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fevereiro 16, 2005

A POBRE MINORIA PERSEGUIDA

A Igreja Católica portuguesa é uma das maiores proprietárias imobiliárias do país e detém a maior rede de associações de caridade; controla a maior universidade privada, que recebe financiamento estatal e forma parte da elite económica e jurídica do país, e a maior rede de escolas privadas, muitas delas de prestígio que educam os filhos das classes altas ou acolhem órfãos e classes desfavorecidas, além de ter direito a uma disciplina específica nas escolas públicas; controla oficiosamente o mais importante grupo bancário português (o Millenium BCP) e abertamente outro dos mais importantes (o Montepio Geral), além de ter membros devotos na direcção dos principais grupos empresariais portugueses; é a maior proprietária privada de imprensa regional, além de deter as rádios mais ouvidas do país, ter sido proprietária de um canal de televisão em sinal aberto e ser accionista maioritária de um canal de cabo, e ainda ter colunistas em todos os meios de informação nacionais, programas específicos na televisão pública e até privada, uma agência noticiosa própria. Tem também o maior número de associações locais do país, além de grupos de intervenção em todas as áreas sócio-profissionais, a maior associação juvenil portuguesa de natureza para-militar; dispõe ainda de lóbis e grupos de pressão extraordinariamente influentes, domínio de um partido com assento parlamentar (CDS-PP) e grande influência noutros (PSD e PS) e participa e tem cerimoniais em todos os principais eventos políticos e até académicos, além dos seus corpos dirigentes divulgarem activamente documentos de intervenção política. Os seus membros efectivos e bens têm direito a regalias e isenções fiscais e sociais únicas, as suas festividades são feriados nacionais, a maioria da população diz-se sua seguidora, realiza a esmagadora maioria dos matrimónios e funerais do país, dispondo da maior base de dados privada sobre nascimentos, casamentos e mortes, além de ter sido a instigadora dos principais casos mediáticos de censura do país (Império dos Sentidos, Herman José, etc.).

E, espantosamente, sempre que alguma das sua posições, poderes ou influências é publicamente criticada, os seus seguidores correm a berrar (1, 2, 3, 4) que são uma minoria sofredora do "esmagador anti-clericalismo" do país apenas por gostarem de cavaquear à noite com a sua divindade pessoal.

Publicado por Jorge Palinhos às fevereiro 16, 2005 03:23 PM

Comentários

Com todo o respeito que se deve ter à Igreja católica,acho que devemos passar a ser um Estado Laico e nada mais!!!!!


www.blocoesquerdaprocaralho.blogspot.com

Publicado por: Pantera em fevereiro 16, 2005 04:44 PM

Boa, Palinhos, era de uma síntese destas que estávamos a precisar. Acho que só te faltou referir a Meca católica - Fátima, onde o número de vendilhões e charlatães materiais e espirituais atinge um dos níveis mais altos de concentração do mundo.

Publicado por: jm em fevereiro 16, 2005 04:48 PM

Jorge Palinhos,

uma coisa é o poder da Igreja que, como referes, parcicipa em muitas organizações da nossa sociedade...pode-se questionar isso tudo, com certeza.

outra é o pretenso direito que isso dá (?!) a algumas pessoas de serem verdadeiramente intolerantes com a religião e com as a Fé das pessoas...isso, a História já o mostrou- e de que forma!"-, não á admissível!

Publicado por: daniela em fevereiro 16, 2005 05:02 PM

O CNE é uma associação juvenil de natureza para-militar??? O BCP? O Montepio? Tu és estúpido ou quê? O anti-clericalismo cega-vos! Que sejas ateu é uma coisa, mas que queiras transformar a igreja no grande satã responsável por tudo o que há de mal sociedade portuguesa (por oposição ao que há de bom, que será da responsabilidade da esquerda progressista) é estupidificante! Era o que mais faltava a igreja não poder dizer o que pensa, nem defender o que está de acordo com a moral e a ética. A diferença é que quando outra qualquer classe (jornalistas, sindicatos, médicos, advogados, juízes) toma uma posição política todos acham muito bem, pois estamos numa democracia. Quando é a igreja todos lhe caem em cima porque é a igreja!

Sou agnóstico, mas penso que a igreja tem méritos que são insubstituíveis, e que não estão ao alcance do estado. Tal como teve defeitos aos molhos. Mesmo assim acho que o saldo é positivo.

A sociedade é assim: vários grupos diferentes que interagem em tudos os campos, mesmo naqueles que à partida não lhes dizem respeito. Mas no fim temos um papel a cumprir, mesmo que esse papel não agrade a todos. Ninguém anda aí a caçar maçons só porque eles controlam este ou aquele grupo (económico, financeiro, comunicação social, partido político, etc), mas no entanto eles andam aí e têm mais dificuldade em dar a cara. Mas cumprem o seu papel (seja ele qual fôr).

Agora este anti-clericalismo cego, que toma tudo o que vem da igreja ou a defende como uma ofensa pessoal é um pouco anti-democrático, não é? Talvez seja algum trauma de infância.

Publicado por: LFP em fevereiro 16, 2005 05:12 PM

Só mais uma coisa: não deixava de ser giro que os escuteiros da AEP ou da Guias de Portugal (escutismo não católico), te enfiassem a sua natureza para-militar pela boca abaixo, para ver se gostavas e deixavas de dizer alarvidades dessas(a menos que sejam diferentes por não serem católicos). Mas não te preocupes, que não corres esse risco. A sua natureza é ajudar o próximo, não bater em burros dignos de compaixão!

Publicado por: LFP em fevereiro 16, 2005 05:22 PM

Como é possivel que uma organização com aquela abrangência e importância não domine efectivamente o país? Certamente são muito comedidos e efectivamente democráticos.

Publicado por: A Raposo em fevereiro 16, 2005 05:23 PM

Ora aí está a Igreja Católica a cumprir o seu papel no mundo! Ter papel interventivo em todas as questões.
Ainda que em muitas destas coisas não o faça, a meu ver, como deveria, não se lhe pode apontar o dedo a falhas na sua missão evangelizadora. É essa a razão da sua existência.

E então? Alguns há, por aqui, que ninguém descobriu ainda a razão da sua existência...

Publicado por: Miguel Nascimento em fevereiro 16, 2005 05:35 PM

Será que no CNE se ensina o tipo de linguagem e a agressividade com que LPF escreve, não me parece, ou será que é apenas o anonimato que a internet confere que permitem a alguns soltar este tipo de alarvidades

Publicado por: JC Vieira em fevereiro 16, 2005 05:43 PM

LFP:

- Não disse que a Igreja era o grande Satã. Isso não invalida que o papel de pobrezinhos lhes assente bem.

- Tens razão. Devia ter dito "inspiração para-militar" e não "natureza para-militar". Basta ler o manual do Baden-Powell para se ver logo.

Publicado por: Jorge P. em fevereiro 16, 2005 06:13 PM

Os escuteiros, uma organização para-militar?!?? Ah, fala sério!
Tá bem, pronto. A Igreja Católica pode ter tudo isso que mencionou, mas será que tem estado representada nos governos? Não me parece, sinceramente. Nós, os católicos, até somos mais tolerantes do que pensam. Até permitimos que haja muitos não-católicos a governar este país de "minoria" católica ... :)

Publicado por: Fátima em fevereiro 16, 2005 06:20 PM

É claro que são tolerantes. É por isso que existem não-católicos! Ao passo que o contrário...Se fosse possível atirá-los aos leões outra vez! Vá lá, só um ou dois pelo menos!

Publicado por: Miguel Nascimento em fevereiro 16, 2005 06:27 PM

Já agora, não vejo qual o problema de uma organização ter a sua hierarquia de inspiração militar. A própria hierarquia da Igreja foi beber muito aos militares. É uma organização com muitos milhares de anos e que tem durado e dado bons resultados. Deve, ela própria, muito do seu desenvolvimento ao Império Romano onde a própria Igreja Cristã tem as raízes como organização.

Publicado por: Miguel Nascimento em fevereiro 16, 2005 06:34 PM

bom texto!
abraço

Publicado por: jorge em fevereiro 16, 2005 06:36 PM

E espantoso o que certas pessoas se atrevem a escrever sobre a Igreja,pois não se coibem de dizer aleivosias e falsidades que num país civilizado são inadmissíveis!
Comparar os escuteiros a um bando-paramilitar não lembraria mesmo ao Afonso Costa ou ao Mário Soares(esse democrata laico,republicano e agnóstico,casado com a d.Maria Barroso,actualmente,e ainda bem,crente a praticante da Igreja Católica!
O que me surpreende,também,é o facto deste blog receber o 'encaminhamento'do abrupto,do snr.ex-comunista JPP,o tal filósofo de Boticas que,à custa dos favores da Igreja tanto se tem governado,quer no Parlamento de cá como no Europeu e,como agora se considera desempregado,porque ninguém lhe passa cartão,se entretém a escrever sobre os seus próprios traumas e frustrações,como aliás muitos dos que aqui exprimem,democràticamente,o seu anti-catolicismo!

Publicado por: Ladislau Soeiro em fevereiro 16, 2005 06:44 PM

O Montepio geral?!? O mesmo Montepio Geral que é uma associação mutualista, e não um grupo bancário, cujas direcções são eleitas pelos associados? O mesmo que é agora liderado por Silva Lopes, antigo ministro socialista de governos provisórios, durante o PREC? Como ateu, gostaria de saber como é que, neste caso específico, se pode explicar a influência da igreja. Quanto ao resto, nada a apontar. Acrescentaria apenas a Concordata, um flagrante atentado à laicidade do Estado e à igualdade de direitos e, virtualmente, um excelente veículo de branqueamento de capitais.

Publicado por: João Madeira em fevereiro 16, 2005 06:52 PM

É claro que sim. A Igreja quer voltar a dominar a sociedade preferencialmente como na Idade Média.Mas não se importava nada de voltar ao poder do século XVIII.A "Máfia Branca" está em todo o lugar, secreta e discretamente.

Publicado por: Pedro em fevereiro 16, 2005 08:06 PM


Igreja Católica?
Mas qual igreja católica?

Aquela mesma, que em tempo perseguiu (será que já não?) o seu messias levando-o a ser crucificado até à morte?

Ou aquela igreja católica que nunca aprendeu com os seus erros e que voltou a perseguir e queimar nas fogueiras todos aqueles que ela sentia como ameaça aos seus intentos?

Muito embora eu acredite em Deus, não o veja representado na religiões actuais. E das que conheço a que mais se aproxima do meu "modelo" será a budista.


Que se fale de coisas sérias, por favor...


Publicado por: corvo‡ em fevereiro 16, 2005 08:11 PM

Volta, Afonso Costa.

Publicado por: frente guevarista libertaria em fevereiro 16, 2005 09:42 PM

Palinhos, vais de bom rapaz a rapaz mal informado, às vezes dando-me a impressão que estás a tentar uma "rainhada" desastrosa. E isto apenas porque ultimamente pareces viver obcecado com a Igreja Católica, mostrando o entusiasmo cego do carbonário antigo que não sabia para quem é que andava a trabalhar. Agora que já nos deste a lista de todas as coisas que a Igreja possui para nos controlar, no que provavelmente terás pelo menos em parte razão, ganha um pouco de calma, sê liberal e democrático e relata-me aquilo que se pode comprar e possuir com o carnet de chèques da maçonaria internacional - inimigos históricos dos representantes papalistas no teu país. Começa pelos potentados da media e do cinema, e vai por ai fora até esbarrares no presidente da grande nação dos presidentes irmandade que se sucedem uns aos outros tais famílias reais. O mundo é uma cabala, Palinhos, não te esqueças. Progresso e visão clara está em saber examinar com cautela e justiça todas as "Igrejogas", não apenas uma delas. Abre o olho. Ou fecha-o se estás a abri-lo em nome de alguém.

Publicado por: Lucrécia em fevereiro 16, 2005 10:01 PM

É patético, chega a ser hilariante essa pseudo intelectualidade a que se obrigam estes frustados sociais, que criticam o capitalismo mas que os bajulam no emprego, que dizem mal da igreja mas casam catolicamente para ter direito à festa parola, que falam mal dos escuteiros mas que ignoram os seus próprios filhos toxicodependentes que morrem de sida nas esquinas das casas de chuto que tanto defendem, que atacam o Montepio mas que imploram por um crédito habitação, que rejubilizam pelo nascimento de um criança que lhes dá direito de discutirem o aborto, que existem mas que realmente ninguem quer saber disso para nada... A sério, vocês são a única razão válida para eu acreditar que o aborto pode ser útil, pena que não estavam na lista!

Publicado por: luis em fevereiro 17, 2005 12:15 AM

A seriação do Palinhos parece-me basto incompleta. Vou dar só um exemplo, dentro da peregrina lógica que vê no BCP um banco controlado "oficiosamente" (?!?!?!) pela Igreja (os accionistas, se descobrem que a gestão do BCP está nas mão do Espírito Santo, vão ter em simultâneo uma crise de fé e de identidade bancária).

É o seguinte. Aqui há uns tempos entrei numa padaria. Tudo corria bem, as carcaças estavam a ser colocadas, com o cuidado devido a uma carcaça, dentro de um saco que tinha levado propositadamente de casa, por sinal bem bonito, com uma flor bordada em tons de verde e azul. Eis quando, temor e tremor, reparo num crucifixo pregado bem por cima do armário onde o pão estava guardado. Nem queria acreditar. Por momentos aguentei a minha fúria, fazendo um tal esforço que até afundei uma das costelas flutuantes. Mas depois foi superior às minhas forças e não me contive. Colocando bem a voz, para que todos naquela padaria me ouvissem clara, distinta e inequivocamente, disse: "Quanto devo?"

Ok, reconheço que o desfecho deste episódio é um anticlimax. Mas o que aqui quero deixar claro é o meu apoio a esta denúncia do Jorge. Aquela padaria, sem pejo nem vergonha, está ao serviço da Igreja! É óbvio, é indesmentível e é um escândalo!! Eu nem quero imaginar que outros, e quantos mais, estabelecimentos comercias estarão sob o jugo sinistro da padralhada... Se calhar, sapatarias, casas de fotocópias, penhores... oficinas!!

Eu não sei, estou a modos que perdido... acho que para nos livrarmos do poder tentacular da Igreja já só nos resta rezar.

Publicado por: Valupi em fevereiro 17, 2005 12:22 AM

Realmente tem razão quem diz que o nível de analfabetismo funcional em Portugal é elevado...

O Jorge não atacou directamente a ICAR, ele explicou porque é que não é perseguida.

Já agora, o país teve realmente um representante altamente ligado à ICAR... o nome Guterres lembra alguma coisa?

Publicado por: João André em fevereiro 17, 2005 09:37 AM

João Madeira:
Duas palavras: Vítor Melícias

Luís: Tens toda a razão: casei pela igreja (300 convidados, com almoço de bacalhau e bifinhos com champinhons), tenho um filho toxicodependente com sida em fase terminal (chuif), tenho o meu apartamento T2 em S. João da Madeira hipotecado no Montepio (com um spread muito vantajoso) e só comecei a falar de aborto depois de nascer o meu Jacintozinhos. A minha vida não tem segredos para ti.

Valupi: És um exemplo como a religião tolda a razão: Acabaste de comparar o mais importante grupo bancário português, accionista de muitas das principais empresas nacionais e voz privilegiada junto do governo, cujo presidente cessante e o sucessor designado pertencem à Opus Dei, a uma padaria de esquina!

Publicado por: Jorge P. em fevereiro 17, 2005 09:58 AM

Ó Jorge, mas terás noção do que estás a dizer? Que a opção religiosa implica corrupção profissional? Que provas possuis de a Opus Dei, por extensão a Igreja, se servir do BCP para os seus interesses? E que interesses vêm a ser esses, afinal? Seria diferente se a Ordem em causa fosse a dos Franciscanos? E o caso de gestores de bancos que sejam muçulmanos, vês aí uma coincidência de opções ou uma conspiração?

A tua sorte é não viveres na terra do Tio Sam, onde os atentados contra o bom-nome das pessoas se pagam com muitos dólares.

Publicado por: Valupi em fevereiro 18, 2005 03:46 AM

jkhkjhkçhk

Publicado por: laurapimentel em fevereiro 18, 2005 11:35 AM

Então, sempre é bom ATENTAR neste pequeno detalhe: o que faz o Reitor da dita maior Universidade Privada Portuguesa, sempre literalmente colado atrás do José Sócrates, ao ponto de (involuntariamente, decerto) lhe disputar os primeiros planos nas reportagens de campanha que passam no pequeno ecrâ?
Não sei se me espante mais com o abuso de Braga da Cruz (será tanto ou mais grave a confusão dos papéis, do que se se tratasse, por exemplo, do Reitor aqui do meu burgo, o Seabra Santos, cuja filiação partidária é sobejamente conhecida)ou se com a comprovação de que a Santa Madre Igreja é afinal uma instituição pluralista.
Ou não?
Bom...eu não sou do BE, mas acho o blogue de esquerda... um raio de sol na água fria

Publicado por: laurapimentel em fevereiro 18, 2005 11:51 AM

Bravo! grande Valupi!

Publicado por: Mafalda em fevereiro 18, 2005 02:59 PM

O Jorge Palinhos também faz aí uma enorme confusão: o BCP tem bastante influência da Oous Dei, não da Igreja em si. A Opus é um grupo à parte, que não se deve identificar com a hierarquia religiosa oficial. Acha que bispos como D. Manuel Martins ou D. Januário Torgal, ou ordens como os jesuítas, franciscanos ou dominicanos (à qual pertence frei Bento Domingues) têm alguma coisa a ver com a organização à qual pertence o Dr. Jardim Gonçalves?
Esclareço também que a UCP não é considerada privada, mas pública não-estatal.

Publicado por: João Pedro em fevereiro 19, 2005 12:41 AM

O problema da direita e da esquerda é que fazem caridade conforme a sua tendência.

Os de direita fazem caridade com bens privados, os de esquerda fazem caridade com bens do estado.

ó não é?


O Baden-Powell, fundador do movimento escutista, que existe a partir daí em todos os países mundo, ou quase, cristãos e não cristãos, era um maçon, iniciado na maçonaria, claro.


A panóplia militar e o sistema militar não são da igreja ou daquuilo que o valha, são um sistema humano e provindo da espécie humana, da sua actividade e da sua vida.

O utopismo também.

Publicado por: descuidado em março 5, 2005 11:15 AM

Não sendo católico, nem professando qualquer outra religião em particular, mesmo provindo de uma familia fortemente católica onde nunca tive qualquer problema com a minha opção, fiz e faço parte dos corpos sociais de uma Santa Casa da Misericórdia.

É habitual ouvir criticas áquela instituíção, por vezes ouço-as de uma forma perfeitamente anónima quanto à minha condição, de que: "serve os interesses de fulano"; "ficam com a reforma de sicrano", etc.

Infelizmente, no local onde vivo existem perto de 2000 pessoas em lista de espera para entrar na SCM, infelizmente não vejo por parte daqueles que criticam o seu caracter ou funcionamento qualquer atitude de modo a resolver alguns dos problemas que afectam a nossa sociedade: a velhice e o abandono ou noutros casos simples incapacidade de tratar os mais idosos; o apoio a crianças em risco; a vontade de tornar digna a vida de milhares de portugueses que vivem em condições verdadeiramente miseráveis.

Antes de destruirmos o que nos ofende ou apenas não compreendemos, importa primeiro saber que papel desempenha, se é determinante para alguém ou alguma coisa e se for, se estamos nós preparados para tomar o seu lugar.

Publicado por: Paulo em março 5, 2005 09:34 PM