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março 07, 2005

INSIGNIFICÂNCIAS

Já agora, Rui, esqueceste-te de uns pormenores, como referir que a senhora é libanesa cristã, trabalhava para uma televisão fundamentalista cristã, estando por isso próxima dos falangistas que massacraram os palestinianos em Sabra e Shatila, com a cumplicidade de Ariel Sharon, e é presidente de uma organização dedicada a "avisar" o Ocidente do perigo que o Islão constitui.
Enfim, árabe típica.

Publicado por Jorge Palinhos às março 7, 2005 05:43 PM

Comentários

Meu caro, ela é isso tudo e muito mais. Mas, teve coragem de dizer aquilo num sítio onde, no mínimo, Israel é comparado com um estado nazi ou fascista.
Mas, diz-me, daquilo que transcrevi dela, o que está errado? Israel não tem árabes que são cidadãos israelitas? Não há árabes no parlamento israelita? Os países árabes que têm palestinianos integraram-nos?
O que dizes é apenas um argumento "ad hominem", não analisas o mérito das suas afirmações.
Se Israel é o um estado idílico? Com certeza que não. Mas à beira dos seus vizinhos, bem, nem é bom falar...

Publicado por: Rui Oliveira em março 7, 2005 11:13 PM

Ja que sao tao inteligentes comentem
http://chupetademocratica.blogspot.com/

Publicado por: chupetademocratica em março 8, 2005 04:57 AM

A “arte” que Rui Oliveira revela quando transcreve a opinião de cristãos que passam a mão amiga pelo lombo do Estado Israelita é dum primitivismo plástico confrangedor. Primeiro porque ignora a existência, ou finge que ignora, dum movimento cristo-judaico ainda mais rabinista que o papa é cristão. Este movimento é oficial e os seus servidores não se envergonham de serem chamados cristo-judaicos. Ou judo-cristaicos, para o caso pouco importa. E, segundo, porque, ofuscado por discursos em universidades americanas e simpatia pela língua inglesa que não se dá ao trabalho de traduzir para benefício dos que só sabem francês, ignora completamente que na sociedade israelita há uma pirâmide de importâncias quando se trata de saber quem como cidadão tem a preferência na sociedade israelita. Há bateladas na internet esmiuçando e denunciando essas diferenças muito enraizadas em tribalismos. O judeu Ashkenazi, maioritário mas na origem estranho à Palestina e até à própria religião que adoptou quando o cristianismo já tinha dado cabo de várias meias-solas, domina completamente a politica do pais. E não só. Por outro lado, os de origem Sefardita, como os que nos velhos tempos se espalharam pela Iberia e depois emigraram para outras partes da Europa (Hamburgo e Amsterdão, por exemplo) sob pressão da Inquisição, são cidadãos de segunda classe e os casamentos entre uns e outros não são encorajados nem vistos com bons olhos pela maioria. Que ninguém dê tratos à imaginação para saber que tipo de consideração um judeu Ashkenazi nutre por um judeu etíope, provavelmente mais chegado a Moisés històricamente que o resto. Se é que a História tem alguma coisa a ver com a Bíblia ou a Bíblia com o que acontece hoje em Israel. Até aposto que o camarada Oliveira nunca ouviu falar dum judeu húngaro que escreveu sobre isto com uma autoridade que incendiou montes de raiva em muitos círculos judeus. Teve uma vida politica agitada esse homem. Um dia até apanhou o “Évora” para o Barreiro e o “rápido” para o Algarve, passou à minha porta, disse adeus ao meu avô, e daí saltou a Espanha para contar o que é que o Franco andava a fazer em 1937. Arthur Koestler, nice chap. É pena que só se lembrem dele quando escreve coisas a denunciar os podres do stalinismo...

Publicado por: Judas em março 8, 2005 09:43 AM

Bem, o camarada Judas não me conhece e por isso diz disparates. Quanto ao meu amor pela língua inglesa está obviamente enganado. Não sou de modo nenhum um anglófilo, nem por temperamento, nem por habilitações académicas. Tenho um curso de letras, sim, mas de Estudos Portugueses e Franceses e o francês é a minha língua de trabalho principal. O inglês que sei aprendi-o por mim, porque reconheço que se não o souber não terei acesso a muita informação importante na minha área de trabalho.
Em segundo lugar, nunca eu disse que em Israel não há problemas. É claro que a sociedade israelita tem várias fracturas, e estranho seria que não o tivesses devido ao processo de constituição de Israel, a diversa proveniência da sua população e à manutenção de um estado de guerra durante 50 anos. Mas não era isso que estava em causa.
O que estava em causa era o tratamento dado pelos israelitas aos árabes dentro de Israel, que não sendo exemplar (longe disso), é apesar de tudo incomparável com as limpezas étnicas que foram efectuadas nas áreas vizinhas a Israel, onde os judeus que lá viviam, depois da independência de Israel, foram todos mortos ou escorraçados.
Só isso e nada mais...

Publicado por: Rui Oliveira em março 8, 2005 11:42 AM

Muito e muito bem, Rui Oliveira.

Publicado por: Valupi em março 9, 2005 01:36 AM