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fevereiro 07, 2005

TINHA DE SER INVENTADA

Há dias que eu andava a pensar que se não existisse um cretino qualquer a comparar as eleições do Iraque com as eleições portuguesas depois do 25 de Abril, teria de ser rapidamente inventado.
O "brinde" estava afinal guardado para a xiita "da AlQaeda vencida".
É uma comparação profundamente estúpida e despropositada, uma coisa sem pés nem cabeça que consegue o prodígio de manchar as já reduzidas expectativas que se possam ter quanto ao nível intelectual da senhora, mas que fazer? Era uma piadinha irresistível demais para as forças dela.

Publicado por tchernignobyl às fevereiro 7, 2005 12:00 PM

Comentários

Comparar Cunhal com al-Zarqawi é uma das maiores desonestidades intelectuais que vi escritas na imprensa portuguesa nos últimos anos.

Publicado por: José Mário Silva em fevereiro 7, 2005 12:28 PM

E comparar alvaro cunhal com cheausescu ? ou com castro ? ou eric honnecker ? ou brejnev ? , já é menos mau ? mas continua a ser muito mau, não é ? E então estaline ? já está mais ao nivel ?


Olha , gaga nisso e concentra-te no que é importante , roubar votos ao ps.

Sabes afinal qual é o boato ? ehehehe

Eu hoje perguntei ao portageiro, sabes o que ele me disse com ar malicioso? ehehe

Que o sócrates se ... queria .... casar ... com o diogo ....ehehehehhe ahhahahahahhaa

Divulguem ....e roubem votos ao PS , ehehe vocês no bloco são todos o mais macho possivel não é ?

Publicado por: Afonso Henriques em fevereiro 7, 2005 12:39 PM

"desonestidade"? eu acho que isto nem chega a transpôr esse limiar. é uma bojarda idiota ao nível de maduros do estilo RIAPA.
e o que é extraorinário é que a senhora gasta meia página a elaborar sobre a "tese"...

Publicado por: tchernignobyl em fevereiro 7, 2005 12:41 PM

quando falei de maduros do estilo RIAPA, estava a esquecer-me do henriques... peço desculpa pelo lapso

Publicado por: tchernignobyl em fevereiro 7, 2005 12:42 PM

Eu questiono-me quantas vezes este texto, da nova guru do pensamento intelectual da direita, vai ser citado por alguns idiotas da blogosfera? É que tudo o que a senhora escreve é bajulado por alguns. É assim uma JP Coutinho em versão feminino.

Publicado por: kafka em fevereiro 7, 2005 01:38 PM


Eheh, guru intelectual da direita, aquela pateta? Bem, a direita tem que estar muito pior do que se pensa... Mas a crer na ansiedade quase orgásmica com que alguma malta do Blasfémias espera as crónicas de sábado desta senhora... Parece-me mais uma espécie de mulher-bimbo, incapaz de escrever sem parecer histérica e aos gritos, totalmente à mercê do desiquilíbrio hormonal que advém da diminuição do estrogénio no organismo feminino, no final dos 30. Nesta época, uma mulher deve estar atenta a uma série de sintomas: ondas de calor, suores noturnos, insónia, diminuição do desejo, irritabilidade, depressão, diminuição da atenção e da memória, entre outros. Quando sou obrigada a ler esta guru, graças à publicidade que lhe é feita na blogosfera, vejo isto tudo no mais pleno fulgor e fico arrepiada só de pensar que daqui a uns anitos tenho que ser eu a tomar cuidado, não vá acabar assim!

Publicado por: Ana Miranda em fevereiro 7, 2005 03:03 PM

Pois, mas... a lógica da revolução não é a lógica da democracia. Nesse sentido, Marx não sonhou uma democracia. Sonhou um império.

Publicado por: Valupi em fevereiro 7, 2005 06:01 PM

Ana Miranda, tenho uma má notícia para si: para escrever desta forma gritante, insultuosa e primária, está certamente em muito pior estado do que a pessoa que pretende insulta. Só não digo que estará talvez «histérica» ou com um «desequilíbrio hormonal» porque não utilizo esses métodos proto-machistas de ataque.
Helena Matos escreveu simplesmente que há sempre quem entenda, agora no Iraque como em Portugal em 1975, que o voto não serve para aferir o que o povo quer. Parece-me uma observação certeira - mas, de qualquer forma, ideias combatem-se com ideias, não com insultos abjectos.
José Mário, peço-te que arranjes forma de limpar este tipo de lixo do blogue, que não o merece.
Obrigada.
Inês Pedrosa

Publicado por: Inês Pedrosa em fevereiro 7, 2005 08:34 PM

O ataque da Ana Miranda à Helena Matos é um exemplo do pior que pode existir na discussão pública entre duas pessoas com opiniões diferentes. Eu também discordo de quase tudo o que a Helena escreve, mas respeito a sua inteligência e tento rebater, quando considero necessário, as suas ideias. Foi o que fiz, de resto, em relação à crónica que o tchern lincou. Não gostei do tom do artigo e considerei particularmente injusto ver no mesmo saco Álvaro Cunhal e um líder da AlQaeda. Por isso escrevi o comentário que podem ler acima.
E é isso que se espera do diálogo entre pessoas de bem: objecções e argumentos; não insultos. Acusar o adversário de distúrbios hormonais e outras "limitações" femininas, ao melhor estilo dos machos trogloditas, é um método rasteiro e triste, para mais vindo de uma mulher.
São posições descabeladas e grosseiras como esta que dão mau nome à esquerda. E como bem assinalou a Inês, nós não merecemos levar por tabela.
À Helena, mesmo sem culpa directa pelo sucedido, o meu pedido de desculpas.

Publicado por: José Mário Silva em fevereiro 8, 2005 12:52 PM


José Mário Silva, lamento. Por vezes, ao tentar gracejar, saio com textos menos felizes. A brincadeira com o distúrbio hormonal foi um destes casos, e seguramente já aqui estaria a chamar-te misógino se tivesses escrito algo do género, nem que fosse a brincar. Porque sou mulher pensei que podia arriscar mais nesse humor, mas prontamente apareceu aí a outra a chamar-me de proto-machista. My fault. Todavia, este foi seguramente dos "insultos" mais leves que a dita senhora terá recebido na blogosfera, onde tem a fama universal de não saber do que fala. Quanto a insultos, a dita senhora é uma especialista a distribuir insultos a tudo e todos nas suas crónicas semanais - é quase uma imagem de marca que criou, e que agrada a alguma gente que se identifica com o que ela escreve, mas, por decoro, e para não parecer idiota, não se atreve a escrever nada semelhante. Uma vez mais, lamento se me excedi, e aqui retrato-me, pelo respeito que você e quem aqui escreve me merecem. Fico-me por aqui.

Publicado por: Ana Miranda em fevereiro 8, 2005 07:26 PM

Vou só fazer um comentário meu, a título pessoal. Tentei mandá-lo para a Ana por email, mas não consegui.
Reconheço que a Ana se excedeu no tom com que criticou Helena Matos, mas não é esse, de todo, o tom habitual dos comentários da Ana. Por isso, parece-me bastante injusto o tom com que Inês Pedrosa se refere aos mesmos, como "lixo" que deveria ser "limpo". Os comentários da Ana, em geral, a meu ver enriquecem bastante este blogue. A Ana já reconheceu que se excedeu e acho que devemos passar à frente, mas sinto que, a título pessoal, repito, devo fazer esta ressalva, sem prejuízo de nada que o José Mário tenha dito.

Publicado por: Filipe Moura em fevereiro 8, 2005 07:54 PM

Bujarda e extraordinário escrevem-se assim senhor ignorantobil!

Publicado por: edite em fevereiro 8, 2005 08:36 PM

edite, muito obrigado pelas correcções.

Quanto à Inês não é a primeira vez que intervém aqui no blog em defesa da Helena e isso fica-lhe bem sobretudo quando é para ripostar a comentários de ordem pessoal.
Isto não impede que eu considere que o comentário da Ana, embora susceptível de ser criticado, está perfeitamente dentro do espírito habitual de um certo tipo de comentário blogosférico mais agressivo.
Essa agressividade é fundamental para o "espírito dos blogs". Não é lixo. Tal como não são lixo muitos comentários agressivos que recebemos nos posts.
São opiniões à flor da pele, mesmo aquelas que provêm de pessoas que sistematicamente sentem a necessidade de nos atacar.
Apagar esse "lixo" é ceder ao "politicamente correcto" contra cujo poder imaginário a HM pretende precisamente erigir-se como hipotética porta-voz.
Sem esse "lixo"- embora nunca exclusivamente com ele- não existiria o entusiasmo pela polémica que sustenta a blogosfera.
Para mim, pelo menos a blogosfera não tem muito significado sem comentários de todo o tipo.
Não pode é extinguir-se aí.
Esta "atitude" agressiva, exige por outro lado um mínimo de "fair play". Quando insultamos alguém não podemos ficar à espera de "mimos" em resposta e tomá-los como ataques pessoais.
Até hoje os únicos comentários que apaguei e adulterei foram do tipo publicitário ou específicamente do riapa.
E exclusivamente porque no meu entender era indispensável fazê-lo para defender a própria existência dos comentários.
Por outro lado, existe um "ataque pessoal" inevitável quando se fala da Helena Matos, que é o basismo algo primário que transparece na generalidade dos seus textos no público e a sua obsessão em ver apenas um dos lados da questão.
A afirmação de Inês que Helena "escreveu simplesmente para quem entenda..." é risível e apenas compreensível por um grande sentimento de amizade.
Uma das coisas que qualificam o tom geral dos pequenos exercícios de demagogia que a HM escreve é precisamente a sua vontade de distorcer coisas simples para quem as queira entender. Eu diria que ela por vezes parece discutir consigo própria numa tentativa de recalcar a possível esquerdista primária - aquela que "inspira" os ataques - que HM terá sido noutros tempos, mas isto é já psicologia barata.

Publicado por: tchernignobyl em fevereiro 9, 2005 12:09 PM


Pior que essa senhora a comparar eleições do Iraque com as eleições de Portugal em 1975 são os media americanos (Fox News principalmente) a falar de uma "liberação" do Iraque, numa comparação com a "liberação" da Europa após a queda do nazismo. Ridículo.

Fazem de tudo para justificar e embelezar essas intervenções americanas no Oriente. Como já se disse, "numa guerra, a primeira vítima é a verdade".

Publicado por: Nikolas Spagnol em fevereiro 10, 2005 09:52 PM

Luís Delgado no "DN" e Helena Matos no "Público": 50% de paridade. Não há pachorra.

Publicado por: Espectro em fevereiro 11, 2005 12:16 AM

Car@s,

depois de 4 anos fora de Portugal, vejo que a situação continua a mesma(como diria o Manuel de Oliveira sobre os GRANDES PLANOS: ficam..e ficam....e ficam...)
Soube há puco que o "ABC" espanhol pensa comprar o "Jornal de Noticias" português, se isso acontecer....estas "cronistas" do Publico,DN e afins, serão uma gota de água, comparados coma verborreia intelectual que é o oceano jornalistico-editorial espanhol, onde a seriedade, isenção e mais grave, a absoluta falta de conhecimento das realidades, fazem com que a imprensa esteja em Espanha, ainda sob a influência dos "caudilhos" da direita franquista(excepção feita naturalmente ao diário "Gara" de Euskadi e ao "AVUI" da Catalunya).

Não baixem a guarda..pq eles andam aí.

Lusitano em Madrid.

Publicado por: Lustano em Madrid em fevereiro 16, 2005 02:10 PM