos num ponto muito importante.
Criação de um novo escalão do IRS (42%) para contribuintes que ganhem mais de 60 mil euros por ano. ACHO UM EXAGERO
A mim não me irá fazer grande diferença pois não ganho 1/3 desse valor, mas vai fazer com que cada vez mais empresários fujam com as sedes das empresas para Espanha, é uma lei a que se aplica a sabedoria popular: quem tudo quer tudo perde.
Já imaginaram o que é uma pessoa que ganhe 100 mil euros tem de dar de 42 mil euros a um estado que nada lhe dá em troca!
Ninguém gosta de ser ROUBADO.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 26, 2005 12:59 AM

também estou de acordo em tudo menos num ponto: a história do tabaco.

nunca entendi a atitude dos que acham que imposto sobre o tabaco quanto mais melhor. muito menos naqueles que se dizem amantes da liberdade. está bem que é um bem de consumo não essencial, mas para isso creio que já existe uma discriminação no IVA.


a única explicação para tal atitude é a do egoísmo. "Eu não fumo. logo os outros que se lixem"

bem triste a natureza humana...

Publicado por: Luís Aguilar em maio 26, 2005 02:06 AM

O grupo Mello QUADRIPLICOU os lucros

Os numeros já conhecidos da esmagadora maioria do sector financeiro aponta o ano 2004 com lucros substanciais

As empresas espanholas instaladas no nosso país não se queixam dos resultados

Crise onde está a crise....

Publicado por: a.pacheco em maio 26, 2005 02:28 AM

Estou como o Jorge (Lâmpada Mágica) em relação ao IVA - também acho muito mal.

De resto discordo com a história dos combustíveis e do tabaco: acho muito bem o aumento de ambos, especialmente em relação aos combustíveis, mas apenas se se usar este aumento para tentar aumentar o número de transportes públicos disponíveis.

Neste campo (dos transportes) iria mesmo mais longe: taxar mais fortemente o uso de automóveis particulares em vias de congestionamento frequente (o IC19 é um exemplo imediato) que apresentem alternativas viáveis em termos de transportes públicos. E sacando do exemplo do Red Ken em Londres, introdução de portagens para quem quiser conduzir nas grandes cidades.

Publicado por: João André em maio 26, 2005 09:28 AM

De acordo com quase tudo. É evidente que a subida do IVA é grave. As outras medidas são de facto de uma política de esquerda.
A ideia de que os grandes rendimentos fogem se lhes aumenta a taxa, é vidente, mas isso fazem-no sempre. E depois? A política neo-liberal é o que se sabe. Vai-se aceitar uma injustiça sob a chantagem de que se assim não for ainda fazem pior? É sabido que nos países nórdicos, onde a política social é diferente, os grandes contribuintes fogem. Mas com os que lá ficam ainda se consegue fazer muita coisa.
Vejo estas críticas e penso: mas o que propõem? E que seja possível, á claro.
Dito isto, ainda não engoli a subida do IVA...

Publicado por: Emiéle em maio 26, 2005 09:33 AM

A subida do IVA só se pode justificar pela urgência da situação e como medida a curto prazo. A longo prazo é politicamente insustentavel, economicamente perniciosa e (mais importante!)socialmente injusta

De resto todas as outras medidas são acertadas e há muito que deviam ter sido implementadas. O que espero é que não fiquem no papel...

Publicado por: Ricardo em maio 26, 2005 10:31 AM

A chamada «promoção automática» dos funcionários públicos, sobre a qual toda a gente debita inanidades, vale um esclarecimento. Em primeiro lugar, não confundir promoções (mudança de categoria) com progressões indiciárias (mudança de escalão remuneratório). As promoções dependem SEMPRE de concurso público. Por razões de vária ordem, extensas de explicar aqui, 80% dos funcionários públicos atravessam toda a sua vida profissional sem ter oportunidade de ser admitidos a concurso (admitidos...). A progressão indiciária é um «paliativo» que substituiu as antigas diuturnidades, as quais eram atribuídas de cinco em cinco anos, até ao limite de cinco. Ou seja, ao fim de 25 anos de serviço efectivo o factor «antiguidade» deixava de contar para o cômputo da remuneração. [Nota: até ao fim do 1º semestre de 1979 os funcionários públicos eram obrigados a 40 anos de contribuições para a CGA; o limite de 36 anos só vigora desde o 2º semestre de 1979.] O sistema indiciário, introduzido no último trimestre de 1989 [Decreto-Lei nº 353-A/89, de 16 de Outubro, ainda em vigor], teve origem no célebre Relatório Sousa Franco, que o governo da altura (Cavaco) não subscreveu, tendo-o submetido a uma versão «amaciada» (da responsabilidade de Isabel Corte-Real, actual secretária-geral da Assembleia da República) que esteve na base da legislação supra. Desde Outubro de 1989 que a cada categoria correspondem diversos índices. Dois exemplos: para Assessor Principal há cinco índices; para Servente e Auxiliar de Limpeza há oito. A progressão indiciária faz-se de três em três anos, dependendo da classificação anual de serviço (nunca menos de Bom; manda a verdade dizer que mais de 90% dos funcionários tem classificação igual ou superir a Bom). Em regra, a mudança de índice traduz-se num aumento de 15 euros. E nos grupos (largamente maioritários) de pessoal administrativo ou técnico-profissional esse aumento é por vezes inferior. O que espanta é a leviandade com que a imprensa «de referência» e os «blogues de culto» continuem a zurzir umas inexistentes «promoções automáticas». Era mais interessante questionar a indecorosa inflação dos quadros de dirigentes e chefias. Em determinada direcção-geral (que ilustra bem a realidade), com um quadro de noventa funcionários, existe um director-geral, três subdirectores-gerais, doze directores de serviço, trinta chefes de divisão e quatro chefes de secção. Exceptuando os chefes de secção, que auferem pela tabela do regime geral, os restantes são pagos por tabela própria e têm direito a um acréscimo de despesas de representação (30% do salário). O salário médio de um director-geral corresponde a quatro mil euros; o de um chefe de secção corresponde a mil. No ministério das Finanças (e só nesse) os funcionários e os dirigentes têm direito a remunerações acessórias (chamadas «emolumentos») que vão de um mínimo de 60% a um máximo de 80% do salário. Terminar com mais uma precisão: toda a realidade descrita reporta ao regime geral da função pública, isto é, aos «funcionários», nada tendo a ver com os Corpos Especiais: professores, diplomatas, médicos, enfermeiros, polícias, magistrados, etc. Os Corpos Especiais têm tabelas autónomas e formas próprias de progressão (vd os professores do secundário, que são os mais bem pagos da Europa em termos ABSOLUTOS; no outro extremo estão os diplomatas). Voltando à progressão indiciária... lembrar que o sistema foi copiado da Banca...

Publicado por: Edmundo Pissarra em maio 26, 2005 12:06 PM

A ideia da taxação do tabaco é simples, mas só se justifica se continuar a haver um Sistema Nacional de Saúde, como eu acho que deve haver. Explicando:

Se é verdade que fumar ou não é, ou deve ser, um acto de liberdade individual, não é menos verdade que o Estado, através do SNS, sofre prejuízos muito sérios quando chega a hora de tratar os que adoecem parcial ou totalmente devido ao tabaco. Eu vejo isso pelo meu pai, que tem um efisema pulmonar e vários outros problemas relacionados com o tabaco. Os impostos sobre o tabaco são, assim, uma forma indirecta de o estado financiar o tratamento dos que vêm a sua saúde afectada pelo vício. E eu acho muito bem. Aliás, achava muito bem que o mesmo se fizesse com todas as outras drogas, sem excepção.

Agora, esta lógica desaparece com a privatização da saúde. Quem acredita que a saúde deve ser privada, se for coerente acredita também que não deve haver impostos sobre o tabaco. É uma opinião. Não é a minha.

Publicado por: Jorge em maio 26, 2005 01:13 PM

Ah, é verdade: tenho cá uma leve impressão de que o Pedro Oliveira ainda não descobriu qual é a diferença entre o IRS e o IRC... ;)

Publicado por: Jorge em maio 26, 2005 01:16 PM

Jorge tu é que parece que não percebes nada!
Se eu mudar a sede da empresa para Espanha, estarei a ser tributado tanto a nivel de IRC (empresa) em Espanha como serei trabalhador Espanhol e o IRS (pessoal) será tributado em Espanha. Além do mais que lá a taxa de iva é mais baixa.
Também és daqueles que achas que por veres carros de luxo com matricula espanhola pensas que o turismo está a aumentar?
Abre os olhos jorge!

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 26, 2005 03:27 PM

Isso são más notícias Pedro, então as empresas que já mudaram AS SEDES para paraísos fiscais não estão a dar dinheiro nenhum ao país, mesmo que as suas fábricas e trabalhadores estejam por cá, não é isso? E não serve de nada as grandes empresas abrirem unidades em Portugal, uma vez que as suas sedes estão nos países de origem e os seus trabalhadores PORTUGUESES são tributados nesses mesmos países. Ainda estou para saber porque é que queremos que empresas como a Volkswagen por cá fiquem se isso não nos traz benefício nenhum, afinal a sua sede está na Alemanha...

Publicado por: João André em maio 26, 2005 04:06 PM

Já agora, isso significa que os investimentos da Sonae no Brasil trazem dinheiro para cá, não é? Afinal a Sonae ainda é portuguesa... (creio)

Publicado por: João André em maio 26, 2005 04:08 PM

Obrigado Jorge, pela resposta.

Sim, já conhecia esse argumento do financiamento à priori das eventuais despesas futuras com tratamentos de saúde. Mas, digamos que me parece mais um pretexto, à posteriori, para justificar a injustiça.

É que, por essa lógica de argumentação, também deveríamos taxar com impostos especiais (70 a 80%) outros produtos maléficos para a saúde, como os alimentos que aumentam o colestrol. E depois ainda há a questão do decidir quais são esses produtos e em que grau é que o consumo destes vai dar prejuízo ao SNS daqui a muitos anos.

Não, peço desculpa, mas não convence.

Publicado por: Luís Aguilar em maio 26, 2005 04:55 PM

Ó Luís, se não vês a diferença entre uma coisa que não tem absolutamente nenhum valor intrínseco e um alimento, não há nada a fazer: é impossível convencer-te.

E fala-te um gajo que fumou durante 15 anos e que quando largou o tabaco fumava dois maços por dia. E que até veria com bons olhos uma taxação um pouco mais elevada da junk food. Mas que não compara coisas que não são comparáveis: por mais daninhas que possam ser as batatas fritas industriais, são alimentos. Numa absoluta emergência, seria possível subsistir delas durante algum tempo, coisa que não acontece com o tabaco.

Publicado por: Jorge em maio 26, 2005 06:48 PM

João André, que grande confusão vai na tua cabeça.
Ter a sede noutro país não faz com que os trabalhadores descontem para o país da sede mas descontam no país onde estão a trabalhar, o que foi dito por mim foi que os gestores poderão tributar no país onde seja instalada a sede o que faz com que mais dinheiro saia do País.
Quando dizes que as empresas estrangeiras que vem para Portugal não dão dinheiro ao País, faço-te uma pergunta: dar emprego a milhares de Portugueses é o quê? Pagar segurança Social a Milhares de Portugueses é o quê?

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 26, 2005 08:28 PM

ah, ok. então agora o argumento é o do valor intrínseco. Se o bem é totalmente supérfluo, então taxe-se, independentemente das discriminação efectuada a quem não tem dinheiro para os prazeres.
Se tem algum valor intrinseco já não se taxa (ou então coloca-se "uma taxa um pouco mais elevada"). No exemplo, diga-se, ter valor intrinseco é ser classificado como alimento.

Mas o exemplo dado não é realista. o dia em que só for possível subsistir de junk food então aí creio que ninguém objectaria a que o tal imposto fosse retirado ou reduzido. Mas até lá, exijo igualdade de tratamento. Vais dar prejuízo ao SNS no futuro, pagas.

Publicado por: Luís Aguilar em maio 26, 2005 08:37 PM

E as bebidas alcoólicas? Qual é a sua taxa de IVA? Serão um bem essencial?

Publicado por: asd em maio 26, 2005 08:40 PM

Pedro, aquilo que escrevi acima foi um exercício de ironia, nada mais. Antes de dizeres que vai uma grande confusão na minha cabeça aprende este tipo de coisas.

As empresas que se mudam para paraísos fiscais (ou simplesmente para países com menor carga fiscal) normalmente fazem-no apenas no papel, com o menor número de deslocalizações de empregos possível, incluindo os gestores. Aliás, o normal é mesmo contratar pessoal nesse país para dar seguimento à burocracia. Os gestores, esses, preferem não se mover do sítio onde estão (será que algum gestor rico americano se mudará para as ilhas do pacífico por causa de a empresa aí ter a sede?) mesmo que tenham que pagar um pouco mais. Além disso 42% de impostos para valores de salários desse tipo nada tem de extraordinário...

Publicado por: João André em maio 26, 2005 09:53 PM

Eu sei que eles não saem do País, como é lógico!
Mas se se passasse comigo a mesma coisa faria o mesmo, o dinheiro que ganho ou que deixo de ganhar seja pouco seja muito, é meu!
Não tem nada de extraordinário?
Se te ROUBASSEM quase METADE do que tu ganhas só no IRS queria saber se ficavas contente.
Ainda por cima para fazer EXPOS que custaram o dobro do orçamentado, 10 Estádios, autoestradas a custar o triplo do orçamentado, e tudo isto sem falar que quem faz estas asneiras não é responsabilizado judicialmente.
Eu se fizer uma casa e me dão o orçamento de X não pago 2X nem 3X, pago o orçamentado X.
Quando é que as pessoas irão perceber que quanto mais se cobra mais se foge?

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 26, 2005 11:16 PM

Poderá, quem o quiser fazer, justificar as medidas recentes do governo Sócrates. Não poderão nunca desmentir o facto de este não ter cumprido uma promessa eleitoral bem recente. Portanto, mentiu. Acho mal muita coisa e bem outras tantas. Não gosto é que me mintam.
Acho muito mal que se tenha mudado a taxação do IVA pois para além de ser um imposto cego e injusto, poderá acontecer o que já sucedeu no tempo do Durão Barroso: a receita fiscal desceu.
Acho muito mal um escalão de IRS a 42% para rendimentos superiores a 60 mil euros. As pessoas não podem partir do princípio que quem ganha bem foge aos impostos. Que quem ganha bem terá que pagar mais percentagem. Sabem que em termos absolutos, quem cumpre com os seus deveres fiscais desconta uma pipa de massa? Para além de que não usufruem de muitos dos serviços estatais na sua plenitude. Tem-se o exemplo da Saúde, em que quem ganha bem não se sujeita à vergonha da má qualidade dos Centros de Saúde e Hospitais.
Assim, muitos dos chamados ricos, para além de não penalizarem tanto a despesa pública, ainda constituem uma mais valia preciosa por oferecerem ao Estado e à Nação tanto do seu rendimento que muitas vezes representam 14 ou mais horas de trabalho diárias.
100.000 euros (20 mil contos)podem passar a ser apenas, após Irs, Segurança Social, Imposto de Selo ou afins, menos de 50.000 euros (10 mil contos). É muito dinheiro, sem dúvida.
Penso que quem já contribui com mais de 10 mil contos por ano em impostos para o bem estar do Povo Português e restante População que vive em PORTUGAL, deverá ser olhada com respeito e consideração, ao invés da inveja que suscita.

Publicado por: geolouco em maio 27, 2005 12:11 AM

Zé Mário:
Ao ler o teu post fizeste-me lembrar o sacristão da minha paróquia que a tudo diz amen.
Nem um palavra para as promessas feitas na campanha.
Claro que muito certamente também andaste, na altura, a baralhar o zé pagante e a distribuir esferográficas e preservativos.
Reparaste no sorriso sacana do PM a dizer que assim vai passar o defice para 6,2%.
Realmente um péssimo gestor, principalmente para quem dizia que estva preocupado com os pobres.
PORRA.
Os pobres, com amigos destes não precisam de inimigos para nada

Publicado por: fazdeconta em maio 27, 2005 12:17 AM

Não sei nada sobre os livros e alimentação, sobe? fica igual? a ver vamos

Publicado por: Benjamim em maio 27, 2005 05:25 PM

Acho mal, muito mal que em nome da manutenção da despesa pública (de cujos serviços todos se queixam, da justiça à saúde, da educação ao trânsito)se cobre à misérrima classe média portuguesa os custos gerais de tudo isso. Porque não se percebe em que é que esta Justiça, esta Saúde, esta Educação beneficiam o país. E também não se percebe em que é que as scuts promovem o desenvolvimento do interior. O interior precisa de outras medidas, certamente da descentralização da Administração Pública, de mais e melhores universidades, de tantas outras coisas.
Um país pobre, que tem clubes de futebol com avultadas dívidas ao fisco, depois de terem beneficiado uns quantos com dinheiros públicos para a construção de estádios, é um país onde a demagogia dos números (a do défice incluída) serve para defender interesses de minorias (políticas e económicas) que sempre se serviram do Estado a pretexto de o servirem.
Acharia bem que o governo dispensasse tanto acessor e secretário de estado e que fizesse uma análise rigorosa do que gasta cada sector do funcionalismo público, divulgando esses números e propondo medidas eficazes para combater despesismos de novos-ricos que parecem existir em muitos desses sectores.
O ódio cultural contra "o" funcionário público, que sempre aparece aliado a lugares comuns (quando é esse o assunto de conversa), serve para encobrir o desconhecimento que todos temos das despesas e das receitas do Estado. Além de ser o prolongamento de um discurso facistóide, que toma a parte pelo todo.

Publicado por: maria antónia em maio 27, 2005 06:55 PM

Não posso estar mais de acordo. Dá-lhes, Maria.

Publicado por: Filipe Assunção em maio 27, 2005 11:27 PM

Concordo com algumas das medidas tomadas pelo novo governo, outras discordo totalmente. É um exagero aumentar o IVA para 21% quando cada vez mais se fala em crise económica e pouco desenvolvimento e poder de compra. Com esta nova taxa, todos estes factores pioram. Além disso, estou farto de ter de ser eu a pagar para remediar a despesa pública. Se o estado não tem controle sobre o dinheiro que recebe, porque é que tenho de ser eu a poupar e não têm de ser eles ? Concordo com o que já foi aqui dito acerca da despesa pública. O grande causador deste défice é o dinheiro exagerado que se gasta com a função pública. Têm bons salários, têm mais benefícios que o sector privado e ainda por cima, trabalham muito menos! As novas medidas acerca do controlo da despesa pública foram as que mais me agradaram, mas também me parecem as mais irrealistas. Todos falam em cortar na despesa, mas depois vêm as greves e manifestações e fica tudo na mesma. Privatizem, despeçam pessoas, diminuam salários, façam o que quiserem! Acabem é de vez com esta injustiça de andarmos nós a pagar para gente que em nada contribui e apenas prejudica o desenvolvimento do país!
Promoções automáticas ??? É em parte por causa disso que temos actualmente uma péssima qualidade de serviços públicos. Não conheço nenhuma empresa em que as pessoas passem a vida toda a fazer o mesmo, e passem a ganhar o dobro do que ganhavam inicialmente.

Publicado por: Nuno em maio 31, 2005 07:40 PM

Se o imposto sober o tabaco e para financiar o SNS por gastar muito com as doenças provocadas pelo tabaco acho que o estado devia abrir lojas para venda de drogas e tambem finaciar a despesa que os toxidependentes nos dao sem que o estado tire imposto algum da droga que consomem.
bem como deveria considerar os trabalhadores por conta de outrem uma minoria etnica e dar lhes o mesmo subsidio mensal e habitaçoes sociais ao mesmo preço que da as minorias etnicas(quando os outros que tem rendimentos declarados pagam no minimo 30 a 35% do vencimento de renda e os senhorios com rendas antigas nem recebem para pagar a pintura da habitaçao de 5 em 5 anos e aqueles que arrendam casas sem declarar ja pedem mais de 500euros por um T0).
Eu ate aceitava uma taxa unica não de 30% mas sim de 40% se tivesse as mesmas regalias medicas socias e outras que a alemanha da aos seus cidadoes por pagarem tanto imposto.Aqui pago no minimo 20% mas não tenho nada,SAUDE ainda tenho que ir pagar taxa moderadora e depois medicamentos,oftalmologista alem de 80 euros de consulta mais 300 ou mais euros em oculos .vou de baixa recebo 55% do vencimento numa altura que vou ter mais despesas. belo pais! mas tambem so temos o que merecemos por nunca fizemos nada para ter melhor

Publicado por: ze pagante em maio 31, 2005 10:15 PM

Se o imposto sober o tabaco e para financiar o SNS por gastar muito com as doenças provocadas pelo tabaco acho que o estado devia abrir lojas para venda de drogas e tambem finaciar a despesa que os toxidependentes nos dao sem que o estado tire imposto algum da droga que consomem.
bem como deveria considerar os trabalhadores por conta de outrem uma minoria etnica e dar lhes o mesmo subsidio mensal e habitaçoes sociais ao mesmo preço que da as minorias etnicas(quando os outros que tem rendimentos declarados pagam no minimo 30 a 35% do vencimento de renda e os senhorios com rendas antigas nem recebem para pagar a pintura da habitaçao de 5 em 5 anos e aqueles que arrendam casas sem declarar ja pedem mais de 500euros por um T0).
Eu ate aceitava uma taxa unica não de 30% mas sim de 40% se tivesse as mesmas regalias medicas socias e outras que a alemanha da aos seus cidadoes por pagarem tanto imposto.Aqui pago no minimo 20% mas não tenho nada,SAUDE ainda tenho que ir pagar taxa moderadora e depois medicamentos,oftalmologista alem de 80 euros de consulta mais 300 ou mais euros em oculos .vou de baixa recebo 55% do vencimento numa altura que vou ter mais despesas. belo pais! mas tambem so temos o que merecemos por nunca fizemos nada para ter melhor

Publicado por: ze pagante em maio 31, 2005 10:16 PM

Se o imposto sober o tabaco e para financiar o SNS por gastar muito com as doenças provocadas pelo tabaco acho que o estado devia abrir lojas para venda de drogas e tambem finaciar a despesa que os toxidependentes nos dao sem que o estado tire imposto algum da droga que consomem.
bem como deveria considerar os trabalhadores por conta de outrem uma minoria etnica e dar lhes o mesmo subsidio mensal e habitaçoes sociais ao mesmo preço que da as minorias etnicas(quando os outros que tem rendimentos declarados pagam no minimo 30 a 35% do vencimento de renda e os senhorios com rendas antigas nem recebem para pagar a pintura da habitaçao de 5 em 5 anos e aqueles que arrendam casas sem declarar ja pedem mais de 500euros por um T0).
Eu ate aceitava uma taxa unica não de 30% mas sim de 40% se tivesse as mesmas regalias medicas socias e outras que a alemanha da aos seus cidadoes por pagarem tanto imposto.Aqui pago no minimo 20% mas não tenho nada,SAUDE ainda tenho que ir pagar taxa moderadora e depois medicamentos,oftalmologista alem de 80 euros de consulta mais 300 ou mais euros em oculos .vou de baixa recebo 55% do vencimento numa altura que vou ter mais despesas. belo pais! mas tambem so temos o que merecemos por nunca fizemos nada para ter melhor

Publicado por: ze pagante em maio 31, 2005 10:17 PM

teem se privatizado muitas das empresas pubicas e outras se tem pensado bem como em todo o sector publico num certo aspecto ate so capaz de dar razao a quem tem pensado nisso, acabava se com os tachos,nenhuma empresa privada paga aos administradores e corja que por ai abaixo se apresentam aquilo que e pago no sector publico para terem uma produtividade tao baixo e depois vem se falar da baixa produtividade dos portugueses? aonde e que ela ta? nos que produzem aquilo que lhes dão para produzir ou naqueles que consomem mais do que aquilo que os outros produzem?
qualquer certidao como por exemplo a de obito ou nascimento que custava 2.50 euros no inicio dos anos noventa hoje em dia custa para cima de 15 euros numero de funcionarios para as fazer e o mesmo ou menos para onde foi o dinheiro???
Dos anos noventa para ca fui aumentado entre 150 a 200 euros um apartamento T1 subiu de 40000 euros para 200000euros e encontra los a esse preço ja vai sendo dificil ora 450euros x5 = 2250 euros eu recebo 700 euros onde anda o resto?? mas alguns senhores que nos anos noventa ganhavam 3500 euros hoje em dia ganham 21000 euros mes.aqui esta o defice nao?aqueles que pagam impostos para os outros gozarem a vida evoluiram em 10 anos 40% e os que usufruem 600%

Publicado por: ze pagante em maio 31, 2005 10:43 PM

Se antes do 25 de Abril eramos um povo pobre por termos tido um governate um tanto com uma economia de quinta agricula (cofres cheios mas braço de trabalho com cinto apertado]mas tudo aquilo que mandou fazer era a pensar no futuro caso da ponte 25 abril ,estradas entre outros os que se seguiram apanharam os cofres cheios e pensaram que durava para sempre mantendo a mesma o braço de trabalho apertado e sem lhes dar regalias sociais algumas nem um ensino e educaçao digna, so pensando em esbanjar o cheio que estavam os cofres do estado . alcatroa se uma estrada para depois vir a edp e fura a empresa das aguas depois e como nao bastasse a do gas e depois espera se mais 10 anos por fundos para alcatroar a estrada ,politica correcta de gastar dinheiro publico.
faz se uma obra publica que era pa custar 1000000 euros por exemplo custa 2000000 porque a mesma vai ser entregue a umaempresa q a vai ceder a outra q por sua vez cede a outra .... e o que acaba por aparecer nao tem qualidade para 10000000 de euros quanto mais para 2000000 euros
enquanto este pais andar a volta do dinheiro dos contribuintes para encher os bolsos a uns quantos que se puderem nem pagam aos emigrantes que eles tanto defendem que fazem ca falta para desenvolver o pais que cada vez mais desempregados tem porque todo o pouco que os emigrantes podem apurar mandam para a terra deles.nao me parece que isto va para a frente

Publicado por: ze pagante em maio 31, 2005 11:04 PM

O senhor Bagão Felix muito ligado as seguradoras o tempo que pensou em empurrar o Ze para as seguradoras porque nao pensou em acabar com esta separaçao e criar algo parecido com o que se passa em muitos paises europeus em que se paga para o estado e para um seguro em simultaneo mas ficamos despreocupados pois vamos ao hospital ou clinica que nos interessar sem ter de pagar taxa alguma por isso em que os medicamentos sao gratuitos.mas nao pensou em aproximar nos do sistema americano quanto mais pagares para o seguro melhor atendimento tens com um acrescimo o de pagar tambem para a segurança social para manter algo que nao funciona .sera que o contribuinte pagando seguro e segurança social ao mesmo tempo e indo onde queria nao dinamisava o sector da saude?sera que os medicamentos nao baixavam?

Publicado por: ze pagante em maio 31, 2005 11:20 PM

ALGUÉM ESCREVEU...

Mais Uma Corrida, Mais uma Viagem

Imaginem um Francisco. Este Francisco é um quadro técnico de máxima qualidade, especialista no que quer que seja. Um daqueles tipos que são muito valiosos por serem muito espertos e/ou muito inteligentes e/ou muito trabalhadores e/ou muito dedicados e/ou muito sensatos e/ou absolutamente geniais e/ou muito do que quer que seja.

O Francisco não tem empresas, não recebe dividendos, não herdou, não tem aplicações financeiras de milhões, não é proprietário de imóveis, não acede a 'private banking', não tem contas nas Ilhas Caimão, não tem pais ricos e nunca foi a Gibraltar. O Francisco entrega a sua declaração de IRS em Março. Não tem nenhum rendimento para lá do seu ordenado.

No recibo de vencimento do Francisco pode ler-se o montante de 4.300 Euros mensais brutos a que acresce subsídio de refeição. (Nota: 4.300*14=60.200).

O Francisco é invejado por muitas empresas. Andam por aí umas multinacionais que não se importavam nada de o ir buscar e as head-hunters fazem-lhe propostas sedutoras. Pagam-lhe mais, se ele quiser ir para Espanha ou para os States.

O Dr. Ambrósio, patrão do Francisco, não o quer perder. Faz contas e decide premiar o esforço e a dedicação do seu melhor técnico. O Dr. Ambrósio decide reforçar o orçamento na parte que diz respeito aos custos do Francisco em mais 10.000 euros por ano.

O Francisco fica muito feliz. A empresa vai gastar mais 10.000 euros por ano com ele. Parece muito bom. Mas depois faz contas.

1. 10.000 euros a dividir por 14 meses: 714 euros/mês.
2. Taxa Social Única suportada pela empresa: 136 euros/mês.
3. Taxa Social Única suportada pela empresa mas atribuída ao Francisco: 64 euros/mês.
4. IRS marginal (escalão dos 42%): 234 euros/mês.
5. Imposto de Selo: 3 euros

Sobram ao Francisco 269 euros/mês, que lhe permitirão adquirir 226 euros de produtos com IVA a 19%, se excluir álcool, tabaco, combustíveis ou automóveis.

Feitas as contas, para o Dr.Ambrósio agarrar o Francisco, por cada 31,5 euros que lhe der a mais, tem que alimentar o monstro com 68,5 euros. É mais do dobro. Dos 10.000 euros, nem sequer 1/3 são para premiar o Francisco. Há quem ache isto muito, muito bem.

Mas não é. É apenas a institucionalização do absurdo.

Conclusão da história: O Chico vai trabalhar para Espanha. A nova empresa para que o Chico trabalha abre uma delegação em Portugal e conquista metade da quota de mercado da empresa do Dr. Ambrósio que é obrigado a despedir 50 trabalhadores. Para protestar contra os despedimentos, o sindicato organiza greves e estoira de vez com a empresa. O Dr. Ambrósio, cansado, vende as acções a uma multinacional coreana e protege os dinheiros recebidos numa offshore bem longe de Portugal. Os coreanos encerram a produção em Portugal e passam a importar todos os produtos da Coreia e da China. Para fazer face às crescentes necessidades das políticas sociais e ao aumento de desemprego, o governo aumenta o IVA para 23% e cria um novo escalão marginal de IRS de 48%. Mais uma corrida, mais uma viagem.

Publicado por: contribuinte em junho 1, 2005 02:59 PM

é uma vergonha! todos os portugueses não passam de uns invejosos....em vez de lotarem por ter mais condições e regalias ( ficar igual aos outros...) não, preferem que os func.public ( e lembro que existem milhares de func.publicos com vencimentos abaixo de 450€!!!) percam as regalias.....MEUS SENHORES...isso não é justo para TODOS ou acham que é igual um operário que ganha 485€ iliquidos mensais e um tecnico-superior que ganha 2.800€ iliquidos mensais? pensem bem se é justa esta diferença de vencimentos....e os senhores dos sindicatos deixem de pedir aumentos em base de percentagens, porque senão 2% em 450€ é muito diferente de 2% em 2.800€ os aumnetos teem que ser mais justos....OBRIGADO POR TEREM FICADO INFORMADOS.

Publicado por: ricardo cunha em junho 4, 2005 11:38 PM

Tudo isto é muito bonito, mas assim também eu conseguia ser Ministro das Finanças: gastar o que se tem e o que não se tem, e depois, quando a situação se torna insustentável, aumentam-se as receitas a qualquer custo. Isso não é gestão, é EXTORSÃO!!!, e é o que todos têem feito, de esquerda, direita, neoliberais ou outra coisa qualquer; não é segredo nenhum, e só não vê quem não quer, que o problema não está nas receitas, mas no excesso de despesa, e todas estas medidas só vão permitir o aumento da mesma; e depois? aumentam-se outra vez os impostos? ou vamos chorar para a Europa, porque assim não vale, assim é muito "complicado", queremos mais subsidios?
Curiosa, também, é a postura da imprensa, sempre de esquerda, sempre muito independente, mas sempre muito tolerante e muito calada, quando os do poleiro são de esquerda (?!).
Quanto à Presidência da República, será mesmo preciso termos uma?

Publicado por: Zemanel em junho 6, 2005 02:17 PM

Interpretação pessoal (minha) e resumindo a apreciação do José Mário Silva sobre a parte financeira do plano de redução do défice:

-Tudo o que afecta os outros - ACHO BEM ou MUITO BEM
-Tudo que me afecta - Acho mal

A eventual excepção é se for fumador :)

Publicado por: Arbee em junho 8, 2005 05:14 PM

O governo esqueceu-se de um imposto especial sobre o KY.
Aí sim tinhamos todo o espectro político a pagar impostos à séria, a começar pela imensa minoria do Bde.

Publicado por: João em junho 12, 2005 09:57 AM