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fevereiro 22, 2005

FINALMENTE SE DIZ EM VOZ ALTA...

O Algarve é uma porcaria como destino turístico. As praias e paisagens são magníficas, as serras do interior são lindíssimas e o mar delicioso. Mas tendo como critérios a qualidade ecológica e ambiental, a integridade sócio-cultural, a conservação dos edifícios históricos e existência de sítios arqueológicos, a qualidade organizacional do turismo, a visão de futuro e os atractivos estéticos, como fez a National Geographic, então o Algarve é uma nulidade: sem urbanismo, sem respeito pelas paisagens e pelo património, sem organização e sem desenvolvimento planeado e sustentado, sem diversidade de oferta turística e sem profissionalismo.
E o Alentejo está a ir pelo mesmo caminho. Alguém salve o país dos seus empreendedores!

Publicado por Jorge Palinhos às fevereiro 22, 2005 12:54 PM

Comentários

completamente a despropósito: são rosas, senhor, são rosas ;)

Publicado por: alexandre dale em fevereiro 22, 2005 01:23 PM

Como de costume,é preciso vir alguém de fora para nos dizer aquilo que já toda a gente sabe...

Publicado por: João Gundersen em fevereiro 22, 2005 01:35 PM

Não concordo,pois acho que essas duas regiões são muito boas sinceramente!!!!É preciso é outro ordenamento de território......

Publicado por: Pantera em fevereiro 22, 2005 01:45 PM

Olá! É a primeira vez que escrevo neste blog e nem a proposito... sobre um tema que me é tão grato. Sou licenciada em Geografia - especialização em Ordenamento do Território e acho que o Algarve é muito rico em património natural, ou não sofresse directamente as influências Mediterraneas que tanto agradam aos turistas que incessantemente o procuram. O problem do Algarve é mesmo esse é a falta de politicas de Ordenamento do Território eficazes e sustentáveis, capazes de manter um equilibrio extremamente necessário na relação economia/ambiente. Constroem-se casas em todo lado, surgem aldeamentos turisticos monstruosos, as bermas das estradas são uma vergonha... Mas deixem-me dizer-vos que grande parte da culpa por o Algarve estar assim é dos turistas que o visitam, não são minimamente exigentes, porque na sua maioria, não se preocupam com aquilo e encontram e qualquer coisa serve, desde que estejam no Algarve e, mais, a falta de educação ambiental é gravissima... Mas isso não é novidade.
Cumprimentos para todos.

Publicado por: Aimee em fevereiro 22, 2005 02:17 PM

Salvem Portugal dos portugueses!

Publicado por: alice em fevereiro 22, 2005 02:48 PM

Se lerem com atenção a notícia do CM, ou o texto da NG, percebem uma coisa muito simples: a responsabilidade do actual estado do Algarve é de gente como Elidérico Viegas, denotando a ignorância de quem gere o empresariado do turismo no Algarve e de Hélder Martins que compara - desculpem - o olho do cú com a feira de Castro e que antes de ser presidente da RTA era vice-presidente da Câmara de Loulé. Está tudo dito não?

Publicado por: HFR em fevereiro 22, 2005 06:18 PM

cortei o Algarve como destino de férias, por duas razões: não tenho dinheiro e feitio para os "condominio de luxo fechados".
Porque não é só areia e água, mas também as gentes.
Olhar para aquela paisagem hurbana é deprimente.
tenho pena.

Publicado por: jpcoutinho em fevereiro 23, 2005 01:53 AM

Tens razão, Aimee, mas acho que é uma pescadinha de rabo na boca. Os maus turistas causam má oferta turística e a má oferta atrai maus turistas.

Publicado por: Jorge P. em fevereiro 23, 2005 02:21 PM

O Algarve não é uma merda como destino turístico pelo simples motivo de que o Algarve, como destino turístico, não existe. O que existem são uma série de zonas, muito diferentes umas das outras, unidas apenas por uma continuidade geográfica. Há um mundo de diferença entre as aberrações que são Quarteira ou Armação de Pera e aldeamentos de luxo como a Quinta do Lago ou Vale do Lobo, que até praias praticamente privadas têm. Há um mundo de diferença entre o ambiente urbano e stressante "à Docas" da Praia da Rocha "by night" e a pacatez quase bucólica de Cacela Velha ou de outras zonas da Ria Formosa e da Costa Vicentina (em poucas palavras: os parques). Há, até, um mundo de diferença entre cidades como Portimão (recompondo-se demasiado lentamente de décadas de caos urbanístico e pato-bravice) e Tavira (que sempre soube preservar algum património e crescer a partir daí).

A grande carência do Algarve é uma política regional com pés e cabeça, que possa, de facto, transformar a manta de retalhos de ofertas desencontradas e frequentemente de má qualidade num destino turístico real e minimamente coerente. Mas isso, sem regionalização é impossível. E com a esmagadora maioria dos líderes políticos e empresariais do Algarve actual também.

Publicado por: Jorge em fevereiro 23, 2005 08:51 PM

"O que existem"?! Ui! Esta doeu!...

Publicado por: Jorge em fevereiro 23, 2005 08:52 PM