« FORA DE LISBOA | Entrada | RUA MORAIS SOARES (SOB UM CÉU CREPUSCULAR) »

maio 08, 2005

MÚSICAS QUE ARREPIAM (1)

Ouvir Elis cantar "querelas do Brasil- O Brazil não conhece o Brasil" e partir de Pirituba, engolir o fumo da marginal do Tietê acima da qual pairam os urubus, passar por São José dos Campos no Brazil, seguir por ubatuba (bem brasileira) e chegar a Parati, um misto de Brasil com Brazil. Visitar Caraguatatuba, ir a pindamunhagaba e comparar a gente deprimida da Lapa de Baixa com a gente social do Alto da Lapa. (JCV)

Publicado por José Mário Silva às maio 8, 2005 12:28 PM

Comentários

No mesmo itinerário faltou Mongágua a mais bonita das 3 (as outras 2 são Ubatuba e Caraguatatuba) que estão juntas a São Vicente, primeira vila brasileira a ser fundada e que se visita desde Sao Paulo pela famosa estrada de Santos. A cidade do clube onde jogou Pelé e a estrada que descrita em uma cação de Roberto Carlos fez Caetano Veloso chorar de saudades no exilio em Londres. Nomes de lugares onde ainda se utiliza o "tu" no Brasil e não o você, com o pequeno detalhe dos locais o conjugarem com o verbo na terceira pessoa do singular. Nomes de coisas profundamente brasileiras e estranhamente ainda portuguesas.

Publicado por: RF em maio 9, 2005 10:27 AM

Assim é o nome da moção que encabeçada por Francisco Louça se viu aprovada durante este fim de semana(7 e 8 de maio) em que no forum lisboa, decorreu a 4@convenção bloquista.
Em um ambiente descontraido, ameno e familiar mas não desprovido de incisivo sentido de responsabilidade politica a familia bloquista ou o conclave, (termo carinhosamente aplicado pelo expresso) se reuniu,é caso para dizer...habemos bloco.
Em um ambiente sofisticado, sobrio e funcional, a simbologia e o sentimento partidario omnipresente pairava e incorporada no espirito da em todos sentidos jovem comunidade bloquista justificou uma atmosfera despojada de gambiarras ou de estimulos visuais que no excesso da subordinação a propagandas ou timing´s mediaticos certas ostes partidarias cultivam em deterimento de um pluralismo que se quer evidente e não envolvido em abstracionismo subliminar.
Não se viu muitas gravatas, é um facto, não significa que haja uma aversão a gravatas nem se trata de um qualquer fundamentalismo de vestuario, uma ou outra gravata se vê e o proprio arquetipo gravata se revê dignificado pela selectividade exponencial que conquistou e separado da ostentação fardofona tipo cabeleira barroca a gravata obtem o lugar de...gravata.
Na tribuna o simbolo do bloco de esquerda materializado em uma faixa que percorre o diametro do espaço lado a lado com a mesa envolvida pelo cenario do outdoor colocado indoor que envolvido por verdura nos lembra que com todo o orgulho do mundo somos o pessoal das manif´s e plebeus .
A muito que o diapasão da tolerancia, do não a guerra, da liberdade de sexualidade, de raça, de expressão, das minorias e dos seus direitos, da evolução quantitativa e qualitativa do mental colectivo nacional, da qualidade de vida humanizada, da correcta e justa distribuição e optimização de recursos da nação, do papel do estado como placa tectonica eficaz e funcional garante dos bens essenciais como o emprego, saude, ensino, segurança social e livre acesso e proliferação de culturas, livre do açambarcamento, corrupção, volatilização, privatização desmedida e desvitalização por parte da direita personificada na sua politica nefasta de centralismo democratico faccioso e neo-liberalismo capitalista especulativo repressivo.
A venda de boinas da revolução cubana não era para aqui chamada e em nenhum momento se observou o revivalismo comitesco central, obsoleto e atravancante ao dialogo este, não constitui parte integrante dos catrapazios do bloco de esquerda.
A homogeneidade da familia bloquista era visivel na exposição contigua ao espaço reservado a 4@convenção com a venda de livros, jornais e demais artigos proporcionando um convivio em babel fraternidade esquerda europeista que veementemente se fez representar atraves de diferentes dignitarios de:Espanha, Italia, Inglaterra, e demais países.a lúsofonia disse presente atraves da representação de camaradas vindos do Brasil e tambem de Timor leste.
Dignissimos convidados como Vasco Gonçalves e altos dirigentes sindicais tambem presentes indagavam o fenomeno globalização versus direitos dos trabalhadores, incluindo o direito dos trabalhadores chineses que em obliqua e sapiente observação fez questão de frizar o deputado europeu, Miguel Portas.
Toda a biodiversidade do bloco, as diferentes correntes que constituiram a sua origem, as suas raizes, a visivel miscisnação das diferentes alas de esquerda, a sua simbiose e complementaridade eminentemente esclarecida, de inegavel confiança e imbuida de incorruptivel vontade de transformação da sociedade portuguesa, desprovida de fundamentalismos e em uma convergencia plural, manifestou-se a favor da moção encabeçada por francisco louça; "O bloco como Alternativa Socialista" e nada foi esquecido.
A politica de emprego, as soluções para o flagelo do emprego foram seriamente debatidas e uma vez mais o Bloco ira lembrar e complementar incansavelmente o que esta e irá ser feito nomeadamente na defesa intransigente do sector dos texteis.
Em materia de coligações cabe ao ps imbuir-se de filantropia, altruismo e abnegação politica para suprir os pontos chaves de carencia democratica como é o caso do Funchal, calcinado pelo peronismo feudal jardinista.
Pelo desenvolvimento do mental colectivo do nosso Portugal atraves da materialização de referendos ou opções politicas que possam acabar de vez com a vergonha, o fundamentalismo de catecismo, a exposição da mulher no pelourinho nacional por esta decidir sobre o seu proprio destino e corpo.
Pela clarificação de que o refendo a constituição europeia constitui uma forma de federalismo primario, estravasado dos interesses da propria europa e que visa acentuar ainda mais o fosso entre europeus e os outros europeus.
Pela não subserviencia, por que carga de agua, pelo bater o pé ao colonialismo americano, a ecatombe personificada dos direitos humanos e manipulação assassina e criminosa de culturas e recursos planetarios.
Por uma tomada de posição a esquerda em direção ao concenso de um candidato presidencial que ponha um ponto final a esfinge cavaquista como ultimo reduto revivalista da direita.Basta da mutilação nacional com que a direita tem subjugado o país, o completo abandono da educação e suas variantes como a investigação e o tratamento dos docentes e discentes, o arrastar da problematica das propinas, a urgente criação de "o cartão do utente da Escola" magnetico, o pertinente choque tecnologico e respectivamente informatizado irá proporcionar dados preciosos no combate as lacunas no sistema educativo bem como a optimização de recursos em relação as familias mais desvavorecidas e ação social, previlegiando a articulação com "escolas seguras" e demais instituições perifericas de apoio.A Educação, um dos mais tristes legados do governo que fellinianamente cessou.
A anarquia do codigo de trabalho, as decisões tomadas ao cair do pano, os totonegocios felixianos, a profanação e utilização abusiva das reformas previamente percatadas pelos funcionarios publicos e a escandalosa atribuição de comissões milionarias a membros do anterior governo constituido por psd e cds.pp no seu desenfreado, desmedido e gratuito assalto ao poder parasitaram e vampirizaram os interesses do portugueses.
O exemplo de paridade no Bloco, um grupo parlamentar igualitario é ilucidativo da livre e responsavel proliferação de pontos de vista.
Viva o Bloco de Esquerda.

Publicado por: Jose António Santos em maio 9, 2005 04:18 PM

Quanto às gravatas achamos sempre piada a esse pseudo-slogan, que não serve mais do que enganar esses bloquistas de que falou, pois qual é a diferença entre a gravata e as roupinhas de marca que todos usam e o MG do Rosas?
No meio de todo o seu discurso ficamos decansados porque à partida daqui por menos de uma década todos vós ganharam juízo e deixaram de ser os tais bloquistas.

Publicado por: CM em maio 10, 2005 02:49 PM