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fevereiro 20, 2005

VERSOS QUE NOS SALVAM

Três, apenas três. Um haiku de Matsuo Bashô, em versão de Jorge Sousa Braga (in «O Gosto Solitário do Orvalho seguido de O Caminho Estreito», Assírio & Alvim):


Flores de cerejeira no céu escuro
e entre elas a melancolia
quase a florir

Publicado por José Mário Silva às fevereiro 20, 2005 12:32 PM

Comentários

então e estas duas versões deste poema de Issa (1762-1826), que alude a esse?:

"Flor de cerejeira, flor de cerejeira!"
Assim cantavam
junto da velha árvore...


A érvore nas canções
era uma só frase:
"Flor de cerejeira, flor de cerejeira!"

(Cem Haiku - Antologia organizada por Ana Mafalda Leite e José Manuel Lopes, Vega, 1984)

[aproveito as flores de cerejeira para, tardiamente, dar as boas vindas à Alice e felicitar os Pais]

Publicado por: Rui Almeida em fevereiro 20, 2005 02:44 PM

Bela tradução do Jorge Sousa Braga.

Publicado por: Valupi em fevereiro 20, 2005 05:09 PM