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fevereiro 07, 2005

SERÁ TÃO DIFÍCIL PERCEBER?

Finalmente alguém, Tariq Ali no Guardian, faz uma análise com um mínimo de coerência ao "affair" das eleições no Iraque.
Alguns excertos:
"The Iraqi elections were designed not to preserve the unity of Iraq but to re-establish the unity of the west"
...
"The 2004 Afghan elections, even according to some pro-US commentators, were a farce, and the much vaunted 73% turnout was a fraud. In Iraq, the western media were celebrating a 60% turnout within minutes of the polls closing, despite the fact that Iraq lacks a complete register of voters, let alone a network of computerised polling stations. The official figure, when it comes, is likely to be revised downwards (according to Debka, a pro-US Israeli website, turnout was closer to 40%). "

"The "high" turnout was widely interpreted as a rejection of the Iraqi resistance. But was it? Grand Ayatollah Ali al-Sistani's many followers voted to please him, but if he is unable to deliver peace and an end to the occupation, they too might defect."

"In 1885, the English socialist William Morris celebrated the defeat of General Gordon by the Mahdi: "Khartoum fallen - into the hands of the people it belongs to". Morris argued that the duty of English internationalists was to support all those being oppressed by the British empire despite disagreements with nationalism or fanaticism."

"The triumphalist chorus of the western media reflects a single fact: the Iraqi elections were designed not so much to preserve the unity of Iraq but to re-establish the unity of the west. After Bush's re-election the French and Germans were looking for a bridge back to Washington. Will their citizens accept the propaganda that sees the illegitimate election (the Carter Centre, which monitors elections worldwide, refused to send observers) as justifying the occupation?"


Publicado por tchernignobyl às fevereiro 7, 2005 12:45 PM

Comentários

Há tipos que conseguiram vencer a info-exlusão mas ainda não tiraram partido do ensino do inglês a partir do básico, topam?

Publicado por: José Tavares da Silva em fevereiro 8, 2005 01:26 AM

Há tipos que conseguiram vencer a info-exclusão mas ainda não tiraram partido do ensino do inglês a partir do básico, topam?

Publicado por: José Tavares da Silva em fevereiro 8, 2005 01:27 AM

Entretanto outras intelectualidades vão preferindo continuar a cumprir a missão ruidosa a que abnegadamente se predispuseram e chegam como faz helena matos
(http://jornal.publico.pt/publico/2005/02/05/EspacoPublico/O03.html) a estabelecer paralelos e comparações entre Garcia Márquez, o MFA, Cunhal e Al-Zarqawi. Não há paciência

Publicado por: Sacha em fevereiro 8, 2005 10:36 PM

caro tavares, a falta de tempo impediu-me (impede-me) de fazer uma tradução, de resto correndo sempre o risco de ser contestada e levantar outra polémica. Apenas espero que tu que aparentemente já venceste a info-exclusão consigas tirar partido do inglês do ensino básico e ler o post e de preferência toda a notícia, o resto é um bocadinho treta não?

Publicado por: tchernignobyl em fevereiro 9, 2005 10:42 AM

Não quis ser injusto, sei que isto dá trabalho e merece o meu respeito. A única coisa que a minha ironia - desajeitada, aceito - pretendeu foi lamentar as minhas próprias insuficiências na língua inglesa. Não é treta. Bem, talvez um pouco:
aquilo que percebi do texto deu para perceber a treta em que nos meteram.

Publicado por: José Tavares da Silva em fevereiro 11, 2005 12:29 AM

caro josé, está entendido.
se precisares de ajuda na interpretação de algum ponto do texto, os meus modestos conhecimentos estão às ordens

Publicado por: tchernignobyl em fevereiro 11, 2005 10:01 AM