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maio 03, 2005

FARTO DESTA SEITA

O CDS achava que a questão não era importante... mas "aplaude" a decisão do Presidente.
O PSD ia abster-se... mas "congratula-se" com a decisão do Presidente.
A esquerda tem uma maioria esmagadora na Assembleia, as sondagens dão uma maioria de portugueses apoiando a despenalização do aborto...
Por seu turno, o Presidente, distraído a aconselhar a GNR a andar "disfarçada" na estrada para poder apanhar mais condutores, mima um personagem que por umas semanas animou os Tele"jornais" da TVI, e determina que "não há condições"...
Que estranha cobardia tolhe estes gajos?
Que estranha conspiração impede que se tome de uma vez por todas uma decisão?
Porque não se acaba de vez com este assunto que só é ainda assunto porque o país parece ser governado efectivamente por uma ínfima minoria não eleita que perde rotundamente eleições mas continua a fazer valer o seu poder?
Porra, quero o Zapatero aqui, já!

Publicado por tchernignobyl às maio 3, 2005 11:15 AM

Comentários

tcherni, O PR só está a ajudar a causa da esquerda. Toda a gente sabe que em Julho só a malta de esquerda é que está de férias (porque já é Verão e é mais barato que Agosto) e que, assim, poderia ser tentada a abster-se. A malta da direita tira férias em Agosto (festas da Casa do Castelo), Dezembro (compras em NYC e Londres) e Fevereiro (neve nos Alpes ou em Aspen), pelo que em Julho correriam para as urnas e eternizariam esta "injustiça" que é haver uma lei que não protege as mulheres que engravidam "sem quererem" (apesar de não terem sido violadas, porque essa excepção, entre muitas outras que não são faladas porque não convêm à causa, já se encontra consagrada na lei)

Publicado por: The Bird @ frangosparafora.blogspot.com em maio 3, 2005 11:34 AM

cara ave,
obrigado pelas considerações inteligentes e pertinentes que tão bem traduzem o estilo de vida stressado da direita vítima da pouca flexibilidade da Constituição (é muito longa dizem, quiçá exibindo problemas de literacia normalmente mais facilmente detectados noutros "estratos" "socio-culturais") e da falta de flexibilização das leis laborais (dos empregados deles claro).
Faltou-te apenas referir o período de abortos em clinicas londrinas acessível ao longo de todo o ano à direita "pró-vida".
uma nota apenas para a curiosa referência à questão das "violadas". dito assim até parece que nesses casos ainda haveria lugar para dúvidas. Tal como estão as coisas do lado da minoria que se revê em leis que não protejam mulheres que engravidem "por querer", já nada me admira.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 12:06 PM

é importante começar por dizer que concordamos totalmente com a despenalização do aborto. no entanto, a que minoria se estão a referir? já chega das teorias da conspiração. desde 1974 que a esquerda está no poder, vivemos num país com uns insuportáveis ideais comunistas, em que ninguém acredita. já nem na china. se estão mal vão a uma agência de viagens e comprem um bilhete de ida para coreia do norte e garantimos que serão recebidos de braços abertos. portugal não é a rússia nem nenhum desses países sub-desenvolvidos onde o comunismo floresceu, portanto parem de falar de minorias autoritárias. e apontem os erros que abril abriu. é de notar que nenhuma ditadura é boa.

Publicado por: CM em maio 3, 2005 12:06 PM

Um referendo para resolver "esta questão" de vez. E se o resultado for contra a alteração da actual Lei de IVG? Prometem descanso aos nossos ouvidos?
Considerações sobre minorias (ou maiorias silenciosas) são feitas com base em quê? Que eu saiba, o único referendo sobre esta matéria não resolve esta questão a favor da "causa".
Com base na sondagem hoje divulgada? dado curioso da sondagem, aponta para que entre as mulheres ganha o sim à manutenção da actual lei...

Publicado por: Louco em maio 3, 2005 12:33 PM

Caro CM:
eu acho que é preciso um bocadinho de esforço para ler neste post uma queixa alinhada com aqueles discursos sobre a "traição do 25 de Abril".
não há aqui nada de "comunismo" e parece-me que o assunto é razoavelmente claro.
minoria aqui são aqueles que, espalhados maioritariamente no PP e no PSD mas também com alguma expressão no PS têm impedido o que uma maioria de portugueses, do Bloco de Esquerda e do PC, do PS, do PSD (eventualmente em minoria nesse partido) e eventualmente até do PP vê como perfeitamente razoável e à imagem da percepção que acerca desse assunto se tem em toda a europa.
fora de considerações políticas de outra ordem. a melhor prova é o facto de tu ( e provavelmente muitas outras pessoas com orientações políticas idênticas) concordares com a despenalização apesar do teu discurso de sabor vagamente anacrónico sobre os perigos do comunismo.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 12:40 PM

Parece um perfeito dislate reduzir a questão da liberalização do aborto a uma questão esquerda/direita, quando de facto não é disso que se trata. Mas enfim, é a esquerda (e a direita) que temos...

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 3, 2005 01:16 PM

Agradecemos a resposta rápida ao nosso comentário, o que mostra que este é um bolg activo e actual. No entanto visto a esquerda ter a maioria na Assembleia, não faz sentido fazer um referendo, quando o mesmo já foi feito e a "minoria" respondeu NÂO (A nosso ver MAL).
Portanto deixemos o Parlamento fazer a sua função, legislar, a maioria aprovará sem dúvida uma lei favorável. Será que o que existe é, uma falta de coragem deste novo governo em actuar num assunto que sempre achou que deveria ser resolvido por outros?

Publicado por: CM em maio 3, 2005 02:02 PM

CM, concordo com a tua referência à falta de coragem. Isso, pelo menos no que respeita a este assunto, é mais do que patente.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 02:07 PM

"Que estranha conspiração impede que se tome de uma vez por todas uma decisão?"

Não é assim tão claro como referes, caro Tcher - como é óbvio e o resultado do anterior referendo indica.

Fazer um referendo no Verão parece-me péssima ideia.

Publicado por: Monty em maio 3, 2005 02:12 PM

monty, obrigado pelo comentário.
há aqui dois "pontos".
O primeiro é que se o pessoal quer realmente alguma coisa, borrifa-se para as férias. se se torna necessáRIO andar a fazer as contas onde a burguesada pró-despenalização passa as férias porque essa burguesada acha mais importante as putas das férias do que cumprir o seu dever c´+ivico relativaMENTE a algo contra o qual andamos todos a bramar há anos, eu francamente estou-me um bocado a lixar.
por outro lado, neste momento é claro para toda a gente ( oh quanto eu gostaria que a resolução deste assunto tivesse de ser resolvido por um governo de direita com maioria absoluta ) que o País está desde há muito pela despenalização e que só a tibieza do governo disfarçada de greve de zelo impede que se acabe com isto de uma vez por todaS OU EM REFERENDUM, OU na assembleia ou pura e simplesmente por decreto.
NADA se opõe a isso, exceptuando eminências pardas ( o guterres, o marcelo, e outras luminárias insuspeitas que manobram na sombra).

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 03:16 PM

Aqui está uma posta muito democrática, senhor ignóbil...
A ignorância patente nos comentários revela a natureza da pessoa. Ninguém já tem paciência!

Publicado por: Miguel Nascimento em maio 3, 2005 03:25 PM

Sustento as minhas afirmações anteriores com base nessa estúpida e ignorante apologia do Zapatero (como é possível!!! Em Espanha ninguém o quer!!).

Publicado por: Miguel Nascimento em maio 3, 2005 03:29 PM

Uma coisa é certa: este blog é claramente a favor da igualdade de oportunidades, diria mesmo, de uma política de affirmative-action, ou não leríamos coisas escritas pelo Zé Mário Silva ao lado de coisas "escritas" pelo tchernignobyl.

Publicado por: The Bird @ frangosparafora.blogspot.com em maio 3, 2005 03:43 PM

caro miguel
obrigado pela tua paciência em comentares aqui com tanto afinco.
vai vender aos espanhóis a estúpida e ignorante posta de que em espanha ninguém o quer.
talvez seja porque por uma vez aparece um governante de esquerda que chega ao poder e USA-O ao contrário dos governos socialistas a que que os reaças estão habituados em Portugal tolhidos pela tibieza tão ansiosos de "latitude" e diálogo que fazem tudo menos aplicar os programas que os elegeram.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 03:44 PM

De acordo com estes senhores, então, se a AR aprovar agora a despenalização do aborto com a maioria de esquerda (o que parece razoável) cá fico à espera dos aplausos quanto uma futura maioria de direita revogar essa despenalização (não que pense que isso aconteceria).

A única leitura possível para o referendo que foi já realizado sobre o assunto, caro CM, é que a maioria dos portugueses (e portuguesas, para não parecer sexista) não considera a despenalização do aborto uma questão importante. Dos que se preocuparam com isso, a maioria era contra, como se constatou ao contar os votos.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 3, 2005 04:06 PM

tche dixit "neste momento é claro para toda a gente (...) que o País está desde há muito pela despenalização." De onde vem esta clareza?
Ah! Já sei!
Por ser de esquerda, é mais iluminado, e tem poderes especiais de clarividência que interpreta a vontade do povo.
Repito: A única consulta popular feita sobre este assunto não sustenta a tua opinião.

Publicado por: Louco em maio 3, 2005 04:09 PM

pedro nisto tu és realista. se houvesse uma maioria absoluta de direita, não haveriam discussões nem hesitações acerca de revogar ou não revogar a lei que achassem inconveniente.
é precisamente neste aspecto que tenho um bocado de inveja da direita. quando elegem o seu grupo de gorilas ao menos podem confiar que eles exercem o poder . Nessas alturas até fazem do exercicio do poder um atributo fundamental da democracia. Quando perdem é que se põem com legalismos.
não se lhes pode levar a mal. fazem pela vida, protegem os seus interesses. o que é absurdo com efeito é a esquerda ter a maioria absoluta e andar com rodriguinhos.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 04:15 PM

É isso tudo ou... o oportunismo político e a subida ao poder a todo o custo de um governo de cedência a lobbies de esquerda. É mais esta a leitura que o eleitorado espanhol faz neste momento desse governo que a cada dia que passa destrói a boa economia deixada pelo PP e Aznar.

Publicado por: Miguel Nascimento em maio 3, 2005 04:24 PM

Tcher:
O país também já parecia estar há muito pela despenalização aquando do último referendo e no entanto...
Este é o país que temos e é com as respectivas fraquezas que temos que contar. No Verão terias uma taxa de abstenção record e um resultado por demais adulterado.

Quanto ao resto, também eu sou contra referendos - de todo o tipo e sobre qualquer assunto. No entanto, neste caso, e tendo em conta que já houve um referendo anterior, e com aquele resultado, penso que é premente a existência de novo referendo.

Publicado por: Monty em maio 3, 2005 04:38 PM

...e depois do Zapatero, o Rei de Espanha, até...porque o problema é o PR.

Como se nota, até nos recantos mais estranhos se encontram Monarquicos.

Viva o Rei!!!

Publicado por: Pedro Soares Lourenço em maio 3, 2005 04:51 PM

Não é a esquerda que tem maioria absoluta, é o centro (PS), aliás, como sempre (PS ou PSD) a diferença é mais uma questão de personalidades que qualquer outra coisa.

Nem tenhas ilusões, a esquerda (aquilo que consideras esquerda) nunca vai ganhar eleições, nem em Portugal, nem em qualquer outro país ocidental. Ninguém quer mudar o mundo, só viver melhor.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 3, 2005 04:54 PM

Lol! ó pedro para tentar fazer de nós parvos enquanto resolve o problema de minimizar danos depois do chimbalau que levaram é um nicho de mercado que já está ocupado pá, já paira por aí o prof marcelo.
já agora porque não dizes como o PC que o ps é a direita e concluis que vivemos nhum regime de maioria absoluta da direita para justificar que em 20 de fevereiro no paso nada?
outra coisa: não tenho "ilusões"...nem quanto a mudar o mundo nem quanto à natureza do PS nem quanto ao carácter minoritário do que entendo por "esquerda" mas sei que a maioria, quer seja de direita do centro ou de esquerda quer ver esta coisa da despenalização do aborto resolvida.O resto é léria.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 05:30 PM

O que é que mudou em Portugal no dia 20 de Fevereiro, para além dos ministros do governo, e da composição da AR? A vitória do PS foi então alguma revolução? Nem pretendo dizer que o PS é de direita, deixo isso para os educadores das massas que peroram no BE, PCP, já para não falar no PCTP/MRPP. No dia 20 de Fevereiro, de facto, não se passou nada de novo. Apenas a normal alternância entre a fome e a vontade de comer, tão do agrado das massas portuguesinhas, e com tradições firmadas, que já remontam ao rotativismo do século XIX...

De resto, até eu sou a favor da despenalização do aborto. Ao contrário de outros, não tenho jeito para juiz.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 3, 2005 05:43 PM

Mas, afinal, qual seria para ti a lei ideal sobre o aborto, tchern?

Publicado por: Valupi em maio 3, 2005 05:54 PM

ah! com esta me matas também!
afinal se também és contra a despenalização do aborto o que é que tens andado aqui a discutir?!!
é o que eu chamo "espírito de contradição"...
quanto à questão politica "de fundo"... o significado do 20 de fevereiro... até posso admitir que existe uma grande convergência em certos sectores do ps e do psd , sobretudo aqueles mais "tecnocráticos" dos respectivos partidos, o sustenta de algum modo a afirmação de que tudo é muito parecido pelo menos.
no entanto, quereres ver nessa convergência de cúpulas um "molho" indistinto ao nível dos apoiantes e tentar negar que o banho que o psd levou foi efectivamente uma viragem à esquerda no sentir da maioria da população, já é quereres enterrar mesmo a cabeça na areia. mas tu lá sabes....
já agora, se é tudo a mesma coisa gostava de ler o sentido dos teus comentários antes e depois das eleições... será que te eram indiferentes os dois partidos? estavas equidistante? let me know...

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 06:00 PM

Eu penso que não deveria haver nenhum referendo.
É um problema de saúde pública aser resolvido e aprovado por maioria na Assembleia da República,
os deputados estão mandatados para quê afinal?

Publicado por: bin_tex em maio 3, 2005 06:15 PM

Interessante discussão, acho que foi tudo dito, mas a questão do aborto não se esgota num referendo, vitorioso ou não para a esquerda. Quanto ao PR: parece claro que a velha raposa, mais uma vez, tem razão. Para quê sujeitarmo-nos a mais uma derrota em pleno Verão?

Publicado por: jm em maio 3, 2005 06:30 PM

Olha, tão equidistante, que até votei em branco. Bem tentei votar no PSD, mas com o Santana Lopes lá não sou capaz.

De qualquer modo não me revejo em nenhum dos partidos que tão alegremente classificas de 'direita', embora tenha o hábito votar no PSD. Já votei uma vez na CDU, em autárquicas, e pelo menos uma vez no PS, talvez mais. Até porque muito embora exista uma base sociológica de direita em Portugal que representa de facto a base de apoio - ou pelo menos os votantes - dos partidos que tão levianamente são chamados 'de direita', a verdade é que os seus programas e a respectiva base ideológica é de centro esquerda bem como uma grande parte da sua praxis. A direita levou um banho, mas não foi em 20 de Fevereiro, foi há 30 anos atrás, e depois disso o discurso de esquerda assumiu uma hegemonia cultural que não tem equivalência sociológica.

Quanto ao país ter virado à esquerda, não é isso que me preocupa. Os países, pelo que me lembro, não se costumam deslocar - se nisto excluír-mos a imaginação de Saramago - e a única constância nas democracias é a mudança de mãos nas alavancas do poder. E apesar de apresentar múltiplos defeitos, Portugal ainda é uma democracia, e não me parece que isso vá mudar. Por isso, aqueles como tu - ou como Mário Soares - que agora tão triunfalmente glosam 'a viragem à esquerda' um dia vão olhar estupefactos para uma 'viragem à direita'. E talvez nem falte muito tempo...

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 3, 2005 06:47 PM

Não sou eu quem alegremente os classifica de direita, são eles que se autoclassificam de direita - não sei se ouviste a entrevista do Ribeiro e Castro ontem na RTP2 para falar apenas de "hoje".
já o PSD agora a tentar "reconquistar o centro", caracteriza-se por ser o partido que mais incarna em Portugal a "ideologia" dos que negam a ideologia, tique que o aproxima da direita mais radical (a tal de há trinta anos que assoma episodicamente nas teses revisionistas de alguns bloggers e intelectuais mais ou menos "opinion" mais ou menos "makers" sobre África e o 25A ) ou, na sua forma benigna, de um catavento e o torna num partido perigoso no sentido em que é talvez o mais vulnerável ao populismo que coexiste em equilibrio sempre instável com uma tecnocracia de carácter mais "centrista" e até com tendências mais "liberais" no sentido convencional.
Se o facto de o país virar à esquerda não te preocupa, porque te preocupas então?
Entrámos numa ditadura?
Não é normal estar de vez em quando a esquerda no poder?
É óbvio que mais tarde ou mais cedo entrará de novo em jogo o mecanismo da tal alternância, mas isso não impede de afirmar e me congratular-me com o facto de a última viragem ter sido à esquerda.
Desde que os governantes eleitos saibam interpretar isso e hajam em conformidade claro, dando passos concretos para resolver determinados problemas e que esses passos passem a ser parte do património futuro.
Ou vamos voltar outra vez a discutir o problema da escravatura? O que se passa é que a questão da despenalização é uma questão civilizacional já assumida pela maioria das pessoas, o que se pretende aprovar neste momento até é ao que parece bastante menos radical do que existe em Inglaterra pelo menos, mas que não sai do caminho das discussões porque há uma minoria (e volto a falar na minoria) que bloqueia a sua resolução.
estas coisas, para o "establishment" nunca são pacíficas. lembremos só que para acabar oficialmente com a escravatura nos EUA foi necessária uma guerra civil altamente mortífera que mesmo assim nem sequer foi cem por cento decisiva quanto à discriminação racial. Também aí para "limitar" a "liberdade" de os grandes plantadores sulistas terem os seus escravos.
O que motiva algumas posições como as do Mário Soares, é que a tal direita que perdeu as eleições, ainda agora as perdeu e já está a querer iludir isso a tentar impôr a sua agenda.
Veja-se o pacheco pereira a exigir já modificações no estatuto da oposição no Parlamento para tornar as coisas um pouco mais equilibradas. Tudo estaria certo, se ele o tivesse feito ANTES, quando o partido dele estava no poder em coligação e com absoluto desprezo pela oposição sem qualquer gemido pachéquico em defesa dos amarfanhados habitantes das bancadas da oposição. Nestas circunstâncias, acho muito bem que o ps altere o tal estatuto sim, mas no final da legislatura, não agora.

Publicado por: tchernignobyl em maio 3, 2005 08:08 PM


Tcher,


No cigar. Maybe next time.

Publicado por: Madalena em maio 3, 2005 10:29 PM

É óbvio que mais tarde ou mais cedo entrará de novo em jogo o mecanismo da tal alternância, mas isso não impede de afirmar e me congratular-me com o facto de a última viragem ter sido à esquerda.

Pois é... E, emquanto espero pela próxima alternância, vou-me consolando com a certeza que será uma viragem à direita. Bye, e até à proxima.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 4, 2005 09:25 AM

Há um problema com os comentários... ao ler-los se vai toda e qualquer vontade de comentar outra coisa que não seja o facto inegável de comentário ser abreviatura de "comenta ó otário".

Publicado por: RF em maio 4, 2005 10:43 AM

Pedro Oliveira, essa equidistância fica-lhe a matar. Já pensou em adoptar o adjectivo-nome "equidistante" como middle name ou então à antiga portuguesa, como um cognome (Pedro Oliveira, o equidistante)?

Publicado por: tb em maio 4, 2005 03:21 PM

Não, até porque não é segredo nenhum que sou de direita. Já me podes chamar fascista com a consciência completamente tranquila. Afinal até já estou habituado. Agora que a minha posição politica é equidistante ao PS ou ao PSD, não tenhas dúvidas. Quer um, quer outro são partidos sociais democratas, e estão bem à esquerda de um libertário de direita como eu.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 4, 2005 03:34 PM

Ó chéri, tu podes ser de direita, fascista, o que quiseres, só era bom que respeitasses (além de quem conversou contigo) o pessoal que esteve a ler e a tentar perceber-te. E depois da retirada chickenshit das 9.25 (pareceu-me ver um garoto de 10 aninhos a deitar a língua de fora), a minha vontade não era chamar-te equidistante, mas incivilizado. Já agora, para o povo não morrer estúpido, o que é um "libertário de direita"?

Publicado por: tb em maio 4, 2005 06:40 PM

libertário de direita? suponho que nem percebes bem as implicações dessa "definição"...
quanto às "alternâncias", se bem percebo defines como alternância desejável aquela que se verifica entre o centro e o centro. uma virtude duvidosa.

Publicado por: tchernignobyl em maio 5, 2005 03:25 AM

Tb, pede ao tchernignobyl que te explique, que ao que parece ele sabe.

Para mim é alguém que defende a existência de um estado central o mais pequeno possível: um que trate apenas da defesa e política externa. Tudo o resto deveria ser tratado em eleições democráticas a nível local.

Publicado por: Pedro Oliveira em maio 5, 2005 11:17 AM

Convirás que é um bocado inútil estar a perguntar ao tchern tal coisa, porque, obviamente, ele também não sabe: é isso que se pode depreender por ter colocado a palavra definição entre aspas!
Mas como fizeste a fineza de dar o teu entendimento sobre tal "conceito" (que agradeço),retribuo-te avisando, se é que ainda não deste conta, que és também um libertário da Língua e até da própria Política (tout court). Apelo ao pessoal que estiver a ler que me ilumine, pois a utopia oliveirense deixou-me sem saber quem sou eu e onde estou...

Publicado por: tb em maio 5, 2005 03:08 PM

Este pais e lindo e recomenda-se a parvos!
Que isntituição nos poderá salvar desta europa já istituida, mesmo antes do exercicio da escrava democracia?
Normas comunitarias que destroem a vida dos tão já mortos portugueses, até parecem ideias de algum portugues dos durões.
É claro que tinham a necessidade de um burro para lhe carregar as culpas, e este já tinha provas dadas?!
Vão fechar milhares de restaurantes em portugal por não terem uma cozinha com 6 metros quadrados,e eu que tento estudar á noite,recebi a noticia que vai deichar de haver sopa na escola por ordem do ministerio da educação.
É preciso não ter educação,porque cozinha temos!

Publicado por: paulo ramos em maio 5, 2005 09:59 PM