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maio 18, 2005

SPORTING - 1; CSKA - 3

Futebol: o desporto mais cruel.
Parabéns ao CSKA, uma equipa perfeita na arte maquiavélica do contra-ataque.
Parabéns ao Sporting, uma equipa digna que jogou muito e bem, mas pagou com juros a sorte de Alkmaar.
Para o ano há mais, sem Peseiro (espero eu) e com o Ricardo no banco.

Publicado por José Mário Silva às maio 18, 2005 10:02 PM

Comentários

Partilho dos teus desejos mas temo que pelo menos o primeiro fique por cumprir. Aguardemos. E viva o Sporting.

Publicado por: Rui MCB em maio 18, 2005 10:12 PM

Jogou bem o Sporting?
Que raio de jogo viu você?
O Peseiro perdeu em toda a linha, mas sobretudo no meio campo.
Rogério? Além do golo que fez?
Barbosa? Não teve um pique
Moutinho? Na segunda parte não existiu
Enak? Comido no 2º e 3º golo
etc., etc. etc.
Perderam por culpa própria.
Perderam porque, como no domingo, quiseram segurar o mínimo. E nem isso conseguiram

Publicado por: Nuno em maio 18, 2005 10:28 PM

Não posso deixar de achar incrível que um treinador que leva uma equipa à disputa do campeonato até à penúltima jornada e a uma final europeia seja considerado incompetente. Assim como um guarda-redes que é titular, não só da sua equipa, como também da selecção nacional (e as equipas chegam longe) também possa ser considerado mau. O que é que essas duas pessoas têm de fazer para serem consideradas boas?!? São capazes de dizer qual o foi o treinador que, nos últimos anos, tenha tido, em termos gerais, considerando todas as competições e as fases atingidas, uma melhor prestação que o Peseiro?

Publicado por: Mister_f em maio 18, 2005 10:29 PM

Permitam-me discordar, o futebol nem sempre é o desporto mais cruel. Mais cruel é ficar em segundo lugar numa prova desportiva olímpica, por exemplo, a um cagagésimo de segundo do vencedor.Ou, já agora, noutra dimensão, que dizer do desporto crudelíssimo que decide se se janta ou se se é jantado?

Publicado por: tb em maio 18, 2005 11:39 PM

Sou sportinguista. Estou triste. Tão cedo nem sequer quero escutar sequer um suspiro de futebol. Mas estou sereno. A raiva passou hámuito, eu 'adivinhava' isto... E, por favor, não há desculpas, para ninguém: os segundos não passam dos primeiros dos últimos.

Publicado por: paulo fogg em maio 18, 2005 11:54 PM

A época 2004/05 foi muito boa para os sportinguistas. Começou mal, mas foi num crescendo de alegrias, tanto em resultados como em exibições. Estas duas cruciais derrotas nada têm de extraordinário, embora resultem de causas diferentes (se possível for encontrar causas primeiras em situações tão complexas como um jogo de futebol). Agora, se houver cabecinha e/ou finanças (não vender talento, adquirir talento), esta matriz entretanto instituída (pelo Peseiro) pode levar a uma super-equipa para a próxima época.

Entretanto, desenvolvi uma tese que me dá o consolo da explicação, vingança sobre a negra "moira" que nos fez morrer na praia duas vezes seguidas em 4 dias. Ela chama-se "O Penafiel Amigo". Gozou-se aqui com o golo do N'Doye, e foi unânime a ideia de o Benfica ter comprometido o campeonato, por só ser preciso um empate ao Sporting na Luz para resolver o assunto. Ora, essa vantagem do Sporting levou a uma alteração do previsto. Estava previsto que esse jogo seria uma final, com obrigação de ganhar. A possibilidade de bastar um empate foi, porém, tentação demasiada (e, vistas bem as coisas, opção racionalmente justificada) para um treinador que tem a obrigação de conquistar duas provas em 3 jogos num espaço de 8 dias com um plantel de coxos (por lesões, a maior parte, outros por destino). E esse empate esteve quase a acontecer, só não alcançado por causa de um golo que ficará para sempre no limbo da dúvida (a menos que uma equipa de físicos, programadores e designers faça uma reconstituição digital em 3D).

O risco assumido acabou em desaire, mas o pior nem foi o desfecho (o qual é sempre imprevisível, e daí a beleza do futebol). O pior, o maligno, o criminoso, o imbecil, o tão nojentamente previsível e normal, foi a quebra da corrente "mística", a qual tinha dado coisas como a vitória ao Newcastle, o golo do Pinilla contra os holandeses, a vitória em Braga, o golo em Alkmaar, o golo do Tello ao Guimarães e uma série de defesas decisivas (e de ranço) do Ricardo. Vistos como acontecimentos isolados, não passa do acaso. Vistos como acontecimentos sucessivos e contextualizados, é um padrão.

A lógica inerente a este padrão ilógico pedia que a equipa que jogasse na Luz fosse uma surpresa, fosse de "recurso", fosse "errada". Tal como o tinha sido em Braga. O evento suscitava raciocínios "a contrario" com os pressupostos politicamente correctos, com a racionalidade calculista. As características absolutamente decisivas desse jogo para as duas equipas convocavam uma "lógica fuzzy". Peseiro e restante equipa técnica poderiam ter recolhido lições das evidências – os dramáticos, súbitos, "milagrosos", rendimentos de jogadores que nunca tinham mostrado nada, como o Tello, o Pinilla, o Miguel Garcia (sinal de outros florescimentos a poderem acontecer) – a absoluta qualidade de um puto de 18 anos (há lá outros donde esse veio) – a constatação da nulidade de consagrados, como o Polga (época desastrada), o Rochemback (época medíocre), o Pedro Barbosa (que já só pode entrar na segunda parte). Finalmente, faltou a louca decisão de jogar uma final, mesmo que o empate servisse. A melhor defesa é o ataque, ideia pré-histórica de sempiterna vanguarda, mas que requer túbaros românticos.

Mas, não. E depois, não, não e não. A derrota com afastamento do título enterrou equipa e adeptos. O jogo com o CSKA, que já era de vitória improvável, estava entregue. Hoje foi o que se viu. Vimos o Sporting a jogar dentro da sua normalidade, sem especial qualidade de passe, sem confiança criativa, sem munição intelectual. Sem "sorte". A sequência do golo falhado pelo Rogério à boca da baliza com o terceiro dos russos deve ser ligada com o golo na Luz. Senhoras e senhores, mais um padrão.

E posto isto, viva o CSKA, que fez o que tinha a fazer e sabe fazer tão bem. A Taça UEFA está muito bem entregue.

Publicado por: Valupi em maio 19, 2005 04:14 AM

Que equipas precisarão - ao lado dos técnicos em fato de treino - de um vedor dos fluidos energéticos? Cautela, Valupi, a elite russa, do Moscovo e do Chelsa, ainda te nos rouba. Mas gostei, dessa arquitectura, desse convite à heroicidade do risco. Como consolação, será sempre difícil encontrar melhor. Porque o sofrimento («Como foi possível!?») é medonhamente irracional. Mata-se a ferida com a mesma peçonha.

Publicado por: fernando venâncio em maio 19, 2005 06:52 AM

Não... de facto não é impressão minha: não consigo encontrar qualquer referência aos euros gastos pela TV pública com um jogo de futebol...
talvez o futebol seja "de esquerda"... deve ser isso!
mas aí ocorre-me que o dono dos Jaquinzinhos é tão esverdeado como o dono deste BdE e... será o jcd um esquerdista encapotado?!
A RTP esbanjou uma "pipa de massa" com a cobertura dos últimos dias do Papa, atitude repetidamente condenada neste belogue.
Mas no caso da final da taça UEFA deve ser aquela coisa do "interesse nacional"... só pode!
Mesmo nas postas mais abaixo, nem os comentadores mais críticos se manifestam...
AH! mas reparo que um dos escribas teve a triste idéia de ressuscitar a posta "DESCOBRIR A PÓLVORA"... mas a que (des)propósito?!
Se eu tivesse escrito algo tão sem pés nem cabeça teria, pelo menos, relido os comentários e refeito as contas.
A seguir teria ido aprender algumas noções básicas de economia e prometeria a mim mesmo não voltar a escrever sobre conceitos dos quais desconheço o significado.
Aí, enterraria tal aberração tão fundo quanto possível e começaria a assobiar distraidamente, afastando-me rapidamente do local.
Só mais uma achega: afirmar que algo é verdadadeiro na "Europa, especialmente nos países escandinavos" faz tanto sentido como afirmar "Portugal é o melhor país do mundo para se viver, especialmente para quem tem um rendimento acima dos 100.000 euros/ano"...

Publicado por: JotaVê em maio 19, 2005 10:23 AM