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abril 11, 2005

O ANTÓNIO VITORINO DO PSD

Não se candidata, nem deixa de se candidatar. Não apoia, nem deixa de apoiar. Não avança, nem deixa de avançar. Gosta que chamem por ele como quem chama pela Divina Providência, para depois fingir-se distraído, a olhar para um futuro que nunca é hoje.

Publicado por José Mário Silva às abril 11, 2005 02:01 PM

Comentários

E, cá pra mim, arrisca-se a nunca vir a ser ninguém no seio do PSD
É quase sempre assim com os Messias, como sábado lhe vhamei, em http://criticocritico.blogspot.com/

Publicado por: Nuno em abril 11, 2005 07:12 PM

Cada um tem a sua forma de se promover, de fazer o seu "marketing". Embora, neste caso, haja, nitidamente, mão exterior no assunto, como é habitual entre nós, sempre que há acesso à televisão. Cá para mim tanto se me dá, não "compro por catálogo" e a "amostra" não me convence.

Publicado por: Biranta em abril 11, 2005 08:36 PM

No PSD há casos assim, de pessoas que são e não são, que estão e não estão. É também agora o caso de Santana Lopes, que diz "não estou aqui, mas vou andar por aí". Desaparecem e aparecem fumo. Luis de Matos anda metido nisto.

Publicado por: Pedro Nuno em abril 11, 2005 10:39 PM

Quer-me parecer, pura e simplesmente, que o D. Sebastião em questão, tal como Vitorino, gosta de parecer o eterno desejado. Se bem que me pareça, também, que Borges quererá aparecer, ao contrário de Vitorino, depois da travessia no deserto, como gostam de lhe chamar, dos três anos (quase quatro) de oposição, como o único candidato à altura de ser o novo primeiro-ministro. Esquece-se, talvez, que muitos outros putativos líderes continuam na sombra, a aguardar momentos mais oportunos para a candidatura.

Publicado por: Rui Afonso em abril 11, 2005 10:50 PM

O Congresso.
Num congresso perseguido pelo fracasso e polémicas recentes, jogou-se como nunca estrategicamente à defesa.
Aliás, a única força motivadora de movimentações, não foi a liderança mas sim a anti – liderança, não foi eleger Marques Mendes mas sim evitar a todo o custo que o eleito fosse Filipe Meneses.
Posto isto, com o próximo líder a ser eleito por directas, que se quer, presume e exige que sejam no próximo ano, Marques Mendes não será mais do que um mero “mal menor” que servirá para desbravar o penoso caminho que o PSD tem que percorrer durante os próximos meses.
É uma liderança fraca, não só pelos resultados das eleições internas, mas pela falta de galvanização de um congresso onde as bases têm o peso que têm mas nem estas se galvanizaram.
Por paradoxo, incrível até, as maiores palmas foram para Pedro Santana Lopes, como regressado dos mortos, este congresso, embora tenuemente, foi o seu ressurgir para as próximas batalhas.
Destaca-se ainda, a fragilidade de discurso, e mobilização, do pseudo – cabeça da terceira via, assim nunca chegará a líder do PSD.

Conclui-o dizendo, que muita gente andará por aí, com os olhos bem postos ali.

http://ajferrao.blogspot.com/

Publicado por: AJFerrão em abril 12, 2005 01:23 PM

É, na política portuguesa, em caso de emergência, aplica-se a modinha do Toy: "Chama o António, chama o António". Seja ele Vitorino, Borges ou Guterres (presidenciais, hello!). Até há alguns que chamam o Salazar... >>> http://claramente.blogs.sapo.pt

Publicado por: Bode Expiatório em abril 12, 2005 05:06 PM