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abril 19, 2005

O POEMA NUMÉRICO

14, 16, 42;
90, 27, 34.
18, 32, 94:
70, 123, 6, 2.

249, 5,
61, 40, 17.
80. 35, 37:
640, 85.

60, 900, 16,
49. 12, 25:
94000, 46,

618, 39.
200, 107, 35.
90, 7000, 79.

José Carlos Barros, [Soneto à maneira antiga], in Presa do Padre Pedro

Publicado por José Mário Silva às abril 19, 2005 12:40 AM

Comentários

Gostei da rima. Gostei ainda mais do esquema de evidência que nos conduz das premissas à conclusão. Viva a Lógica! Viva a Poesia!

Publicado por: tb em abril 19, 2005 01:28 AM

Não tem métrica nenhuma. Quando é que os poetas vão compreender que a métrica é muito mais importante que a rima...

Publicado por: pataphisico_azul em abril 19, 2005 01:16 PM

O que é delicioso neste poema é esconder uma pequena chave e obrigar a uma ou segunda leituras para a sua compreensão mais alargada - e penso que há muitas maneiras de abordar o poema, ou seja, que nos permite muitas interpretações e discussões. O pataphisico azul, por exemplo, não se apercebeu daquilo que é mais interessante no poema - e que, presumo, pelo menos parcialmente justifica o título: cada um dos versos tem rigorosamente dez sílabas, com tónica nas segunda e sexta sílabas, como era da praxe na forma tradicional...

Publicado por: Alexandre em abril 19, 2005 02:40 PM