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fevereiro 14, 2005

PORQUÊ O LUTO NACIONAL?

Para além dos textos do Luís Rainha e do Rui Tavares já indicados pelo Jorge, chamo ainda a atenção para o comunicado de imprensa a este respeito da Associação República e Laicidade.

Publicado por Filipe Moura às fevereiro 14, 2005 06:38 PM

Comentários

E confrangedora assistir a campanha eleitural do
onde nasci,mas felizmente nao vivo a 43 anos.
O Santa tem mostrado aquilo que e,mas que muitos desconheciam,toda a sua existencia, ter vivido de expediente.Sera que os Portugueses nao serao capazes de inverter a marcha do abismo?
Sera que esse pais vivera o resto da sua exitencia a custa da vaca leiteira: foi da India
com os diamantes e as especiarias, o ouro do Brasil as toneladas, a seguir tudo o que era possivel das ex Colonias de Africa; a seguir
tem sido a vaca leiteira da Comunidade Europeia.
O ultimo Governo PSD e CDS tem sido um descalabro,corram com essa canalha,nem que seja a cacetada.

De Toronto um abraco para todos

Carlos

Publicado por: carlosSemide em fevereiro 14, 2005 06:58 PM

saudações.
O post do barnabé ok, e obrigado pela achamada de atenção.
pula.

Publicado por: paulo em fevereiro 14, 2005 07:03 PM

A 8 de Setembro passado houve luto nacional porque morreu Dias de Almeida. Consta que era maçónico, presidente de tribunal e pouco mais se sabe.

Onde estava o Filipe e o restante bdE que não deu pelo caso? Ou será que na memória do povo este personagem tem mais direitos?

Publicado por: m em fevereiro 14, 2005 07:06 PM

É uma vergonha! Este governo é uma nodoa.

Mais um passo em direcção ao esgoto.

Convido V. exas a visitar a Embaixada de Zurugoa:

zurugoa.blogspot.com

Salut

Publicado por: Bandido Original em fevereiro 14, 2005 07:18 PM

Carlos, tem toda a razão. A História de Portugal resume-se a uma sucessão de vacas leiteiras, desde há vários séculos. A vaca é que tem mudado, mas a mama é sempre a mesma.
Miguel, pá, por que é que lá em baixo eras Miguel m. e agora és só m? Desculpa lá mas não gosto dessas mudanças repentinas de identificação.
Quanto ao "luto nacional", na verdade o que me interessa é o aproveitamento político que se faz, neste caso, da morte de uma pessoa. Perguntas onde é que eu estava? Aqui em Paris! Não me interessam nada os lutos nacionais. Não me interessa o "Nacional". Eu nem sequer como muita massa.

Publicado por: Filipe Moura em fevereiro 14, 2005 07:30 PM

«Não me interessam nada os lutos nacionais. Não me interessa o "Nacional".»

Então parece-me bem a fuga para Paris! Só não entendo porquê passar a vida a opinar sobre o "nacional" que não interessa.

Era um favor que nos faziam!

Publicado por: Miguel Nascimento em fevereiro 14, 2005 07:37 PM

Miguel, não me interessa o AUTO-INTITULADO "nacional" (assim, entre aspas), seja português, seja francês ou americano. Os assuntos nacionais (do meu país) interessam-me muito.

Publicado por: Filipe Moura em fevereiro 14, 2005 07:40 PM

Foi engano ao escrever. Era eu. Deixei a pergunta para o blog.

Publicado por: Miguel m em fevereiro 14, 2005 08:55 PM

Ó Filipe! É um verdadeiro milagre de Fátima, e desde já podemos invocá-lo para a irmã Lúcia: tu e o Luís Raínha reconciliaram-se. Bastou a morte da senhora para o amor entrar nos vossos corações. Ámen.

Publicado por: Marujo em fevereiro 14, 2005 10:45 PM

... ah! e o segundo milagre é o próprio regresso do Luís! Salvé Raínha, mãe de Deus!

Publicado por: Marujo em fevereiro 14, 2005 10:47 PM

Concordo com o luto pela mana lúcia. Foi uma prisioneira durante toda a vida. Mereçe respeito, coitadinha. Questiono-me, também, se a Mãe de Jesus não andará com as mãos na cabeça, lá pelos Cêus, quando olha cá para baixo e vê Fátima.

Publicado por: jose vieira em fevereiro 14, 2005 11:37 PM

Irmã Lúcia à presidência!

Publicado por: frente guevarista libertaria em fevereiro 15, 2005 12:05 AM

Porquê luto nacional pela morte de Amália? E não me venhas, Filipe, com a história do Estado laico. Também não somos um Estado cantor.

Supõe que morria um grande jogador de futebol (o Figo, por exemplo. Ou o Eusébio). Não seria normal que fosse decretado luto nacional? No entanto, o Estado não se deve imiscuir no futebol...

Supõe, agora, que morre Álvaro Cunhal. Não temos (graças a Deus) um regime comunista e Cunhal tentou instalar aqui uma ditadura. Mas não será normal que o Estado, quando o ex-líder do PCP falecer, decrete luto nacional? E quando morrer o actual Papa? Não será normal que o Estado decrete luto nacional? No entanto, o Papa foi um dos grandes responsáveis pela queda do regime totalitário existente na Polónia e que Cunhal tantas vezes admirava...

No fundo, o que conta não é o concordarmos com os que as pessoas fizeram, mas o que elas representaram na história e na vida de uma comunidade. Basicamente é o respeito pelos outros.

Publicado por: André em fevereiro 15, 2005 11:39 AM

André, é evidente que venho com o Estado laico!
«Também não somos um Estado cantor.» Já viste o que disseste?
Tenta comparar a projecção da Amália com a da Irmã Lúcia. A Lúcia nunca fez nada pelo país, ao contrário da Amália. A Lúcia nunca fez nada por ninguém.
Da mesma maneira, luto nacional pela morte do Papa? Olha, Deus nos livre! O luto nacional não deve ser por questões de fé, André. Também náo deve ser por questões de ideologia, isso concordo contigo.

Publicado por: Filipe Moura em fevereiro 15, 2005 06:26 PM

A Lúcia não fez nada por ninguém, na tua opinião Filipe. É esse o problema. É a tua opinião e a partir dela tiras conclusões que devem afectar a todos. Como não compreendes, concluis que os outros estão errados.

Não vou discutir aqui a questão do Papa. Apenas chamo a atenção que a acontecer, não será por uma questão de fé, mas e pegando no teu argumento, por ter feito alguma coisa, pela liberdade de vários países.

Já debati esta questão no blogue do Carlos Miguel Fernandes (http://no-mundo.weblog.com.pt/) e transcrevo os dois comentários que lá escrevi.

O primeiro:

"Carlos,

Eu compreendo perfeitamente a tua preocupação. Mas deixa-me que te diga que a tua argumentação mais parece de alguém que apenas acredita na ciência. Explicando melhor, parece-me que (e corrige-me se estiver enganado) de acordo com o teu argumento não deveria ter sido decretado luto nacional porque o milagre de Fátima não se prova e, em virtude disso mesmo, há quem nele não acredite. Não me revejo em Fátima, mas julgo ser importante reconhecer que o assunto mexe com muita gente (e nem todas - ao contrário do que se quer fazer crer - são pobres de espírito e de bens materiais) e apenas por isso devemos relativizar um pouco mais a questão.

O que eu depreendo do teu texto e dos comentários aqui publicados são duas coisas. Uma, a ideia que o Estado nos representa a todos e ao nosso íntimo, logo quando este decreta luto nacional pela morte de quem não gostamos, devemos ficar ofendidos. São os risco que se correm quando queremos ter uma representaçãoa estatal. Um segundo aspecto é a ideia que tudo o que não seja explicável pela razão não deve ter valor. Não está aqui em causa acreditar ou não acreditar (mais uma vez saliento que não me revejo em Fátima), mas sim a ideia que sobressai daqui que quem acredita o faz por falta de inteligência e de sentido crítico. É um argumento falso e que vem de há muitos séculos. Há muita boa gente que acredita em Fátima. Fazer crer que são todos estúpidos, mal formados e influenciados por crenças e magias é não mostrar respeito pela forma dos outros em ver a vida, não se esforçar por alargar horizontes e fazer valer a sua perspectiva como única. No fundo, e para simplificar um pouco, querer que as outras vozes que são também a base do Ocidente se calem."

O segundo:

"Carlos, o tom um pouco duro do comentário não foi intencional. O que eu quero salientar é que não podemos afirmar que existe 'embuste' apenas porque não acreditamos. Nesse caso, todos os que vão à missa comungar estão a cair num embuste. Todos os que rezam numa mesquita vivem nas trevas. Todos os buditas vivem na escuridão. Todos os judeus não viram a luz. Ela só vem com a razão. Achas que é um raciocínio correcto? Carlos, estes argumentos são perigosos."

Filipe, se tiveres tempo lê a troca de comentários neste blogue (O Mundo). Toda a discussão é muito interessante.

Publicado por: André em fevereiro 16, 2005 11:14 AM

Filipe,
obrigado pela referência à ARL.

Um abraço,

Publicado por: Ricardo Alves em fevereiro 16, 2005 03:53 PM