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março 12, 2005

REFERENDOS PRECISAM-SE

Coerência precisa-se, recorda, e bem, Vital Moreira. A meu ver, e coerentemente, referendos precisam-se. (O referendo ao aborto é um mal infelizmente necessário, uma pesada herança de António Guterres, por sua culpa.)

Publicado por Filipe Moura às março 12, 2005 04:53 PM

Comentários

Quando a vontade soberana do povo não coincide com a nossa, tem que ser acatada na mesma. Sobre este assunto os portugueses já disseram o que tinham a dizer. Novo referendo é forçar a vontade de uma minoria. Mas hão-de lá ir tantas vezes até que hão-de ganhar. A isso chama-se abuso democrático. Se oNosso Presidente da República não fosse um incapaz, tinha o dever de proibir um novo referendo, mas sendo quem é, não vai perder mais uma boa oportunidade de estar calado.

Publicado por: Agua mole... em março 12, 2005 05:30 PM

À parte da duvidosa legitimidade de um novo referndo em tão curto espaço de tempo, porquê um referendo sobre a despenalização do aborto? Porquê esta insistência em referendar esta questão? Metade das pessoas que vota num referendo destes não faz a mais pequena ideia do significado da pergunta à qual são convidadas a responder. Para eles, a questão resume-se a: "É o referendo do aborto". E resolvem dizer se são contra ou a favor. Se os eleitores elegem governantes, será com algum propósito. Que se legisle, então.

Publicado por: Calvin em março 12, 2005 05:45 PM

Sobre esta matéria, e para não por o "chato" vão lá espreitar o meu blogue, copio um post que fiz há meia duzia de dias:

Despenalização do IVG – Como e quando ?

No rescaldo das eleições e face à esmagadora vitória da esquerda a despenalização da interrupção voluntária da gravidez voltou à ordem do dia.
Não pondo nenhum dos partidos de esquerda qualquer dúvida quanto à necessidade de alterar uma lei que permite o envio para a prisão e a devassa da intimidade de mulheres que já sofreram o bastante, discute-se agora o timming e a realização, ou não, de um referendo.

Sendo verdade que a proposta do PCP de fazer desde já uma alteração legislativa sem a necessidade de referendo, pode ser a forma mais rápida de ultrapassar a questão, não consigo concordar com ela.

Porque o referendo é o acto mais democrático que existe. É o momento onde o povo pode exprimir directamente a sua opinião e não através dos representantes que elegeu. Assim sendo, e tendo-se realizado já um referendo sobre esta matéria, parece-me anti-democrático, sem a realização de novo referendo, mudar a lei.
Quanto ao momento certo para o fazer, é de todo conveniente que o seja quanto antes, até para que a consequente promulgação seja feita pelo actual Presidente da Républica.

É que sabe-se lá quem virá ocupar o lugar a seguir.

Publicado por: Pedro Farinha em março 13, 2005 12:01 AM

Olá;
O Zecatelhado está de volta às visitas aos seus amigos, depois de ter mudado de "casa".
Está agora em www.tadechuva.weblog.com.pt

Um bom fim de semana para esta casa, e ainda
Aquele Abração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em março 13, 2005 12:13 AM

Sem retirar importância ao referendo sobre o aborto acho que, nesta altura, o importante é debater o problema da Constituição europeia.
Este referendo tem de ser feito e com as pessoas informadas.
Fazê-lo juntamente com as autarquicas parece-me um truque para ver se as pessoas votam sem saberem muito bem o que é que estão a fazer...

Publicado por: O Raio em março 13, 2005 03:14 AM

Sim, desta vez não haverá problema relativamente ao referendo do aborto. Sócrates não fugirá com o "rabo à agulha", quer me parecer.

Publicado por: Random em março 13, 2005 05:53 PM