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março 09, 2005

O NOVO CROMO

Decididamente, a secção de Opinião do DN está a tornar-se numa verdadeira caderneta! Leitoras e leitores, João de Mendia:

E rumos nacionais, não outros. Rumo para a educação, boa educação; para os modelos militar, de segurança e de autoridade; para a definição de inimigos; para a lusofonia; para as opções externas; para Espanha, e outros.
(...)
A montante destas opções, o futuro Executivo terá ainda que fazer escolhas, por assim dizer filosóficas, sobre o que quer, o que não quer ou, no mínimo, o que deve tentar evitar, e mostrar onde tudo isto joga em termos democráticos. E esta observação tem mesmo a ver com o que parece, porque o que se tem desenhado até agora é poderem dizer de suas razões apenas os que têm tempo, dinheiro, muito dinheiro, para fazer chegar às nossas casas as mensagens que muito bem entendem, ou seja, aquele reduzidíssimo número de entidades, sempre as mesmas, com a mesma opinião sobre quase tudo mas cada vez mais afastados do país real.
(...)
Pior; dizem tratar-se de um negócio que só trás
(sic, ou seja, foi mesmo escrito pelo gajo que defende "boa educação") vantagens, e nenhum defeito, o que só Estaline achava do seu sistema, e acabou mal. Aliás, análises recentes feitas por um grupo de intelectuais franceses e italianos, com "best sellers" publicados, concluem que as semelhanças "desta" União europeia com o regime soviético, na prática, são muito mais do que parece.
(...)
Com a gritaria, o populismo, a demagogia e as incorrecções da nossa esquerda, o desespero quase antidemocrático de muita imprensa e alguns erros, não muitos nem muito graves, por parte dos conservadores, não só era inevitável que ganhasse quem ganhou estas últimas eleições, como seria "mediaticamente" impossível o PSD e o CDS virem a ser os mais votados. Viu-se isso antes e durante as eleições, e vê-se agora na exploração do sucesso por parte dos novíssimos deslumbrados. O golpe de Estado mediático que aconteceu em Espanha e que colocou Zapatero no poder, repetiu-se em Portugal, não faltando nem os SMS no fim da campanha.
(...)
E agora com a perigosamente caricata nomeação, que tomou foros de insulto nacional, de Freitas do Amaral para os Estrangeiros e a ter que mostrar que é mais de esquerda do que o patrão actual, fica-se expectante até onde descerá ainda este homem e até onde resistiremos todos nós.

Aceitam-se traduções para português corrente.

Publicado por Jorge Palinhos às março 9, 2005 11:14 AM

Comentários

Estaline acabou mal? Pensava que tinha morrido na cama tranquilo (mesmo se alguns dizem que foi envenenado).

Publicado por: parca em março 9, 2005 12:13 PM

Não sei se foi aqui que já deixei a indicação de que esse senhor escrevia (ou escreve) no Diário Digital, ao tempo de Luís Delgado, pelo que deve ser um senhor conhecido lá de casa...

Publicado por: Marujo em março 10, 2005 12:08 AM

Alguem sabe onde é que há um tradutor para se poder fazer um "download". O que eu tenho cá em casa diz que não consege traduzir aquilo.

Publicado por: Daniel Arruda em março 10, 2005 01:55 AM

Porra! Mal vai (continua) o DN, ao dar voz a mais este ‘cromo’: D. Joao de Castro de Mendia, 10º Conde de Resende, 4º Conde de Carvalhal, 16º Conde do Prado, 12º Marquês de Minas, 3º Visconde de Beire e 29º Almirante de Portugal (dass!), está também ligado ao PNR e ao 'site' Portal Nacionalista. Óptima selecção por parte desse insigne (!) diário! Que Deus e a Virgem do Pé Descalço nos livrem do 'mendinho' (a mim, nem uma transfusão de sangue me ajudará!)

Publicado por: Stone em março 10, 2005 12:07 PM