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abril 12, 2005

A FEMINISTA MAIS ODIADA DO MUNDO...

... morreu.
Não era grande adepto das ideias da Andrea Dworkin, nem da vertente do feminismo que defendia, mas era admirável a coragem que teve para defender as suas ideias, a forma como atacou a indústria da pornografia e a capacidade de resistência perante os virulentos insultos de que foi alvo.
Algumas das suas obras mais importantes estão disponíveis aqui.

Publicado por Jorge Palinhos às abril 12, 2005 11:17 AM

Comentários

Esta Andrea era intereessante. Mais umas vinte como ela, e «o cultural» sobrepunha-se de vez «ao biológico». Qualquer um destes dias faziam-se filhos lendo um poema de MTHorta e discutindo a métrica, e não como de vulgar ainda se vai fazendo, sem danos especiais, que se saiba, para o mundo civilizado.

Publicado por: [CB] em abril 12, 2005 04:42 PM

Esta Andrea talvez se perceba melhor se repararmos que o acto sexual funciona como a representação simbólica da acção (de domínio,masculina, por regra) sobre o mundo. E as provas estão na linguagem. Anne-Marie Dardigna afirma podermos enumerar trezentas palavras para designar o acto sexual genital simples e, já que se trata de um "fazer", essa lista pode ser infinita. Por outro lado, todas essas palavras (hostis) têm uma origem masculina, pois o "fazer" é sempre levado a cabo por um homem tendo como objecto (passivo)uma mulher. Só nesta base eu posso perceber que tenha havido homens(?)com coragem suficiente (e estômago de ferro)para violarem a Andrea.

Publicado por: TB em abril 16, 2005 08:24 PM

Errata: Onde se lê "palavras" deve ler-se "expressões".

Publicado por: TB em abril 17, 2005 08:01 PM