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abril 14, 2005

MUDANÇA DE MENTALIDADES

A ler: Francisco Sarsfield Cabral. No fundo, razões para votar "sim" à Constituição Europeia.

Publicado por Filipe Moura às abril 14, 2005 07:19 PM

Comentários

Não me parece que ali esteja alguma razão para votar sim à constituição europeia. E é bom que não se comece desde já a confundir europeísmo com a aceitação de um documento que encerra elementos extraordinariamente negativos no que têm, inclusivamente, de negação do que tem sido a Europa que se tem vindo a construir.

Pode-se perfeitamente ser europeísta e estar radicalmente contra esta constituição europeia. A não compreensão (ou o escamoteamento) desta verdade é apenas mais um dos sintomas do Grande Problema Português.

Publicado por: Jorge em abril 14, 2005 07:31 PM

"A competição de empresas e profissionais estrangeiros não é indolor, claro."

Eu cá só vejo razões para votar NÃO, mas deve ser da minha vista...
Claro, sou eu que estou errada, porque penso nesses seres insensíveis e sem qualquer importância à face da Terra, as pessoas e a sociedade. Então não é evidente que é muito mais urgente suprir todas as necessidades do dinheiro e da economia, que (coitadinhos!) têm que comer e dormir todos os dias?

As pessoas é que foram inventadas para servir a economia e as empresas e não o contrário, pois não é óbvio?!

Filipe Moura, só posso dar-lhe um conselho: vá ler o texto do Tratado. Lutámos tanto e há tão pouco tempo para termos uma democracia, custa-me muito dá-la de bandeja tão cedo... ainda nem sequer aprendemos a viver em democracia e já estamos a desistir!

Publicado por: Helena Romao em abril 14, 2005 09:51 PM

Filipe,
Não me parece que as coisas sejam assim tão simples. Eis um tema "fracturante" (como agora se diz) a abordar muito em breve aqui no BdE. Pelo teu post já vi que há opiniões divergentes sobre o assunto.

Publicado por: José Mário Silva em abril 15, 2005 09:32 AM

Filipe, o artigo do Sarsfield Cabral é muito pró-globalização... Estamos a assistir a uma conversão?

:-)

Publicado por: André em abril 15, 2005 10:05 AM

FIlipe: até te começo a achar piada! Pareces aquela personagem-tipo dos filmes mudos que só faz disparates e que não consegue, por mais que tente, acertar uma...
Não só não deves ter lido o Tratado, o que até se entende, como nem leste o texto que linkas!

Publicado por: Ai... fosga-se! em abril 15, 2005 11:06 AM

Zé Mário, acho óptimo que tenhamos esse debate aqui. É isso que eu tenho vindo a tentar! Mesmo que me pareça que não vamos ter referendo nem constituição europeia tão cedo.
Para mim as coisas são "assim tão simples", sim. Cada vez me desiludo mais com o país, mesmo apesar da recente mudança política. A modernização e o desenvolvimento nunca poderão vir "de dentro". Há ainda muito arejamento a fazer. Tem de se acabar com o isolamento, consequência de 48 anos de ditadura que transformaram Portugal numa sociedade fechada que ainda é. E isso, Helena Romão, é cumprir o 25 de Abril.
Uma vez mais, sempre que há divergências à esquerda, quer dizer que se dá prioridade ou importância diferentes a aspectos diferentes. Para o que eu acho essencial, é necessária e urgente uma europeização.
André, é evidente que eu não subscrevo em geral as opiniões do Sarsfield Cabral, mas gostei da forma como este artigo estava escrito. Deveria ser bastante consensual.
Eu sou contra a globalização NEOLIBERAL. Mas olha que eu sou mais pelo Lula do que pelo José Bové...

Publicado por: Filipe Moura em abril 15, 2005 06:07 PM

Que quererá dizer "sou mais pelo Lula"?
Eu por acaso, sou mais pelos percebes...
Em termos políticos, ambas as afirmações têm o mesmo interesse e profundidade. Filipe: para comunicares com alguém, tens antes de descobrir que existem outras pessoas verbais além da primeira do singular...

Publicado por: Ai... fosga-se! em abril 15, 2005 06:16 PM

Ai fosga-se, acabou-se a brincadeira. É impossível manter um debate civilizado contigo. A minha paciência chegou ao fim. Não sou obrigado a ler insultos a cada post de quem não tem mais nada que fazer. Se queres insultar vai escrever para o Matalanta. Em alternativa, vai-te fosguer.

Publicado por: Filipe Moura em abril 15, 2005 06:33 PM

Filipe Moura,

Eu também sou pela europeização. Também acho que alguma da modernização deve vir de fora, não porque ache que os portugueses não chegariam lá, mas porque me parece que seria mais lento.

Sou pela modernização, pela europeização, mas não a qualquer custo. Quando a "Europa" nos quer impor um retrocesso gigantesco nos Direitos Humanos e de Cidadania, eu digo: "Obrigada, mas para pior já basta assim!"

E caramba, se nós sabemos e podemos fazer uma Europa democrática, porque raio nos contentamos com qualquer coisa só para fazermos as delícias de quem nos acusaria de anti-europeus, à falta de argumentos inteligentes?

Publicado por: Helena Romao em abril 15, 2005 06:57 PM

Queres mesmo um insulto? Olha: és um miúdo mimado, incapaz de interagir com quem saia do grupo de louvaminheiros habituais do mundo dos blogs.
Tu careces de ideias originais, cultura, sensibilidade política, bom português e articulação. Estás a milhas dos teus colegas.
E não és obrigado a ler o que quer que seja. Aliás, eu já tinha desistido de ler as tuas baboseiras; tu é que te meteste de novo comigo.

Publicado por: IRRA! em abril 15, 2005 09:54 PM

Enquanto me quiserem e eu escrever aqui, posso meter-me e meto-me com quem quiser. Não julgues que me ameaças para não me meter com quem for.
Nunca tive pretensões a "grande cultura". Pelos meus antecedentes familiares sou tudo menos menino mimado. De resto não julgues que me impressionas ou rebaixas com os teus ataques. Já fui, e sou quotidianamente, avaliado e julgado pelos melhores na sua especialidade. Eu sei muito bem aquilo que valho. Não tenho a tua vida fácil de católico gordo e, pelo que intuo, antiaborto.
Há outra grande diferença, para além do nível intelectual, entre quem me avalia e tu. Quem me avalia e avaliou dá sempre a cara e o nome, e quando teve de me criticar recorreu sempre a argumentos. Nunca ao insulto anónimo e covarde. São homens - e mulheres - a sério e não meios homens, meios trastes como tu.
Da minha parte, sei que sou incómodo - esta perseguição pessoal não há-de ser pelos meus lindos olhos -, e enquanto aqui me quiserem e aqui escrever vou continuar a ser incómodo. Tu é que se continuas no insulto sistemático, anónimo e gratuito vais ter de arranjar outra vítima para incomodares.
Meu pobre, vê se arranjas uma vida. Ou se calhar é melhor ires mesmo marrar com um comboio. E chega de conversa que já perdi tempo demais contigo.

Publicado por: Filipe Moura em abril 16, 2005 02:47 AM

Ó rico: tu não és incómodo, embora foneticamente lá perto andes. És apenas cómico. E nunca te acusei de teres pretensões a possuir alguma cultura. Ou intuição.
E se tu te podes meter com quem desejas, onde pára esse direito? Antes de chegar aos outros, está visto. Linda ideia de pluralismo.
Quanto a quem te avalia ou não ou à minha religião... que diabos tem isso a ver com o que quer que seja?

Publicado por: SAFA! em abril 16, 2005 05:47 PM

ia comentar mas já perdi a vontade
como é que o fosga-se, irra e safa sabe que o Filipe é um miúdo ? és um miúdo Filipe ? e como é que ele sabe ?

Publicado por: Real em abril 16, 2005 06:05 PM

Filipe: deves gostar desta nossa relação tempestuosa; se não fosse o caso, não me tinhas tentado provocar já depois de eu ter desistido de te recuperar...
E diz-me uma coisa: tu não és "antiaborto"? Olha que ninguém que eu conheça é "próaborto"; trata-se de uma opção traumática, que deixa cicatrizes psíquicas para toda a vida. Não se trata de declarar uma paixão clubística: por acaso, sou "pró-escolha" mas já vi em primeira mão dezenas de mulheres assombradas por fantasmas nascidos dessa opção. Não é assunto para o teu dente discursivo.
E, já agora, "gordo" e "traste" é o avôzinho.

Publicado por: SAFA! em abril 17, 2005 12:33 PM