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fevereiro 25, 2005

MÃO À PALMATÓRIA

Pedro Santana Lopes assumiu hoje que o resultado das eleições do passado domingo deram razão ao Presidente da República, quando este decidiu dissolver o Parlamento, no final do ano passado. Pena é que a razoabilidade política do ex-primeiro-ministro só tenha chegado depois de abandonar o poder.

Publicado por José Mário Silva às fevereiro 25, 2005 04:22 PM

Comentários

Pedro Santana Lopes está errado. Então a Assembleia deve ser dissolvida sempre que as sondagens indiquem que os portugueses estão descontentes com o governo?

Que belo plano para tornar a demagogia (sem esquecer os media: poder sem responsabilidade) ainda mais preponderante na politica... Ou isto é só quando o primeiro ministro não te agrada?

Publicado por: Pedro Oliveira em fevereiro 25, 2005 06:48 PM

Caro Pedro,
A questão é que Santana Lopes nem sequer devia ter sido indigitado como primeiro-ministro. Na altura em que Durão Barroso deu o salto para Bruxelas, logo após uma considerável derrota nas eleições europeias, era mais do que legítimo ouvir o que os portugueses pensavam sobre o assunto, convocando eleições legislativas. O único erro de Sampaio foi adiar um escrutínio que se impunha. As consequências desse erro foram quatro meses do pior (des)governo de que há memória no Portugal democrático. Em suma: emendou-se agora o erro, mas pode ser tarde demais.

Publicado por: José Mário Silva em fevereiro 25, 2005 07:34 PM

E ainda mamou mais um almoçito à pala do contribuinte!
Ganda Pedro!

Publicado por: canzoada em fevereiro 26, 2005 07:23 PM