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maio 20, 2005

MÁRIO SOARES: "LETTRE À MES AMIS FRANÇAIS"

Artigo no Le Nouvel Observateur.

Publicado por Filipe Moura às maio 20, 2005 01:19 PM

Comentários

Sou um indeciso quanto ao referendo. Será que esta carta vai influenciar os frances para o Sim? É que a certa altura Mário mostra alguma arrogância, indo por caminhos tortos para chamar retrógrados aos franceses que pensam votar não.
E ligar a vitória do não a uma vingança neo-cons não me parece feliz.

Nota-se que Mário Soares ainda acredita no projecto Europeu o que já não é mau.

Publicado por: Zangalamanga em maio 20, 2005 03:22 PM

também estou indeciso.
parece-me que há duas opções:
ou ignorar a questão da constituição europeia porque nada temos que ver com a gestão da crise e as contradições no interior do poder, ou então admitir que contrariamente às catástrofes anunciadas na altura pelos anti europeistas de esquerda e de direita, a entrada na CEE foi um passo decisivo que impulsionou o desenvolvimento do nosso país.
por outro lado nesta perspectiva da "defesa da democracia" o mário soares não é um gajo qualquer ( de qualquer modo e com as reservas que se queiram, não se pretende comparar o impacto e justeza das suas análises politicas recentes quando as comparamos com as do pacheco por exemplo pois não?) e esta carta, pode não ter muita influência em frança ( acho despropositada a classificação de "arrogância" relativamente aos franceses...) mas deverá e poderá tê-la em Portugal. Por último é de estranhar o apoio entusiástico ao não da direita que escarnece da europa por não ter uma política comum por exemplo em matéria de defesa, da direita que agita como uma bíblia o "federalista", conjunto de textos em defesa da centralização política dos estados unidos.
repito... não é uma questão fácil mas estes são argumentos de peso a favor do sim

Publicado por: tchernignobyl em maio 20, 2005 03:55 PM

Em questão de impacto a nível nacional, Pacheco tem tido mais influência, quanto a justeza parece-me que tanto um como outro dão uma no cravo e outra na ferradura. Na matéria de defesa de democracia é que não há discussão possível.
Haverá realmente mais pontos a favor do sim, mas e o peso das tais "contradições", o cansaço dos líderes, a falta de vontade manifesta pelos principais líderes europeus? Vi de relance o Chirac e o Schröder em algumas intervenções a favor do sim, e notava-se um pouco a atitude de frete. E é isso que assusta, é a comparação destes de agora com o Miterrand, o kohl, e (bom, esta quase nem vale a pena) com o Delors.

Publicado por: Zangalamanga em maio 20, 2005 04:18 PM

a nivel nacional o pacheco tem tido mais influência onde?
A NIVEL NACIONAL???
não é por nada mas... é a primeira vez que oiço essa opinião.
não é que o pacheco não tenha as suas opiniões fortes e não se esforce, mas influência... tirando aquela cena da quadratura do circulo em que normalmente são dois (quando não são três) sujeitos "coligados" a malharem no infeliz "de esquerda" de serviço...

Publicado por: tchernignobyl em maio 21, 2005 01:10 AM

A influência que Pacheco teve na queda de Santana foi decisiva. Mário Soares foi mais previsível, e as suas declarações contra o governo, esperadas. A acidez de Pacheco, embora não de todo inesperada, revelou-se mais corrosiva. Pelo menos ao nível do eleitores.

Publicado por: Zangalamanga em maio 23, 2005 10:11 AM