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maio 12, 2005

A ANGÚSTIA DO BLOGGER (COM MAIS DE SETE SÉCULOS DE ANTECIPAÇÃO)

«Tudo o que escrevi parece-me agora pura e simples palha.»

Tomás de Aquino, no seu leito de morte (citado em Os Livros da Minha Vida, de Henry Miller, Antígona)

Publicado por José Mário Silva às maio 12, 2005 09:40 AM

Comentários

Isto faz-me lembrar um dos episodios mais caricatos da blogoesfera portuguesa, quando o Ivan comecou a reprodusir os textos do Lomba no seu blog e este se sentiu obrigado a apagar os arquivos.

Publicado por: Luis Oliveira em maio 12, 2005 10:40 AM

Em suma: foi tudo palha.

Publicado por: AC em maio 12, 2005 11:08 AM

que bem que me soube reler isto hoje... obrigado jms. acabou de me salvar o dia. (bem, não exageremos. salvou-me a manhã.)

Publicado por: Juraan Vink em maio 12, 2005 11:37 AM

Vocês não percebem a "essência" da coisa...
Os humanos são caracterizados, também , pelo facto de: quando resolvem um "grande" problema, colocarem outro no seu lugar; ou seja: passarem a se preocupar com outro "grande" problema. É assim também com a ambição. Quando as pessoas adquirem alguma coisa que ambicionam, passam logo a ambicionar outra coisa qualquer. Isso é bom? É mau? Depende! O que não há dúvida é que "explica" o facto de não devermos iniciar empreendimentos que sabemos como começam, mas não como acabam, ou se acabam!
Acho que não se pode classificar, à partida, essa maneira de ser humana, como boa, ou má; é apenas uma carectarística. Como todas as outras "depende do "uso" que se lhe der. Vem isto tudo a propósito de quê? Ah! Já sei. Quando "a gente" aborda uma dada questão duma dada forma, aborda aquela que, na ocasião, nos ocupava o pensamento, da forma como se nos apresenta, que nos parece mais apropriada, no momento. Mas as coisas evoluem e, no momento seguinte, a questão já não é a mesma, ou não tem as mesmas facetas. Por outro lado, acontece, também, muito frequentemente que, o que se disse (escreveu), sobre o assunto, não teve o "impacto" que se pretendia. O que é mais difícil determinar é se a nova faceta da questão existiria sem o que se disse, antes, acerca. Perante a constatação da pouca importância do que se disse, existem várias "opções": uns desistem e desanimam, interiorizam a sua "insignificância", deixando de se "envolver", de ser cidadãos empenhados; outros mudam de "opinião" e luta, para alguma que seja mais "rentável" e eficiente do ponto de vista pessoal; e outros, finalmente (ou talvez não) mudariam tudo o que disseram e fizeram, incorporando-lhe as novas experiências, de modo a serem mais eficientes.
Olhem! E já chega! Porque é que tenho de estar aqui a explicar uma coisa que nem fui eu que escrevi. Péssima mania minha!

Publicado por: Biranta em maio 12, 2005 11:56 AM

Creio que a frase não foi pronunciada no leito de morte, mas cerca de um ano antes dele falecer.
Há quem use esta frase para pôr em causa tudo o que S.Tomás escreveu; há quem prefira entender a frase como um reconhecimento da pequenês dos seus escritos face ao conteúdo da Bíblia.
Independentemente disso, temos de concordar que é uma bela frase.

Publicado por: Marco Oliveira em maio 12, 2005 02:12 PM

É uma frase típica da experiência espiritual - tão só e tão bem acompanhada.

Publicado por: Valupi em maio 12, 2005 02:15 PM

Marco:
A expressão "no seu leito de morte" está assim mesmo no livro do Miller de onde tirei a citação. Foi por isso que a mantive.

Publicado por: José Mário Silva em maio 12, 2005 04:14 PM

José Mário,
Eu tambem não juro que tenha sido um ano antes dele morrer... Tenho a impressão que sim...

Publicado por: Marco Oliveira em maio 13, 2005 10:58 AM