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dezembro 29, 2004

DE NOVO O PLÁGIO MADE IN "SEMIRAMIS"

O povo tem razão. É mesmo mais fácil apanhar uma mentirosa do que um coxo. Quando acusei a autora do blogue "Semiramis" de plágio, logo ela me chamou caluniador, afirmando que apenas se tinha socorrido de calhamaços de bons historiadores, nunca de materiais duvidosos como os que se encontram na net (esses ficariam reservados para ignorantes como eu, um mero "invejoso primata"). E fez-se de vítima – acolitada por um grupo de fiéis - negando a evidência de ter copiado literalmente pelo menos oito passagens dos dois sites que apontei então. Literalmente: palavra por palavra. Mas não: ela tinha mesmo escrito aquilo tudo "num fim de semana", "tão rapidamente", e eu é que estava a inventar "estultices" quando se tratava apenas de um caso de legítima reprodução de fontes medievais (!).
A menina Joana devia ter ficado caladinha. É que me conseguiu irritar com a sua pesporrência. Assim, dei-me ao trabalho de investigar outro "Tomo" da sua "Obra sobre o Código da Vinci", como ela chama às suas cópias de colegial cábula. E não foi difícil apanhá-la de novo com a boca na feia botija do plágio.
A aldrabice começa logo nos prolegómenos do post "Descodificando o Código da Vinci 2". Desta vez, a vítima foi encontrada cá em Portugal; sempre se poupou o trabalho da tradução... No ano passado, o matemático António Machiavelo proferiu uma palestra, intitulada "O Número de Ouro: Factos e Mitos". Esta está assim resumida no site da Faculdade de Ciências do Porto:
"O número de ouro também chamado Divina Proporção desde que Fra Luca Paccioli, sob a influência de Piero de La Francesca, escreve um livro de treze capítulos só sobre este número com desenhos de Leonardo da Vinci (o primeiro a utilizar a expressão sectia aurea), é talvez, de todos os números, o mais famoso e ubíquo."
Agora, eis a versão da Joana: "O número de ouro também chamado Divina Proporção desde que Fra Luca Paccioli, sob a influência de Piero de La Francesca, escreveu um livro sobre este número com desenhos de Leonardo da Vinci (o primeiro a utilizar a expressão sectia aurea), é talvez, de todos os números, o mais famoso e ubíquo."
Chama-se a isto fidelidade canina ao original, ou, em bom Português, uma lata monumental. Julgaria a "autora" que ninguém a apanharia?
Adiante. Uma vez que a palestra assim apresentada não está online, impunha-se procurar outras "fontes". Onde foi a Joana desaguar? No site da Faculdade de Ciências de Lisboa, onde encontrou um interessante trabalho escolar, da autoria de três alunas da licenciatura de Ensino de Matemática, que se veio a revelar bastante útil. Vejamos como:
"Se desenharmos um rectângulo cuja razão entre os comprimentos dos lados maior e menor é igual ao número de ouro obtemos um rectângulo de ouro. O rectângulo de ouro é um objecto matemático que marca forte presença no domínio das artes, nomeadamente na arquitectura, na pintura, e até na publicidade. Este facto não é uma simples coincidência já que muitos testes psicológicos demonstraram que o rectângulo de ouro é de todos os rectângulos o mais agradável à vista."
Aqui fica a inovadora e original versão da Joana:
"Portanto, se desenharmos um rectângulo cuja razão, entre os comprimentos dos lados maior e menor, é igual ao número de ouro, obtemos um rectângulo de ouro. O rectângulo de ouro é uma entidade matemática que marca forte presença no domínio das artes, nomeadamente na arquitectura, na pintura, e até na publicidade. Este facto não é uma simples coincidência já que muitos testes psicológicos demonstraram que o rectângulo de ouro é de todos os rectângulos o mais agradável à vista."
Sempre sem aspas ou qualquer menção ao facto de se tratarem de citações de trabalho alheio. Mas querem mais, muito mais?

Faculdade de Ciências:
"Ou seja, dado um segmento de recta AB, um ponto C divide este segmento de uma forma mais harmoniosa se existir a proporção de ouro AB/CB = CB/AC (sendo CB o segmento maior). O número de ouro é exactamente o valor da razão AB/CB, a chamada razão de ouro."
Joana:
"Ou seja, dado um segmento de recta AB, um ponto C divide este segmento de uma forma mais harmoniosa se existir a proporção de ouro AB/CB = CB/AC (sendo CB o segmento maior). O número de ouro é exactamente o valor da razão AB/CB, a chamada razão de ouro."

Faculdade de Ciências:
"A divisão de um segmento feita segundo essa proporção denomina-se divisão áurea, a que Euclides chamou divisão em média e extrema razão, também conhecida por secção divina pelo matemático Luca Pacioli ou secção áurea segundo Leonardo da Vinci."
Joana:
"A divisão de um segmento de recta feita segundo essa proporção, denomina-se divisão áurea, a que Euclides chamou divisão em média e extrema razão, também conhecida por secção divina ou secção áurea, segundo Leonardo da Vinci, como escrevi acima." ("como escrevi acima"... Há que lhe fazer justiça: esta plagiadora dispõe de um fino sentido da ironia!)

Faculdade de Ciências:
"Até hoje não se conseguiu descobrir a razão de ser dessa beleza, mas a verdade é que existem inúmeros exemplos onde o rectângulo de ouro aparece. Até mesmo nas situações mais práticas do nosso quotidiano, encontramos aproximações do rectângulo de ouro, é por exemplo o caso dos cartões de crédito, bilhetes de identidade, o novo modelo da carta de condução, assim como a forma rectangular da maior parte dos nossos livros."
Joana:
"Até hoje não se conseguiu descobrir a razão de ser dessa beleza, mas a verdade é que existem inúmeros exemplos onde o rectângulo de ouro aparece. Até mesmo nas situações mais práticas do nosso quotidiano, encontramos aproximações do rectângulo de ouro, é por exemplo o caso dos cartões de crédito e outros documentos do género, assim como a forma rectangular de muitos dos nossos livros". (Aqui, ainda se deu ao luxo de alterar umas palavritas.)

Julgo que isto basta para dar um bom retrato da "erudição" da criatura: ela atribui escassa credibilidade a coisas que o povo ignaro lê na net, mas limita-se exercícios de corta & cola de material online quando quer impressionar o palonço com a sua vasta "cultura".
No texto que ela apresentou como seu ainda surgiam algumas referências a Le Corbusier e ao seu Modulor. Estou certo que, com um pouco de trabalho, acabaria por dar com os respectivos originais. Mas não é preciso, pois não?
Como se irá ela agora desculpar? Com "fontes" medievais? Com efeitos alucinatórios do best-seller de Dan Brown? A ver vamos. Certo é que a lata desta senhora parece não conhecer limites. Irra!

Publicado por Luis Rainha às dezembro 29, 2004 01:42 AM

Comentários

Scheisse... Isso é que foi a lição bem estudada. Bom, agora só vos falta fazer o mítico ciclo do "kick back, relax and watch the show". hahahahaha

Publicado por: JR Ewing em dezembro 29, 2004 02:20 AM

a senhora devia saber que não há nada pior que um blogger com uma causa.

Publicado por: pfig em dezembro 29, 2004 07:03 AM


A Joana é fresca, mas não fez mais do que vocês têm feito.

A Joana irrita-me especialmente, porque tem a mania que é mais esperta do que os outros.

Acha-se perfeita e olha sempre para baixo do alto da sua intocável Cátedra.Já a conheço de outras "guerras" (expressoonline).

É de uma arrogância patética e ridícula.


Faz-me lembrar uma certa Pinto Correia, que copiava textos em Nova Iorque (este ano não fui..)e os vendia aqui ao Zé Povo na Visão.

Publicado por: joão da quinta em dezembro 29, 2004 09:48 AM

OH JOANA
PENSAR QUE ESTIVESTE TÂO PERTO...
LÀ LÀ LÀ LÀ
LÀ LÀ LÀ

:)

Publicado por: d. em dezembro 29, 2004 09:56 AM

Luis Rainha:
Você é um doente e anda obcecado por mim. Desta vez nem preciso responder, visto que já estava respondido no próprio texto do Descodificando ... 2, onde indico a bibliografia: (http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/167934.html)
Mas claro ... você nem lê livros nem revistas científicas. É só net.
É só a ignorância obesa da net.

Publicado por: Joana em dezembro 29, 2004 10:35 AM

é impressão minha, ou existe algo de sexual no meio disto tudo? uma briga de amantes?
Luís, seu javardolas, que fizeste à pobre e carente Joana? ;)

Publicado por: letrinhas em dezembro 29, 2004 10:43 AM

«Indico a bibliografia» é uma forma de falar, claro. Que descaramento.

Publicado por: Gonçalo em dezembro 29, 2004 11:18 AM

Luís, tadinha da senhora... O outro tem razão, não há nada pior do que um blogger com uma causa destas. Ela saberia com quem se metia?...
Eu tenho um coração de manteiga, e é como quando vejo um clube apanhar 7 a 0, ou a meter golos na própria baliza, fico logo cheia de pena. Com a Pinto Correia foi o mesmo, só pensava "deixem lá a pobre, que vergonha já deve ter..."
Não entendo onde queria chegar o João da Quinta com «não fez mais do que vocês têm feito». Mas este comentador já deixou outra ponta de veneno moutro sítio, e parece-me que o estou a situar.

Publicado por: Emiéle em dezembro 29, 2004 11:35 AM

Montecchios e Capullettos de espada em riste, um cisma intelectual em final de ano. A joaninha que não gosta do apodo Xerox. O meu prezado Luis, de que tanto gosto pela verve que aqui deposita, tomado de ira bloguística. Os cães foram lançados, pois que de dados estamos coversados. E muitos são plagiados, como se vê (lê). Uma obsessão, um arrufo? O que nos reserva o próximo ano? Algúem já perguntou ao Luis Delgado?

Publicado por: Pedro Vieira em dezembro 29, 2004 11:35 AM

a isto se chama flaming... :)

Publicado por: Alexandre Monteiro em dezembro 29, 2004 11:41 AM

Luis, excelente trabalho de investigação.
Estas situações merecem ser denunciadas. E tu fizeste esse trabalho muitissimo bem!

Publicado por: cachucho em dezembro 29, 2004 11:52 AM

Quando ela diz "indico a bibliografia" refere-se a isto: "Nota: Ver O Número de Ouro in Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática nº 17 (Junho 1990), nº 19 (Fevereiro 1991) e nº 20 (Junho 1991)".
Ora ambos os textos que eu refiro são bem posteriores a 1991. E se não fossem, estaria justificado o esbulho?

Publicado por: Luis Rainha em dezembro 29, 2004 12:39 PM

Parece-me que agora, com certos bloggers como Luis Rainha (com quem pode não se estar de acordo mas não manda patelas para o ar), a blogosfera está a alcançar uma certa seriedade e maturidade. Por isso, os comentadores deviam também seguir esta tendência (contra mim falo) e preparar com seriedade honesta os seus comentários.

Publicado por: jm em dezembro 29, 2004 12:42 PM

«Seriedade honesta» é o sintagma adjectival mais maravilhoso que já vi escrito este ano. Será que não queria dizer «honestidade séria»? LOL

Publicado por: João Pedro da Costa em dezembro 29, 2004 01:11 PM

é verdade que essa joana não prima pela honestidade...

Publicado por: Rui em dezembro 29, 2004 02:17 PM

quem é que acende a fogueira?

Publicado por: fernando esteves pinto em dezembro 29, 2004 02:33 PM

Ainda ligas a isto... infelizmente plágio é o que mais existe na net, eu sou pl´sgiado, tu és (mais do que eu) plagiado. Todos plagiam tudo. FELIZ 2005

Publicado por: polittikus em dezembro 29, 2004 03:16 PM

Sugiro ao Rainha que vista a gabardina de gola alta, e que vá investigar os ficheiros secretos de muito professor catedrático deste país(alguns chegam a plagiar os próprios alunos), de muito crítico musical encartado, de muito crítico de cinema, de literatura, etc. De muito coreógrafo, encenador, performer, designer, etc, etc.Aí sim, estaríamos perante a emergência de um caso sério de jornalismo de investigação a nível de blogues.

Publicado por: wuz em dezembro 29, 2004 03:32 PM

É mesmo inacreditável. A Joana">http://semiramis.weblog.com.pt/">Joana ou tem uma ilimitada crença na estupidez alheia ou sofre de uma irresistível pulsão suicidária.
Defendeu-se ela afirmando que se limitou a consultar a biografia que indicava no fim do post em questão (os números 17, 19 e 20 do Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática).
Ora também aqui a plagiadora teve azar: este boletim está online,">http://nautilus.fis.uc.pt/bspm/">online, sendo de fácil consulta. E que se descobre descarregando as três partes em que o artigo de Iolanda Lima se encontra dividido (http://nautilus.fis.uc.pt/bspm/revistas/17/062-065.100.pdf ">1, http://nautilus.fis.uc.pt/bspm/revistas/19/039-041.100.pdf ">2 e http://nautilus.fis.uc.pt/bspm/revistas/20/034-037.100.pdf ">3)? Precisamente as passagens do post da Joana a que faltava atribuir um original!

Estão lá todas as peças até agora sem autoria certa: "Os artistas da Renascença designaram por número de ouro, um número que, desde a mais remota antiguidade, era visto como símbolo cosmológico e fórmula mágica. Pelas propriedades de que goza, o número de ouro é chave de diversas construções geométricas utilizadas, desde há muitos séculos, na Arquitectura; a proporção que ele traduz é considerada particularmente estética e numerosas obras primas da pintura e da escultura inspiraram-se nele", na primeira parte do artigo do BPSM; o "O MODULOR. módulo de ouro, é uma tabela para uso da Arquitectura, inspirada no número de ouro F. Le Corbusier construiu-a tomando como base três medidas aproximadas, 43cm, 70cm e 113cm, onde 113 = 70 + 43 e cuja razão é o número de ouro", na segunda parte do mesmo; etc, etc.
Mais uma vez, tudo copiado sem perder uma palavrita, sem descurar uma só vírgula.

O que não se encontra neste artigo, claro está, é qualquer prova de que os autores que referi anteriormente se tenham inspirado no trabalho da Dr.ª Lima.

Publicado por: Luis Rainha em dezembro 29, 2004 04:15 PM


Depois disto é que eu não escrevo o meu planeado blog! Ainda aparece-me o Luis Rainha num dos seus "surfings" e descobre-me as fontes todas!

Publicado por: Ana Miranda em dezembro 29, 2004 04:20 PM

O rectangulo de ouro e uma coisa muito antiga, ja toda a gente falou sobre ele, as alunas da faculdade de ciencias devem ter copiado o seu texto em qualquer lado, tambem! As mesmas, ou muito parecidas palavras, devem estar escritas em montes de sitios! O rectangulo de ouro tem uns 2000 anos, nao? Sera que e necessario citar as fontes, num caso destes?

Publicado por: luis em dezembro 29, 2004 05:17 PM

"Você é um doente e anda obcecado por mim. Desta vez nem preciso responder, visto que já estava respondido no próprio texto do Descodificando ... 2, onde indico a bibliografia: (http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/167934.html)"

Então quer dizer que referindo a bibliografia estamos a modos que livres de plagiar. Triste Joaninha.

Publicado por: Monty em dezembro 29, 2004 05:57 PM

Outra coisa, Luis:
Olha que a fulana está absolutamente convencida de duas coisas:
1ª - que veio ao mundo para nos educar;
2ª - que não está a fazer nenhum mal.

Publicado por: Monty em dezembro 29, 2004 05:59 PM

Como, neste caso, o plágio parece indesmentível começam a pôr em causa o conceito de plágio. Uma vez, um colega meu chamou-me a atenção para os pontos que as obras de Kubrick e Borges tinham em comum. Foi uma conclusão à qual ele chegou por ter visto os filmes de um e lido os livros do outro. Um dia, ao ler um livro sobre Kubrick descobriu uma abordagem semelhante. Isto para dizer que é óbvio que aquilo que dizemos já foi dito de muitas outras maneiras por muitas outras pessoas e que a maior parte das vezes nós desconhecemos esse facto. Falta de originalidade não é crime e não é desonestidade. Quando muito demonstra um conhecimento supérfluo sobre um determinado tema. Desonestidade é copiar parágrafos inteiros sem indicar as fontes e apresentar isso como trabalho próprio. E essa desonestidade, noutras circunstâncias é crime e tem o nome de plágio.

Publicado por: Bruno Vieira em dezembro 29, 2004 06:05 PM

Rapaziada, a diferença entre plágio e utilização de fontes é só uma: o plágio é cópia, a utilização de fontes é a reutilização e reformulação de informação.

O plágio, que além de situar perfeitamente a mediocridade de quem o utriliza é crime, consiste na apropriação indevida da expressão artística ou técnica da informação sem atribuição dos devidos créditos aos seus autores. A escrita baseada em fontes pode ser a cópia, com os devidos créditos e demais sinalefas-padrão, como o uso de aspas nos trechos copiados (exemplo: "Barão Perfeito escreveu no seu livro de 1888 que «o rei é o motor da sociedade republicana»", ou a reutilização da informação em texto próprio (exemplo: "a velocidade da luz, de cerca de trezentos mil quilómetros por segundo, não é suficiente para que a fraude escape do longo braço do Luis Rainha").

A diferença é simples e cristalina, por mais que a mediocridade custe a compreendê-la (o que até faz algum sentido: mesmo as coisas mais simples necessitam de um cérebro para serem compreendidas. E nem sempre o cérebro existe. A cabeça da Joana, por exemplo, é um túnel de vento).

Outra forma de pôr as coisas, que talvez sirva para torná-las ainda mais claras, é a seguinte: a informação não tem dono; a expressão da informação, tem. (Re)utilizar a informação não é plágio; (re)utilizar, sem os devidos créditos, a expressão alheia da informação é plágio.

Et c'est ça.

Publicado por: Jorge em dezembro 29, 2004 06:06 PM

«Expressão da informação», é isso o plágio, o Jorge pôs os pontos nos is e talvez já tenha tirado a vontade a alguns de justificar, explicar, minimizar, relativizar o plágio.

Publicado por: jm em dezembro 29, 2004 06:17 PM

Não posso! Li no Arcabuz e vim aqui comprovar e não é que é...? Olha se a Joana gostasse da internet?

Publicado por: Yochanan Hayash D'Affonseca em dezembro 29, 2004 06:28 PM

a Joana não é somente plagiadora: também não gosta de criticas!-escrevi há pouco um comentário no blog dela, precisamente no post em questão, e zzpppp! já lá não está...

de qualquer modo, cara Joana, só queria dizer-te que é vergonhoso o que andas a fazer. plágio é uma coisa completamente diferente de utilização de bibliografia, plágio é roubo, plágio é ter um ego maior que a mente.

Deves, no minimo, um pedido de desculpas aos teus leitores (aos quais não pertenço, "tropecei" no teu blog via BdE).

Bom 2005 a todos!
(sim, isto tb é plágio, Joana :)

Publicado por: domingos em dezembro 29, 2004 06:48 PM

o que me faz confusão é que o plágio é um acto aparentemente muito claro, basta pegar num conjunto de frases e copiá-los ipsis verbis (ou mesmo com ligeiras "adaptações") sem indicar claramente a fonte ou no mínimo que existe uma outra "fonte" qualquer, e é esse o caso em presença, não se trata de "tratar o tema" ou "sofrer influências".
Mas se a Semiramis coitada tenta defender-se como pode como é natural, já se estranham os asseclas normalmente tão "objectivos". A argumentação equipara-se em objectividade à do comentador de bancada pelo que não existe à superfície da terra demonstração capaz de convencê-los do que não querem admitir. Há coisas que nunca mudam.

Publicado por: tchernignobyl em dezembro 29, 2004 07:08 PM

Repetir as ideias dos outros não é pensar.

Não me lembro quem é que disse (escreveu?) isto mas não é meu. (É só para não me acusarem de plágio):)

Bom ano 2005

Publicado por: curioso em dezembro 29, 2004 09:32 PM

É uma vergonha,infelizmente parece que é a nova moda dos bloggers sem imaginação e inteligência,deve ter sido contagio dos jornalistas que copiam dos blogs.

Publicado por: re21 em dezembro 29, 2004 09:43 PM

O Luis Rainha é um perito em cópias. Já o denunciámos várias vezes!

Publicado por: Alpedrinha em dezembro 29, 2004 10:02 PM

Publicado por: domingos em dezembro 29, 2004 06:48 PM:
O Domingos escreve que o seu comentário foi retirado do Semiramis. Mas eu vi-o lá em Afixado por domingos em dezembro 29, 2004 10:15 AM.

Eu li o post da Joana e achei-o convincente. Pelo que conclui todos copiaram dos mesmos sítios, só que a Joana e a mana tinham copiado há 12 anos.

E essa história de professores reputados do Luis Rainha só dá para rir. Estou farto de ver professores roubarem trabalhos dos alunos.

Publicado por: VSousa em dezembro 30, 2004 01:26 AM


Já o disse e reafirmo, plagiar é cumprimentar com o chapéu dos outros, é ter um Fiat Uno e alugar um Ferrari para passar à porta do Café sem parar.

É querer parecer sem o ser.

É passar por mulher de César, sendo empregada do Aio de César.

É ser Tia sem ter irmãos.

É ser Mãe, sem ter filhos.

É ser Poeta, sem saber ler, falar ou escrever.

Plagiar, é não ser..

Publicado por: joão da quinta em dezembro 30, 2004 01:59 AM

eheh... essa joana é incrivelmente divertida: "vejam que eu tenho a bibliografia donde copiei..."

mas pensem bem

qual é a crise da joana ter plagiado?
vejam o contexto:
- a esmagadora maioria das pessoas que lê o blog Semiramis nunca leu nem nunca vai ler os textos originais dos autores verdadeiros
- se estas pessoas ficaram a saber alguma coisa acerca dos assuntos tratados foi graças a joana que se deu ao trabalho de procura e copiar esses textos
- a joana foi,sem dúvida, movida pela vaidade, mas perante quem? o que ela escreveu não é uma tese de mestrado, não entra pro curiculum dela, quem leu os seus posts não vai a correr dar-lhe um emprego de historiadora...quer dizer ela teve a pavornear-se perante inconsequentes, o que é, no mínimo, inofensivo
- a joana não foi paga para fazer os posts...
- a joana não defende (pelo menos não no blog) nenhuma reputação (tirando a de blogueira, que é perfeitamente informal)

eu tb ando na faculdade e conheço a necessidade quase visceral dos académicos (profs, mestrandos, etc) em apresentar textos com a maior honestidade intelectual possível. mas para o comum dos mortais não importa um cavaco se foi a joana, ou o fulano, ou o beltrano, a escrever os textos. pode interessar a informação, mas o corpo do texto...

se a joana tivesse dito logo: "é verdade, reuni, copiei e organizei uns textos que conheço sobre o assunto. não me dei ao trabalho de criar um texto novo porque achei que não se justificava para o efeito. e sim, talvez devesse ter referido isso no post, mas os meus leitores não se interessam em ler grandes tratados históricos, e quem se interessa pode procurar fontes muito mais completas do eu. e mesmo se alguém me pedisse por e-mail eu daria a bibliografia que alegremente plagiei."

bem, quanto a mim, eu desculpava-a. afinal, a vaidade das pessoas pequenas não faz sombra nem mossa a ninguém. bem sei que a turma dos académicos continuaria com igual, ou maior, repulsa, mas enfim...

Publicado por: marini em dezembro 30, 2004 03:15 AM

hum 90% dos trabalhos escolares são plagiados... isto começa na escola.
antigamente era pelas enciclopédias hoje é pela net.
algo vai mal no sistema de ensino

Publicado por: Vitor Matos em dezembro 30, 2004 10:04 AM

LUIS?
Nem agradeces os presentes que as pessoas te dão?
Malcriadão!!!

http://asruinascirculares.weblog.com.pt/arquivo/2004/12/post_a_la_magri_1.html

Publicado por: Monty em dezembro 30, 2004 01:22 PM

E se os Metallica soubessem que um colega meu do 9º ano(daqueles que se estavam perfeitamente a borrifar para tudo e todos) copiou todinha a letra de uma canção sua para uma composição de inglês? E que a professora gostou tanto que deu 17 valores ao trabalho criativo? Eu e o L. fartámo-nos de rir da brincadeira. Certas coisas dão um gozo inesquecível.

Publicado por: wuz em dezembro 30, 2004 01:30 PM

VSousa,

O seu problema só pode mesmo ser a preguiça, e nem sequer apenas mental; também do dedinho do rato.
Já afixei os links para a bibliografia que ela citou e para as "fontes" de onde copiou.
Os textos da FC e do professor Machiavelo nada, mas mesmo nada, têm em comum com os Boletins da SPM. Destes, aliás, também a Joana retirou, letra a letra, extensas passagens.
O que pode haver de "convincente" numa qualquer negação de algo tão óbvio e comprovável?

Publicado por: Luis Rainha em dezembro 30, 2004 04:51 PM

Não conhecia de lado nenhum essa senhora, mas fiquei pasmado com a quantidade de idiotas que lá vão bajulá-la... Também fico pasmado com a quantidade de outros idiotas que aceitam com naturalidade o plágio e todas as outras gatunices.

O meu apoio ao Luís Rainha pela pachorra que vai tendo em desvendar estas situações, pode ser que comecem a acontecer menos vezes.

Publicado por: MBP em dezembro 31, 2004 01:01 AM

Vocês parecem adeptos do Clube de Marcos de Canavezes indignados com um penalty contra o clube e a provar, por causa disso, que o árbitro foi subornado.
Vocês andam à volta de conjecturas. Essas alunas da FC merecem alguma confiança especial?
Vocês não querem apenas acreditar naquilo que lhes convém?
Como é possível plagiar com 12 anos de antecedência?
A vossa é uma conversa de tontos.

Publicado por: Fred em dezembro 31, 2004 01:47 AM

Há um anito ou mais atrás, escrevi isto já nem sei porquê (talvez saiba, mas para o caso porco interessará):

........

Estou a ouvir o "Requiem" de Mozart...

Ao mesmo tempo, leio "A Serpente" de Stig Dagerman...

Que paralelismo existirá no que oiço e no que leio?

Uma frase prende-me ao livro e não me deixa avançar, enquanto Mozart se aproxima do abismo...

"Extraordinária, a facilidade com que se mentia. (...)"

E não passo daqui. Porque será?

O Mozart suga-me para a sua mentira? Ou será antes Stig a tentar perder-me na sua verdade?

"Naturalmente, aqui nada tem sentido em si mesmo, de outro modo jamais poderíamos perdoar a vida, mas tudo o que fizemos ou deixámos de fazer tem certamente uma grande importância em relação a nós próprios, ao nosso sentimento de culpa.", dirá Stig um pouco mais à frente (ou atrás?)...

Mas isso que interessa, quando o que se lê mais não é de o que queremos ver repetido e confirmado perante os nossos olhos?

As re-leituras têm destas coisas...

As leituras, não: são um acto de adesão ou de não-adesão.

Por isso, rio-me.

Rio-me das leituras. Rio-me da subjectividade. Rio-me das adesões.
E choro com o Mozart
...........

Hoje, ao seguir as trocas de posts entre o Luis e a Joana do "Semiramis", não sei por que raio me fui lembrar do que escrevi...

Talvez porque me faça confusão esta luta eterna entre as "adesões" e as "subjectividades", porque não consigo compreender como dela, da luta, resulte algo de enriquecedor para quem a trava.

Leio o Luis... Leio a Joana... e ambos me parecem o sapo de Esopo: rebentarão (ou não) quando as respectivas "plateias" acharem que se cansaram de os aturar.

Por isso, antes de rebentarem, tenham a paciência de perguntar ás "plateias" se se querem dar ao trabalho de mandar limpar as fatiotas dos resíquos que restarem...

E um bom ano a quem é de bom ano nesta época.

Publicado por: re-tombola em dezembro 31, 2004 02:15 AM

Têm demasiado tempo livre para se dedicarem a polemicas destas e dão uma excessiva importancia a um ambiente informal como é o dos blogs.

Querer para um blog as mesmas regras que para uma dissertação de doutoramento parece disparatado.

De futuro quando o Luis Rainha der uma opinião sobre qualquer assunto vou exigir as referencias aos estudos que fundamentem essa opinião.

Quando ele afirmar que um automovel polui será preciso fundamentar essa afirmação com as devidas referencias.

Parece-me mais grave quando se fazem afirmações deturpadas ou descontextualizadas como é usual nos blogs que omitir num trabalho à pressa para um ambiente informal a origem das partes de um texto. Foi feito de graça e se tivesse esses cuidados demoraria mais tempo.

Curiosamente ninguem contesta as informações contidas nesses textos. Foi um trabalho de divulgação. Está razoavelmente bem feito. É uma colagem. É melhor que as colecções de disparates infundados que se divulgam nos blogs e sites da net sem que ninguem proteste.

LR, dê uma volta por sites de divulgação medica que contêm informações erradas e podem prejudicar gravemente a saude de quem fizer pesquisas na net. Isso sim é grave.
Esqueça, não tem referencias bibliograficas logo pelos seus criterios não é grave.

Publicado por: Diletante em dezembro 31, 2004 11:00 AM

palavras para quê?
são artistas portugueses.
se eu "escrever" a "história do declinio e queda do império romano" e assiná-la com o meu nome estarei a fazer um trabalho "bem feito", cujas informações "curiosamente" pouca gente se disporá a "contestar" e será um excelente "trabalho de divulgação".
Está visto.
Claro que o plágio da semiramis sendo um plágio não será dos plágios mais graves, apenas ganha alguma dimensão mais "picante" pela escrita arrogante do tipo "a maior autoridade viva" que é habitual na senhora.

Publicado por: tchernignobyl em janeiro 2, 2005 11:26 PM