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maio 17, 2005

DESCOBRIR A PÓLVORA (II)

O óbvio ululante: é mais fácil enriquecer nos EUA que na Europa, graças ao capitalismo desenfreado e à não-intervenção estatal.

O menos-que-óbvio-que-vai-pôr-muita-gente-ululante: todos os estudos económicos apontam que existe maior mobilidade social na Europa, especialmente nos países escandinavos, onde as pessoas têm maiores hipóteses de sair na miséria e ascender socialmente. Pelo contrário, nos EUA e no Reino Unido a partir da década de 70 (porque será?) verificou-se um maior imobilismo social e um maior desfasamento entre as camadas mais ricas e mais pobres da sociedade.

Ah, mas não peço que acreditem em mim que sou um perfeito ignorante nessas coisas, mas sim nos cegosanti-americanoscomunasbêbedoskeynesianosidiotasanalfabetosestatizantes* do Wall Street Journal e apaniguados da Universidade de Cambridge.

Citação favorita:

Até o professor Gary Becker da Escola de Chicago começa relutantemente a mudar de ideias. "Acredito que ainda é verdade que uma pessoa de origens modestas tem maiores possibilidades de progredir nos EUA que em qualquer outro país," comenta, "mas quantos mais dados temos em contrário mais temos de aceitar estes resultados."

Publicado por Jorge Palinhos às maio 17, 2005 10:37 AM

Comentários

excelente... esse gary becker começa a ser suspeito...

Publicado por: tchernignobyl em maio 17, 2005 11:48 AM

é hora de os acidentais e os blasfemos constituirem uma comissão para lhes retirar o prémio nobel

Publicado por: tchernignobyl em maio 17, 2005 11:49 AM

é hora de os acidentais e os blasfemos constituirem uma comissão para lhe retirar o prémio nobel

Publicado por: tchernignobyl em maio 17, 2005 11:49 AM

Eu também sou ignorante como tu nestas coisas de distribuição da riqueza entre as classes dum país. E hoje ainda me apercebi mais disso porque pensava que comparar os níveis de vida, mesmo com humor escorregadio tipo BdE, era matéria de escola primária do tempo do Salazar ou apenas conversa de café de gente que está a pensar em emigrar.

Mais importante que essa viagem que nos obrigas a fazer a Pittsburg e às áreas muita sabidas de Cambridge é uma a jornais e revistas com muita menos nome no mundo do “business”, mas melhor informadas e actualizadas. Se contares aos teus leitores que os USA estão endividados à China “Comunista” em bilhões de dólares, talvez alguns não acreditem. Ou que os dinheiros devidos a esse e outros países já é superior a um terço do PIB dos USA, talvez seja surpresa ainda maior. E se lhes disseres que essa divida provavelmente nunca será paga porque está custando 300 bilhões de dólares anualmente em juros (Principal: 7,5 trilhões), talvez ainda se surpeendam mais. Mas não lhes contes que há menos dólares em circulação no país que fora dele. Não alarmes as pessoas demais.

E como és muito ignorante (os Smurfs não ajudam) nestas coisas de dinheiro e divisão da riqueza em sociedades “capitalistas” vou dar-te uma ideia do que é um trilhão de dólares (o aumento a dívida do tio Sam nos utimos dois anos). É uma fila de notas de 100 dólares espalmadinhas umas contras as outras de Lisboa até perto de Madrid. Ida e volta. Supondo que Madrid fica a 500 quilómetros de distância, e que um maço de 100 notas tem a espessura dum centímetro. E agora vê o que é que isto tudo realmente nos diz quando vemos a tendência entre as parvalhonas da esquerda para teimarem que o “capitalismo” começou no século dezanove e que o “imperialismo económico” foi tudo invenção dos USA.


Publicado por: O Economista em maio 17, 2005 03:04 PM

economista falta-te ler o the economist. explicar-te-ão que tudo isso que apontas só demonstra a pujança económica dos estados unidos, é tudo positivo, não há crise.
quando muito aconselharão uns cortes brutais na despesa pública e reduções substanciais de impostos para os contribuites mais ricos e o mercado ficará "equilibrado".

Publicado por: tchernignobyl em maio 17, 2005 11:00 PM