« DA INSTABILIDADE DAS CORES | Entrada | CHOQUE & PAVOR »

abril 19, 2005

O QUE PODEMOS ESPERAR DE BENTO XVI

«O novo Papa deve lutar contra a ditadura dos tempos modernos», disse o Cardeal Joseph Ratzinger, na homilia da missa celebrada imediatamente antes de se iniciar o conclave. Em vez de aggiornamento, o combate à perigosa modernidade que corrompe o mundo. Não conheço melhor receita para o desastre final do catolicismo.

Publicado por José Mário Silva às abril 19, 2005 06:19 PM

Comentários

bem, nesse aspecto ele tem alguma razão. A Igreja Católica não tem de ser propriamente o colégio da vanguarda.

Publicado por: Frei Bartolomeu dos Mártires em abril 19, 2005 06:27 PM

VIVA O PAPA!!!!

Publicado por: Miguel Nascimento em abril 19, 2005 06:34 PM

ok, Miguel, vai tomar um banhinho...

Publicado por: Frei Bartolomeu dos Mártires em abril 19, 2005 06:38 PM

E o Bento disse ao menos o que entende por "ditadura dos tempos modernos"?

Publicado por: Katraponga em abril 19, 2005 07:04 PM

enfim, resta dizer que o conclave pariu um Ratzinger.

Previsível.

Publicado por: Sacha em abril 19, 2005 07:13 PM

Caro José Mário Silva
Necessitamos do seu endereço de email a propósito do Dia Mundial do Livro. Cordiais cumprimentos

Publicado por: Biblioteca Municipal de Beja em abril 19, 2005 07:46 PM

O «desastre final do catolicismo»? Como? Os mil milhões de católicos converterem-se ao paganismo ou ao ateísmo?

E tudo o que é moderno é bom?

Publicado por: CC em abril 19, 2005 07:56 PM

Se por «ditadura dos tempos modernos» se entender: futilidade, libertinagem irresponsável, colapso dos valores e da ética, ditadura das «modas», intoxicação mediática dos «vendilhões» de audiências, prevalência do politicamente correcto em vez do universalismo humanista, então, ele poderá estar certo. Espera-o uma luta dura e a incompreensão garantida.

Publicado por: Rafael em abril 19, 2005 08:03 PM

Vejam o que ele disse numa entrevista de 12-02-2001 sobre a música:

http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF29050

Cardeal Ratzinger ataca música rock
O cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, atacou severamente a música rock e pop e manifestou reservas em relação ópera, num ensaio consagrado à liturgia divulgado hoje em Itália.

O prelado, encarregado oficialmente de guardar a pureza da doutrina, descreve o rock como «expressão de paixões elementares que, nos grandes concertos musicais, assumiu carácter de culto, ou melhor de contra-culto que se opõe ao culto cristão».

Acusa o rock de querer falsamente «libertar o homem por um fenómeno de massa, perturbando os espíritos pelo ritmo, o barulho e os efeitos luminosos».

Quanto à música pop, «ela já não é mais apoiada pelo povo». «Trata-se na minha opinião, de um fenómeno de massa, de uma música produzida com métodos e a uma escala industrial e que se pode qualificar desde já de culto da banalidade», afirma.

O prelado acusa ainda a música de ópera de ter «corroído o sagrado» no século passado e cita a esse propósito o papa Pio X que, no início do século, «tentou afastar a música de ópera da liturgia».

Publicado por: lcorreia em abril 19, 2005 09:20 PM

Se este Papa fosse um problema apenas para os católicos, eles que descalçassem a bota. Mas a influência da ICAR afecta todos. Combater a modernidade, o progresso, a ciência e a razão não vai ser nada bom para a humanidade. estrelinha ajuizada

Publicado por: vermelhofaial em abril 19, 2005 10:17 PM

"Cardeal Ratzinger ataca música rock".
Depois da partilha de mp3 online, será este o golpe decisivo na indústria da música pop/rock?

Publicado por: caznocrat em abril 19, 2005 10:38 PM

Ai, a música do Demo, desde os Stones, desde os Stones. O Bento é que tem razão.

Publicado por: Sérgio em abril 20, 2005 12:11 AM

Ai, a música do Demo, desde os Stones, desde os Stones. O Bento é que tem razão.

Publicado por: Sérgio em abril 20, 2005 12:13 AM

A inflência da ICAR afecta todos... ai, ai.. ainda dizem mais parvoices q o nóvel Papa Bento!

Publicado por: Gasel em abril 20, 2005 12:24 AM

De facto, a influência da ICAR e, obviamente, do papa não afecta só os católicos, assim como, nas devidas proporções, a eleição do presidente dos USA não afecta só os americanos.Quanto aos tais "progresso, ciência, razão", entendidos como fim em si, passaram à História, pois à conta da sanha em perseguir tais objectivos é que nós temos o planeta de pantanas (climática, ecologicamente falando). Outro problema sugerido num dos comentários é o da falência dos valores e da ética, entre outros sarilhos que se levantam quando a globalização só revela ser,na sua essência, um pequeno filme em que um peixinho é engolido por um peixe que é engolido por um peixe maior, que é engolido por um peixe ainda maior, etc., etc..Daí a necessidade que todo o mundo sente em ter pessoas minimamente equilibradas à frente de instituições fundamentais. De facto, as posições assumidas anteriormente pelo agora papa (rosnadela)não nos auguram nada de bom, pois só pelo exemplo em relação à música, parece estar de costas voltadas a qualquer consenso. No momento não consigo deixar de lembrar o que Agostinho da Silva sentenciou numa das suas entrevistas: "Quem tem a verdade num bolso, tem no outro a Inquisição.". Aos nossos amigos católicos, àqueles que não se revêem no agora eleito, acho que não há muito a dizer, apenas que tenham fé em melhores dias e obrigada por serem quem são.

Publicado por: tb em abril 20, 2005 12:53 AM

Os católicos descontentes com o novo Papa deviam ser excomungados, já que quem escolheu foi Deus e o espírito santo, right? Vão manifestar-se para as Igrejas (em vez de rezar blasfemem), batam em padres, virem cruzes ao contrário! Carais que bando de caguinchas! Com medo de um velhote... Aliás, mais vale um conservador do que um cardeal armado em novo-hippie e muito "á frente".

Publicado por: Mostrengo em abril 20, 2005 09:39 AM

Até bocejei de tédio. Que post tão pobrezito.

Publicado por: O Bom Selvagem em abril 20, 2005 04:19 PM