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fevereiro 24, 2005

IN MEMORIAM CABRERA INFANTE (3)

A obra-prima ilegível

O que exigiu de Quevedo toda uma literatura (e mais ainda: a vida), chegou e sobrou a outro Francisco, Rabelais, em dois livros. Joyce ainda precisou de um e meio. Ganhar-lhes-á quem o faça em apenas um. Irá mais longe do que todos, do que ninguém, quem o faça com ainda menos, com meio livro, com um quarto — com nada. Será outro Sócrates e será mais ainda, porque conterá Sócrates. Este livro invisível, supremo, está por escrever e o seu autor terá que nascer da hecatombe. Será um (ilegível) ou não será.

Guillermo Cabrera Infante, in «Exorcismos de esti(l)o» (tradução de JMS)

Publicado por José Mário Silva às fevereiro 24, 2005 11:39 PM

Comentários

Verdade. Boa passagem.

Publicado por: Valupi em fevereiro 25, 2005 05:03 AM

É com esses chiques paradoxos que se embasbaca, e se mantém a distância, os outros, sobretudo os que se iniciam. Ou poderiam iniciar-se.

Publicado por: fernando venâncio em fevereiro 25, 2005 07:12 AM

Pois, também é verdade.

Publicado por: Valupi em fevereiro 25, 2005 05:04 PM

Se o Sr. Professor o assevera, claro que a minha opinião sempre foi essa!

Publicado por: Epa, que meti água! em fevereiro 25, 2005 05:16 PM

Fui apanhado. É o fim de um ciclo.

Publicado por: Valupi em fevereiro 25, 2005 06:10 PM

Nem tanto; é apenas mais do mesmo.

Publicado por: Epa, que meti água! em fevereiro 25, 2005 06:13 PM

Finalmente! Há perspectiva. Talvez haja salvação.

Publicado por: fernando venâncio em fevereiro 25, 2005 06:17 PM

Então fico descansado. Com o mesmo não há surpresas.

Publicado por: Valupi em fevereiro 25, 2005 07:25 PM